Lista de Poemas
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Rinaldo Rodrigues
Fotos Antigas
As fotos são rugas estampadas no sorriso d´alma ou numa lagrima que não deixam nossa história morrer...
Esticadas, remendadas, coladas,desbotadas, nossa historia esta ali.
O tempo passa, pessoas vão e vem..
Temperando nossa vidas.
Dando força na batalha ou se ausentando .
São sorrisos soltos em momentos em que fomos tão felizes
E agora uma saudade apertada, da voz, do eco do vazio do nada!
Como é bom lembrar!
Viajar na garupa da lembrança que minha foto registrou.
Rinaldo Rodrigues
.
1 146
laertgoulart
Dificuldade.
Será preciso viver
estes anos difíceis
para aprender
a suportar
os anos difíceis
que estão por vir !
Superar a dificuldade
com mais tranquilidade,
não perder o controle ,
não trocar
os pés-pelas-mãos !
Não sofrer
além do suficiente,
encontrar alegria
nas coisas simples,
felicidade em meio
a dificuldade !
Petrópolis 04/02/2019.
01/02/2019.
estes anos difíceis
para aprender
a suportar
os anos difíceis
que estão por vir !
Superar a dificuldade
com mais tranquilidade,
não perder o controle ,
não trocar
os pés-pelas-mãos !
Não sofrer
além do suficiente,
encontrar alegria
nas coisas simples,
felicidade em meio
a dificuldade !
Petrópolis 04/02/2019.
01/02/2019.
525
sarah_rachel1
Memória
Amar o perdido
deixa confundido
este coração.
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão
Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.
Carlos Drummond de Andrade
deixa confundido
este coração.
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão
Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.
Carlos Drummond de Andrade
193
marcos aurelio
Viver
Lá fora
Há um
lindo
amanhecer
jardins
floridos
beijas flores
dentro
de você
as grades
Impedindo
de viver..
Marcos Aurélio
Há um
lindo
amanhecer
jardins
floridos
beijas flores
dentro
de você
as grades
Impedindo
de viver..
Marcos Aurélio
603
Shantall Tuiche
Engaiolada

enquanto
encanto
canto
engaiolada
sangro
591
danieldocas
Homens
Garoto apaixonado se tornou um sonho impossível
Razão sem emoção é um fato memorável
Ele vai suplicando a deus
Para nunca mais receber aquele adeus
Algo que nunca escolheria
Seria a caminhada solitária.
De uma vida descontente.
Com milhares de dores crescentes.
Diziam que ele estaria errado
Simplesmente por querer ser amado
Então acho que ia ser cuidado
Mas era o inicio de seu machucado
E errado em querer ser feliz?
Ou estou sendo idiota mentido para mim?
Porque não podemos dar a dor um fim?
Ou vou ter explicar em um quadro de giz?
Ele pode ser homem e querer chorar
Pode não ser bom em transa
Só que ela nunca cansa
De poder fazer algo que ninguém pode dar
Receber um abraço junto de uma boa noticia.
Um beijo de boa noite e um sorriso de bom dia.
Sexo faz parte, mas isso não é tudo na vida.
Só quero dizer que você é linda!
No final muitos diziam que ele era viado
Acabou sendo magoado e julgado
Só que viveu uma vida jamais vivida
Aquela que todo escritor faz ser desejada
Agora ele é cobiçado
Mas nunca é alcançado
Poderia escrever sobre a felicidade
Só que agora ensina ela com humildade
Danilu Ducasar
Razão sem emoção é um fato memorável
Ele vai suplicando a deus
Para nunca mais receber aquele adeus
Algo que nunca escolheria
Seria a caminhada solitária.
De uma vida descontente.
Com milhares de dores crescentes.
Diziam que ele estaria errado
Simplesmente por querer ser amado
Então acho que ia ser cuidado
Mas era o inicio de seu machucado
E errado em querer ser feliz?
Ou estou sendo idiota mentido para mim?
Porque não podemos dar a dor um fim?
