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danieldocas
Deserto de pessoas
Tão intenso o mar amarelo que estou
Suas águas tão leve, mas por ser tanto.
Tanto pesa, tanto leva e tanto se acaba.
Um pequeno calor parece levar
E seus pequenos grãos se vão
Para outro lugar que nunca saberemos onde
Só sabemos que nunca vai voltar
Enquanto se vê os infinitos grãos que ficam
Afirmo com toda certeza:
São poucos perante tudo o que já foram!
Pessoas que são desertos se vão
Pessoas que são mar levam
Pessoas que são seres amam
Pessoas que são monstros destroem
Pessoas pensam, por pensarem mudam, quando mudam se tornam e por isso são tudo sem ser nada....
371
gmarotta
Te espero
Estou esperando você
E quando chegar, vai me ter
Você vai aparecer em minha vida
E ficaremos juntos até nossa ida
Você está por aí
Acho que nunca a vi
Mas sei que é simples
E vai acertar no meu calcanhar de Aquiles
Vou vivendo a vida enquanto não vem
E quando vier levitarei até uma nuvem
Vou pegar um pedaço dela
E te darei junto com a flor mais bela
Vivo pensando em você
Pensando em quando vou te ver
Não sei se vai ser de imediato
Mas meu coração te espera pronto pro ato.
E quando chegar, vai me ter
Você vai aparecer em minha vida
E ficaremos juntos até nossa ida
Você está por aí
Acho que nunca a vi
Mas sei que é simples
E vai acertar no meu calcanhar de Aquiles
Vou vivendo a vida enquanto não vem
E quando vier levitarei até uma nuvem
Vou pegar um pedaço dela
E te darei junto com a flor mais bela
Vivo pensando em você
Pensando em quando vou te ver
Não sei se vai ser de imediato
Mas meu coração te espera pronto pro ato.
310
allanakunzler
O amor
O amor tem cabelos cacheados
Possui uma maneira intensa de me olhar
Toda vez que me encara
Me faz perder o foco
O amor tem um sorriso encantador
E ele aparece toda vez que me vê
E quando sorri
Inconscientemente eu sorrio também
O amor vê beleza em meus defeitos
Porque o amor também tem defeitos
Mas se você me perguntar quais
Eu não sei responder
O amor tem medo de ser abandonado
E tenta fazer isso acontecer logo
Para não ser pego de surpresa
Mas olha a surpresa: não o abandonarei
232
simone_moura3
Despedida
E o encanto se desfaz ao fechar das portas
Que se batem e não há um adeus...
Levando sonhos, momentos.
Toques de amor e desejo que se apagam
Sentimentos enclausurados no orgulho
Que desmedido transpõe retalhos
De algo que um dia foi tão único...
Simone Moura
346
ERIMAR LOPES
O REFLEXO DA SOLIDÃO
Eu sofro sem um amor, me sinto tão só, puxa, como é difícil e triste a solidão. Na juventude me sentia forte e não dava atenção para estas coisas. Hoje depois de tantos anos acompanhado de uma esposa fiquei sozinho. Perdi o chão, desconcertei os meus passos, parece que caí num abismo sem fim. Meus olhos, minha mente buscam um novo amor, mas verdadeiro, a esta altura me sinto incapaz. Tudo muda, fica estranho, não estamos mais acostumados com a vida de conquistas, de namoros, passamos por um período de readaptação. Ficamos carentes de repente e lutamos para não nos entregarmos à primeira oferta de amor que aparece sem antes analisarmos minuciosamente. Mesmo assim corremos o risco e acabamos nos envolvendo, não fomos criados para sermos sozinhos, acreditamos que dará certo e investimos alto na esperança de resolvermos o principal que é o não ficar só. Depois vem a necessidade do preenchimento do vazio que outrora havia ficado, um coração em partículas, fragmentado, esperando por alguém que junte e condense suas partes. Podemos estar iludidos, todavia não queremos aceitar, pois o que parece ser, o que é apresentado aos nossos olhos é tão real e verdadeiro quanto ao que a nossa consciência sã e perfeita discerne que é hipocrisia e engano. Passamos a lutar por uma resposta, um simples testemunho que não seja igual tal qual o que é oferecido e mostrado aos nossos olhos. Do oculto para poucos, exceto a você que ignora certos episódios para seguir firme no propósito de amar de novo com fé na vontade que há a esperança de transformação nos indivíduos para serem honestos, leais, fiéis, respeitosos, transmissores e expressadores da verdade, e concessores de honra.
