Lista de Poemas
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natalia nuno
prosa poética...
natalia nuno
16alkaspoetry
lá oú je suis
Je veux mourir
bien loin du monde,
avec les yeux ouverts...
Je vais mourir et je ne
pas qu'il pleurent, et je
ne pas de gens autour...
Parce que je me meurs
heureux et liberé...
Lá ou je suis vivre,
je vais vivre
sans pressión,
sans cicatrices,
sans crainte et
sans coúts...!
fernanda_xerez
AMANHECER - I
__ Amanheço-me!
consigo afagar meus sonhos, ainda
adormecidos em meus lençóis;
__ Amanheço-me!
sorrio para o novo dia que me saúda,
é plena a minha alegria!
__ Amanheço-me!
agradeço a Deus esta oportunidade
de (re)começar...
Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)
Conexão
Meus ouvidos se abrem,
Então ouço a canção dos teus lábios,
Chamando meu nome ao te amar,
Tudo é tão intenso,
Que esqueço de tudo,
Me uno ao universo,
Me reinvento no tempo,
Na sintonia do teu querer.
As batidas do teu coração,
Inspira o melhor de mim,
Esta certeza do que sinto,
De tudo nesta unicidade,
Infinda página de emoções,
Entre as estações da vida.
O teu sorriso espontâneo,
Dá o tom em nossas diferenças,
Imperfeita complexidade dos sonhos,
Caminhando conosco,
Entre o despertar e o anoitecer,
Enquanto a maturidade nos molda.
Alberto de Castro
MAR SEM ONDAS
na penumbra do vazio,
deixando os meus dias
sombrios.
Somente quando
o vento adormece,
escuto o silêncio
do mar sem ondas,
onde posso navegar seguro.
Vislumbrando a beleza do luar,
sinto-me voando
pelo céu da solidão
e posso dar o meu grito
de libertação.
natalia nuno
minhas mãos... soneto
e de memórias que pulsam no papel
efervescentes de segredos, tão nossas
laboriosas, trazendo-as à flor da pele
são m'nhas mãos estremecidas de amor
dois ramos debruçados sobre o muro
q' vestem meus versos de saudade e dor
sonhos... onde eu sempre me aventuro
mãos que tudo dizem de mim, as penas
e saudade que escrevem de madrugada
versos em pedaços, lembranças pequenas
fardo de lágrimas, sentida dor e saudade
mãos que de ilusão me trazem enganada
adivinhando nas linhas futura tempestade
natália nuno
rosafogo
Alberto de Castro
MUNDO
cabe dentro do seu olhar.
Imaginei escalar os céus
para descobrir os seus segredos
e olhar os espelhos do mundo
para sentir o vigor dos seus gestos.
Meus gritos sufocam na garganta
e as palavras dançam
nos meus lábios
sempre que vejo você.
Richard Teixeira
Flor
pode ter certeza que foi de alegria.
Onde cair essa lágrima nascerá um lírio
e deste lírio sairá um forte perfume
d'onde borboletas sentirão,
d'onde homens, mulheres e criaças apreciaram.
Um dia esse lírio há de morrer!
E da sua morte o mundo sofrerá
feridas sangraram
homens se ajoelharam diante vossos pais
mulheres darão luz à filhos,
filhos estes da terra.
Um dia este mundo rodará normal.
Um dia ... alguém viverá
sentimentos, palavras, verdades.
Viverá... um dia a vida.
natalia nuno
Este tempo que me toma...
Fiquei do outro lado das despedidas
Com tanto silêncio, já me chega o sono
Trago gestos e palavras repetidas.
Goteja o orvalho é já madrugada
E eu indiferente à minha vontade
Trago da vida, a esperança estilhaçada
Sou no tempo a comoção da saudade.
Trago a fronte a latejar
Palavras me saem imprecisas
Este tempo me toma, e eu a deixar
Minhas raivas, em lentidão, indecisas.
Se ando fora do tempo é ousadia
Suspiro p'lo sol que me foge!
Vivo de sonhos e utopia
E peço ao dia que não me deixe por hoje.
Largo meu coração aos ventos
Palavras se estatelam no chão
Borbulham na minha cabeça pensamentos
E insistem as batidas do coração.
E assim, estala de novo em mim a vida
Um tesouro em silêncio abandonado
Como se voltasse ao ponto de partida
Ao final deste caminho traçado.
natalia nuno
natalia nuno
debruando a solidão...
como quem me espia,
como se olhasses um retrato esmaecido
esse olhar que me queria tanto
e trazia meu corpo estremecido.
mas, meu rosto já não é mais poesia
é estrela que segue seu rumo
a esse olhar d'agora não me acostumo.
ainda escorre dos meus dedos
e das minhas mãos quebradas
segredos, tão nossos,
e saudades acordadas
o tempo, esse mistério sem fim
matou a flor que havia em mim,
hoje sou irmã do vento
com as entranhas a rasgar
e trago dele o lamento
nas palavras a praguejar
se nem eu sei quem sou
não te ponhas a olhar-me assim
em precipitada queda estou
breve, breve a chegar ao fim
já morri na primavera
da saudade desse olhar,
entre mil sonhos à espera
e cansada de esperar...
a solidão percorre meu corpo louco
e embrenhado no pensamento
a morte chega a pouco e pouco
os dias vão remendando a vida
de novo pouco ou nada recomeça,
trago os dias contados
na esperança, que não corram
depressa...
olha-me só e mais nada
como se fossemos ainda amor perfeito
que a lágrima é passada
quando me encosto ao teu peito.
vou debruando a solidão
e ouvindo bater teu coração
emudeço como pássaro que faz a despedida
da primavera, já não canta, já cantou!
e neste silêncio de ave ferida
o canto a abandonou...
ficou... em céus de melancolia,
com saudade que na sua cabeça floria.