Ou vou ter explicar em um quadro de giz?
Ele pode ser homem e querer chorar
Pode não ser bom em transa
Só que ela nunca cansa
De poder fazer algo que ninguém pode dar
Receber um abraço junto de uma boa noticia.
Um beijo de boa noite e um sorriso de bom dia.
Sexo faz parte, mas isso não é tudo na vida.
Só quero dizer que você é linda!
No final muitos diziam que ele era viado
Acabou sendo magoado e julgado
Só que viveu uma vida jamais vivida
Aquela que todo escritor faz ser desejada
Agora ele é cobiçado
Mas nunca é alcançado
Poderia escrever sobre a felicidade
Só que agora ensina ela com humildade
Danilu Ducasar
356
laertgoulart
Morte Madura.
A morte impediu
que a velhice o matasse !
Egoísmo dos que ficam...
O queriam vivo
até morrer...
Morrer esquecido,
morrer incapaz,
morrer triste,
morrer a cada dia
um pouco mais !
Bela morte madura,
que se extinguiu fugaz !
Não esperou
se deteriorar...
No apogeu da vida,
hoje esteve,
amanhã não está mais !
Petrópolis 13/02/2019
que a velhice o matasse !
Egoísmo dos que ficam...
O queriam vivo
até morrer...
Morrer esquecido,
morrer incapaz,
morrer triste,
morrer a cada dia
um pouco mais !
Bela morte madura,
que se extinguiu fugaz !
Não esperou
se deteriorar...
No apogeu da vida,
hoje esteve,
amanhã não está mais !
Petrópolis 13/02/2019
433
Maria Antonieta Matos
AS EMOÇÕES DO TEMPO
Ó tempo, que trocaste teus hábitos,
Que me enganas em cada estação,
Que atormentas os povos com errada decisão,
Mas que nos trazes às vezes a luz da razão.
Eram quatro as estações do ano,
Que aprendi desde muito cedo,
Cada uma ostentava emoção,
De alegria, tormenta e medo.
No inverno intensa chuva,
Dia e noite lavravam ribeiros,
Choravam os beirais no chão,
Acenando o arvoredo.
Trovejava… gritavam luzes no céu,
Rugia o vento altivo,
Pintava-se o dia de breu,
Encharcado ficava o corpo,
Resfriado até ao osso,
Rodopiava o chapéu.
Alagada a terra frutífera,
Geminava a semente,
Lançada com mãos de “guerra”,
Um corrupio permanente.
Na chaminé estalava a chama,
O café perfumava a casa,
Os mais velhos contavam “estórias”,
Ia-se cedo para cama.
E lá vinha a primavera,
Colorida e luminosa,
Tudo era verde e florido,
A cada canto uma rosa.
Seduziam as andorinhas no céu,
Chilreando de contentes,
Olhares concebiam véus,
Traçando linhas cadentes.
Às vezes tinha chuva, tinha vento,
Tempo ameno, trovoada,
A cultura agradecia,
Nos regos, a vida surgia,
P’ la terra tão bem estrumada.
Espreitava o verão trazia chama,
O corpo exausto transpirava,
A hora da sesta só a cama,
Acalma a sonolência obstinada.
No campo o chapéu e o lenço,
Ensopavam o suor a dilacerar,
E aliviavam o sol ardente,
Tão baixo, tão eminente,
Difícil de suportar.
O outono vinha cansado,
Da secura do calor,
As árvores despiam a ramagem,
Punham o chão multicolor.
Ficava triste o outono,
De frio e nuvens cinzentas,
As noites longas de sono,
Tinham manhãs rabugentas.
Aclamava o vento e a chuva,
Com vontade de sorrir,
De mudar o seu vestido,
Num tom verde divertido,
Das suas árvores vestir.
Maria Antonieta Matos 26-01-2019
598
sebastiao_xirimbimbi
Quando?
Quando é que perceberás que eu sou o amor da sua vida
Que sem mim estás perdida
Sem direção, sem norte, sem saída
Sem o meu amor nunca terás uma vida?
