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Richard Teixeira
Cronos
Na hierarquia cronológica
o tempo é vilão,
a segunda é o detrito
e a sexta amável.
Com o tempo não se alude,
muito menos se brinca.
O minuto passa
interagindo com o decorrer do Crono.
As horas voam rapidamente
numa revoada conjunta
entre pontos e ponteiros.
Na macha tic tac o relógio trabalha.
Fazendo horas passadas,]
minutos futuros,
segundos de vida.
o tempo é vilão,
a segunda é o detrito
e a sexta amável.
Com o tempo não se alude,
muito menos se brinca.
O minuto passa
interagindo com o decorrer do Crono.
As horas voam rapidamente
numa revoada conjunta
entre pontos e ponteiros.
Na macha tic tac o relógio trabalha.
Fazendo horas passadas,]
minutos futuros,
segundos de vida.
429
Alberto de Castro
OS TEUS OLHOS
Os teus olhos são como ondas espumantes,
brisa de verão, chuva sem tempestade,
lágrimas sem dor, brilho que encanta,
areia cristalina, rastro luminoso,
lua amorosa, luz do poema,
essência que acalma,
brilho da alma.
brisa de verão, chuva sem tempestade,
lágrimas sem dor, brilho que encanta,
areia cristalina, rastro luminoso,
lua amorosa, luz do poema,
essência que acalma,
brilho da alma.
404
Alberto de Castro
AMO
Amo amar.
Amo quem me ama.
Amo até quem não me ama.
Amo o amor.
Amo o calor.
Amo viver.
Amo te ter.
Amo a tua mente.
Amo ser inconsequente.
Amo desvairadamente.
Te amo eternamente.
Amo quem me ama.
Amo até quem não me ama.
Amo o amor.
Amo o calor.
Amo viver.
Amo te ter.
Amo a tua mente.
Amo ser inconsequente.
Amo desvairadamente.
Te amo eternamente.
518
Alberto de Castro
MEU CORAÇÃO
Meu coração amargurado
está sangrando silenciosamente,
embebido no néctar amargo
da humanidade.
Meu coração chora inquieto
e se acalma na voz do vento,
sonhando com a poesia
soprando a seiva da vida
em minhas veias a todo momento.
Meu coração viaja
na cauda de uma estrela cadente,
inocentemente esperando
palavras doces
que me libertem completamente.
está sangrando silenciosamente,
embebido no néctar amargo
da humanidade.
Meu coração chora inquieto
e se acalma na voz do vento,
sonhando com a poesia
soprando a seiva da vida
em minhas veias a todo momento.
Meu coração viaja
na cauda de uma estrela cadente,
inocentemente esperando
palavras doces
que me libertem completamente.
399
16alkaspoetry
lá oú je suis
Je veux mourir
bien loin du monde,
avec les yeux ouverts...
Je vais mourir et je ne
pas qu'il pleurent, et je
ne pas de gens autour...
Parce que je me meurs
heureux et liberé...
Lá ou je suis vivre,
je vais vivre
sans pressión,
sans cicatrices,
sans crainte et
sans coúts...!
808
Frederico de Castro
Na rota dos tempos

Demarca-se o tempo ensopado em memórias
Introspectivas mapeando a vida que colide
Com as rotas purificadoras da fé tão rogatória
Assanha-se a noite com este súbtil desejo
Espiolhando a solidão urdida entre
Dois drinks de amor deglutido com prontidão
Trago de um trago todo este silêncio peregrino
Avivando a saudade escapando pela calada da
Noite drogada com a mais nobre epinefrina
Teço na madrugada o casulo da solidão mais
Urgente banqueteando-se com a adrenalina que
Em êxtase refina até minha oração tão clandestina
Frederico de Castro
482
rovare
Cordel do dia a dia
Cordel do dia a dia
Como se faz um cordel?
Junte palavras com mel
Ponha um pouco de verdade
E conquiste a cidade
Fale um pouco de maldade
Bem perto do coronel.
Fale bem ou fale mal
Do padre ou do prefeito
Deixe sempre seu sinal
E conquiste o respeito
De quem gosta de malfeito
Incendiando o arraial.
Gente sem urbanidade
A cidade está cheia
Há sempre um bom motivo
Pra não fazer cara feia
Sendo gentil e simpático
Conquista graça alheia.
De precisar de doutor
Todo mundo tem pavor
Tenha ele anel no dedo
Seja ele operador.
Com dinheiro ou com vida
Tudo é muito assustador.