......................................
natalia nuno
Alberto de Castro
SÓ VOCÊ
o meu coração das sombras e
fazê-lo brilhar novamente.
Leve-me para casa,
estou cansado deste lugar.
Preciso de ar,
preciso da natureza,
preciso das árvores,
preciso dos pássaros,
preciso ver o mar.
Preciso viver,
preciso de você.
Só você.
Frederico de Castro
Na rota dos tempos

Demarca-se o tempo ensopado em memórias
Introspectivas mapeando a vida que colide
Com as rotas purificadoras da fé tão rogatória
Assanha-se a noite com este súbtil desejo
Espiolhando a solidão urdida entre
Dois drinks de amor deglutido com prontidão
Trago de um trago todo este silêncio peregrino
Avivando a saudade escapando pela calada da
Noite drogada com a mais nobre epinefrina
Teço na madrugada o casulo da solidão mais
Urgente banqueteando-se com a adrenalina que
Em êxtase refina até minha oração tão clandestina
Frederico de Castro
Richard Teixeira
Resvala
Temos tudo!
Amor, dinheiro, saúde...
Quando se trata em ter
o assunto se desenrola.
Hoje o que vale é a lamentação,
é ter e não ser.
Se eu tenho, mas não sou
nada disso importa.
Eu sou o que não tenho!
manoelserrao1234
ANTROPOCENO [PONTO DE MUTAÇÃO] [Manoel Serrão]
Ó tu que dizimas em torturas a Terra que se consome.
Que subtrai das piracemas a vida contra a corrente.
Que poluís rios, veios d’águas, bicas, oceanos e mares.
Que atiras à rés floresta, matas ciliares e árvores.
Que ceifas aves, insectos e todos os seres criados.
Ó tu que dizimas em torturas a Terra que se consome.
Que baforas dos canos monóxido de carbono.
Que sufoca de fumaça tóxica e metano o Ox dos ares.
Que lanças ao colo Mater: o lixo do luxo do vosso conforto.
Que selas de betume o barro e asfalto a verdejante relva.
Ó tu que dizimas em torturas a Terra que se consome.
Que arranha-céus de concreto e aço enfeando o espaço.
Que alteras os célsius e roazes geleiras avultando os mares.
Que degradas a bioface e a Geo matéria física da Terra.
Que condenas o futuro da era natural gravada na pedra!
Ó tu que dizimas em torturas a Terra que se consome.
Não vês qu'tua sorte contra o tempo e a morte, será apenas lembrança tatuada na pedra lascada?
Ó Ser contra o Sol que se apaga, haverá de vir outro sol se acender?
Ó Ser contra a Lua de Jorge, haverá de vir outra lua por sorte?
Ó Ser contra as forças do Universo, tornarás mutáveis o que são imutáveis?
Ó não vês? Estúpida humana que hecatombes e reboados trovões estão por chegar?
Ó não vês? Estúpida humana, que almas pias serão escravas d'um sistema que se anuncia?
Ó não vês? Estúpida humana, que deveis do mundo cuidar, evoluir e transformar.
A dimensão coletiva do sujeito?
Sabeis! Se dela não vos tendes piedade, dela não tereis no destino, à vossa piedade no futuro!
Há um formigueiro de bocas com Oito bilhões de outros, enramando-se sobre a Terra coberta de pedra!
Sabeis! Se não sabeis! Sabeis que a vossa eternidade não irá de além da curva dos dias,
Como a soma da humanidade em partes sequer resultará num só homem [inteiro].
Ó cioso [a] Deus [A] Universo que tudo sabe, ordena, prevê, defende e repara:
É da Gaia aos humanos o desejo que desses erros, os pudessem perdoar,
E os fizessem da culpa saber que estão perdoados por cuidar.
Ó eia o Xis da questão, onde habita o Ponto de Mutação!
O presente indigente mais que imperfeito está doente...
Ó Gau! E eles não sabem que jazem?
Richard Teixeira
Qual resposta?
Durante a vida
perguntas me rodeiam:
Será que somos quem pensamos ser?
Eu, pessoa íntregra
pequeno sonhador.
A vida, o que significa?
Viver o tempo
buscando converter-se em vento.
Será que o azul é vermelho?
E o amarelo, é verde?
Vemos sem ver.
Vemos o que é conveniente.
Só mesquinharias!