Quando é que tu notarás que o amor que recebes é uma mesquinha comparando com o amor que tenho para ti?
Quando é que perceberás que por mais anos que vivas a tua vida nunca será devidamente vivida se a víveres distante de mim?
Quando é que perceberás que foste feita para seres minha;
companheira, confidente, amiga e rainha
Quando é que perceberás que ao meu lado nunca te sentirás só e jamais estarás sozinha?
Por: Sebastião Xirimbimbi
Que sem mim estás perdida
Sem direção, sem norte, sem saída
Sem o meu amor nunca terás uma vida?
Quando é que tu notarás que o amor que recebes é uma mesquinha comparando com o amor que tenho para ti?
Quando é que perceberás que por mais anos que vivas a tua vida nunca será devidamente vivida se a víveres distante de mim?
Quando é que perceberás que foste feita para seres minha;
companheira, confidente, amiga e rainha
Quando é que perceberás que ao meu lado nunca te sentirás só e jamais estarás sozinha?
Por: Sebastião Xirimbimbi
884
jeronimo_collares
operários II
envelheço as rugas
porque não tenho pressa
quando morre a labuta
da noite, caem as estrelas em vão?
o que escreve
um operário após um
dia de chão?
e sentado, a beira da minha testa,
canso os braços do pão
recosto sob as horas
à espreita do Cão
releio as sobras
de uma vida em vão
mas envelheço as rugas
porque não tenho pressa
jeronimo
porque não tenho pressa
quando morre a labuta
da noite, caem as estrelas em vão?
o que escreve
um operário após um
dia de chão?
e sentado, a beira da minha testa,
canso os braços do pão
recosto sob as horas
à espreita do Cão
releio as sobras
de uma vida em vão
mas envelheço as rugas
porque não tenho pressa
jeronimo
209
315ecc
Desejo Da Carne
Este teu corpo.
Deseja meu corpo.
Mesmo longe de mim.
Ao olhar minha foto se excita.
Sei que toca teu corpo.
Imaginando ser minhas mãos.
Geme sussurra e suspira.
Sentindo o êxtase do prazer.
Ao ouvir tua voz.
Nesta distância fico aqui.
A te imagina nua sobre o lençol.
Que me faz arrepiar.
Arrancando de mim suspiros.
Querendo sentir o toque.
De tuas mãos em meu corpo.
Enlouqueço ao lembrar.
Dos teus lábios aos meus beijar.
Direitos Reservados ao Autor.
Valentim Eccel
Deseja meu corpo.
Mesmo longe de mim.
Ao olhar minha foto se excita.
Sei que toca teu corpo.
Imaginando ser minhas mãos.
Geme sussurra e suspira.
Sentindo o êxtase do prazer.
Ao ouvir tua voz.
Nesta distância fico aqui.
A te imagina nua sobre o lençol.
Que me faz arrepiar.
Arrancando de mim suspiros.
Querendo sentir o toque.
De tuas mãos em meu corpo.
Enlouqueço ao lembrar.
Dos teus lábios aos meus beijar.
Direitos Reservados ao Autor.
