Lista de Poemas
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paola_
desprotegida
Estou em pânico com a nova realidade que se aproxima
Sinto um mal-estar na barriga
Será uma forma de preparo pro futuro
Do qual sempre fujo?
Sinto um mal-estar na barriga
Será uma forma de preparo pro futuro
Do qual sempre fujo?
150
Vilma Oliveira
CANTO AO POETA MAIOR!
O poeta se nutre da inspiração inesperada
Dos sentimentos que rege a humanidade
Alimenta-se do pão sagrado dos sonhos
Sacia sua fome na avidez do encanto
Mata sua sede na extensão da dor!
O poeta se expõe entre lágrimas e risos
Viaja em órbita na criação do universo
Vaga alucinado entre devaneios absurdos
Transformando em flores os desprazeres
Captando emoções perdidas no tempo!
O poeta se dilata entre a razão e a utopia
Flutua em ondas submersas, insinuantes...
Estende-se na sombra das ilusões esparsas
Adormece nas noites sonâmbulas...
Entre a fantasia e o receio do despertar!
Eu sou tua poetisa: O’ sol dos meus dias!
Tu és a correnteza que desliza mansamente
Na tempestade dos meus ais decadentes
Trazendo-me de volta a realeza dos sonhos
Coroando com rosas os meus desejos!
Tu és minha inspiração sublimada e pueril
Se sorrires, eu componho tua nobre beleza!
Se chorares, eu desnudo minh’Alma em prantos...
Se partires, eu seguirei tão só meu caminho...
Entre abrolhos a soluçar meus poemas!
Dos sentimentos que rege a humanidade
Alimenta-se do pão sagrado dos sonhos
Sacia sua fome na avidez do encanto
Mata sua sede na extensão da dor!
O poeta se expõe entre lágrimas e risos
Viaja em órbita na criação do universo
Vaga alucinado entre devaneios absurdos
Transformando em flores os desprazeres
Captando emoções perdidas no tempo!
O poeta se dilata entre a razão e a utopia
Flutua em ondas submersas, insinuantes...
Estende-se na sombra das ilusões esparsas
Adormece nas noites sonâmbulas...
Entre a fantasia e o receio do despertar!
Eu sou tua poetisa: O’ sol dos meus dias!
Tu és a correnteza que desliza mansamente
Na tempestade dos meus ais decadentes
Trazendo-me de volta a realeza dos sonhos
Coroando com rosas os meus desejos!
Tu és minha inspiração sublimada e pueril
Se sorrires, eu componho tua nobre beleza!
Se chorares, eu desnudo minh’Alma em prantos...
Se partires, eu seguirei tão só meu caminho...
Entre abrolhos a soluçar meus poemas!
309
victor_allonge
Legado
Quando o luto cobre a noite
e os olhos veem o véu que veste
o céu. Despreza o cadáver
De nada valeu a vida vã,
exauriu o bem viver.
Quando o tudo, nobre açoite,
o julga em tribunal celeste
o réu. Dispensa correr.
Memória se vende ao amanhã,
e resta após morrer.
Quando o choro, pobre morte!,
mergulha em água morna o teste
de reconciliar o que fora,
tal dualidade de virtudes
em combate a falhas atitudes.
Quando o nada forma a ponte,
entre o que era e o que jaz,
dá a paz
que passaste, do futuro, o fardo
à eterna tutelaria do legado.
e os olhos veem o véu que veste
o céu. Despreza o cadáver
De nada valeu a vida vã,
exauriu o bem viver.
Quando o tudo, nobre açoite,
o julga em tribunal celeste
o réu. Dispensa correr.
Memória se vende ao amanhã,
e resta após morrer.
Quando o choro, pobre morte!,
mergulha em água morna o teste
de reconciliar o que fora,
tal dualidade de virtudes
em combate a falhas atitudes.
Quando o nada forma a ponte,
entre o que era e o que jaz,
dá a paz
que passaste, do futuro, o fardo
à eterna tutelaria do legado.
44
AurelioAquino
Da remessa ao estranho
Dá-se o acordo:
nas entrelinhas da vida
alinhavo minha condição
de outro
tudo de mim
é um só esforço
em transbordar os eus
a que me forço
a rebelião em mim
adredemente rebelou-se.
nas entrelinhas da vida
alinhavo minha condição
de outro
tudo de mim
é um só esforço
em transbordar os eus
a que me forço
a rebelião em mim
adredemente rebelou-se.