Erimar Lopes.
5 150
garcianeto
TEMPO DIFERENTE
Você tem um relógio que me desperta nas horas inevitáveis
Eu tenho um relógio que te adormece depois da hora
Nós temos um tempo diferente que tenta trocar os relógios
O teu - pra me despertar
que é hora de te amar todo dia O meu - pra te adormecer
a qualquer hora
porque eu não fujo mais depois
Nós queremos um tempo diferente em que os relógios
sejam apenas enfeites de pulso
Eu tenho um relógio que te adormece depois da hora
Nós temos um tempo diferente que tenta trocar os relógios
O teu - pra me despertar
que é hora de te amar todo dia O meu - pra te adormecer
a qualquer hora
porque eu não fujo mais depois
Nós queremos um tempo diferente em que os relógios
sejam apenas enfeites de pulso
206
RicardoC
A MÃO ARMADA
-- "Estúpido! Facínora!! Assassino!!!" --
Berrava, d'além-túmulo, o coitado
Pelas mãos d'um outro assassinado
Após um entrevero vespertino.
Reteve-lhe tão-só o olhar malino
Ao baque do projétil disparado:
Seu corpo sobre o chão atravessado
Morria como se obra do Destino...
Espírito, porém, evocava às Fúrias,
Rogando maldições, pragas e injúrias
Àquele que lhe dera voz de assalto.
Porque, pior que a morte, era a ilusão
De ser ouvido em face da visão
De si mesmo estirado pelo asfalto...
Betim - 13 08 2018
Berrava, d'além-túmulo, o coitado
Pelas mãos d'um outro assassinado
Após um entrevero vespertino.
Reteve-lhe tão-só o olhar malino
Ao baque do projétil disparado:
Seu corpo sobre o chão atravessado
Morria como se obra do Destino...
Espírito, porém, evocava às Fúrias,
Rogando maldições, pragas e injúrias
Àquele que lhe dera voz de assalto.
Porque, pior que a morte, era a ilusão
De ser ouvido em face da visão
De si mesmo estirado pelo asfalto...
Betim - 13 08 2018
417
gumball
Minha pequena dose de tristeza.
E é assim no vazio da madrugada mais uma vez vem o desespero, não sei para onde devo ir nem mesmo o que fazer a coragem me falta penso em chorar. Me responda, devo chorar? E então as lagrimas não saem, porque afinal essa não é uma dor que me leva ao extremo, mas sim algo que causa um certo desconforto no começo, mas logo me acostumo e a dor para antes de estourar, e até mesmo este texto no momento que ia chegar em seu ápice acabou.
1 437
natalia nuno
delírios...
delírios...
o amor é tentação, um madrugar no olhar, uma fogueira em tempo de estio, um celeiro de desejos, uma festa pró coração, arco-íris de carinho, o engravidar do delírio...mas sempre prontos a vê-lo crescer dentro do peito! se ao menos de lá não saísse!?... é um jogo de cabra-cega, às vezes vacila não quer amarras, parte e regressa, e acaba por não ficar, incapaz de criar orquídeas ... florescem cardos e lá acaba o sonho, restando a ferida que é difícil de sarar... o desespero não adianta, deve correr-se para um lugar tranquilo, não importa a direcção dos passos, importante é que o caminho seja sempre o de fazer a vontade ao coração...
natália nuno
o amor é tentação, um madrugar no olhar, uma fogueira em tempo de estio, um celeiro de desejos, uma festa pró coração, arco-íris de carinho, o engravidar do delírio...mas sempre prontos a vê-lo crescer dentro do peito! se ao menos de lá não saísse!?... é um jogo de cabra-cega, às vezes vacila não quer amarras, parte e regressa, e acaba por não ficar, incapaz de criar orquídeas ... florescem cardos e lá acaba o sonho, restando a ferida que é difícil de sarar... o desespero não adianta, deve correr-se para um lugar tranquilo, não importa a direcção dos passos, importante é que o caminho seja sempre o de fazer a vontade ao coração...
natália nuno
271
Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)
lealdade
Te amo,
Deságue em mim este rio de amor,
Sou teu mar na beleza de amar,
Únicos em nossa grandeza,
Igual ao oceano em seus mistérios,
Mas fiel em sua natureza criada.