Valentim Eccel
144
Heinrick
Sem Querer Me Veio O Querer
Eu seria melhor no que faço
Se fizesse o que quisesse
Enquanto faço o que mandam me desfaço
Tal, com muita finesse
Faço o que faço
Sou bom no que faço
Do que adianta se não faço o que quero
Faço o que querem, mas errar, a mim não tolero
E se a linha estiver torta, ou fora do maço
Eu a refaço
Perfecsionista como um ser não carnal
Saiba que se viu um erro, não foi um erro
Não nas minhas linhas
Tudo o que escrevo (como escrevo) é proposital
Se fizesse o que quisesse
Enquanto faço o que mandam me desfaço
Tal, com muita finesse
Faço o que faço
Sou bom no que faço
Do que adianta se não faço o que quero
Faço o que querem, mas errar, a mim não tolero
E se a linha estiver torta, ou fora do maço
Eu a refaço
Perfecsionista como um ser não carnal
Saiba que se viu um erro, não foi um erro
Não nas minhas linhas
Tudo o que escrevo (como escrevo) é proposital
330
SeuAmor
Depois que você se foi
Depois que você se foi eu começei escrever mais
Depois que você se foi nada mais me satisfaz
Os dias não são mais normais
As noites insanas imaginando coisas surreais
Depois que você se foi tudo ficou com mais dificuldade
Depois que você se foi eu aprendi que antes eu não tinha maturidade
Tentando fugir da realidade
Ignorando a sociedade
Ignorando a sociedade
Depois que você se foi as horas parecem dias os dias meses e os meses anos
Depois que você se foi minha mente me tornou mais insano
Em sonhos estou navegando no oceano
Acordo me afogando no mar de lagrimas
A espera de um sorriso seu,
Que um dia ja foi meu.
Autor: Kazuo Matsui
Autor: Kazuo Matsui
490
marilialopes
Quarta-feira: Kairós
Quarta-feira: Kairós*
Chove abruptamente: Kairós.
Além, Lisboa que deixo em transe,
como se a perdesse de vista,
e alguém dissesse “que descanse.”
Revolvo-lhe os cabelos brancos,
luzes revoltas em abismo
do antigo tempo que a refez
erguer-se dos escombros, do sismo.
Despeço-me, já embarcada,
dos murmúrios todos do cais,
onde atracou um amor breve.
Hoje, levantou vela quem o teve:
vento que subitamente apita
ali, já distante, no mar,
onde nenhum coração grita,
enquanto houver paz e um Lugar.
Chove abruptamente: Kairós.
Além, Lisboa que deixo em transe,
como se a perdesse de vista,
e alguém dissesse “que descanse.”
Revolvo-lhe os cabelos brancos,
luzes revoltas em abismo
do antigo tempo que a refez
erguer-se dos escombros, do sismo.
Despeço-me, já embarcada,
dos murmúrios todos do cais,
onde atracou um amor breve.
Hoje, levantou vela quem o teve:
vento que subitamente apita
ali, já distante, no mar,
onde nenhum coração grita,
enquanto houver paz e um Lugar.
*Em grego: καιρός, "o momento oportuno", "certo" ou "supremo".
Marília Miranda lopes
202
marilialopes
Terça -feira: Mercúrio
Terça-feira: Mercúrio
Este tempo invernoso omite
claridades nos teus olhos vivos:
palavras que rebentam nas bolhas
que raiam dos anéis das íris.
Não precisas, pois, de suster
a respiração nesse augúrio:
a mensagem vem de Mercúrio,
segue já na corrente, a ver
as margens e o mar ao longe:
aguarelas ternas que flambam
o verbo calado, em suspenso,
sem vontade de se debruçar
da tua boca que consente
salitre nos lábios e bruma
do dia em que fomos navio
e vela, e mastro, e terra una.
Este tempo invernoso omite
claridades nos teus olhos vivos:
palavras que rebentam nas bolhas
que raiam dos anéis das íris.
Não precisas, pois, de suster
a respiração nesse augúrio:
a mensagem vem de Mercúrio,
segue já na corrente, a ver
as margens e o mar ao longe:
aguarelas ternas que flambam
o verbo calado, em suspenso,
sem vontade de se debruçar
da tua boca que consente
salitre nos lábios e bruma
do dia em que fomos navio
e vela, e mastro, e terra una.