Numa roda de amigos
Sempre tem um animado.
Boquirroto, fala muito.
Tem segredos revelados.
Causa risos escondidos,
Olhos brilhantes, malvados.
Lá em casa tem um cão
Peludo e avermelhado.
Já beirando quinze anos
Só late desafinado
Tá surdo, cego e sem dentes
Mas é amigo bem chegado.
Agora vou terminando
Esses versos mal juntados
Estava experimentando
Esse jeito ritmado
De falar do dia a dia
Como uma poesia.
Dou bom dia ou boa noite
E até breve talvez.
Se aparecer novidade
Começo tudo outra vez
Passando mel nas palavras
Todas em bom português.
573
Richard Teixeira
Flor
A cada lágrima que chorar
pode ter certeza que foi de alegria.
Onde cair essa lágrima nascerá um lírio
e deste lírio sairá um forte perfume
d'onde borboletas sentirão,
d'onde homens, mulheres e criaças apreciaram.
Um dia esse lírio há de morrer!
E da sua morte o mundo sofrerá
feridas sangraram
homens se ajoelharam diante vossos pais
mulheres darão luz à filhos,
filhos estes da terra.
Um dia este mundo rodará normal.
Um dia ... alguém viverá
sentimentos, palavras, verdades.
Viverá... um dia a vida.
pode ter certeza que foi de alegria.
Onde cair essa lágrima nascerá um lírio
e deste lírio sairá um forte perfume
d'onde borboletas sentirão,
d'onde homens, mulheres e criaças apreciaram.
Um dia esse lírio há de morrer!
E da sua morte o mundo sofrerá
feridas sangraram
homens se ajoelharam diante vossos pais
mulheres darão luz à filhos,
filhos estes da terra.
Um dia este mundo rodará normal.
Um dia ... alguém viverá
sentimentos, palavras, verdades.
Viverá... um dia a vida.
411
natalia nuno
o esquecimento abre passagem...
Corre o dia,
e uma luz coada entra pelas cortinas
antigas, a solidão me faz
companhia,
adensa a noite
e desarruma a minha mente
e assim a flor desfolha até às
pétalas finais, como o sol
que se apagou, derramando
um vazio que a destrói.
Transporto sonhos ante um inverno
que me espera, a solidão dói,
o esquecimento abre passagem
e cada lembrança é já indelével
imagem,
como casa desabitada, mofenta
arrasada, onde já ninguém responde
minha alma, anda não sei por onde!
Minha vontade, ainda
inventa versos como comida suculenta
que me faz bater o peito, e a saudade
traz-me de volta a menina
dizendo-me que sou a mesma d'outro tempo.
o tempo que vai e nada o pode deter
fica a palavra feita nada,
a vida voando para o poente
como a água, que não volta à nascente
natalia nuno
rosafogo
e uma luz coada entra pelas cortinas
antigas, a solidão me faz
companhia,
adensa a noite
e desarruma a minha mente
e assim a flor desfolha até às
pétalas finais, como o sol
que se apagou, derramando
um vazio que a destrói.
Transporto sonhos ante um inverno
que me espera, a solidão dói,
o esquecimento abre passagem
e cada lembrança é já indelével
imagem,
como casa desabitada, mofenta
arrasada, onde já ninguém responde
minha alma, anda não sei por onde!
Minha vontade, ainda
inventa versos como comida suculenta
que me faz bater o peito, e a saudade
traz-me de volta a menina
dizendo-me que sou a mesma d'outro tempo.
o tempo que vai e nada o pode deter
fica a palavra feita nada,
a vida voando para o poente
como a água, que não volta à nascente
natalia nuno
rosafogo
323
natalia nuno
é solitária esta hora...
Da tristeza hoje me despi
Mas é falsa esta alegria
E falso o sorriso com que me vesti.
Não mudou a solidão que me desafia.
Há um silêncio profundo
Nem o esvoaçar dum insecto
Mais uma noite e o Mundo?!
Continua na mesma, inquieto.
Para mim é solitária esta hora!
Mas a esperança ainda vai tecendo
Um pouco de vida que insiste em ir embora
Sem tempo de acalmar a confusão
De estar vivendo.
Então:
A Vida é barco apodrecido
A cada dia sinto mais o seu açoite
E o tempo passa por mim despercebido
E assim me rouba mais uma noite.
Perco-me nos pensamentos em confusão
Velha esta tristeza, da minha idade!?
