Lista de Poemas
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jhenyp
Inverno
talvez por ser inverno
o seu coração não aqueceu
mas sim gelou
e eu por querer desesperadamente seu calor
acabei congelando com sua falta de amor
259
Tsunamidesaudade63
Sei viver sem ti
Me cansei de viver na quimera,
vai ser o ultimo verso que te vou escrever,
a ultima quadra que te mando em segredo,
ja sei viver sem ti, já não tenho medo,
não me iludes mais com o teu pranto,
nem me importo que chores a cada instante,
queria que fosses minha mulher,
jamais serias amante,
Este amor que por outra pessoa,
eu sinto ele e viril,
um amor que nasceu nos finais de Abril,
esse amor e novo, mas ele e profundo.
É o amor mais lindo do mundo...
Luzern, 25.05.2017, Joao Neves...
256
Paulo Faria
PALAVRAS
Por vezes, sim por vezes
Faltam-me as palavras
Que trago em meu coração
Palavras soltas, incompreendidas...
Provocam tristeza e mágoa.
Os dias passam...
Separados no tempo e na distância,
Eu sempre te espero.
Mas...
Quando o amor não é uma viagem
Não fazendo dele um passageiro
O tempo e a distância não existem.
In "Palavras Guardadas"
Paulo Faria
Faltam-me as palavras
Que trago em meu coração
Palavras soltas, incompreendidas...
Provocam tristeza e mágoa.
Os dias passam...
Separados no tempo e na distância,
Eu sempre te espero.
Mas...
Quando o amor não é uma viagem
Não fazendo dele um passageiro
O tempo e a distância não existem.
In "Palavras Guardadas"
Paulo Faria
821
natalia nuno
restam as pedras que piso...
Dou meia dúzia de voltas
tal qual como um pião
pouso sobre o papel a mão
e as palavras me saem soltas.
sobre a pressão dos meus dedos
escrevo ora a medo, ora sem medos
olho no céu as estrelas, mais de mil olho!
mas não tenho ilusões!?
são minhas lágrimas guarnições
com elas meu rosto molho.
- Fico neste meditar
espicaço meus sentimentos
coisas de ternura me vêem ao lembrar
momentos...
uns que foram como cristais
e outros partidos p'los vendavais.
um dia e outro em fileira
trazendo um tempo de obscuridade
e meu coração queira ou não queira!
deixa-me no aperto da saudade.
mas não trago mágoa não
desse tempo donde venho
lembranças fantasmas são,
do que tive e já não tenho.
Restam as pedras que piso
pois se em mim já tudo desaba?!
fico a pensar que já nada exijo
mas até o nada se acaba.
natalia nuno
tal qual como um pião
pouso sobre o papel a mão
e as palavras me saem soltas.
sobre a pressão dos meus dedos
escrevo ora a medo, ora sem medos
olho no céu as estrelas, mais de mil olho!
mas não tenho ilusões!?
são minhas lágrimas guarnições
com elas meu rosto molho.
- Fico neste meditar
espicaço meus sentimentos
coisas de ternura me vêem ao lembrar
momentos...
uns que foram como cristais
e outros partidos p'los vendavais.
um dia e outro em fileira
trazendo um tempo de obscuridade
e meu coração queira ou não queira!
deixa-me no aperto da saudade.
mas não trago mágoa não
desse tempo donde venho
lembranças fantasmas são,
do que tive e já não tenho.
Restam as pedras que piso
pois se em mim já tudo desaba?!
fico a pensar que já nada exijo
mas até o nada se acaba.
natalia nuno
151
sebastiao_xirimbimbi
Mensagem dos nossos ancestrais
Oh mãe gentil, pátria amada!!!
O que valeu termos trocado os estudos pelas tuas trincheiras?
O que valeu nos termos alistado às tuas fileiras?
O que valeu termos lutado pela tua independência?
O que valeu nos termos sacrificado para teres alimento à mesa,
Se os nossos filhos e netos hoje comem na lixeira?
Oh mãe gentil, pátria amada!!!
O que valeu termos te amado tanto?
O que valeu a nossa vida por ti termos entregado,
Se hoje a nossa família nem mesmo o nada tem no prato?
Oh mãe gentil, pátria amada!!!
O que valeu o nosso pranto?
O que valeu termos terminado mutilados,
Se hoje os nossos filhos e netos mesmo formados continuam desempregados
Oh mãe gentil, pátria amada!!!
O que valeu termos derramado o nosso precioso sangue para defender a tua bandeira?