Dê-me teus beijos,abraços,olhares,
Gostos,sabores,sorrisos,lágrimas,
Dúvidas,certezas,proezas e tudo,
Que as emoções nos permitirem.
Saibamos do tempo em nossa almas,
Da leveza da vida em seus vendavais,
Vivendo e sobrevivendo,
Além de nossas individualidades,
Fundidas em reciprocidade,
Na beleza do amor sentido.
Te amo nas introspecções,
Nas profusas versões do teu ser,
Resposta da vida em suas variáveis,
Pontes de nossa ousadia,
A reinventar o amor a cada dia,
Amando até o alvorecer,
Desejando que a esperança,
Nos permita a outra noite,
Até que a velhice acolha a morte,
Quando chegar a hora.
Mas se assim não for,
Tenho a certeza que valeu a pena,
Ter vivido ao teu lado,
Independente do tempo ou lugar,
Seguirei te amando eternamente,
Guiado pela saudade aguerrida,
E meu coração dolente,
Amando o amor que não se acaba,
Nas promessas que fizemos,
No labor das estações,
Concepções honrosas do desejo.
Deságue em mim este rio de amor,
Sou teu mar na beleza de amar,
Únicos em nossa grandeza,
Igual ao oceano em seus mistérios,
Mas fiel em sua natureza criada.
Dê-me teus beijos,abraços,olhares,
Gostos,sabores,sorrisos,lágrimas,
Dúvidas,certezas,proezas e tudo,
Que as emoções nos permitirem.
Saibamos do tempo em nossa almas,
Da leveza da vida em seus vendavais,
Vivendo e sobrevivendo,
Além de nossas individualidades,
Fundidas em reciprocidade,
Na beleza do amor sentido.
Te amo nas introspecções,
Nas profusas versões do teu ser,
Resposta da vida em suas variáveis,
Pontes de nossa ousadia,
A reinventar o amor a cada dia,
Amando até o alvorecer,
Desejando que a esperança,
Nos permita a outra noite,
Até que a velhice acolha a morte,
Quando chegar a hora.
Mas se assim não for,
Tenho a certeza que valeu a pena,
Ter vivido ao teu lado,
Independente do tempo ou lugar,
Seguirei te amando eternamente,
Guiado pela saudade aguerrida,
E meu coração dolente,
Amando o amor que não se acaba,
Nas promessas que fizemos,
No labor das estações,
Concepções honrosas do desejo.
316
benevidesgarcia5
algumas vezes, às vezes...
tantas vezes
eu te vi
e outras tantas
muitas outras
passaste bem perto de mim
sem que me viste.
nestas vezes
muitas vezes
eu olhei-te
várias vezes
e depois
sozinho
pensava em ver-te
outra vez.
muitas vezes
quantas vezes
a emoção da espera
fizera-me
tantas vezes
esperar-te
várias vezes
e tu passavas
uma vez
uma só vez
e
muitas vezes
meus olhos
iluminados de alegria
contemplavam tua imagem
e seguia
teus passos vacilantes
hesitantes
a abrir passagem...
tantas vezes
eu sonhei
e
às vezes
ao meu lado estavas
quantas vezes
nem me lembro
as vezes
que baixinho
te falava
repetindo
várias vezes
as mesmas palavras...
às vezes,
depois do sonho
teu nome
doce nome
várias vezes
eu chamava.
mas, eram tantas
várias
muitas vezes
que
às vezes
sem saber
eu me calava
pois teu nome
do teu nome
quantas vezes
não me lembrava...
foram
tantas vezes
milhões de vezes
que falei ao vento
que
às vezes
de saudades me visitava
do meu amor
imenso, eterno
que te ofertava
mas,
todas as vezes
este vento
corajoso
majestoso...
... sem coragem
por ti passava
sem, ao menos, falar-te
uma só vez.
diversas vezes
em
todas as vezes
que
às vezes
alguma vez
tu partias
eu colhia
de
uma vez
todas as rosas
de um mês
para enfeitar
tua vinda
outra vez.
