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natalia nuno

natalia nuno

prosa poética...

quase mágico seu rosto, o olhar estendido labirinto de memórias, olhos que soletram o sol são a linguagem dum silêncio arrebatado, onde as sílabas são substituídas por música que vem do coração, jamais se é o que se foi, jamais se respiram as fragrâncias de Setembro, agora que o inverno se inicia e a vida nos fala em sua mudez, uma rajada canta no arvoredo da memória, que ainda palpita, voa e sonha....

natalia nuno
221
16alkaspoetry

16alkaspoetry

lá oú je suis



Je veux mourir
bien loin du monde,
avec les yeux ouverts...
Je vais mourir et je ne
pas qu'il pleurent, et je
ne pas de gens autour...
Parce que je me meurs
heureux et liberé...
Lá ou je suis vivre,
je vais vivre
sans pressión,
sans cicatrices,
sans crainte et
sans coúts...!
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fernanda_xerez

fernanda_xerez

AMANHECER - I


__ Amanheço-me!
consigo afagar meus sonhos, ainda
adormecidos em meus lençóis;

__ Amanheço-me!
sorrio para o novo dia que me saúda,
é plena a minha alegria!

__ Amanheço-me!
agradeço a Deus esta oportunidade
de (re)começar...
552
Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)

Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)

Conexão

Eu fecho os olhos,
Meus ouvidos se abrem,
Então ouço a canção dos teus lábios,
Chamando meu nome ao te amar,
Tudo é tão intenso,
Que esqueço de tudo,
Me uno ao universo,
Me reinvento no tempo,
Na sintonia do teu querer.
As batidas do teu coração,
Inspira o melhor de mim,
Esta certeza do que sinto,
De tudo nesta unicidade,
Infinda página de emoções,
Entre as estações da vida.
O teu sorriso espontâneo,
Dá o tom em nossas diferenças,
Imperfeita complexidade dos sonhos,
Caminhando conosco,
Entre o despertar e o anoitecer,
Enquanto a maturidade nos molda.
1 316
Alberto de Castro

Alberto de Castro

MAR SEM ONDAS

Minha voz ecoa
na penumbra do vazio,
deixando os meus dias
sombrios.

Somente quando
o vento adormece,
escuto o silêncio
do mar sem ondas,
onde posso navegar seguro.

Vislumbrando a beleza do luar,
sinto-me voando
pelo céu da solidão
e posso dar o meu grito
de libertação.
379
natalia nuno

natalia nuno

minhas mãos... soneto

olho as minhas mãos, fiadas de rosas
e de memórias que pulsam no papel
efervescentes de segredos, tão nossas
laboriosas, trazendo-as à flor da pele

são m'nhas mãos estremecidas de amor
dois ramos debruçados sobre o muro
q' vestem meus versos de saudade e dor
sonhos... onde eu sempre me aventuro

mãos que tudo dizem de mim, as penas
e saudade que escrevem de madrugada
versos em pedaços, lembranças pequenas

fardo de lágrimas, sentida dor e saudade
mãos que de ilusão me trazem enganada
adivinhando nas linhas futura tempestade

natália nuno
rosafogo
275
Alberto de Castro

Alberto de Castro

MUNDO

O mundo inteiro
cabe dentro do seu olhar.
Imaginei escalar os céus
para descobrir os seus segredos
e olhar os espelhos do mundo
para sentir o vigor dos seus gestos.

Meus gritos sufocam na garganta
e as palavras dançam
nos meus lábios
sempre que vejo você.
336
Richard Teixeira

Richard Teixeira

Flor

A cada lágrima que chorar
pode ter certeza que foi de alegria.
Onde cair essa lágrima nascerá um lírio
e deste lírio sairá um forte perfume
d'onde borboletas sentirão,
d'onde homens, mulheres e criaças apreciaram.
Um dia esse lírio há de morrer!
E da sua morte o mundo sofrerá
feridas sangraram
homens se ajoelharam diante vossos pais
mulheres darão luz à filhos,
filhos estes da terra.
Um dia este mundo rodará normal.
Um dia ... alguém viverá
sentimentos, palavras, verdades.
Viverá... um dia a vida.
410
natalia nuno

natalia nuno

Este tempo que me toma...