Em meus olhos insiste a recordação
Mas a Vida me rouba o sonho e a liberdade
Ponho meus olhos nas janelas
Janelas sem luz do olhar meu
Na esperança de ao debruçar-me nelas
Deus me diga que não me esqueceu.
natalia nuno
rosafogo
Mas é falsa esta alegria
E falso o sorriso com que me vesti.
Não mudou a solidão que me desafia.
Há um silêncio profundo
Nem o esvoaçar dum insecto
Mais uma noite e o Mundo?!
Continua na mesma, inquieto.
Para mim é solitária esta hora!
Mas a esperança ainda vai tecendo
Um pouco de vida que insiste em ir embora
Sem tempo de acalmar a confusão
De estar vivendo.
Então:
A Vida é barco apodrecido
A cada dia sinto mais o seu açoite
E o tempo passa por mim despercebido
E assim me rouba mais uma noite.
Perco-me nos pensamentos em confusão
Velha esta tristeza, da minha idade!?
Em meus olhos insiste a recordação
Mas a Vida me rouba o sonho e a liberdade
Ponho meus olhos nas janelas
Janelas sem luz do olhar meu
Na esperança de ao debruçar-me nelas
Deus me diga que não me esqueceu.
natalia nuno
rosafogo
385
luisa_h
NUDEZ DA ALMA
Nudez da alma
A dor veio com tudo na nudez da minha alma acabando com qualquer possibilidade de existir algo que as pessoas julgam como essencial para viver.
As vezes quando estou flutuando mediante as ondas de outro plano astral eu me esqueço por 1 segundo o que é sofrer mas logo após alguém faz questão de me fazer reviver os infernos do meu passado.
As vezes penso que a única solução seria parar de sentir ..
A dor veio com tudo na nudez da minha alma acabando com qualquer possibilidade de existir algo que as pessoas julgam como essencial para viver.
As vezes quando estou flutuando mediante as ondas de outro plano astral eu me esqueço por 1 segundo o que é sofrer mas logo após alguém faz questão de me fazer reviver os infernos do meu passado.
As vezes penso que a única solução seria parar de sentir ..
244
Jorge Santos (namastibet)
Não saberia que dizer …

Não saberia que dizer se me encontrasse
Com o silêncio "cara-a-cara", frente-a-frente
E a sós com ele, talvez olhasse pra trás
E pedisse que não me abandonasse a última
Frase, a última palavra com sentido que disse
Sem a sentir pronunciar, sem a pesar nos lábios,
Sem a ver distanciar e sentir que vai linda,
Inda mais linda a quem a vê chegar parece,
Do que quem a viu partir pra um lado incerto,
Não saberia que dizer se me encontrasse
Com o silêncio pois ele guarda segredos meus,
Despe-os como eu não sei, nem meu coração
Traidor, assim o silêncio me devora as mãos
Não o peito, cheio de iras e ais, infiel o sinto
Labirinto de enganos, inda mais que o silêncio
Plano, oco por fora e branco por dedentro dele,
Finjo que minha alma é ele sem ser sem a ter,
Que dentro de mim ouve sem falar, que se esconde,
Sem me dar o que preciso pra sentir e dizer e
Falar, deixando-me por contar o que penso a fio
E com gestos inúteis que transformo em sombras,
Ainda que o silêncio me devore as mãos, trago
Flores que não posso explicar ao silêncio vago,
Anódio, infinito, árduo ...
Joel Matos (09/2017)
http://joel-matos.blogspot.com
706
natalia nuno
hei-de morrer serena...
minha estrela é tão fugaz
ao meu olhar entristecido
que já não sou capaz
de olhar minha face no espelho
sem ficar de olhar caído,
dói e dor física não é!
é dormente encruzilhada
vale sombrio...
que emsombra meu pensamento
vazio.
caminho pesarosa
ouvindo no espírito o murmúrio
do mar, onde pouso o olhar
e tudo parece tranquilo
numa realidade teimosa
de continuar a ser aquilo...
mas sou apenas a saudade do
que fui.
o que magoa?
é a alegria dos pássaros
como se não dessem p'la minha
solidão
e esta dor que me enfastia até à
exaustão...
onde foi que me perdi
a mim própria me interrogo,
onde me recolhi?
que minha voz murmura no mar
como maresia fina
lá longe à distância
onde me deixei menina.
não venham com pedras na mão
que não valerá a pena
nem me falem com compaixão
todo o dia acaba, de novo
principia...
hei-de morrer serena.
natalia nuno
rosafogo
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=245529 © Luso-Poemas
ao meu olhar entristecido
que já não sou capaz
de olhar minha face no espelho
sem ficar de olhar caído,
dói e dor física não é!