Marília Miranda Lopes
291
eerina
Tinta de Cerejeira
Tinta de Cerejeira
Eu amava escrever
Derramava meus males e bens
Em um puro e inocente papel
O pintando com meus pecados
Ridicularizando minha vida
E enaltecendo minha morte
Eu amava o som da caneta
Criando palavras
Recriando pedidos de ajuda
E mostrando meu desespero
Eu adorava escrever
Sobre um garoto o qual eu amava
O qual ainda amo
O qual me amou
Eu criava palavras de amor
Palavras de ilusão
Para viver um sonho
Que era meu maior pesadelo
Escrever era bobo
Idiota
Patético
Por isso eu adorava escrever
Escrever era como eu
Rabiscos de letras
Recriavam minha vida
Ouviam meus clamores
E gritavam em um espelho
O que ja eu sabia
Eu queria pintar
Em minha carne e osso
Com uma chama ardente
Todas as vezes que errei
Eu queria marcar em minha mente
Com uma lâmina afiada
Todas as vezes que pequei
Porém tudo que consegui
Foi escrever em minha alma
Com meu próprio sangue
Todas as cicatrizes que ainda tinha
Pegue sua melhor faca
Abra meu coração
E o dilacere
Para que de corpo e alma
A dor seja igualmente excruciante
E sua tortura possa arruinar
A pureza de meu papel
Para o que o meu papel que se despedaçou
A tinta que o encharcou
E o sangue que de minhas palavras se derramou
Não sejam lidos em vão
Como assim foi a morte de meu amargurado coração
-eerina
Eu amava escrever
Derramava meus males e bens
Em um puro e inocente papel
O pintando com meus pecados
Ridicularizando minha vida
E enaltecendo minha morte
Eu amava o som da caneta
Criando palavras
Recriando pedidos de ajuda
E mostrando meu desespero
Eu adorava escrever
Sobre um garoto o qual eu amava
O qual ainda amo
O qual me amou
Eu criava palavras de amor
Palavras de ilusão
Para viver um sonho
Que era meu maior pesadelo
Escrever era bobo
Idiota
Patético
Por isso eu adorava escrever
Escrever era como eu
Rabiscos de letras
Recriavam minha vida
Ouviam meus clamores
E gritavam em um espelho
O que ja eu sabia
Eu queria pintar
Em minha carne e osso
Com uma chama ardente
Todas as vezes que errei
Eu queria marcar em minha mente
Com uma lâmina afiada
Todas as vezes que pequei
Porém tudo que consegui
Foi escrever em minha alma
Com meu próprio sangue
Todas as cicatrizes que ainda tinha
Pegue sua melhor faca
Abra meu coração
E o dilacere
Para que de corpo e alma
A dor seja igualmente excruciante
E sua tortura possa arruinar
A pureza de meu papel
Para o que o meu papel que se despedaçou
A tinta que o encharcou
E o sangue que de minhas palavras se derramou
Não sejam lidos em vão
Como assim foi a morte de meu amargurado coração
-eerina
209
Suzana Castro de Oliveira
ELA
Ela andava distraída
Sorrindo para todos os lados
E do nada encontrou um amor
Que a amava como ela se amava.
Uma infinitude de sentimentos
Transformando dois corações
em um, foram tão poucas lágrimas,
Perto da chuva de paz e felicidade.
Sorrindo para todos os lados
E do nada encontrou um amor
Que a amava como ela se amava.
Uma infinitude de sentimentos
Transformando dois corações
em um, foram tão poucas lágrimas,
Perto da chuva de paz e felicidade.
342
Adrenalina
Estrela 3
Aquele que abusou demais da regra 3
Buscava plenitude em pessoas imperfeitas
Cujas almas eram injustas e perversas
Buscava plenitude em pessoas imperfeitas
Cujas almas eram injustas e perversas
Decepcionava-se pelas tentativas falhas
Mas jamais deixara de reencontrar o seu caminho novamente à plenitude
Indistinto aos olhos de muitos pois, nem todas as almas possuem a mesma virtude.
A estrela que brilhava, com escolhas turvas amontoadas
Deixar-se ser o que é?
Ou esperar ser o que cobiça?
Arredia e ambígua
Esperando uma mundança que não vinha
Juntamente com sua agonia, ela brilhava e colidia.
Uma viagem intergaláctica entre duas almas
Espelhadas num salto quântico, entrelaçadas a um encanto
Pergunto-te, verás comigo o abalo cósmico?
