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natalia nuno

natalia nuno

o estremecer dum sonho...

a Poesia é sempre admirada
ora por uns ora por outros
é olhada com olhar perscrutador,
tem encanto, é delicada
e é escrita com amor,
com sensibilidade e arte
fala de saudade e do tempo
que parte.
brilha, é nobre no seu doce canto,
eu lhe quero tanto!
Poesia filha do coração
canto de felicidade
e gratidão.

venero-a permanentemente
canto-a como se fosse Poeta
a minha ternura por ela é maternal
componho-a com rima natural,
quero-lhe demasiadamente
depuro-a, dou-lhe verdadeiro rumo
com os olhos rasos de lágrimas
nem sempre surge talento
assumo!
a saudade é a essência
geme e soluça nela a toda a hora
palavras correm em eterna
florescência...

fascina-me o olhar,
faz-me esquecer o inverno que há-de vir
e lembra a primavera a chegar,
leva-me a sítios
onde não posso mais voltar,
faz ressurgir o passado
e tudo quanto no coração
trago gravado,
resta viva nela a certeza
de viver
sem ela...sou grão de areia perdido
sem ela, não tem a vida sentido


natalia nuno
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fernanda_xerez

fernanda_xerez

FRAGMENTOS DO COTIDIANO - VI


Um toque de alma
sem explicações, algo que acalma
___ acalanta corações;

Alma que se envolve
num manto bordado, a paz que absolve
___ nosso lado sagrado;

Transcendência pura
permeando cada ser, é plena e perdura
___ em (todo) nosso viver.

A transcendência envolve a gente
- por inteiro - como uma corrente elétrica,
quando tocamos a alma da pessoa certa.
Fernanda Xerez
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beneditocglimadonquixotepant

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FLORILÉGIO DA ESPERANÇA

Um livro
Mil sonhos
Mil versos
Mil flores
Mil esperanças
Florescendo nas páginas pétalas versejantes
Um novo tempo
Uma nova era
Pedaços do existir
Do vir a ser
Do devir
Ontem hoje e amanhã
Costurados pela amizade juvenil
Que não se envelheceu através dos anos.
147
natalia nuno

natalia nuno

poema incompleto...

Sinto-me um rouxinol
voando sobre seara amarela
sedento de sombra, fugindo ao sol,
ou uma papoila singela
a rodopiar ao vento...
p'la janela, olho o movimento lento
do rio, o silêncio do nada, o vazio,
e sobre o papel inicio mais um poema
sombrio...

estendo a colcha de renda
sobre a cama,
ouço o bater do coração
que te ama,
os lençóis vazios,
e o poema ainda mal começou.

conformado com os dedos frios
com quem se cruzou,
diz-me baixinho:
segue e deixa-me p'lo caminho.

natalia nuno
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natalia nuno

natalia nuno

haverá pássaro e flor...

lanço os anos ao esquecimento
deixo-me como a água errante
que segue perdida
cujo destino é desbravar
caminho
que a levará ao mar...
vivo a minha hora
aqui e agora
meu tempo sempre principia
já com séculos de nostalgia,
hoje brota prodigioso
e eu o acolho gota a gota
e a minha memória é
como uma gaivota
voando na ilusão
de manter a harmonia
em meu coração.

soalheiros estão os trigais
como o encanto da vida
ao passado volto uma vez mais
dou à saudade guarida.

e haverá pássaro, flor,
e do vento rumor
que isso não pode morrer!
serei a chama da distância
que me queima o coração,
e este sonho que é ilusão
o elo entre o presente e o
passado.
o pensamento recriado,
cada palavra novo caminho,
semeando sementes de carinho
e sempre na incerteza
serei tudo o que sou sem ser,
na surpresa de ver
o sonho dia após dia renascer.


natalia nuno
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natalia nuno

natalia nuno

sem ti ...

me abandono em ti
saio do meu casulo
és o espelho onde me deito
o porto onde eu acosto
contigo a vida regulo
sem ti,
eu morro...aposto!

cansei da palavra
a memória escura
trago fome de ternura.

natalia nuno
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natalia nuno

natalia nuno

passo o tempo a desejar-te...

passo o tempo a desejar-te
como se tivesses partido...
e o tempo sempre a chegar-se
a ofuscar-me o sentido.
volto à felicidade d'outros tempos
a ver-te chegar
recordações fugazes como pirilampos
voejam nos lençóis quentes
onde os nossos corpos de desejos
se entregavam em rasgadas carícias
e beijos...
escuto o silêncio, as horas deslizam
e a lembrança daquele tempo me põe louca
passa um doce vento e num beber lento
teus lábios entreabrem minha boca
mordo a polpa fresca que me ofereces
a recordação é agora ilusão que
se aperta contra o meu peito
e como naufraga, persigo o ar
para no teu beijo me afundar.