Transfigurou-me o tempo, me abandono.
Fiquei do outro lado das despedidas
Com tanto silêncio, já me chega o sono
Trago gestos e palavras repetidas.
Goteja o orvalho é já madrugada
E eu indiferente à minha vontade
Trago da vida, a esperança estilhaçada
Sou no tempo a comoção da saudade.

Trago a fronte a latejar
Palavras me saem imprecisas
Este tempo me toma, e eu a deixar
Minhas raivas, em lentidão, indecisas.
Se ando fora do tempo é ousadia
Suspiro p'lo sol que me foge!
Vivo de sonhos e utopia
E peço ao dia que não me deixe por hoje.

Largo meu coração aos ventos
Palavras se estatelam no chão
Borbulham na minha cabeça pensamentos
E insistem as batidas do coração.
E assim, estala de novo em mim a vida
Um tesouro em silêncio abandonado
Como se voltasse ao ponto de partida
Ao final deste caminho traçado.

natalia nuno
310
natalia nuno

natalia nuno

debruando a solidão...

teus olhos me olham com espanto
como quem me espia,
como se olhasses um retrato esmaecido
esse olhar que me queria tanto
e trazia meu corpo estremecido.
mas, meu rosto já não é mais poesia
é estrela que segue seu rumo
a esse olhar d'agora não me acostumo.

ainda escorre dos meus dedos
e das minhas mãos quebradas
segredos, tão nossos,
e saudades acordadas
o tempo, esse mistério sem fim
matou a flor que havia em mim,
hoje sou irmã do vento
com as entranhas a rasgar
e trago dele o lamento
nas palavras a praguejar

se nem eu sei quem sou
não te ponhas a olhar-me assim
em precipitada queda estou
breve, breve a chegar ao fim
já morri na primavera
da saudade desse olhar,
entre mil sonhos à espera
e cansada de esperar...
a solidão percorre meu corpo louco
e embrenhado no pensamento
a morte chega a pouco e pouco

os dias vão remendando a vida
de novo pouco ou nada recomeça,
trago os dias contados
na esperança, que não corram
depressa...
olha-me só e mais nada
como se fossemos ainda amor perfeito
que a lágrima é passada
quando me encosto ao teu peito.
vou debruando a solidão
e ouvindo bater teu coração
emudeço como pássaro que faz a despedida
da primavera, já não canta, já cantou!
e neste silêncio de ave ferida
o canto a abandonou...
ficou... em céus de melancolia,
com saudade que na sua cabeça floria.

......................................
natalia nuno
252
Alberto de Castro

Alberto de Castro

SÓ VOCÊ

Só você para tirar
o meu coração das sombras e
fazê-lo brilhar novamente.

Leve-me para casa,
estou cansado deste lugar.
Preciso de ar,
preciso da natureza,
preciso das árvores,
preciso dos pássaros,
preciso ver o mar.
Preciso viver,
preciso de você.

Só você.
382
Frederico de Castro

Frederico de Castro

Na rota dos tempos



Demarca-se o tempo ensopado em memórias
Introspectivas mapeando a vida que colide
Com as rotas purificadoras da fé tão rogatória

Assanha-se a noite com este súbtil desejo
Espiolhando a solidão urdida entre
Dois drinks de amor deglutido com prontidão

Trago de um trago todo este silêncio peregrino
Avivando a saudade escapando pela calada da
Noite drogada com a mais nobre epinefrina

Teço na madrugada o casulo da solidão mais
Urgente banqueteando-se com a adrenalina que
Em êxtase refina até minha oração tão clandestina

Frederico de Castro
482
Richard Teixeira

Richard Teixeira

Resvala

Por que somos tão insensatos?
Temos tudo!
Amor, dinheiro, saúde...
Quando se trata em ter
o assunto se desenrola.
Hoje o que vale é a lamentação,
é ter e não ser.
Se eu tenho, mas não sou
nada disso importa.
Eu sou o que não tenho!
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manoelserrao1234

manoelserrao1234

ANTROPOCENO [PONTO DE MUTAÇÃO] [Manoel Serrão]



Ó tu que dizimas em torturas a Terra que se consome.
Que subtrai das piracemas a vida contra a corrente.
Que poluís rios, veios d’águas, bicas, oceanos e mares.
Que atiras à rés floresta, matas ciliares e árvores.
Que ceifas aves, insectos e todos os seres criados.