Ipuã - SP, 20/08/1968 - Inverno
eu te vi
e outras tantas
muitas outras
passaste bem perto de mim
sem que me viste.
nestas vezes
muitas vezes
eu olhei-te
várias vezes
e depois
sozinho
pensava em ver-te
outra vez.
muitas vezes
quantas vezes
a emoção da espera
fizera-me
tantas vezes
esperar-te
várias vezes
e tu passavas
uma vez
uma só vez
e
muitas vezes
meus olhos
iluminados de alegria
contemplavam tua imagem
e seguia
teus passos vacilantes
hesitantes
a abrir passagem...
tantas vezes
eu sonhei
e
às vezes
ao meu lado estavas
quantas vezes
nem me lembro
as vezes
que baixinho
te falava
repetindo
várias vezes
as mesmas palavras...
às vezes,
depois do sonho
teu nome
doce nome
várias vezes
eu chamava.
mas, eram tantas
várias
muitas vezes
que
às vezes
sem saber
eu me calava
pois teu nome
do teu nome
quantas vezes
não me lembrava...
foram
tantas vezes
milhões de vezes
que falei ao vento
que
às vezes
de saudades me visitava
do meu amor
imenso, eterno
que te ofertava
mas,
todas as vezes
este vento
corajoso
majestoso...
... sem coragem
por ti passava
sem, ao menos, falar-te
uma só vez.
diversas vezes
em
todas as vezes
que
às vezes
alguma vez
tu partias
eu colhia
de
uma vez
todas as rosas
de um mês
para enfeitar
tua vinda
outra vez.
Ipuã - SP, 20/08/1968 - Inverno
225
Luciana Souza
Vergonha Nacional
Queime! Queime! Queime!
Que os elementos consumam a história.
Que o óbvio se transmute em cinzas anciãs.
E que reste à nossa memória
Apenas vergonha e arrependimento
Por toda a negligência,
Por todo o malfeito,
Pelos que deveriam,
Mas se negam a servir ao público,
Pelos que se esquecem
Que vale mais o que pertence a todos
E que estão à parte
Do que deve ser chamado Humanidade.
419
Antonio Danilo Herculles
Descaminho
Me devanearei, me debandarei,
Me perderei nos teus cheiros,
Nas tuas tranças discordiais,
Tais e quais são sua própria perdição, se perca então..
Nem o ser primeiro,
O Avohai das tiranias,
Discordaria desta tua afeição,
Nem mesmo se fosse um ser místico de outra dimensão..
Perdição ao que desde sempre esteve perdido,
A ilusão é pensar que encontrará alguma saída,
Pois em seus primórdios perdida está.
Perdida irá sempre está..
Não adianta tentar achar saída,
Não há o que pestanejar,
Pois já vigara em suma consciência,
Nem tira, nem há o que pôr.
Só há descaminho e preciso caminhar..
Me perderei nos teus cheiros,
Nas tuas tranças discordiais,
Tais e quais são sua própria perdição, se perca então..
Nem o ser primeiro,
O Avohai das tiranias,
Discordaria desta tua afeição,
Nem mesmo se fosse um ser místico de outra dimensão..
Perdição ao que desde sempre esteve perdido,
A ilusão é pensar que encontrará alguma saída,
Pois em seus primórdios perdida está.
Perdida irá sempre está..
Não adianta tentar achar saída,
Não há o que pestanejar,
Pois já vigara em suma consciência,
Nem tira, nem há o que pôr.
Só há descaminho e preciso caminhar..