verdeja o meu instinto, não minto!
como sonhos inventar?
passo o tempo a desejar-te!

natália nuno
320
natalia nuno

natalia nuno

hoje atardei-me...

extingue-se a luz do crepúsculo
e os aloendros já adormecem
caem as trevas da noite
sobre o salgueiro abandonado
e a minha mão caída sustém
um livro fechado...
meu olhar permanece quimérico
olhando o poente vou sonhando
as recordações sobrepõem-se
quando mergulho no passado...

os traços escapam-se e as interrogações
se apoderam de mim, que fiz eu deste meu tempo,
que fez este tempo de mim?
debato-me em meditações

hoje atardei em chegar
fiquei-me pelo sonho... a sonhar
para não sentir o declínio das próprias forças
crio ilusões,
estendida numa álea florida
tocando as cordas da memória
agora já sem gestos de doçura
a voz sem melodia
a fazer-se sentir o silvo da agonia

mas habita-me ainda a saudade
e no coração a agitação
ainda, de alguma felicidade

natalia nuno
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Antonio Danilo Herculles

Antonio Danilo Herculles

Do lampião

Eu sou de cangote,
Eu sou de cangaço,
Eu sou ascendência
Eu sou lampião,
Eu sou lá do sertão...
"E na certa é por isso mesmo"
Que tudo é coragem no meu coração..
Já fui humilhado morto sepultado
Mas quem disse que sou um ser igual a tu?
Já lhes disse
Eu sou lampião,
sou feito de uma sina
Que termina com destruição/desconstrução;
Sou de cá dessa caatinga,
Que nem mesmo tu imagina
Com essa primeira ilusão...
E não me negue seus pensamentos
Pois sou capaz de lhe roubar,
Não me deixe de evocar..
Eis o que eu amo
Eis a força que eu represento
Eis o que eu amo
Eis o que espontaneamente rebento
Eis a minha imensidão
O meu bem meu mal
minha própria ilusão
É o caos que dentro de mim anseia em ser esxposto
Eis que me chamo lampião..
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natalia nuno

natalia nuno

na paz dos versos...

a minha vida é um suspiro
com palavras ao vento
e silêncios da memória,
um cântaro cheio de saudade
uma manhã de luz e claridade
um raminho fresco de hortelã
recordações em delírio
que disparam e incendeiam
esta minha manhã...

a minha vida tem a medida
exacta dos sonhos
lágrimas e risos, desertos e oásis
paraísos, e promessas de tudo capazes
e sempre uma interrogação...
até quando meu coração?
na paz dos versos, resumo a vida
com imaginação, numa utopia
que me aquece os sentidos
e me desafia, como se fosse meu
lampião...

a vida traz-me enfeitiçada, rendida
às vezes desiludida,
recorda-me o tempo que resta
como sentença, sem rancor
saio da luta, sigo com audácia
incendeio em mim o amor.


natalia nuno
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natalia nuno

natalia nuno

liberto os poemas...

pensei queimar todas as folhas
há só um senão
nada restará, nem o sonho
que ainda ouço de noite às vezes,
que a seu tempo acabará
quando a respiração for sustida
ao final desta alameda que é a vida
aos poemas dou nova oportunidade
retiro a condenação,
mas há um senão
que faço da saudade?
poemas ilusões por mim geradas
fazem parte de mim mesma
são mais fortes que todas as razões
são minha carne, meu pão
meu prazer, minha paixão
ilusões? pois que sejam ilusões!

o bálsamo com que mitigo a dor
o azevinho com que enfeito o natal
a quietude e o vendaval
a corda que me prende ao cais
custa-me a acreditar
que os queimaria e não os sentiria vivos
jamais...
vou mantê-los em liberdade
como o perfume das flores pela campina
e dizer-lhes da minha saudade
desse tempo de menina.

as flores encherão a terra
os versos flutuarão alheados ao tempo
só o eco da adolescência passada
virá ao ouvido ainda
derradeiro eco
neste poema que finda.

natalia nuno

Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=273403 © Luso-Poemas
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Sonia M.Gonçalves (Son Dos Poemas)

Sonia M.Gonçalves (Son Dos Poemas)

Sônia MGonçalves

PLACEBO

Percebo...
Aquilo que nos transfigura
Desde o remédio
Que causa e cura
Com fusão dá inspiração
Mais uma pitada de loucura...
Pensar que a cicuta que liquida
Pode ser também a bebida
Que salva a vida e prolonga
Por isso faço de mim doçura
Ávida e sem muitas delongas
Astronauticamente espacial
Psicossomática mente emocional
Me percebo...
Me placebo...
Me bebo...
O elixir dos meus segredos
No paraíso que deambulo
Placebo é toda poesia que engulo
Ao comprimir os
Batendo asas na porta do purgatório
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natalia nuno

natalia nuno

flor nascida na terra...