O que valeu termos lutado pelas tuas riquezas,
Se o teu povo continua mergulhado na pobreza?
Por: Sebastião Xirimbimbi
O que valeu termos trocado os estudos pelas tuas trincheiras?
O que valeu nos termos alistado às tuas fileiras?
O que valeu termos lutado pela tua independência?
O que valeu nos termos sacrificado para teres alimento à mesa,
Se os nossos filhos e netos hoje comem na lixeira?
Oh mãe gentil, pátria amada!!!
O que valeu termos te amado tanto?
O que valeu a nossa vida por ti termos entregado,
Se hoje a nossa família nem mesmo o nada tem no prato?
Oh mãe gentil, pátria amada!!!
O que valeu o nosso pranto?
O que valeu termos terminado mutilados,
Se hoje os nossos filhos e netos mesmo formados continuam desempregados
Oh mãe gentil, pátria amada!!!
O que valeu termos derramado o nosso precioso sangue para defender a tua bandeira?
O que valeu termos lutado pelas tuas riquezas,
Se o teu povo continua mergulhado na pobreza?
Por: Sebastião Xirimbimbi
648
Thaís Fontenele
Nossas almas verdes
O raio que corre entre meu corpo,
a queimação exagerada, o vento da minha alma,
que se encontra aberta, o frio me agarrando sem medo,
a cor que passa entre os nossos lábios,
teu cabelo me enrolando, nossas almas verdes,
nossos sentidos abstratos,
me lembram o ar livre e fresco,
que simultaneamente nos encaixamos.
350
filho4
MEU DESPERTAR POETA
Meu despertar poeta foi descrevendo a Lua
Debulhando versos do coração
Riscava e rabiscava
Tecia versos feito artesão.
Amava falar do mar
Imaginava escrever uma canção
Declamava nos meus sonhos
Nos acordes de um violão.
Passei a remendar versos
Cheios de amor e paixão
Mas vinha o tédio
Mudando a inspiração.
Então sentir um despertar
Precisava colocar esperança
Em cada versos que escrevia
Era dedicada a criança.
Hoje meu despertar poético
Vai muito além do universo
O encanto infantil
É o tempero para o meu verso.
Irá Rodrigues
128
helbertalves
Quero ser seu Amor
Quero esse sentimento
Que seja atentador
Mais que não acabe logo
Seja único e durador
Quero ser com suas proezas
Ser um homem impulsionador
estimular a outros homens
A terem este modo libertador
Na carícia da noite ou momento
Usarei o lado atentador
Não quero mal a ninguém
Quero ser algo totalmente indolor
Numa guerra ou euforia
Serei sempre o conciliador
Posso ajudar a uma pátria ou familia
A arte de se recompor
Voltar algo no tempo
Para ser um acolhedor
Posso não estar sempre por perto
Mais prazer quero ser sempre amor
Helbert Alves. 22/05/2020
Que seja atentador
Mais que não acabe logo
Seja único e durador
Quero ser com suas proezas
Ser um homem impulsionador
estimular a outros homens
A terem este modo libertador
Na carícia da noite ou momento
Usarei o lado atentador
Não quero mal a ninguém
Quero ser algo totalmente indolor
Numa guerra ou euforia
Serei sempre o conciliador
Posso ajudar a uma pátria ou familia
A arte de se recompor
Voltar algo no tempo
Para ser um acolhedor
Posso não estar sempre por perto
Mais prazer quero ser sempre amor
Helbert Alves. 22/05/2020
160
paola_
empobrecida
aos poucos
estou parando de buscar
tem sido difícil sonhar
a fertilidade passou
hoje sou terra árida
nenhuma semente cria raiz
ainda assim
não deixei de existir
estou parando de buscar
tem sido difícil sonhar
a fertilidade passou
hoje sou terra árida
nenhuma semente cria raiz
ainda assim
não deixei de existir
243
Alexandre Rodrigues da Costa
ZUGZWANG PARA EVELYN MCHALE
I
Sempre começa assim,
com a queda de um talvez
vários corpos,
ao mesmo tempo caindo
e presos aos olhos
de quem não sabe o que verá.
O silêncio fornece os detalhes,
o corpo e o seu túmulo
na capota de um carro.
“Quando ela morreu,
usava luvas brancas
e um colar de pérolas”.
Que importância isso tem,
se entre ossos e carne,
a aposta se fez salto
e ela aniquilou-se na felicidade
o suficiente para não ser menos
do que o abraço
de alguém prestes a se afogar?