Ó tu que dizimas em torturas a Terra que se consome.
Que baforas dos canos monóxido de carbono.
Que sufoca de fumaça tóxica e metano o Ox dos ares.
Que lanças ao colo Mater: o lixo do luxo do vosso conforto.
Que selas de betume o barro e asfalto a verdejante relva.

Ó tu que dizimas em torturas a Terra que se consome.
Que arranha-céus de concreto e aço enfeando o espaço.
Que alteras os célsius e roazes geleiras avultando os mares.
Que degradas a bioface e a Geo matéria física da Terra.
Que condenas o futuro da era natural gravada na pedra!

Ó tu que dizimas em torturas a Terra que se consome.
Não vês qu'tua sorte contra o tempo e a morte, será apenas lembrança tatuada na pedra lascada?
Ó Ser contra o Sol que se apaga, haverá de vir outro sol se acender?
Ó Ser contra a Lua de Jorge, haverá de vir outra lua por sorte?
Ó Ser contra as forças do Universo, tornarás mutáveis o que são imutáveis?

Ó não vês? Estúpida humana que hecatombes e reboados trovões estão por chegar?
Ó não vês? Estúpida humana, que almas pias serão escravas d'um sistema que se anuncia?
Ó não vês? Estúpida humana, que deveis do mundo cuidar, evoluir e transformar.
A dimensão coletiva do sujeito?

Sabeis! Se dela não vos tendes piedade, dela não tereis no destino, à vossa piedade no futuro!
Há um formigueiro de bocas com Oito bilhões de outros, enramando-se sobre a Terra coberta de pedra!
Sabeis! Se não sabeis! Sabeis que a vossa eternidade não irá de além da curva dos dias,
Como a soma da humanidade em partes sequer resultará num só homem [inteiro].

Ó cioso [a] Deus [A] Universo que tudo sabe, ordena, prevê, defende e repara:
É da Gaia aos humanos o desejo que desses erros, os pudessem perdoar,
E os fizessem da culpa saber que estão perdoados por cuidar.

Ó eia o Xis da questão, onde habita o Ponto de Mutação!
O presente indigente mais que imperfeito está doente...
Ó Gau! E eles não sabem que jazem?

 

 







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Richard Teixeira

Richard Teixeira

Qual resposta?

Durante vários anos
Durante a vida
perguntas me rodeiam:
Será que somos quem pensamos ser?
Eu, pessoa íntregra
pequeno sonhador.
A vida, o que significa?
Viver o tempo
buscando converter-se em vento.
Será que o azul é vermelho?
E o amarelo, é verde?
Vemos sem ver.
Vemos o que é conveniente.
Só mesquinharias!
Morremos ou apenas dormimos o sono da eternidade?
O que somos?
De onde viemos?
Do útero de uma mulher ou por um milagre divino?
Pra onde vamos?
Anjos ou demônios?
Ai meu deus, que confusão!
São tantas perguntas,
pra tão pouca resposta.
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Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)

Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)

Plágio do amor

Andam por aí,
Dizendo que amam,
Como se amar fosse,
Embriagar-se dizendo tolices,
Delírio dos insensatos.
De tanto amar,
O amor tornou-se tolo,
Nos corações infestos,
Repletos de monólogos,
Vazios em si ,
Ao primeiro gozo.
Amores de todos os tipos,
Perfídia funesta de estranhos,
Marionetes do corpo em desalinho,
A moldar emoções inseguras,
Cumplicidade de momentos,
Feito nuvens num dia de chuva,
Que o vento leva aonde desejar.
Muitos amores se tornaram órfãos,
Se tornaram túmulos,
Muros intransponíveis,
De uma tristeza sem fim,
De nomes infinitos,
E corações esquizofrênicos.
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natalia nuno

natalia nuno

pedaço de vida...

O caminho desce abruptamente
Vou descendo por entre penedos
De quando em quando uma estrela reluzente
Para alumiar meus medos.
O lugar é escuro e cheira a frio
Caminho agora por uma vereda
E o coração bate-me no peito,
vadio.
Sem jeito!
Nem medo de alguma queda.