Mas jamais deixara de reencontrar o seu caminho novamente à plenitude
Indistinto aos olhos de muitos pois, nem todas as almas possuem a mesma virtude.
A estrela que brilhava, com escolhas turvas amontoadas
Deixar-se ser o que é?
Ou esperar ser o que cobiça?
Arredia e ambígua
Esperando uma mundança que não vinha
Juntamente com sua agonia, ela brilhava e colidia.
Uma viagem intergaláctica entre duas almas
Espelhadas num salto quântico, entrelaçadas a um encanto
Pergunto-te, verás comigo o abalo cósmico?
505
Shantall Tuiche
Além dos horizonte de eventos
- Glicose
Podia-se afirmar,
com um grau alto de certeza,
que era doce,
violentamente doce.
Como todas as abelhas rainhas deveriam ser.
- Temperatura
O sonho habitava o estreito limite entre o gelo e a lava.
Não havia meio termo,
não havia o café adoçado de maneira insuficiente,
não havia meia palavra entre os dentes,
qualquer coisa haveria de ser coisa alguma se assim fosse.
E era.
O calor dos lábios
outrora fora substituído
por horas,
incontáveis horas separando o sol de um outro sol,
estrela nua..
Uma colisão sem luz, sem graça,
sem a extrema desgraça da beleza mais brutal, mais singela,
E binária.
- Pulso
Toda busca inútil por autoconhecimento
deveria começar com a observação das veias esverdeadas,
dos tendões sobressaltados
e reativos aos impulsos.
Poderia ficar horas e horas e horas e mais algumas horas
observando os ponteiros correndo em um relógio sem pertinência.
Existia uma vida ali, correndo, agindo e reagindo,
doçura e demência
"e de nada valeria acontecer de ser gente", sabe como é.
O pulso deveria ser a entrada para outro lugar desconhecido.
E era.
O pulsar gira e gira e gira e gira,
anda de mãos dadas com a vertigem
uma estrela de neutrons qualquer que se preze
aceita o colapso, como fato.
Toda busca é inútil se não começar olhando para o que está na sua cara.
O que faz seu pulso pulsar?
Pulsar como um farol girando e girando e girando.
Era a frequência pela qual se apaixonava, pelas mesmas coisas de sempre.
E sempre, inesperadas.
O jeito certo de segurar alguém é pelos pulsos
Toda aquela tempestade vai passar e carregar tudo
para qualquer outro lugar, desconhecido,
e nada vai ser o mesmo, além do que sempre foi como antes.
Eu, inútil
- Respiração, saturação e consciência
Por definição ordinária respiração é um substantivo feminino
que designa o ato ou efeito de respirar,
movimento duplo dos pulmões,
inspiração e expiração;
fôlego.
Na prática foi diferente,
tudo estava funcionando,
mecanicamente perfeito,
inspiração, expiração,
o ar entrava, o ar saía,
então porque a vista escurecia?
porque o coração batia perfeito?
perfeito, acelerando cada vez mais, mas perfeito.
sabe o que é um coração batendo perfeito no momento da sua morte,
poetas ousariam rimar com sorte, mas era só, defeito.
a vista escureceu, o corpo amoleceu, e desfaleceu,
caiu,
lentamente, caiu
faltou o que fazia falta, o ar, e caiu.
Faltava o sentido da vida.
No corpo, que cai.
Tudo ficou escuro e quieto.
Mas havia ainda um pensamento,
um último instante de pensamento: “Morri”.
Um morri, curiosamente consciente
sem desespero, sem conforto também, isso é verdade.
Em meio a escuridão um pequeno ponto de luz apareceu,
foi aumentando e havia ainda um pensamento,
e em haver ainda um pensamento havia um conforto:
“Ok, existo.”
Não importava onde.
O corpo desfalecido, em repouso,
necessitou menos oxigênio,
o pouco ar que entrava agora,
fora suficiente para recobrar a consciência.
A luz foi aumentando, a imagem se formando a partir do centro,
era uma luz
luz do poste à frente, à cima
sem túneis, sem eternamente.