Sou flor nascida na terra calada
Trago em mim o orvalho da madrugada
E um Sonho que em mim aflora
Latente vibrando a cada hora.
Mesmo por atalhos estou de chegada
O dia desmaia, e eu, de tanta jornada.

A brisa trouxe comigo!
Também a saudade doída.
Trago tudo dentro do peito,
Tudo o que é meu por direito
É tarde já surge a fadiga.

Não há motivo que apague
Lembranças da minha memória
Nem que no olhar se alague
Páginas da minha história.
Nasci longe do progresso
No seio de gente boa de coração
Um dia estarei de regresso!
E que os pássaros não me estranhem,não?!
Porque eu sou a mesma de então.

Nasci cheirando a terra molhada
De madressilvas perfumada
Bebi das fontes, àgua clara
Me senti uma criança rara.
O Mundo já era Mundo
Chego por fim!
Alguém me estendeu os braços
E num desejo bem profundo
Minha terra, tu me acolhias a mim.

Deixei teu cheiro a rosmaninho
TERRA que hei-de sempre amar!
Ao regressar vou encontrar o caminho
É no teu chão que quero descansar.

rosafogo
natalia nuno




304
alexandre montalvan

alexandre montalvan

Quando o Amor Acabar


Quando o amor acabar

Quero-te mais que tudo, sobretudo
submerso nesta solidão,
até o mar furioso se faz de mudo
e as suas ondas morrem nas areias
pela dor do meu coração.

A calmaria me é trazida pelo vento
mas o pensamento não quer desligar,
este amor é mais que um tormento
e a todo o momento grito teu nome
para tentar me enganar.

Não! Não me digas nada agora,
bem sei que qualquer hora você vai dizer,
não há verdades por dentro ou por fora
porque no âmago
o teu amor não demora a desaparecer.

Tão tênue é a linha da razão
neste lúgubre deserto de tantas tristezas
quando todos os mistérios do coração
emergirem das suas profundezas,
mesmo a mais intensa emoção
será para mim fruto da sua cruel aspereza.

Alexandre Montalvan
205
natalia nuno

natalia nuno

pespontando sonhos...

minhas mãos ficam ávidas
em delírio, enquanto as palavras sobem
e afloram veementes
ganhando raízes no pensamento
em cachos dourados
provenientes
dos cinco sentidos,
ali me aguardam pacientes
como recém-nascidos
a refrescar-me os dedos
a calar-me os medos
a olhar-me como quem olha
um espelho quebrado
despido de sedas,
vestido de máscaras
espectáculo de outono sem cor,
acabado.

e logo as mágoas retornam como chuva
extraviada...
enquanto o vento frio esvoaça a cortina
e eu já de tudo despojada
numa ternura cega
às palavras me faço entrega
quase alegre como se as minhas mãos
fossem asas de frescura...

em serena felicidade
estou grata por envelhecer na saudade
ainda que seja longo o inverno na minha janela
e eu navio perdido entre a bruma
a palavra subirá sempre mais bela
e será meu sonho que p'la noite se esfuma.

natalia nuno
341
natalia nuno

natalia nuno

fantasio...

Entra o luar pela janela
a toldar-me o pensamento
nada mais além da solidão
eu e ela
e a obscuridade da noite
tudo mais lá fora ao relento.

Saudade distância sem tempo
olho a janela o luar entra por ela
fantasio, deixo-me num faz
de conta, sorrio,
é hora da libertação
dum sonho maior
ouço o bater do coração
ignoro o luar que atravessa a cortina
é meu companheiro
desde quando era menina
no meu mundo inventado
e dormia comigo, ali, lado a lado,
surgia da fresta do telhado.

Hoje há uma teimosa vontade
e um sonho suspenso
de procurar na saudade
a menina em quem sempre penso,
seus passos ficam martelando
minha mente
fecho os olhos, vejo os dela fielmente,
atravesso a ponte da lembrança
e no sonho cresce a esperança,
saudosa de mim,
volto ao tempo de criança...

natalia nuno
273
Antonio Aury

Antonio Aury

Claro Capital

Os discípulos de Lúcifer são vermes pútridos e são o mal do mundo!
Grupo dissimulado, bestial, beligerante, frustrado, frustrante e iracundo
São abutres covardes alimentados por pura ganância que lesam os países e seus povos!
São gordos porcos que mamam e se alimentam das riquezas dos velhos e dos novos
Mas jamais capitularemos diante da virulência e da soberba deste mal!
Pois está por chegar o dia da morte destes que têm o coração de metal
O povo se insurgirá com consciência, nobreza e certeira atitude
O povo derrotará os pobres de espírito com serena magnitude!
Deus abençoará o povo e banirá os seres feitos de pedra e pura cal
Os povos serão eternamente felizes pois ficarão livres do diabólico...