793
fernanda_xerez
PEDAÇOS DE MIM
___ Tenho vontade, sim...
de fazer uma viagem interior,
_____ para descobrir na minha
alma, todos os mistérios
_____ que existem em mim!...
___ Tenho vontade, sim...
de dar asas ao pensamento
_____ e, a qualquer momento,
sem que eu perceba, fazer
_____ uma busca em mim!...
___ Tenho vontade, sim...
de fazer florescer sentimentos
_____ e, por encantamento,
aconteça, tão delicadamente,,
_____ metamorfose em mim!...
___ Tenho vontade, sim...
de sair por ai perambulando,
_____ à procura de segredos,
e que eu possa, sem medos,
_____ achar pedaços de mim!...
de fazer uma viagem interior,
_____ para descobrir na minha
alma, todos os mistérios
_____ que existem em mim!...
___ Tenho vontade, sim...
de dar asas ao pensamento
_____ e, a qualquer momento,
sem que eu perceba, fazer
_____ uma busca em mim!...
___ Tenho vontade, sim...
de fazer florescer sentimentos
_____ e, por encantamento,
aconteça, tão delicadamente,,
_____ metamorfose em mim!...
___ Tenho vontade, sim...
de sair por ai perambulando,
_____ à procura de segredos,
e que eu possa, sem medos,
_____ achar pedaços de mim!...
173
Mônica Leite
Amor
As palavras sozinhas não expressam
É desalento tratar de amor em dias sombrios
O amor de pranto encharcar-se na canção
Do desejo do não querer sentimentos ébrios
Já não adianta no vazio esperar
Não há quem compreenda tamanho tormento
Com essa tal mania de tentar e tentar
É impossível outra razão no pensamento
Morrer sozinho não condiz
És grandiosa pra solidão agradar
Se o destino é ser feliz
O amor encontrar.
1 658
paty_leite
Oração
Se benze
Faz a sua prece
Antes de sair de casa
Se blinda
Faz o sinal da cruz
Se abençoa, mulher
Mantenha intacta a sua fé
Você é a espiritualidade
Nada vai te pegar
Se você se mantiver firme
Se você unir suas mãos e rezar
Põe os joelhos no chão
Agradece a benção
É mais um dia que clareia
Banha a alma de amor
E a aura de sal grosso
Só o bem vai te alcançar
Ora a Deus
Que os caminhos estão abertos
E a vitória já é certa
Mulher forte
Fecha os olhos e reza.
Faz a sua prece
Antes de sair de casa
Se blinda
Faz o sinal da cruz
Se abençoa, mulher
Mantenha intacta a sua fé
Você é a espiritualidade
Nada vai te pegar
Se você se mantiver firme
Se você unir suas mãos e rezar
Põe os joelhos no chão
Agradece a benção
É mais um dia que clareia
Banha a alma de amor
E a aura de sal grosso
Só o bem vai te alcançar
Ora a Deus
Que os caminhos estão abertos
E a vitória já é certa
Mulher forte
Fecha os olhos e reza.
288
115611191684958607395
Vós ... (soneto duplo)
Vós ... (soneto duplo)
Sinto a dor que trespassa o coração
Desde a ímpia e remota mocidade
Cansado de aguardar outra intenção
Que a vida me frustrou em tenra idade
Dos males que contra mim conjuraste
Na perfídia que o tempo não apaga
Vós que meu peito, a vós inflamaste
De paixão imortal, que não se apaga
Tolhendo à vida, sonhos de ventura,
Ponde fim, a um tormento, tão comprido
Já acabei pobre de amor, desiludido
Vergonhoso castigo de desventura,
D'vós a mim infligido sem sentido,
Retraindo-vos, a um pesar escondido !
II
Vós que da ventura me afastaste,
Tão cedo, ao despontar em mim a vida,
Lágrimas. Certamente as choraste
Por de teu ato, estares arrependida
Porém, a vida não nos dá retorno
Nem muda o curso que o rio segue
Passou o tempo. E este, sem contorno
Deixa-vos arrependida, não negue
Se teu amor foi frenesi, o meu não!
Senhora, o triste fim que deu a meu amor
Chorando do viver uma saudade
Condição cruel ao pobre coração
Que viveu uma vida de saudade e dor.
Cuidar de salvar-se, foi tua razão !...
São Paulo, 09/11/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
Visite meus blogs:
http://brisadapoesia.blogspot.com
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Mantenha a autoria do poema
Sinto a dor que trespassa o coração
Desde a ímpia e remota mocidade
Cansado de aguardar outra intenção
Que a vida me frustrou em tenra idade
Dos males que contra mim conjuraste
Na perfídia que o tempo não apaga
Vós que meu peito, a vós inflamaste
De paixão imortal, que não se apaga
Tolhendo à vida, sonhos de ventura,
Ponde fim, a um tormento, tão comprido
Já acabei pobre de amor, desiludido
Vergonhoso castigo de desventura,
D'vós a mim infligido sem sentido,
Retraindo-vos, a um pesar escondido !
II
Vós que da ventura me afastaste,
Tão cedo, ao despontar em mim a vida,
Lágrimas. Certamente as choraste
Por de teu ato, estares arrependida
Porém, a vida não nos dá retorno
Nem muda o curso que o rio segue
Passou o tempo. E este, sem contorno
Deixa-vos arrependida, não negue
Se teu amor foi frenesi, o meu não!