Éter... o éter...pobre éter já não mais admitido pelos físicos.
Por definição: Viva.
- Pressão
Livro III: menciona o coração e os vasos sanguíneos.
Era uma imagem escondida debaixo de um bolso de coração costurado a mão,
fatto a mano.
Um nó na garganta percorrendo 20km de veias e artérias até chegar ao zênite.
O corpo celeste mais brilhante do céu naquele instante.
Estradas bloqueadas, quatro pistas bloqueadas,
sol reluzindo nas partes metálicas dos carros à frente,
e tudo bloqueado.
Artérias, arteríolas, vênulas, veias e capilares,
vias coletoras, vias arteriais, vias expressas,
vias locais, tudo parado.
Minutos, horas, dias, meses,
anos, annus mirabilis, tudo parado.
Tudo.
Parado.
Só a vida andava à revelia,
as coisas aconteciam,
iam e vinham,
automático, automatizado,
fazendo bem o seu trabalho,
cumprindo bem o seu papel.
Papel em branco,
asurado
de um corretivo que não corrigia nada.
Ou quase nada.
Tudo
errado,
embora parecesse o mais correto.
- Dor
Dor, dor...
a dor que precede o sofrimento.
Dia-após-dia, um poema,
um lamento,
presente,
falando de ausentes e distantes,
fazendo não mais ter sentido
aqueles retrato na estante.
Tudo passa, e passou.
Sobre o sofrimento eu não sei.
Sei
das noites e dos gritos de susto.
Sei
dos dias e dos instantes de medo
Sei
que era tarde ainda sendo tão cedo.
Sei
que debaixo de tudo que conto guardo um segredo.
Fui uma estrela de neutrons.
608
SeuAmor
Hoje eu Canto
Eu canto o que você quer ouvir
Estou sempre lembrando da gente
Da queles momentos, que não sai da minha mente
A saudade chegou de repente
destruindo tudo pela a frente,
Já não tem mais graça escrever sem você,
Já desistir de tentar achar motivos pra viver
Agulhas furando minhas veias,
Já excluir suas fotos da minha galeria,
Mas não adianta,
Estou cada vez mais e mais
me afundando nessas drogas
Hoje os dias não são mais os mesmos
Todo mundo que conheço,
Todos eles, se tornaram insanos
Você foi a única que me manteve sã
Agora sem você estou de volta a chuva
me afogando em lágrimas
E nas madrugadas eu tenho vontade de te ligar,
mas está tudo acabado
e pra mim você não vai mais voltar
Você vai me amar de novo?
Eu não consigo tirar você da minha cabeça,
Eu só quero você aqui na minha cama
Sem você eu também poderia está morto
Eu tiver que perceber,
Que eu realmente não quero esquecer você
Eu não posso mesmo se quisse,
Suas palavras já estão impressas nas páginas
Se o livro acabar em um capítulo
Ou Continuar para uma série
Ou algo que não sabemos ao certo,
Mas vou continuar escrevendo para você
Mesmo se nunca nos cruzemos novamente.
-Kazuo Matsui
Estou sempre lembrando da gente
Da queles momentos, que não sai da minha mente
A saudade chegou de repente
destruindo tudo pela a frente,
Já não tem mais graça escrever sem você,
Já desistir de tentar achar motivos pra viver
Agulhas furando minhas veias,
Já excluir suas fotos da minha galeria,
Mas não adianta,
Estou cada vez mais e mais
me afundando nessas drogas
Hoje os dias não são mais os mesmos
Todo mundo que conheço,
Todos eles, se tornaram insanos
Você foi a única que me manteve sã
Agora sem você estou de volta a chuva
me afogando em lágrimas
E nas madrugadas eu tenho vontade de te ligar,
mas está tudo acabado
e pra mim você não vai mais voltar
Você vai me amar de novo?