3 600
Iago R Carvalho
Para isso, artes superficiais
Do jardim de Baudelaire colhi as flores do mal.
Na morada de Byron vi todas as voluptas humanas.
Desviei das pedras de Drummond, embora tropeçasse
Vez ou outra.
Dos Anjos, veio-me o Eu podre e ignavo.
Que sou eu então? Construido a partir das obras de outrem.
Danem-se as flores de Baudelaire.
Danem-se as orgias byronianas.
Danem-se as pedras no caminho
E que se dane Eu.
O artista, ao ser precedido de gigantes, sente-se pequeno
Sente que sua arte é copia
Mas… é cópia?
Não é possível que outros homens colham flores
Que outros homens façam orgias e
Que outros homens vejam pedras em seu caminho?
Ao inferno com as comparações!
Minhas flores têm o mesmo perfume do mal
Minhas orgias têm a mesma volupta
Minhas pedras são tão poéticas quanto
E meu Eu é podre como qualquer um
E nessa sina de originalidade vive o poeta
Todas as suas artes parecem artificiais
Droga! Mais uma de Baudelaire.
Na morada de Byron vi todas as voluptas humanas.
Desviei das pedras de Drummond, embora tropeçasse
Vez ou outra.
Dos Anjos, veio-me o Eu podre e ignavo.
Que sou eu então? Construido a partir das obras de outrem.
Danem-se as flores de Baudelaire.
Danem-se as orgias byronianas.
Danem-se as pedras no caminho
E que se dane Eu.
O artista, ao ser precedido de gigantes, sente-se pequeno
Sente que sua arte é copia
Mas… é cópia?
Não é possível que outros homens colham flores
Que outros homens façam orgias e
Que outros homens vejam pedras em seu caminho?
Ao inferno com as comparações!
Minhas flores têm o mesmo perfume do mal
Minhas orgias têm a mesma volupta
Minhas pedras são tão poéticas quanto
E meu Eu é podre como qualquer um
E nessa sina de originalidade vive o poeta
Todas as suas artes parecem artificiais
Droga! Mais uma de Baudelaire.
260
AurelioAquino
Romaria desenfreada
a rua decreta
pelos passos
a rebelião de todos
os abraços
no pulmão do povo
resfolega o futuro
os tamanhos oníricos
da imensidão do mundo
lutar é um passear
pelos caminhos de tudo.
pelos passos
a rebelião de todos
os abraços
no pulmão do povo
resfolega o futuro
os tamanhos oníricos
da imensidão do mundo
lutar é um passear
pelos caminhos de tudo.
3 336
POETA ALEXSANDRE SOARES DE LIMA
RESTAURAÇÃO NA CASA DO AMOR
A casa do amor precisa ser restaurada
Precisamos de paciência
E não perder tempo com a pressa
A casa do amor precisa da solidez da calma
Tudo o que é intenso
Fica a cada dia mais tenso
Propenso ao sofrimento
Por não se cuidar de viver o amor
Que encanta por causa de sua paz
A casa do amor precisa ser restaurada
Ornamentada com palavras doces
Que são os alicerces
Da novidade do amor
Cada dia uma vida nova
Uma alegria diferente
O amor nos abraça
E nunca mais nos solta
Porque foi restaurada a casa do amor
Que é a união do casal que entende
Que para o amor sobreviver
É preciso respeito, carinho, paciência
E compreensão.
( POETA ALEXSANDRE SOARES DE LIMA )
362
paola_
seca
Enquanto lia um livro
Contorcia meu corpo
Tentando disfarçar
Aquele pulsar
Como satisfazer
Sem soluçar?
Alguém iria reparar
Olho para os lados
Está tudo escuro,
Silêncio
Viagem cansativa
Discretamente afasto minhas pernas
Deslizo uma das mãos
Percebo aquela umidade
Olho ao redor
Preciso continuar
Meus dedos rapidamente buscam uma posição
Tentando aliviar tamanho tesão
O risco de ser descoberta
Aumenta minha adrenalina
Não posso gemer
Nem me contorcer
De repente
Sinto alguém tocar meu ombro
...acordo
Já era dia
Fico atordoada
É o motorista, avisando de mais uma parada
Contorcia meu corpo
Tentando disfarçar
Aquele pulsar
Como satisfazer
Sem soluçar?