Senhora, o triste fim que deu a meu amor
Chorando do viver uma saudade
Condição cruel ao pobre coração
Que viveu uma vida de saudade e dor.
Cuidar de salvar-se, foi tua razão !...
São Paulo, 09/11/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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97
Naufrago
Náufrago
Tantos os rostos onde me perdi do teu rosto
Tantas as noites onde acordei pela tua saudade
Tantos os dias onde joguei pro alto uma vida inteira
Sou agora náufrago acorrentado à tua âncora vazia
Tantas as noites onde acordei pela tua saudade
Tantos os dias onde joguei pro alto uma vida inteira
Sou agora náufrago acorrentado à tua âncora vazia
84
cravoalves52
Vi de tudo
Vi de tudo
Eu já vi de tudo nessas andanças da vida,
Vi gente chorar e sorrir,
Chegar e também partir.
Vi um céu se abrir,
Um amor se destruir.
Vi coisas feias e bonitas,
Mulheres sensatas e sem juízo,
Poeira ao vento que se agita,
Grandes lucros e prejuízo.
Vi um amor crescer,
E também o mesmo se diminuir,
O surgir e o desaparecer
A paz quase se extinguir.
Vi o nascimento de crianças,
O morrer de muitos velhos,
O renascer de uma esperança,
O futuro em um espelho.
Sou o reflexo de uma imagem,
A existência ou miragem,
O céu claro após a estiagem,
Lembranças de uma boa viagem.
Eu já vi e fiz de tudo,
Belas construções nesse mundo,
Mergulhos bem profundos,
Sobrevoei picos pontiagudos.
Tudo isso meu deu experiência,
Hoje consigo entender melhor,
Aquele sofrimento da adolescência,
Não me fez um homem pior.
Lourival Alves
Eu já vi de tudo nessas andanças da vida,
Vi gente chorar e sorrir,
Chegar e também partir.
Vi um céu se abrir,
Um amor se destruir.
Vi coisas feias e bonitas,
Mulheres sensatas e sem juízo,
Poeira ao vento que se agita,
Grandes lucros e prejuízo.
Vi um amor crescer,
E também o mesmo se diminuir,
O surgir e o desaparecer
A paz quase se extinguir.
Vi o nascimento de crianças,
O morrer de muitos velhos,
O renascer de uma esperança,
O futuro em um espelho.
Sou o reflexo de uma imagem,
A existência ou miragem,
O céu claro após a estiagem,
Lembranças de uma boa viagem.
Eu já vi e fiz de tudo,
Belas construções nesse mundo,
Mergulhos bem profundos,
Sobrevoei picos pontiagudos.
Tudo isso meu deu experiência,
Hoje consigo entender melhor,
Aquele sofrimento da adolescência,
Não me fez um homem pior.
Lourival Alves
374
sinkommon
Unhas de Amêndoa Monofónica
Entendo uma coisa,tenho gosto
por unhas formadas em amêndoas.
Doas um olhar mole e mal-disposto
posto em pose de ataque e
arranho
doce e dormente como um dedo
dorido e perdido
tão estranho.
Construo um castelo de papel
meço os olhos e as bocas e aí,
te peço que estendas a mão
mas sem dedo, não te dou o anel.
No fosso, se fosses embora, caía
e as unhas amargas rasgariam.
No fundo, no rio grosso de mel,
ecoam as minhas amêndoas,
monofónicas,
caríssimas.
No curso do rio melifluindo,
pasta ambar que se esqueceu
do que é cantar e orar e
depois tudo em carmim ardeu.
Nunca soube medir e um castelo
de papel, colado e mal medido,
não se tinha de pé por mais belo.
Acabam-se-me as unhas e as
amêndoas monofónicas.
Afogo-me no mel e engulo-o
sorrindo
é doce e leva-me sempre
para onde
não quero ir.
02/08/2018
por unhas formadas em amêndoas.
Doas um olhar mole e mal-disposto
posto em pose de ataque e
arranho
doce e dormente como um dedo
dorido e perdido
tão estranho.
Construo um castelo de papel
meço os olhos e as bocas e aí,
te peço que estendas a mão
mas sem dedo, não te dou o anel.