A foto mostra a sucata
aberta para o seu corpo.
Não vemos mais
que o pé descalço,
no limite dos nomes,
interrompido pelos nomes.
O rosto despreza a noite,
a importância que lhe dão.
II
Como classificar
a morte, dizer, por exemplo,
que ela praticou
o mais belo suicídio,
se, ali, ela não era,
mas sempre foi este instante
sempre encoberto?
Onde excede a procura,
nunca conseguirá despir-se,
arrancar da pele os olhos,
sem afirmar o que a põe em dúvida,
mesmo que se perca onde
não se deixe levar.
Esgotada a distância,
o corpo permanece em queda,
a desmoronar diante de nós,
com o rosto de súbito voltado
para dentro,
memórias de uma criança sempre
a matar a criança já morta.
Seria ali como aqui,
na devida altura,
antes e depois, inventada,
muda,
com palavras debaixo
das pálpebras.
Sempre começa assim,
com a queda de um talvez
vários corpos,
ao mesmo tempo caindo
e presos aos olhos
de quem não sabe o que verá.
O silêncio fornece os detalhes,
o corpo e o seu túmulo
na capota de um carro.
“Quando ela morreu,
usava luvas brancas
e um colar de pérolas”.
Que importância isso tem,
se entre ossos e carne,
a aposta se fez salto
e ela aniquilou-se na felicidade
o suficiente para não ser menos
do que o abraço
de alguém prestes a se afogar?
A foto mostra a sucata
aberta para o seu corpo.
Não vemos mais
que o pé descalço,
no limite dos nomes,
interrompido pelos nomes.
O rosto despreza a noite,
a importância que lhe dão.
II
Como classificar
a morte, dizer, por exemplo,
que ela praticou
o mais belo suicídio,
se, ali, ela não era,
mas sempre foi este instante
sempre encoberto?
Onde excede a procura,
nunca conseguirá despir-se,
arrancar da pele os olhos,
sem afirmar o que a põe em dúvida,
mesmo que se perca onde
não se deixe levar.
Esgotada a distância,
o corpo permanece em queda,
a desmoronar diante de nós,
com o rosto de súbito voltado
para dentro,
memórias de uma criança sempre
a matar a criança já morta.
Seria ali como aqui,
na devida altura,
antes e depois, inventada,
muda,
com palavras debaixo
das pálpebras.
467
Lucas Bisoni
Apenas mais um Escravo
Olhando para o céu,
joelhos no chão.
largado ao léu,
calos na mão.
Pobre ser humano,
Perdido em seu engano.
Corpo cansado,
dia estressante.
Mas é obrigado,
a seguir relutante.
Não consegue sair,
Não consegue fugir.
Ignorado pelos outros,
abandonado na Terra.
largado aos prantos,
até atacar-lhe a fera.
Contorce-se no chão,
rasga-lhe o coração.
Sob um estalo,
foge o animal ferido.
Levante-se vassalo,
não dê nem mais um grito.
Ergueu-se destruido,
o escravo sofrido.
Volta a trabalhar,
com o corpo dilacerado.
Só lhe resta olhar,
para o trono inalcançado.
Cheio de segurança,
enche-se de esperança.
Um dia seria libertado,
veria seu livramento.
correria pelo prado,
não existiria sofrimento.
Porém ele mal sabia,
que esse dia nunca chegaria.
Morreu muito cedo,
não aproveitou sua vida.
Dominada pelo medo,
uma existência pouco vivida.
Agora será substituido,
e seu corpo abatido.
Lucas Bisoni
Não consegue sair,
Não consegue fugir.
Ignorado pelos outros,
abandonado na Terra.
largado aos prantos,
até atacar-lhe a fera.
Contorce-se no chão,
rasga-lhe o coração.
Sob um estalo,
foge o animal ferido.
Levante-se vassalo,
não dê nem mais um grito.
Ergueu-se destruido,
o escravo sofrido.
Volta a trabalhar,
com o corpo dilacerado.
Só lhe resta olhar,
para o trono inalcançado.
Cheio de segurança,
enche-se de esperança.
Um dia seria libertado,
veria seu livramento.
correria pelo prado,
não existiria sofrimento.
Porém ele mal sabia,
que esse dia nunca chegaria.
Morreu muito cedo,
não aproveitou sua vida.
Dominada pelo medo,
uma existência pouco vivida.
Agora será substituido,
e seu corpo abatido.