Alguém iria reparar
Olho para os lados
Está tudo escuro,
Silêncio
Viagem cansativa
Discretamente afasto minhas pernas
Deslizo uma das mãos
Percebo aquela umidade
Olho ao redor
Preciso continuar
Meus dedos rapidamente buscam uma posição
Tentando aliviar tamanho tesão
O risco de ser descoberta
Aumenta minha adrenalina
Não posso gemer
Nem me contorcer
De repente
Sinto alguém tocar meu ombro
...acordo
Já era dia
Fico atordoada
É o motorista, avisando de mais uma parada
169
O Homem Morto - Niaxe Augusto
Direitos
Direito de ver-te, não o tenho;
Direito da fala, calaram-me pelas pragas;
Direito da privacidade, tiraram-me e lançaram aos porcos;
Direito de escutar-te, não permitiram, e, tornaram-me um andarilho surdo;
Direitos estes negados, decretados por aqueles detentores da ditadura que me oprime.
A ti, biltre, celerado: – Amor dou-lhe!
Grasno as minhas palavras, mas, conto-lhe que o amo.
A mim, ser negado: – Hei-me a conjurar toda essa cólera aos pútridos que governam.
"Direito" por Niaxe Augusto.
148
steliochitlhango
Sou poeta, por acidente (Identidades Ocultas)
Sou poeta porque sinto
O que sente
Não por escolha
Simplesmente sinto
Amor….
Dor, fervor….
Ardor de algo que não sinto
Completamente
Apenas nacos de sentimentos
- Manipuladores
- Metamorfos
Que saiem de dentro para fora
Como palavras
Em versos
Estruturados em estrofes
Que as vezes nada dizem
Literalmente
Metaforicamente descrevem tudo
Tudo que sinto sem querer
Fizeram de mim um poeta por acidente
E ainda foi por acidente que escrevi este poema.
O que sente
Não por escolha
Simplesmente sinto
Amor….
Dor, fervor….
Ardor de algo que não sinto
Completamente
Apenas nacos de sentimentos
- Manipuladores
- Metamorfos
Que saiem de dentro para fora
Como palavras
Em versos
Estruturados em estrofes
Que as vezes nada dizem
Literalmente
Metaforicamente descrevem tudo
Tudo que sinto sem querer
Fizeram de mim um poeta por acidente
E ainda foi por acidente que escrevi este poema.
62
renilde
Essa gente
tem gente que vem e vai
tem gente que vem e fica
tem gente que vai e deixa saudade
mas tem gente que vai tarde
quanta gente
quanta saudade
quantos passaram e não somaram, maldade
e aqueles que estão
veremos; verão
tem gente que vem e fica
tem gente que vai e deixa saudade
mas tem gente que vai tarde
quanta gente
quanta saudade
quantos passaram e não somaram, maldade
e aqueles que estão
veremos; verão
19
Paulo Sérgio Rosseto
A LOUCURA QUE ME ESCONDE
Longe ou perto de mim
Encontro-te em qualquer lugar
Onde os estreitos se colam
Onde as avenidas começam a se alargar
Por caminhos que jamais andei
Por estradas que me fiz passar
Perto ou longe de ti
Busco-te indissolúvel e presente
Num passado que ficou disperso
Ainda que jamais me encontre
Na angústia do agora sempiterno
Que nunca durará para sempre
Próximos ou distantes
O futuro não impõe alarde
Apenas segue contínuo de viagem
Medindo passos num final de tarde
Forrando toscos sonhos sem esperas
Tingindo nossos olhos de verde
O tempo abre-se e arde
Mesmo quando ausente se mostra
De entremeio fingindo ser dono
Dos nossos dias feitos de saudades
Pois enquanto acredito que te acho
Distancias da loucura que me esconde
www.psrosseto.com.br
Encontro-te em qualquer lugar
Onde os estreitos se colam
Onde as avenidas começam a se alargar
Por caminhos que jamais andei
Por estradas que me fiz passar
Perto ou longe de ti
Busco-te indissolúvel e presente
Num passado que ficou disperso
Ainda que jamais me encontre
Na angústia do agora sempiterno
Que nunca durará para sempre
Próximos ou distantes
O futuro não impõe alarde
Apenas segue contínuo de viagem
Medindo passos num final de tarde
Forrando toscos sonhos sem esperas
Tingindo nossos olhos de verde
O tempo abre-se e arde
Mesmo quando ausente se mostra
De entremeio fingindo ser dono
Dos nossos dias feitos de saudades
Pois enquanto acredito que te acho
Distancias da loucura que me esconde
www.psrosseto.com.br
266
Ambrósia
Ágape
Para ser doce; para ser Amor... Não é necessário o amável.