235
natalia nuno

natalia nuno

nosso amor...

Enquanto o rio se perpetua
no mar
enquanto a nuvem desliza
suave no céu, eu
sou a brisa trémula que passa
e tu o pássaro por entre a
folhagem
cantamos a mesma linguagem
buscamos uma ilusão já velha
a chama do amor espelha,
ainda em nós ateia
mas nosso amor é onda
prestes a morrer na areia.

Entre a saudade e a dor
o silêncio do nosso amor.

natalia nuno
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natalia nuno

natalia nuno

aqui sentada na cadeira...

AQUI SENTADA NA CADEIRA

Arremessei o livro para o lado
Hoje não me apetece ler
Nem ler, nem escrever!
Faço este gesto desusado
Num impulso de mau humor
Bate-me o coração além do seio
Lia eu uma história de amor
Quando esta impaciência me veio.

Mas a contrariedade passou
Era a saudade outra vez!?
E a emoção a mim voltou
Vou ler, de novo, e talvez?!

É que tudo prevalece
E um grande Amor não se esquece.
Será a saudade um engano?!
Hoje eu vi o resultado...
Bastou ler história de Amor
E logo me causou este dano
Deitei o livro para o lado
Mas é Inverno e está frio
Porquê tão vivo calor?
Lia eu história de Amor...

Vou o livro ler e guardar
E nesta lenga-lenga costumeira
Já me encontro de olho a fechar
Aqui sentada na cadeira.

rosafogo
natalia nuno
336
PÉRICLES ALVES DE OLIVEIRA - THOR MENKENT

PÉRICLES ALVES DE OLIVEIRA - THOR MENKENT

ESTA NOITE SERÁ UMA EXCEÇÃO. VOU DEVORAR TUA ALMA!

2 107
natalia nuno

natalia nuno

palavras amargas...

amarga alegria
coberta de pó
sonho rasgado
numa noite fria
e há os que riem
fingindo ter dó.

amarga ausência
de tudo e de nada
deprimente a morte
que feia e forte
um dia sem sorte
se fará anunciada.

amarga desilusão
dia a dia a crescer
sabendo de antemão
que não é nada afinal
tudo tende a desaparecer
e é tudo tão natural.

amarga decadência
do sangue da gente
e leva à desistência
gargalhada deprimente
de fel e cansaço
lento, muito lento o passo.

natalia nuno
298
Adrenalina

Adrenalina

Lucidez

O quão iluminado foi
 Deixaste de ser
 De longa, para curta
 Quase se esvaindo com o ar
 A minha sanidade veio a dançar na beira do abismo
 Inerentemente já estava atraída por você
 O tempo foi efêmero, logo me vi sem você
911
Antonio Aury

Antonio Aury

Antonianas II

Por que esnoba tanto assim, rapaz?
É porque ganho demais!

Eu sou um empresário de atitude
Tenho negócios na saúde
Dinheiro da educação!

Sou sócio em muita repartição
Sou um homem muito ocupado
Pois me tornei deputado
Com o voto da população!

Por que esnoba tanto assim, rapaz?
É porque ganho demais!

Eu trabalho lá em Brasília
Separado da família
Recebo uma contribuição
E as benesses do mercado
Por fora é só um milhão!

Eu sempre tenho esperança
Aguardo toda votação
Que me perdoe se é criança
Recebo mais de um milhão!

Por que esnoba tanto assim,rapaz?
É porque ganho demais!

Com o caixa dois de minha agremiação
E as sobras de uma campanha
Comprei um carro-cegonha
E apenas um avião!

Eu faço qualquer negócio
com um doleiro que é sócio
De toda esta lavação
Não dá prá lembrar do povo
A quem engano de novo
Com um aperto de mão!


samba
259
Richard Teixeira

Richard Teixeira

E foi assim...

No balanço dos teus olhos
Me deixei perder
Entre as maresias
Que me engolia de corpo e alma.
Naquele doce balanço
No bailar da dança
Vi em ti o meu amor.
Mas, naquele mesmo instante
Me vi sozinho entre os escombros
Daquele que uma dia
Me deixei levar.
No balanço do teu olhar.
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