Lucas Bisoni
270
RAVIA
Sem contar teus números
Vou apagar seu número
Talvez assim
Não arrume uma desculpa pra te ligar
Falar que te quero
Contar da saudade
Para que não reforce lembranças
E dê vontade de encontrar-te mais tarde
Talvez assim
Não arrume uma desculpa pra te ligar
Falar que te quero
Contar da saudade
Para que não reforce lembranças
E dê vontade de encontrar-te mais tarde
309
gioliveira
Inspirações Poéticas!
A inspiração é uma coisa doida
Chega num milessegundo
Como uma lâmpada que acende
E traz na cabeça o mundo.
Ela chega de repente
Não escolhe hora nem lugar
Pode vir numa conversa com amigos
Ou de um momento salutar.
Um objeto um rito
Ou algum sentimento esquisito
Algo que faça refletir
Ou que nos faça sorrir.
As tristezas inspiram mjuito
a saudade também
O poeta não deixa passar
Nenhum fato, porém.
Chega num milessegundo
Como uma lâmpada que acende
E traz na cabeça o mundo.
Ela chega de repente
Não escolhe hora nem lugar
Pode vir numa conversa com amigos
Ou de um momento salutar.
Um objeto um rito
Ou algum sentimento esquisito
Algo que faça refletir
Ou que nos faça sorrir.
As tristezas inspiram mjuito
a saudade também
O poeta não deixa passar
Nenhum fato, porém.
599
Tsunamidesaudade63
Muito de mim, Historia do boémio, Apaixonado
Muito de mim, Historia do boémio,"Apaixonado"...
Na minha vida eu viajei,
eu ri, bebi, cresci e evolui,
me iludi, curti, aprendi,
sai com amigos ou sozinho,
me diverti, transei, mas ainda não morri,
eu chorei, beijei, sonhei, me realizei,
errei, tambem me decepcionei,
suei a bailar, também chorei, sorri,
briguei, fiz amigos,
me apaixonei, mudei,
aproveitei o melhor de tudo o que vivi,
lembrei, fui lembrado,
conheci gente nova,
enfim vivi a minha vida...
Luzern, 27.10.2017, Joao Neves
Na minha vida eu viajei,
eu ri, bebi, cresci e evolui,
me iludi, curti, aprendi,
sai com amigos ou sozinho,
me diverti, transei, mas ainda não morri,
eu chorei, beijei, sonhei, me realizei,
errei, tambem me decepcionei,
suei a bailar, também chorei, sorri,
briguei, fiz amigos,
me apaixonei, mudei,
aproveitei o melhor de tudo o que vivi,
lembrei, fui lembrado,
conheci gente nova,
enfim vivi a minha vida...
Luzern, 27.10.2017, Joao Neves
228
Nadia Celestina Bagatoli
TER VIDA.
É sentir o cheiro da noite.
É perceber a falta.
É ter coração bondoso.
É ter no outro a meiguice.
É ler nos olhos de outrem o
que ele tem de valor.
É perceber e ver a paz e o amor.
É sinônimo de alegria,
de sorriso,
compreensão e amizade.
Ter vida é amar e respeitar o próximo.
É respeitar os mais velhos.
Ter vida é observar a natureza.
Os animais, os pássaros, as plantas....
Dia, 12 de janeiro de 1995 . Quinta-feira.
(Direitos reservados ao autor sob a lei de direitos autorais n° 9.610/98).
(Direitos reservados ao autor sob a lei de direitos autorais n° 9.610/98).
513
A poesia de JRUnder
Lenha
Um dia, tive o sonho em ser como uma frondosa árvore.
Cresceria forte, seria um exemplo de longevidade... E de longe se avistaria minha copa, em meio à planície.
Iria florir em cada primavera, daria abrigo no sol de verão, produziria muitos frutos no outono...
Das sementes que caíssem ao chão, novas árvores nasceriam e perpetuariam minha espécie.
Quimeras...
O alimento que precisaria para toda a minha vida, estaria neste solo. Seu nome é amor.
Mas a incompreensão, essa aridez de sentimentos, consegue destruir os sonhos e corroer a mais profunda raiz que uma perspectiva de futuro possa criar.
E a árvore que seria frondosa, sucumbiu ao tempo.
Hoje, não nascem mais flores, não existem mais frutos. As folhas morreram e pendem dos galhos ressecados. O verde de antes, agora forra o chão e se entrega ao vento, como anseios que flutuam ao sabor do desconhecido destino.
O tempo irá tombar o que insistir em permanecer erguido por algum resquício de orgulho.