O mesmo mel que encontro nas mulheres se mostra igualmente saliente nas flores de Hibiscus, de tão intenso vermelho que palpita-me o coração.
O amarelo dos Girassóis Mexicanos sorri em vibrante alegria, sozinho, em meio a mata esquecida; pois não necessita de espectadores em sua virtude embutida.
Ninguém dá ouvidos aos rangidos dos bambus; aos sussurros dos ventos que falam através das árvores e nos cantam mensagens do pálido azul celeste.
Até quando iremos nos abster?
Até quando nos esconder da luz cristalina que alimenta a Flora querida; que embebeda, energiza suas filhas através da Clorofila?
Luz que desperta os pássaros, exortando-os a cantar melodias.
Se todas estas coisas não são Amor, tua posse e teu rancor; teu dissabor...
A casca vazia do que um dia foi vida;
Os pilares que sustentam uma egrégora agora vazia;
A covardia mesquinha da cama que um dia unia...
Me diga, Amor isto tu chamaria?
O mesmo mel que encontro nas mulheres se mostra igualmente saliente nas flores de Hibiscus, de tão intenso vermelho que palpita-me o coração.
O amarelo dos Girassóis Mexicanos sorri em vibrante alegria, sozinho, em meio a mata esquecida; pois não necessita de espectadores em sua virtude embutida.
Ninguém dá ouvidos aos rangidos dos bambus; aos sussurros dos ventos que falam através das árvores e nos cantam mensagens do pálido azul celeste.
Até quando iremos nos abster?
Até quando nos esconder da luz cristalina que alimenta a Flora querida; que embebeda, energiza suas filhas através da Clorofila?
Luz que desperta os pássaros, exortando-os a cantar melodias.
Se todas estas coisas não são Amor, tua posse e teu rancor; teu dissabor...
A casca vazia do que um dia foi vida;
Os pilares que sustentam uma egrégora agora vazia;
A covardia mesquinha da cama que um dia unia...
Me diga, Amor isto tu chamaria?
300
laizarsrs
21 de Agosto de 2018
O dia em que eu me deixei ser frágil, o dia em que você se deixou ser frágil. E a gente se conectou de um jeito tão forte, que até hoje te sinto aqui.
Se eu pudesse mudar algo, eu teria mais paciência, mais empatia, mais daquilo que talvez eu tivesse que ter pra ser diferente. Mas a vida não acontece assim, não é um jeremy bearimy, é fácil olhar daqui e dizer o que foi certo e errado, só que quando aconteceu cada uma dessas coisas nós dois agimos como achamos que devíamos agir, eu me perdoo por isso, eu te perdoo por isso e com toda sinceridade do mundo eu amei tudo o que aconteceu.
Prefiro viver em um mundo onde eu te conheci, prefiro ter vivido essa parte da minha vida com você, do que viver a vida inteira com outra pessoa. Eu te amei da forma mais pura e sincera que podia ter amado, me esforcei e me dediquei e eu sei Jonatan que você fez o mesmo, eu sei que muitas vezes te fiz sofrer, te deixei sofrer, te magoei, te disse o que nem era verdade, logo eu que falo tanto sobre sinceridade. Espero que me desculpe por essas vezes.
Feliz dois anos pra gente que se conheceu e se fez amor naquele dia, nesse dia. Feliz dois anos pra nós que fizemos do nosso namoro muito mais do que qualquer coisa que eu já tive, você foi a pessoa com quem eu quis ter tudo e muito mais, todos os nossos momentos são muito importantes pra mim, sempre vão estar no meu coração.
Eu prometi ficar, eu prometi estar e foi muito real. Eu não sei porque, mas tem algo dentro de mim que diz que esse amor ainda existe em você.
Quero que isso te toque, como me toca.
Espero que me entenda, espero que um dia me deixe te entender.