Morremos ou apenas dormimos o sono da eternidade?
O que somos?
De onde viemos?
Do útero de uma mulher ou por um milagre divino?
Pra onde vamos?
Anjos ou demônios?
Ai meu deus, que confusão!
São tantas perguntas,
pra tão pouca resposta.
Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)
Plágio do amor
Dizendo que amam,
Embriagar-se dizendo tolices,
Delírio dos insensatos.
Ao primeiro gozo.
natalia nuno
pedaço de vida...
Vou descendo por entre penedos
De quando em quando uma estrela reluzente
Para alumiar meus medos.
O lugar é escuro e cheira a frio
Caminho agora por uma vereda
E o coração bate-me no peito,
vadio.
Sem jeito!
Nem medo de alguma queda.
Tantas ervas daninhas,
desvio o olhar
Das tristezas minhas,
desta vida turbulenta.
Na esperança de a ver espelhar,
depois de alguma tormenta.
Perco o sentido do tempo
e do espaço
Com um pedaço de vida emprestado
Deito contas à vida,
as mangas arregaço.
E um pouco perdida,
Levo por diante este meu fado.
Enquanto o tempo?
Esse continua emsombrado..
rosafogo
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=174837 © Luso-Poemas
Carlos_Gildemar_Pontes
AMAR É BOM
é quase a mesma coisa
que morrer
a gente ama e sofre
pensando que vai vencer
Na infância
o maior amor de mãe
mãe é pudim, doce de leite
comida que só ela sabe fazer
Na adolescência
é tempo de heróis
às vezes o pai
às vezes o que voa na TV
Quando se é Romeu
o amor é afiado
Julieta é o diamante
no cristal envenenado
Depois somos pai e mãe
o amor é um espelho
de frente para outro espelho
amor de filho é divino.
Ah! Amar é bom
melhor do que ser amargo
carregar fardo
ou ser uma imensa
praga na solidão.
Richard Teixeira
Passagem
tudo que acreditava passou de água a vinho.
Um futuro incerto, longíquo
vivido antecipadamente na amargurada ansiedade cruel.
Perdi uma parte da vida vendo o tempo passar,
pessoas a sorrir e chorar.
Porém, sem perceber
vi minha vida fluir como enchente debaixo de uma ponte.
Eu vi as horas passar e nada poder fazer,
vi meus sonhos desmoronar em questão de segundos.
Eu me vi envelhecer aos 16 anos.
Foi de tal forma inexplicável.
Eu vi a vida viver para mim.
Também vi, um futuro incerto a ruir!
Richard Teixeira
Cronos
o tempo é vilão,
a segunda é o detrito
e a sexta amável.
Com o tempo não se alude,
muito menos se brinca.
O minuto passa
interagindo com o decorrer do Crono.
As horas voam rapidamente
numa revoada conjunta
entre pontos e ponteiros.
Na macha tic tac o relógio trabalha.
Fazendo horas passadas,]
minutos futuros,
segundos de vida.
natalia nuno
o esquecimento abre passagem...
e uma luz coada entra pelas cortinas
antigas, a solidão me faz
companhia,
adensa a noite
e desarruma a minha mente
e assim a flor desfolha até às
pétalas finais, como o sol
que se apagou, derramando
um vazio que a destrói.
Transporto sonhos ante um inverno
que me espera, a solidão dói,
o esquecimento abre passagem
e cada lembrança é já indelével
imagem,
como casa desabitada, mofenta
arrasada, onde já ninguém responde
minha alma, anda não sei por onde!
Minha vontade, ainda
inventa versos como comida suculenta
que me faz bater o peito, e a saudade
traz-me de volta a menina
dizendo-me que sou a mesma d'outro tempo.
o tempo que vai e nada o pode deter
fica a palavra feita nada,
a vida voando para o poente
como a água, que não volta à nascente
natalia nuno
rosafogo
juvefilh
Marcas
Logo agora que o nosso filho a gente adotou um Cachorrinho labrador que é do jeitinho que você sempre sonhou.
A casinha que você decorou, o seu cheiro tá em todo lugar, como vou viver sem ti amar.
Por um segundo me deixe explicar aquela marca de batom na camisa, que você foi guardar.
Antonio Danilo Herculles
Aforismo aos correntes.
Nem forçar a correnteza da vida,
E no momento mais oportuno haja sem alvoroço.
Não enrijeça ou engesse seu coração.
No momento oportuno faça o que tenha que fazer
Como pode, por você ser feito
E siga sem esperar os elogios ou insultos.
Não há nada mais propício às experiencias humanas.
natalia nuno
é minha vontade...
no coração,
que te hei-de deixar
como um juramento de amor
quer leias ou não,
os sentimentos de saudade
que a alma me reconforta
terão sentido e razão
ainda que depois de morta
é que ao partir
meu coração ainda diz
que bem sempre te quis
é pois a minha vontade
falar-te deste afecto
transparente como água
e depois os olhos fechar.
Só Deus pode quebrar o laço
nessa hora inquieta
restará o nosso abraço
e minhas palavras de Poeta.
natalia nuno
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