Eu não consigo tirar você da minha cabeça,
Eu só quero você aqui na minha cama
Sem você eu também poderia está morto
Eu tiver que perceber,
Que eu realmente não quero esquecer você
Eu não posso mesmo se quisse,
Suas palavras já estão impressas nas páginas
Se o livro acabar em um capítulo
Ou Continuar para uma série
Ou algo que não sabemos ao certo,
Mas vou continuar escrevendo para você
Mesmo se nunca nos cruzemos novamente.
-Kazuo Matsui
508
Silva
Chá das três
Chá das três
Tornei-me quem um dia acreditava nunca poder ser
Tornei-me inteira com você
Contornamo-nos feito um laço
O medo ficou atrás daquela porta
Renunciamos nosso passado
Deixamos nossos pés descalços
Vejo seu leve sorriso, sorrio
Sinto a leveza do seu lar, agora meu
Acomoda-me junto aos seus sonhos, não mais medonhos
Ganhamos infância, nossos dias incendeiam
Quando coloco à mesa mais bonito não há
Meu chá das quinze horas
Fico a esperar-te
Como a passagem de um livro
Fico presa neste capítulo
Não quero avançar
Quero reviver-te quantas vezes forem precisos
Reler-te até meu chá esfriar
Tornei-me quem um dia acreditava nunca poder ser
Tornei-me inteira com você
Contornamo-nos feito um laço
O medo ficou atrás daquela porta
Renunciamos nosso passado
Deixamos nossos pés descalços
Vejo seu leve sorriso, sorrio
Sinto a leveza do seu lar, agora meu
Acomoda-me junto aos seus sonhos, não mais medonhos
Ganhamos infância, nossos dias incendeiam
Quando coloco à mesa mais bonito não há
Meu chá das quinze horas
Fico a esperar-te
Como a passagem de um livro
Fico presa neste capítulo
Não quero avançar
Quero reviver-te quantas vezes forem precisos
Reler-te até meu chá esfriar
341
Chanceler
Vozes dentro de minha cabeça
Vozes murmuram e vociferam com frequência
Internamente apenas ele as escuta
No espaço estrito de seu crânio
Frases antes ditas por ela eram constantes
Ressoavam cotidianamente sem folga
Perturbando toda sua quietude
Internamente apenas ele as escuta
No espaço estrito de seu crânio
Frases antes ditas por ela eram constantes
Ressoavam cotidianamente sem folga
Perturbando toda sua quietude
177
Isabel Pires
visto a tua pele
visto a tua pele para entrar na tristeza que veio de rompante
e contar o silêncio que quiseste dizer
não querer
e era fácil esquecer-me de ti
pelo aparecer e desaparecer
parecerem a mesma viagem
a carregar um deus distraído
e era difícil esquecer-me de ti
pelo voo do nós
imenso
a pendurar no céu rodelas de sol com risquinhos mal desenhados
como nas ruas da infância
estás, ficas, levas-me
comoves-me
pela superação da linha da normalidade com que
teces os fios difíceis da vida
em silêncio
como se não bastasse
plantares flores
foto: imogen cunningham, 1932
134
laertgoulart
Arrependimento 2
Séculos se passaram
desde que me arrependi...
Fiz o que fiz,
já sei, já senti...
Séculos se passaram,
tempo demais
sem evoluir...
Feridas cicatrizadas
que ainda doem...
Abaixo da pele curtida,
sangra consequência,
arde consciência !
Depois de tanto refletir,
apenas uma lição
aprendi !
Precaução, cuidado
atenção !
Pra não precisar
arrepender
de outra má ação !
Petrópolis 09/02/2019.
desde que me arrependi...
Fiz o que fiz,
já sei, já senti...
Séculos se passaram,
tempo demais
sem evoluir...
Feridas cicatrizadas
que ainda doem...
Abaixo da pele curtida,
sangra consequência,
arde consciência !
Depois de tanto refletir,
apenas uma lição
aprendi !
Precaução, cuidado
atenção !
Pra não precisar
arrepender
de outra má ação !
Petrópolis 09/02/2019.
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