Quando puder conversar comigo sobre as coisas comigo, me chama
Se eu pudesse mudar algo, eu teria mais paciência, mais empatia, mais daquilo que talvez eu tivesse que ter pra ser diferente. Mas a vida não acontece assim, não é um jeremy bearimy, é fácil olhar daqui e dizer o que foi certo e errado, só que quando aconteceu cada uma dessas coisas nós dois agimos como achamos que devíamos agir, eu me perdoo por isso, eu te perdoo por isso e com toda sinceridade do mundo eu amei tudo o que aconteceu.
Prefiro viver em um mundo onde eu te conheci, prefiro ter vivido essa parte da minha vida com você, do que viver a vida inteira com outra pessoa. Eu te amei da forma mais pura e sincera que podia ter amado, me esforcei e me dediquei e eu sei Jonatan que você fez o mesmo, eu sei que muitas vezes te fiz sofrer, te deixei sofrer, te magoei, te disse o que nem era verdade, logo eu que falo tanto sobre sinceridade. Espero que me desculpe por essas vezes.
Feliz dois anos pra gente que se conheceu e se fez amor naquele dia, nesse dia. Feliz dois anos pra nós que fizemos do nosso namoro muito mais do que qualquer coisa que eu já tive, você foi a pessoa com quem eu quis ter tudo e muito mais, todos os nossos momentos são muito importantes pra mim, sempre vão estar no meu coração.
Eu prometi ficar, eu prometi estar e foi muito real. Eu não sei porque, mas tem algo dentro de mim que diz que esse amor ainda existe em você.
Quero que isso te toque, como me toca.
Espero que me entenda, espero que um dia me deixe te entender.
Quando puder conversar comigo sobre as coisas comigo, me chama
140
ANTONIA K
Meninas e Mulheres
Casa abrigo, proteçao? Lá não é um lar
A louça sagrada da ceia estilhaçada
A cama, repouso do corpo-território devastado.
Forçada ao ato- maus-tratos
Corpo febril marcado por insultos
No surto normal
Invasão, violação do corpo.
Estado- família desproteçao.
Silêncio o refrão
Do grito abafado
Do porão.
Na cavidade uterina não comportando outro ser.
Restos de corpos
Sequestro da pureza e inocência da menina.
O corpo sangrando, doído
Marcado a golpes o perverso à espreita.
Medo, pavor, horror
Vertigem de dor.
Escuro é o dia
Noites claras sem ser dia de verão,
Inverno são os dias
Chove na face entristecida
Purifica as marcas doídas do tempo e da dor.
Antonia K
362
lacirjunior
Um merda
Jogado aos cantos
Sem capricho
Nada que eu faço tem sentido
Deitado aos prantos
Foi gatilho
Nada que eu falo faz mais sentido
Viciado em jogos
Foi delírio
Perdido em um mundo de ilusões
Onde nada mais importa e nada mais se importa
Na contradição do pensamento faço esse verso
Do penúltimo verso que eu me contradisse
Dos meus vício eu acho que comando
Mas eles que me mandam
Pra longe de cada pessoa, pra longe de cada amor
Enfim, um merda
Que tão pouco se importa, tão pouco se incomoda
Sofre em silêncio
Sofre pelos lados
Calado pelos amigos
Sem voz
Sem presença
Somente existência
Tão em vão quanto minhas forças
Tão fraco quanto minha mente
Tão vazio quanto um recipiente
Me sinto sozinho e abandonado
Nada mais supri minhas necessidades
Tão solitário quanto um lobo sem matilha
Triste somente venho a pensar
"Porque mesmo com o amor de todos ao meu redor, não consigo melhorar?"
"Venho sempre sendo amado, elogiado por onde passo, mas qual vai ser meu legado?"
Sozinho pensando nesses momentos
Paro e reflito...
Aonde é que me encaixo nisso?
Perdido nesse mundo cheio de declinios não consigo me encontrar
Deitado paro pra pensar: preciso continuar!
Não há forças em mim, as forças se esvaíram, o que me resta é pensar
Pensar se um dia vou voar
Tão longe quanto um pássaro
Se um dia vou crescer
Ficar tão alto quanto um gigante
Sou marginal das ideias
Vivo a merce de minhas ilusões
Sou um merda
Um merda sem coração
Um merda sem sentimentos
Magoo a quem amo e a quem me quer por perto
Vivo das ilusões
De um dia achar q vou crescer
Pobre otario que sou, mal acredito que vou vencer.