No fosso, se fosses embora, caía
e as unhas amargas rasgariam.
No fundo, no rio grosso de mel,
ecoam as minhas amêndoas,
monofónicas,
caríssimas.
No curso do rio melifluindo,
pasta ambar que se esqueceu
do que é cantar e orar e
depois tudo em carmim ardeu.
Nunca soube medir e um castelo
de papel, colado e mal medido,
não se tinha de pé por mais belo.
Acabam-se-me as unhas e as
amêndoas monofónicas.
Afogo-me no mel e engulo-o
sorrindo
é doce e leva-me sempre
para onde
não quero ir.
02/08/2018
291
Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)
Nuances
Quantas noites sangrei,
No silêncio vertente,
Alma descendo pelo corpo,
Desejando partir,
Desejando partir,
De tanta solidão doída,
Feito flor selvagem,
Longe de tudo,
Ao fim da primavera.
Quantas vezes morri,
No grito estridente,
Aos lânguidos ouvidos surdos,
Dos meus ais emudecidos,
Sopro de vida ao fio da espada,
Do meu surreal exílio,
Feito um barco a deriva.
Quantas vezes revivi,
Nos paralelos indubitáveis,
Sonhos imensuráveis,
Após longa estiagem,
Desta rebelde humanidade,
Repleta de passos enfadonhos,
Precisos em seus labirintos,
Cadinhos de álibis finitos.
Repleta de passos enfadonhos,
Precisos em seus labirintos,
Cadinhos de álibis finitos.
378
Jorge Santos (namastibet)
Ao principio …
Ao principio ...
O principio impunha-se à vontade arbitrária de criar, sem que se arriscasse concluir como e de que forma se reproduziria a vida a partir do nada, do primevo, do zero,do nulo, do ovulo.
A vitalidade não tem forçosamente uma raiz, a vontade sim e o principio é a origem, o folículo do ovário, uma opção especial, especifica, a qual caracteriza o começo, o principio de tudo, a realização da vida e do mundo.
A vontade deu origem ao primeiro fruto, porém este inaugurou o morrer e o tom poético do outono invadiu, primeiro o mar e depois a terra, a serra e a floresta e o ar, tinha-se inventado o tempo, pois a morte não é o fim da vida, mas a revogação natural do tempo, de velho em novo, de novo em velho, assim tem sido sempre até agora e assim será eternamente.,
Logo o sonho estabeleceu que houvesse lua e a lua apareceu, em crescente, ditando os ciclos menstruais da mulher e à floresta, deu razões para crer, crer na paixão da seiva ao subir do caule às rubras pétalas.
No princípio era o óvulo, o veludo do musgo e o músculo da ameijoa, da anémona e o caranguejo-ermita, na concha abandonada, a praia a perder de vista, o beijo dos namorados de mão dada, os desejos insinuados, o calor e a vontade de fazer amor, mais que tudo, mais que nada, na esfera , na atmosfera ténue das vontades arbitrárias, o planeta Terra, o Mundo.
Joel matos 07/2018
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natalia nuno
pensamento...
presa por um fio à tarde, encosto a cabeça à janela e logo uma saudade escaldante me assedia com ébrios sonhos e rubras fontes de amor para onde o meu coração se desloca...
natalia nuno
natalia nuno
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santana09
Despedida
A vida muitas vezes é injusta
O amor é imprevisível
Um dia Você só pensa em amar
No outro dia só pensa em suicídio
Qual o propósito do amor?
Sera que é ser feliz?
Ou sera que é sofrer como esse povo diz
Só sei que minha parte eu fiz
Tentei faze-la feliz
Mesmo que precisa-se de esforço
Mas o que realmente valia era o sorriso em seu rosto
Hoje à deixei ir
Com incerteza se irá voltar
Mas quem sabe um dia
Eu possa novamente a amar.
O amor é imprevisível
Um dia Você só pensa em amar
No outro dia só pensa em suicídio
Qual o propósito do amor?
Sera que é ser feliz?
Ou sera que é sofrer como esse povo diz
Só sei que minha parte eu fiz
Tentei faze-la feliz
Mesmo que precisa-se de esforço
Mas o que realmente valia era o sorriso em seu rosto
Hoje à deixei ir
Com incerteza se irá voltar
Mas quem sabe um dia
Eu possa novamente a amar.
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