Tantas ervas daninhas,
desvio o olhar
Das tristezas minhas,
desta vida turbulenta.
Na esperança de a ver espelhar,
depois de alguma tormenta.
Perco o sentido do tempo
e do espaço
Com um pedaço de vida emprestado
Deito contas à vida,
as mangas arregaço.
E um pouco perdida,
Levo por diante este meu fado.
Enquanto o tempo?
Esse continua emsombrado..

rosafogo
natalia nuno





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Carlos_Gildemar_Pontes

Carlos_Gildemar_Pontes

AMAR É BOM

Amar
é quase a mesma coisa
que morrer
a gente ama e sofre
pensando que vai vencer

Na infância
o maior amor de mãe
mãe é pudim, doce de leite
comida que só ela sabe fazer

Na adolescência
é tempo de heróis
às vezes o pai
às vezes o que voa na TV

Quando se é Romeu
o amor é afiado
Julieta é o diamante
no cristal envenenado

Depois somos pai e mãe
o amor é um espelho
de frente para outro espelho
amor de filho é divino.

Ah! Amar é bom
melhor do que ser amargo
carregar fardo
ou ser uma imensa
praga na solidão.
322
Richard Teixeira

Richard Teixeira

Passagem

A partir de hoje
tudo que acreditava passou de água a vinho.
Um futuro incerto, longíquo
vivido antecipadamente na amargurada ansiedade cruel.
Perdi uma parte da vida vendo o tempo passar,
pessoas a sorrir e chorar.
Porém, sem perceber
vi minha vida fluir como enchente debaixo de uma ponte.
Eu vi as horas passar e nada poder fazer,
vi meus sonhos desmoronar em questão de segundos.
Eu me vi envelhecer aos 16 anos.
Foi de tal forma inexplicável.
Eu vi a vida viver para mim.
Também vi, um futuro incerto a ruir!
417
Richard Teixeira

Richard Teixeira

Cronos

Na hierarquia cronológica
o tempo é vilão,
a segunda é o detrito
e a sexta amável.
Com o tempo não se alude,
muito menos se brinca.
O minuto passa
interagindo com o decorrer do Crono.
As horas voam rapidamente
numa revoada conjunta
entre pontos e ponteiros.
Na macha tic tac o relógio trabalha.
Fazendo horas passadas,]
minutos futuros,
segundos de vida.
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natalia nuno

natalia nuno

o esquecimento abre passagem...

Corre o dia,
e uma luz coada entra pelas cortinas
antigas, a solidão me faz
companhia,
adensa a noite
e desarruma a minha mente
e assim a flor desfolha até às
pétalas finais, como o sol
que se apagou, derramando
um vazio que a destrói.
Transporto sonhos ante um inverno
que me espera, a solidão dói,
o esquecimento abre passagem
e cada lembrança é já indelével
imagem,
como casa desabitada, mofenta
arrasada, onde já ninguém responde
minha alma, anda não sei por onde!
Minha vontade, ainda
inventa versos como comida suculenta
que me faz bater o peito, e a saudade
traz-me de volta a menina
dizendo-me que sou a mesma d'outro tempo.

o tempo que vai e nada o pode deter
fica a palavra feita nada,
a vida voando para o poente
como a água, que não volta à nascente

natalia nuno
rosafogo
322
juvefilh

juvefilh

Marcas

Não faz nem duas semanas que a gente se casou, que a nossa família finalmente aceitou, o nosso amor.



Logo agora que o nosso filho a gente adotou um Cachorrinho labrador que é do jeitinho que você sempre sonhou.



A casinha que você decorou, o seu cheiro tá em todo lugar, como vou viver sem ti amar.



Por um segundo me deixe explicar aquela marca de batom na camisa, que você foi guardar.
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Antonio Danilo Herculles

Antonio Danilo Herculles

Aforismo aos correntes.

O que deveríamos fazer é não atrapalhar
Nem forçar a correnteza da vida,
E no momento mais oportuno haja sem alvoroço.
Não enrijeça ou engesse seu coração.
No momento oportuno faça o que tenha que fazer
Como pode, por você ser feito
E siga sem esperar os elogios ou insultos.
Não há nada mais propício às experiencias humanas.
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natalia nuno

natalia nuno

é minha vontade...

trago páginas impressas
no coração,
que te hei-de deixar
como um juramento de amor
quer leias ou não,
os sentimentos de saudade
que a alma me reconforta
terão sentido e razão
ainda que depois de morta
é que ao partir
meu coração ainda diz
que bem sempre te quis
é pois a minha vontade
falar-te deste afecto
transparente como água
e depois os olhos fechar.

Só Deus pode quebrar o laço
nessa hora inquieta
restará o nosso abraço
e minhas palavras de Poeta.

natalia nuno

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