Acredito e desacredito, o que deus tem guardado pra mim?
O que eu espero pra mim?
Um merda feito eu será alguém
Um merda feito eu conseguirá fazer alguém feliz?
Acredito desacreditando pois um merda feito eu não sabe o que diz.
Sem capricho
Nada que eu faço tem sentido
Deitado aos prantos
Foi gatilho
Nada que eu falo faz mais sentido
Viciado em jogos
Foi delírio
Perdido em um mundo de ilusões
Onde nada mais importa e nada mais se importa
Na contradição do pensamento faço esse verso
Do penúltimo verso que eu me contradisse
Dos meus vício eu acho que comando
Mas eles que me mandam
Pra longe de cada pessoa, pra longe de cada amor
Enfim, um merda
Que tão pouco se importa, tão pouco se incomoda
Sofre em silêncio
Sofre pelos lados
Calado pelos amigos
Sem voz
Sem presença
Somente existência
Tão em vão quanto minhas forças
Tão fraco quanto minha mente
Tão vazio quanto um recipiente
Me sinto sozinho e abandonado
Nada mais supri minhas necessidades
Tão solitário quanto um lobo sem matilha
Triste somente venho a pensar
"Porque mesmo com o amor de todos ao meu redor, não consigo melhorar?"
"Venho sempre sendo amado, elogiado por onde passo, mas qual vai ser meu legado?"
Sozinho pensando nesses momentos
Paro e reflito...
Aonde é que me encaixo nisso?
Perdido nesse mundo cheio de declinios não consigo me encontrar
Deitado paro pra pensar: preciso continuar!
Não há forças em mim, as forças se esvaíram, o que me resta é pensar
Pensar se um dia vou voar
Tão longe quanto um pássaro
Se um dia vou crescer
Ficar tão alto quanto um gigante
Sou marginal das ideias
Vivo a merce de minhas ilusões
Sou um merda
Um merda sem coração
Um merda sem sentimentos
Magoo a quem amo e a quem me quer por perto
Vivo das ilusões
De um dia achar q vou crescer
Pobre otario que sou, mal acredito que vou vencer.
Acredito e desacredito, o que deus tem guardado pra mim?
O que eu espero pra mim?
Um merda feito eu será alguém
Um merda feito eu conseguirá fazer alguém feliz?
Acredito desacreditando pois um merda feito eu não sabe o que diz.
61
Luiz Rossini
Perecer
Intocavéis nós somos
Invisíveis aos olhos, persistimos
Sem estar ao lado um do outro
O desejo nos domina como um touro
A vontade de ser,
A vontade de estar,
É algo que eu não posso negar
Pois só tu sabes,
Só tu presenciou
O momento que nos atraímos
E o momento que nos separou
Ao nascer do sol eu vejo
E ao pôr do sol eu compreendo
O que a minha amada queria me mostrar
O simples desejo de ali amar
Mas assim como uma bela rosa,
Um dia suas pétalas irão se deixar levar
Pelo suave toque do vento
Um dia elas não irão retornar
Uma vez que a vontade,
O desejo,
E o sentimento coexistiram
Assim como a rosa,
Eles não mais existiram
L.R.
Invisíveis aos olhos, persistimos
Sem estar ao lado um do outro
O desejo nos domina como um touro
A vontade de ser,
A vontade de estar,
É algo que eu não posso negar
Pois só tu sabes,
Só tu presenciou
O momento que nos atraímos
E o momento que nos separou
Ao nascer do sol eu vejo
E ao pôr do sol eu compreendo
O que a minha amada queria me mostrar
O simples desejo de ali amar
Mas assim como uma bela rosa,
Um dia suas pétalas irão se deixar levar
Pelo suave toque do vento
Um dia elas não irão retornar
Uma vez que a vontade,
O desejo,
E o sentimento coexistiram
Assim como a rosa,
Eles não mais existiram
L.R.
103
lacirjunior
Pai
Perdido e sem a quem recorrer estou ousando escrever
Para quem nunca foi de ler hoje me atrevo a desenvolver
Sobre meu pai faço este poema
Para que eu e não apenas eu
Sofra com estes dilemas
Pai sua ausencia foi presença em meus gritos silenciosos
Seu heroismo foi se tornando vilanismo com o decorrer dos anos
Amor e admiração se tornaram desgosto e ódio
Hoje já nao tenho mais a mesma visão
Aos 5 te amava aos 20 não quero te ver, aos 30 o que nos espera?