Mas, se não obtive a realização em ser árvore, serei lenha e irei cantar, crepitando nas lareiras onde se findam as histórias.
O que não serviu como alimento para uma vida, que sirva como calor, para muitas...
786
Maycon Douglas Silva Ribeiro
Nem ótimo nem péssimo, apenas a realidade
Eu não gosto do ótimo e nem do péssimo, eu gosto da realidade. E ela é assim como é: fantasiada, idealizada, incerta, hora triste, hora alegre, estranha, misteriosa, um susto. É a realidade, nem ótima demais nem péssima demais.
223
helbertalves
2021
O ano já está quase na metade
E ainda quase nada aconteceu
Não sei o que se passa no mundo
O que se sucedeu
Os casos que ouço
Me fazem refletir
Que venha 2021
Para tudo de ruim diluir
Que traga o amor
Traga mais esperança
Traga a verdadeira fé
E em nós confiança
Mais atenção ao próximo
Menos violência ao caminho
Mais pessoas sendo acolhidas
Menos seres sem destino
Mais casais se casando
Novas famílias nascendo
Dando continuidade aos planos
Daquele que estamos devendo
Muitos não agradecem
Será que vão rever
Que no próximo ano
Ao seu bom Deus vao ceder
Aqueles mandamentos
Que aqui ele deixou
Amai um ao outro
Na bíblia ele citou
Que o ano que aproxima
Chegue com raridade
Traga o ser humano
A Deus sinceridade
Una mais as famílias
E ainda quase nada aconteceu
Não sei o que se passa no mundo
O que se sucedeu
Os casos que ouço
Me fazem refletir
Que venha 2021
Para tudo de ruim diluir
Que traga o amor
Traga mais esperança
Traga a verdadeira fé
E em nós confiança
Mais atenção ao próximo
Menos violência ao caminho
Mais pessoas sendo acolhidas
Menos seres sem destino
Mais casais se casando
Novas famílias nascendo
Dando continuidade aos planos
Daquele que estamos devendo
Muitos não agradecem
Será que vão rever
Que no próximo ano
Ao seu bom Deus vao ceder
Aqueles mandamentos
Que aqui ele deixou
Amai um ao outro
Na bíblia ele citou
Que o ano que aproxima
Chegue com raridade
Traga o ser humano
A Deus sinceridade
Una mais as famílias
E não afastai jamais
Que sejamos mais fraternos
E não julguemos os demais
Helbert Alves. 20/05/20
Que sejamos mais fraternos
E não julguemos os demais
Helbert Alves. 20/05/20
797
leyawalken
A MARIPOSA

Na noite silente, na penumbra,
asa bordada é um corpo e baila
em comunhão doce e profunda
entre paredes nuas da sala!
Bocas se tocam, em furor beijam:
carícia d'almas, roçar proibido!
Néctar, sumo que escorre, lateja
na pele - o leve sabor dolorido!
Olha nos olhos, sê meu inteiro
prossegue em mim no voo derradeiro
respira... não para, não pousa!
um elo de carne, alma e mente
penetrando, se amando loucamente
dois corpos: as asas da mariposa!
768
helbertalves
Menina Mulher
No paraiso exuberante
Num ponto assim qualquer
Um perfume nos envolve
E o cheiro da mulher
Da costela de Adão
Deus a fez como quer
Para embelezar o mundo
Criou a menina mulher
A essa criação divina
Se chegar a desacolher
Muitos cravos se aproximam
Para juntos deles a ter
Moça mulher
Gruta do Amor
Desde a geração
Desde nosso senhor
Muitos não valorizam
Não sabem o que e cravo do Amor
Elas nos fascinam
Afinal quem não admira uma flor...
Num ponto assim qualquer
Um perfume nos envolve
E o cheiro da mulher
Da costela de Adão
Deus a fez como quer
Para embelezar o mundo
Criou a menina mulher
A essa criação divina
Se chegar a desacolher
Muitos cravos se aproximam
Para juntos deles a ter
Moça mulher
Gruta do Amor
Desde a geração
Desde nosso senhor
Muitos não valorizam
Não sabem o que e cravo do Amor
Elas nos fascinam
Afinal quem não admira uma flor...
283
gioliveira
Nem tudo que reluz é amor!
Amor só é amor de verdade
Quando é bom.
O que te faz sofrer é ilusão.
Abra bem os olhos enquanto é tempo
Não espere a dor e o ressentimento.
É muito fácil identificar
Se te faz sofrer e se te faz chorar
É doença que pode até matar.