é dormente encruzilhada
vale sombrio...
que emsombra meu pensamento
vazio.
caminho pesarosa
ouvindo no espírito o murmúrio
do mar, onde pouso o olhar
e tudo parece tranquilo
numa realidade teimosa
de continuar a ser aquilo...
mas sou apenas a saudade do
que fui.
o que magoa?
é a alegria dos pássaros
como se não dessem p'la minha
solidão
e esta dor que me enfastia até à
exaustão...
onde foi que me perdi
a mim própria me interrogo,
onde me recolhi?
que minha voz murmura no mar
como maresia fina
lá longe à distância
onde me deixei menina.
não venham com pedras na mão
que não valerá a pena
nem me falem com compaixão
todo o dia acaba, de novo
principia...
hei-de morrer serena.
natalia nuno
rosafogo
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=245529 © Luso-Poemas
277
RicardoC
ARIDEZ
Como ouvisse trovão e não visse raio,
No claro céu dos longes dos sertões.
Assim também os secos corações
No chão esturricado ao sol de maio.
Incoerências à parte, de soslaio,
Surpreendo redemunhos d'emoções
Varrendo as desoladas amplidões,
Onde antes todo o campo verde gaio...
Brilhante, o contraforte do penedo
Reluz igual matéria incandescente
Àquela claridade onipresente.
De facto um novo sol cada rochedo,
Espelhando-se a pino no meio-dia
Por sobre a terra tórrida e vazia.
Mantena - 30 05 2017
No claro céu dos longes dos sertões.
Assim também os secos corações
No chão esturricado ao sol de maio.
Incoerências à parte, de soslaio,
Surpreendo redemunhos d'emoções
Varrendo as desoladas amplidões,
Onde antes todo o campo verde gaio...
Brilhante, o contraforte do penedo
Reluz igual matéria incandescente
Àquela claridade onipresente.
De facto um novo sol cada rochedo,
Espelhando-se a pino no meio-dia
Por sobre a terra tórrida e vazia.
Mantena - 30 05 2017
396
Jorge Santos (namastibet)
A lucidez na loucura ou os cabelos de Berenice

( A lucidez na loucura)
Tenho pensamentos quasi'venais
Nos beiços, na língua, no queixo, em braille
Nos cotovelos, nos quasi'brancos cabelos
Com'a Berenice tem, belos...belos,
Pudesses tu vê-los,sabes... se
Soubesses do que falo, dito
Deixariam d'ter segredos,
Os maciços de nebulosas distas
Das alamedas de lata podre,
Lar das princesas feias, Ogres
Alimento infinito de orgias, vaginais
Meus sonhos de imenso e magias,
Tenho pensares tais e diversos,
Quantos os beirais das vielas sombrias,
Vagas quanto das veredas de terra greda,
As estrelas que avisto no espaço,
Pudesses vela-las tu p'las
Frestas da lona suja, verias fábulas
Dum crédulo, à luz de luz incerta,
Roto e sonhando-me do cosmos,
Mago majestoso em Terra-finda,
Vejo em tudo que brilha,
Ouro, só sal ódio e erva-minga,
Destroços de qualquer cometa,
Bairros de trolhas, imundice
Ratos, puxadas ilegais de luz
Tal e qual cabelos de Berenice,
(A lucidez na loucura)
Não passamos de minhocas,
Que brilham a preto no escuro,
Na textura do espaço/tempo,
Explica-mo-lo a ouro e sinais
De néon no vácuo que ficará
De nós depois do circo ir embora,
Erva gasta e podre, lixo
E um hino de horror à vida
Na Terra nossa gémea, dos cabelos
Verbais que Berenice tem,
Soubessem eles que, realmente
Falo da lucidez na loucura .
Jorge Santos(01/2018)
http://namastibetpoems.blogspot.com
642
Jorge Santos (namastibet)
Gosto do silêncios dos Mormon’s …

Se dou as palavras é porque
São feitas dos silêncios meus
Em compósito, nada assaz
Importante, decomposto ...