Já nao tenho como saber
Para o futuro desejo perdão
No presente tenho tristeza
Tristeza de nunca ter tido um pai companheiro
Tristeza de nunca ter tido um bom conselheiro
Pai você fez falta
Provocou saudade
Provocou tristeza
E me arrastou para o sentimento de abandono
As vezes que você mentia para mim
As vezes que voce me iludia e só ligava pedindo dinheiro
Aqui destruia o meu peito
O vazio aumentava
E a tortura perdurava
Dia dos pais era somente solidão
Sem nem um pai para dar a mão
Sem nem um pai para abraçar
Sem um pai para beijar
Aos 15 entendi que meu pai nunca foi meu pai
Percebi que o tempo eu perdi
Deveria ter dado mais valor à minha mãe
Que alem mãe foi um pai protetor
Pai neste poema sem pé nem cabeça
Não tenho muito o que lhe dizer
Te conheço pouco
E pelo pouco tempo que passamos juntos
Preferia nem conhecer
Apesar de tudo aos 20
A percepção mudou
Agradecido por me dar o bem da vida eu sou
Posso nao amar, mas aprendi a respeitar
Espero que um dia tudo possa mudar
Todas as tristezas sofridas me fizeram ser que sou
E alias, pai
Espero pro senhor
Muito amor.
Para quem nunca foi de ler hoje me atrevo a desenvolver
Sobre meu pai faço este poema
Para que eu e não apenas eu
Sofra com estes dilemas
Pai sua ausencia foi presença em meus gritos silenciosos
Seu heroismo foi se tornando vilanismo com o decorrer dos anos
Amor e admiração se tornaram desgosto e ódio
Hoje já nao tenho mais a mesma visão
Aos 5 te amava aos 20 não quero te ver, aos 30 o que nos espera?
Já nao tenho como saber
Para o futuro desejo perdão
No presente tenho tristeza
Tristeza de nunca ter tido um pai companheiro
Tristeza de nunca ter tido um bom conselheiro
Pai você fez falta
Provocou saudade
Provocou tristeza
E me arrastou para o sentimento de abandono
As vezes que você mentia para mim
As vezes que voce me iludia e só ligava pedindo dinheiro
Aqui destruia o meu peito
O vazio aumentava
E a tortura perdurava
Dia dos pais era somente solidão
Sem nem um pai para dar a mão
Sem nem um pai para abraçar
Sem um pai para beijar
Aos 15 entendi que meu pai nunca foi meu pai
Percebi que o tempo eu perdi
Deveria ter dado mais valor à minha mãe
Que alem mãe foi um pai protetor
Pai neste poema sem pé nem cabeça
Não tenho muito o que lhe dizer
Te conheço pouco
E pelo pouco tempo que passamos juntos
Preferia nem conhecer
Apesar de tudo aos 20
A percepção mudou
Agradecido por me dar o bem da vida eu sou
Posso nao amar, mas aprendi a respeitar
Espero que um dia tudo possa mudar
Todas as tristezas sofridas me fizeram ser que sou
E alias, pai
Espero pro senhor
Muito amor.
57
Claudio Silva
Praia
Há! aquele dia tão lindo,
De um sol radiante.
Você pela praia,
Um andar balançante.
Pisando na areia,
Com olhar tão distante.
E uma brisa soprando,
Com carinho e amor.
Envolvendo teu corpo,
Exalando o perfume,
Da mais bela flor.
E as nuvens ciganas,
Pelo céu a vagar.
Formando figuras,
Para atrair teu olhar.
Causando ciumes,
As ondas do mar.
E eu contemplando,
Esse corpo moreno.
De curvas perfeitas,
Tão lindo e sereno.
Me causando desejo,
Esse doce veneno.
De um sol radiante.
Você pela praia,
Um andar balançante.
Pisando na areia,
Com olhar tão distante.
E uma brisa soprando,
Com carinho e amor.
Envolvendo teu corpo,
Exalando o perfume,
Da mais bela flor.
E as nuvens ciganas,
Pelo céu a vagar.
Formando figuras,
Para atrair teu olhar.
Causando ciumes,
As ondas do mar.
E eu contemplando,
Esse corpo moreno.
De curvas perfeitas,
Tão lindo e sereno.