Amor de verdade é calmaria.
Está do seu lado
Na tristeza ou na alegria.
Chora teu choro
Ri teu sorriso,
Fica do seu lado,
Te põe juízo.
Não é fogueira que queima tudo,
Não é ciúme, ou obsessão
O nome disso é paixão.
Paixão é vício, paixão não é amor
Paixão machuca,
Amor é indolor.
Entenda agora
E não sofra depois...
O amor sempre soma,
Não divide por dois.
(Gi Oliveira)
Quando é bom.
O que te faz sofrer é ilusão.
Abra bem os olhos enquanto é tempo
Não espere a dor e o ressentimento.
É muito fácil identificar
Se te faz sofrer e se te faz chorar
É doença que pode até matar.
Amor de verdade é calmaria.
Está do seu lado
Na tristeza ou na alegria.
Chora teu choro
Ri teu sorriso,
Fica do seu lado,
Te põe juízo.
Não é fogueira que queima tudo,
Não é ciúme, ou obsessão
O nome disso é paixão.
Paixão é vício, paixão não é amor
Paixão machuca,
Amor é indolor.
Entenda agora
E não sofra depois...
O amor sempre soma,
Não divide por dois.
(Gi Oliveira)
638
Thaís Fontenele
O olhar para o eu
I.
Vejo beleza em quase tudo,
nas minhas mãos,
essas que alcançam quase tudo.
Ando carregando o mundo nas mãos,
vejo beleza no meu ouvir,
esse que ouve quase tudo.
Sou existência crua e viril,
como não ser tanto e quase tudo,
escrevo sobre uma laranja comida ao pé da mesa,
como não sentir tanto
num mundo de tão pouco sentido
e raro tato satisfeito,
os olhares traçados em trilhas de lugares.
II.
Meus gestos são como dedilhados amargos na sua boca
seu jeito abismado com meu abstrato
estou nua, verde trevo é a cor do meu lado invisível,
indefinível para ti.
III.
Sou semente jogada em campo minado,
Sou a razão entre esses toques espessos,
Sinto-me como a árvore mais alta do mundo,
Guardando todos os restos de esperança,
Aguardando milênios a dentro,
Espalhando o brotar da purificação.
IV.
Quanto mais sujo e esperançoso se é,
mais instigante se torna a amarra delgada do estranho e do perfeito ser.
337
gabicarnavale
DESESPERANÇA
Os olhos de uma criança
Cobertos de inocência
Ávidos por esperança
Esvaem-se com o tempo
Dando lugar a um olhar
Vazio e sem expressão
Na boca, o gosto amargo da violência
Que nos faz mascar a morte
como se fosse um chiclete
E enterrar o bem numa cova rasa
Banalizando a essência do ser humano:
o fim
O cheiro de ferro no sangue
dá a entender que somos de aço
Mas somos frágeis como uma flor
Ressequindo
E perdendo as pétalas
Cada vez mais rápido
Cobertos de inocência
Ávidos por esperança
Esvaem-se com o tempo
Dando lugar a um olhar
Vazio e sem expressão
Na boca, o gosto amargo da violência
Que nos faz mascar a morte
como se fosse um chiclete
E enterrar o bem numa cova rasa
Banalizando a essência do ser humano:
o fim
O cheiro de ferro no sangue
dá a entender que somos de aço
Mas somos frágeis como uma flor
Ressequindo
E perdendo as pétalas
Cada vez mais rápido
552
gioliveira
Angustia!
Respiro fundo o ar não vem,
O coração acelerado a mais de cem.
O pensamento a mil por hora
Pensando no ontem e no agora.
O que era pra ser simples e normal,
Virou quase um evento formal.
As horas passam e estou presa
Naquele momento de tristeza.
Tentando não pensar eu já pensei,
Tentando não chorar eu já chorei,
Mas sei, sim, o passado já passou,
O desejo de seguir me arrebatou.
Levarei-o a sério agora,
Pra viver sem medo, dentro e fora.
(Gi Oliveira)
O coração acelerado a mais de cem.
O pensamento a mil por hora
Pensando no ontem e no agora.
O que era pra ser simples e normal,
Virou quase um evento formal.
As horas passam e estou presa
Naquele momento de tristeza.
Tentando não pensar eu já pensei,
Tentando não chorar eu já chorei,
Mas sei, sim, o passado já passou,
O desejo de seguir me arrebatou.
Levarei-o a sério agora,
Pra viver sem medo, dentro e fora.
(Gi Oliveira)
497
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Español