Gosto dos silêncios fétidos
Mais do que falas caladas
A meio, as palavras têm
Um rosto, o silêncio varia,
É Composto de intenções,
Multidões de ínfimos insectos
Zumbindo, decompondo
Cintilantes a minha visceral
Saliva noutra forma
D'arte e em puro sonho,
Nada sério, sobretudo a
Poesia rítmica dos Mormon's,
Porque do céu chove assim,
Quem dera houvesse chuva dentro
Em mim, chuva sem fim nem
Princípio...
Joel Matos (01/2018)
http://joel-matos.blogspot.com
656
Jorge Santos (namastibet)
O meu reino é ser lembrado …

O meu reino é ser lembrado,
O meu reino é mais que profundo
E cobre-se de tantos grãos d'prata
De quanto é feito o mundo
Em pingos de chuva, pântanos ...
O meu reino é puro quanto o espírito
De todos os seres humanos
Tão quanto eu, areais e grão-
-Mestres escondidos em pantanais
Profanos, meu reino é d'ouro
E palha quanto de breu e sem brilho
O meu reino, o meu divino reino
Vai do pensamento à criação,
Pois o existir não é o pensar ser,
Mas o ser lembrado, "O Incriado"
Cobre-me de tantas lembranças
De quantas o mundo meu é gerado
Sem um Deus dourado e de falso
Estuque ou barro mole, podre e pobre,
Bastardo sem nome,
O meu reino é ser lembrado ...
Joel Matos (11/2017)
http://joel-matos.blogspot.com
720
Jorge Santos (namastibet)
(Busco a eternidade-num-saco-vazio)

Só basta a eternidade a mim,
Só me basta a eternidade,
Não quero ficar "pra-história",
Apenas por falar "falas-de-bruxo",
Nunca ninguém houve "em-tempos",
Nem teve por nome "chamar-se-eu-mesmo" isto,
Como eu me-chamo de-místico,
Só me basta a eternidade,
Pois que nada me é precioso demais,
Sonhar não é preciso, se o que faço é desperto,
Dormir é o paraíso, porque não dormir
Eu pra sempre,
E aquilo que sonhasse,
Fosse eterno,
Só basta a eternidade a mim,
Continuado já eu me suponho e prolongo
Nisso que digo sem esforço,
É como soltar o ar dos pulmões...
Como sentir o peso do cabelo,
Não o sinto, nem os sonhos pesam,
Penteiam-me os cabelos,
Assim a eternidade é uma condição
Que não me pesa, pois não a tenho,
Não a sinto sob a fronha,
No entanto brinca comigo
E com o meu desejo,
Só basta a eternidade,
A mim que a todo o momento morrerei
De enganos, disfarçado em dia
Que dá luz a tudo e até aos ombros
E aos passos que dei,
Acima de tudo sabendo
Que um dia morrerei, como tudo
Que se parte e se foi,
É isso que os poetas tendem
A ser, parecidos ou iguais ao que flui,
O que me resta é guardar o tempo
Bem dentro, assim como uma flor seca
Se guarda num livro que não se lê,
Soltar o ar e seguir o vento,
Pra parte alguma,
Quanto basta pra ser eterno ...
(Busco a eternidade-num-saco-vazio)
Jorge Santos(01/2018)
http://namastibetpoems.blogspot.com
674
natalia nuno
eu e as minhas bonecas de trapo...
Eu e as minhas bonecas de trapo....
ainda hoje os meus sonhos são de assombro e a claridade ainda resiste nos meus olhos como se fosse criança, essa criança que acompanha com seu carinho e amor o meu caminho, sempre com a palavra necessária e certa, a esperança a felicidade e a alegria que um dia foi nossa, após tanta distância unimo-nos, envolvemo-nos em sonhos azuis e escapamo-nos, muma embriaguês onde tudo é íntimo...
natalia nuno
ainda hoje os meus sonhos são de assombro e a claridade ainda resiste nos meus olhos como se fosse criança, essa criança que acompanha com seu carinho e amor o meu caminho, sempre com a palavra necessária e certa, a esperança a felicidade e a alegria que um dia foi nossa, após tanta distância unimo-nos, envolvemo-nos em sonhos azuis e escapamo-nos, muma embriaguês onde tudo é íntimo...