Me causando desejo,
Esse doce veneno.
252
victor_allonge
Soneto à consciência
Passei do sorrir à tristeza,
uma ponte a um rio me guiou
Profunda e notória vileza
meu reflexo, turvo, mostrou.
Sabido o olhar pesaroso
já que a mente meu erro moveu
Contido perdão mentiroso,
larvar-me jamais concedeu.
Na corrente entrego impureza,
e permito deitar-me a pensar,
de vazio coração a certeza.
De poder a meu mundo voltar,
pela ponte que traz a ciência
de que ainda me posso julgar.
uma ponte a um rio me guiou
Profunda e notória vileza
meu reflexo, turvo, mostrou.
Sabido o olhar pesaroso
já que a mente meu erro moveu
Contido perdão mentiroso,
larvar-me jamais concedeu.
Na corrente entrego impureza,
e permito deitar-me a pensar,
de vazio coração a certeza.
De poder a meu mundo voltar,
pela ponte que traz a ciência
de que ainda me posso julgar.
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W.Poi
NATUREZA DO AMOR
Você é lua
Em noites escuras
Iluminando terras
Clareando minha rua
Você é sol
Que vejo brilhar
No calor aquece o amar
Amor que queima sem dó.
Eu sou sua terra
Que alimenta sua carne
Distraindo os dias que lhe é bela
Eu sou seu ciclo
Uma vida em mim que é você
Que se tornou para mim um vício.
W.Poi
instagram @wandersonpoi
face @momentoeinstantes
Em noites escuras
Iluminando terras
Clareando minha rua
Você é sol
Que vejo brilhar
No calor aquece o amar
Amor que queima sem dó.
Eu sou sua terra
Que alimenta sua carne
Distraindo os dias que lhe é bela
Eu sou seu ciclo
Uma vida em mim que é você
Que se tornou para mim um vício.
W.Poi
instagram @wandersonpoi
face @momentoeinstantes
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steliochitlhango
flores que quer tê-las, mas não sê-las
Amar é crime no entender delas
Bonitas que são, todo ser oposto quer tê-las,
Mas pertence-las não
Por algumas horas sim, mais que isso não
O percurso pertence as celas
Duma prisão de prazeres permanentes
Onde todo visitante, inocente é o que não é
Dela, sair é possível, mas querer sair não
Obrigatório era entrar, mas permanecer é com elas
Pela sensação, são trituradas em moelas
A fragmentação não é sentida por elas
Só sentem dor quando não é proporcionada a elas
O privilégio de despedaçá-las, todo oposto aprecia
Famintas que são, nem com dez pratos saciam
Sim….falo daqueles seres
Ambulantes de prazeres.
Chitlhango, S53l89 de Chibuto
Bonitas que são, todo ser oposto quer tê-las,
Mas pertence-las não
Por algumas horas sim, mais que isso não
O percurso pertence as celas
Duma prisão de prazeres permanentes
Onde todo visitante, inocente é o que não é
Dela, sair é possível, mas querer sair não
Obrigatório era entrar, mas permanecer é com elas
Pela sensação, são trituradas em moelas
A fragmentação não é sentida por elas
Só sentem dor quando não é proporcionada a elas
O privilégio de despedaçá-las, todo oposto aprecia
Famintas que são, nem com dez pratos saciam
Sim….falo daqueles seres
Ambulantes de prazeres.
Chitlhango, S53l89 de Chibuto
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AurelioAquino
Das demarches do pensar e suas esperas
o algoritmo
é só um indício
das razões que tangem
todos os sentidos
o vão de suas teses
apenas resvala
nas sinapses que explodem
nas batalhas.
o algoritmo é só um vício
de razões avaras.
é só um indício
das razões que tangem
todos os sentidos
o vão de suas teses
apenas resvala
nas sinapses que explodem
nas batalhas.
o algoritmo é só um vício
de razões avaras.
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AurelioAquino
Dos alinhavos da velhice andante
cavaleiro andante
convoco meu instinto
nas estradas que traço
nos desvãos do que sinto
cada hora inventada
é uma desculpa
de como tornar mais breves
todas as culpas:
as que venham da vida,
as que sejam da luta.
convoco meu instinto
nas estradas que traço
nos desvãos do que sinto
cada hora inventada
é uma desculpa
de como tornar mais breves
todas as culpas:
as que venham da vida,
as que sejam da luta.
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