natalia nuno
291
Jorge Santos (namastibet)
Meu cabelo é água e pêlo, sonho é sentir vê-lo…

Meu cabelo é água e pêlo,
Acho-me estranho da ponta do pé à raiz
Do cabelo, dilui-me como água a ignorância
De não percebê-lo a pensar, será que
Estou doente ou dói realmente cada pêlo,
Desperta-me antes que desperte o dia
E antes que comece a ser ou não eu,
Meu cabelo é de água e sonho feito pêlo,
Assim sendo o que penso é infiel à boca,
Fala numa língua estranha que só eu entendo,
A não ser que caia chuva e neve de gelo
No meu rosto demente de actor sem público,
Mostro que sei qualquer coisa útil apoiado
Nos ombros de cegos com real visão de tudo,
Excepto do próprio eu, entre nós um muro
Que apenas cai quando durmo ao relento,
Caindo sou outra pessoa, noutro universo além,
Meu cabelo é água e pêlo, sentirá ele meu pensar
Ou quantas vezes sonhei entre florestas d'almas,
O enigma é minha alma seguir numa direcção
Que ninguém conhece, como uma confissão celeste
Definida plas linhas da mão que são Leste/Oeste,
Apenas "esses e zês" ao acaso a palma da mão toda
E da ponta dos dedos, às raízes do pouco cabelo,
Acho isso tão estranho como vê-lo a brilhar,
No espelho e os destinos por abrir, sonho é o sentir
Numa língua que só eu entendo porque não existo
Nem tenho forma, quando estou de mim fora,
Sou uma soma de tudo quanto posso nem ser,
Meu cabelo é água e pêlo ...
Joel Matos (01/2018)
http://joel-matos.blogspot.com
840
Antonio Aury
Antonianas
Antonianas!
Luís Inácio Lula da Silva será nosso presidente
pois é um homem inocente
Neste estado de exceção da cega e vil inversão
daquela instituição
Que queima processos e provas de quem é ladrão
E teima em condenar a quem tem total inocência
quem sempre agiu com decência
Nos cargos que ocupou sempre trouxe a boa nova
Por favor cadê a prova?
Quem fez o Brasil crescer ser respeitado no exterior
Por Lula eu tenho amor
Os que estão no poder já estão com pé na cova
Lula é maior liderança que o nosso povo provou
E o povo é o ônus da prova!
Luís Inácio Lula da Silva será nosso presidente
pois é um homem inocente
Neste estado de exceção da cega e vil inversão
daquela instituição
Que queima processos e provas de quem é ladrão
E teima em condenar a quem tem total inocência
quem sempre agiu com decência
Nos cargos que ocupou sempre trouxe a boa nova
Por favor cadê a prova?
Quem fez o Brasil crescer ser respeitado no exterior
Por Lula eu tenho amor
Os que estão no poder já estão com pé na cova
Lula é maior liderança que o nosso povo provou
E o povo é o ônus da prova!
285
Jorge Santos (namastibet)
(Do que me vai na alma)
(Do que me vai na alma)
O que me vale no fundo
É nem alma ter, falo novo
Numa linguagem sem futuro,
Tão pobre quanto as flores
Que crescerão na tumba,
Depois de morto qualquer dia,
Todos têm pose, eu quero posar
Um dia onde mora a luz,
Como um rito que em mim sinto,
O que me vale no fundo,
É ter consciência de Zodíaco,
E seguir nos rios como que signos
Onde mora a luz, é nem alma ter,
Ser quando eu quiser
A ultima jornada e à roda nada
Nas voltas que o mundo dá,
Numa viagem sem futuro,
(Do que me vai na alma )
Joel Matos (09/2017)
http://joel-matos.blogspot.com
777
natalia nuno
trova...brejeira
já pressinto a rendição
minha sensatez perdida
com o mover da tua mão
na blusa que trago vestida
natalia nuno
minha sensatez perdida
com o mover da tua mão
na blusa que trago vestida
natalia nuno
273
Jorge Santos (namastibet)
Lembra-me dois Unicórnios …

Lembra-te dos Unicórnios ...
Lembras-te dos momentos
Divinos e dos outros tão sós,
Dividíamos o tempo plo que
Somos-criaturas povoadas
Por sonhos, lembras-te da
Entrega e da declaração
Lembras-te que morríamos
D'amor junto ao portão
Lembras-te da sensação
De intimidade consentida
Da sedução em que cada
qual era mariposa e vela
Lembras-te da desmedida
Sensibilidade que da pele
Vinha e era bem-vinda,
Quase com a doçura a mel,
O prazer do toque na curva
Do braço, falávamos do que
Não doía e duma alma a dois
Presa a fio de guita e do que
Somos - criaturas povoadas por
Sonhos reais, lembram-me
Unicórnios do mar...
Joel Matos (01/2018)
http://joel-matos.blogspot.com
615
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