Lista de Poemas
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Tsunamidesaudade63
Mãe se você morrer antes de mim
Mãe se você morrer antes de mim, pergunte a Deus se pode levar alguém consigo e eu a acompanharei.
19
Andreia
[penso]
Quero
parar
de pensar.
Por um bocadinho.
Ficar só, no quentinho.
Apreciar a água quente,
pela água quente.
Viver no momento,
pelo momento.
Sentir o toque,
pelo toque.
Na pele do corpo.
Longe do pensamento.
Quero
parar
de pensar.
Há qualquer coisa que me escalda o peito.
E a pele, vermelha, arde.
Arde por dentro, profundo.
E a mente premente,
que arrebate, rasga,
escarna, sangra.
Não pára!
E eu penso, penso, penso.
Penso, insisto, inquieto, fecho, aperto, esqueço, penso.
Ah…
A liquidez do momento presente.
Queria banhar-me de mim.
Degolar o que resta disto.
Calar as vozes da mente.
Sair, ficar só.
Fruir, virar pó.
Mas penso, penso, penso.
Penso, sinto, sangro, aperto, esqueço,
penso.
Penso para tapar feridas
que não sei cicatrizar.
E sabes, só queria saber de um lugar
onde pudesse parar de pensar.
~ Andreia Marques
327
CORUJA
Não quero
Não quero
Não quero viver sem saber o que viver
Não quero amar sem saber o que amar
Não quero sentir sem saber o que sentir
Não quero falar sem saber o que falar.
#####
Não quero amar sem que valha a plena
Não quero viver um amor que não vivi
Não quero desejar sem ter quem desejar
Não quero sentir o que não tenha sentido.
#####
Não quero viver um amor proibido
Não quero andar pelo mundo pra te encontrar
Não quero sua sombra em qualquer lugar que eu vá
Não quero ter você sem ter como explicar
######
Não quero dizer o que ainda sinto por você
Não quero lembrar momentos que não devem lembrar
Não quero mostrar o que já não tem o que mostrar
Não quero deixar o coração vacilar.
######
Não quero um mundo que não tenha sentido
Não quero uma vida que não tenha vivido
Não quero um valor que não mereci
Não quero um amor que já esqueci.
Não quero viver sem saber o que viver
Não quero amar sem saber o que amar
Não quero sentir sem saber o que sentir
Não quero falar sem saber o que falar.
#####
Não quero amar sem que valha a plena
Não quero viver um amor que não vivi
Não quero desejar sem ter quem desejar
Não quero sentir o que não tenha sentido.
#####
Não quero viver um amor proibido
Não quero andar pelo mundo pra te encontrar
Não quero sua sombra em qualquer lugar que eu vá
Não quero ter você sem ter como explicar
######
Não quero dizer o que ainda sinto por você
Não quero lembrar momentos que não devem lembrar
Não quero mostrar o que já não tem o que mostrar
Não quero deixar o coração vacilar.
######
Não quero um mundo que não tenha sentido
Não quero uma vida que não tenha vivido
Não quero um valor que não mereci
Não quero um amor que já esqueci.
148
ERIMAR LOPES
POIS A SOLIDÃO REINA EM MIM
De Janeiro a dezembro
Saudades de uns beijos
Eu ainda nem me lembro
São apenas desejos.
O tempo passa velozmente
A gente esquece como foi
A boca lembra raramente
O sabor que se constrói.
De uns abraços e afagos
Sinceras declarações
Sorrisos e uns tragos
Beijos quentes e emoções.
Saudades do meu amor
Que invadiu meu coração
Do seu beijo avassalador
Das suas delícias de mel(ão).
Quanta saudade e vontade
Pois reina em mim a solidão
Uma escolha por amizade
Com apenas aperto de mão.
Saudades de uns beijos
Eu ainda nem me lembro
São apenas desejos.
O tempo passa velozmente
A gente esquece como foi
A boca lembra raramente
O sabor que se constrói.
De uns abraços e afagos
Sinceras declarações
Sorrisos e uns tragos
Beijos quentes e emoções.
Saudades do meu amor
Que invadiu meu coração
Do seu beijo avassalador
Das suas delícias de mel(ão).
Quanta saudade e vontade
Pois reina em mim a solidão
Uma escolha por amizade
Com apenas aperto de mão.
206
garciamateus1955
DICIONARIO COVID
Covid
Que me agride
Doença má que não regride.
Zaragatoa
Lançada á toa
Em narina não magoa.
Contágio
É um plágio
E muito mau presságio.
Infeção
Pois então
Espalhada na população.
Curva exponencial
Que mal
Achatar é crucial.
Isolamento
No aposento
Durante muito tempo.
Quarentena
Que pena
A autoridade ordena.
Hospital
Não é um mal
É um tratamento especial.
Ventilador
Que horror
Que tortura e que terror!
Emergência
Com urgência
É um estado da consciência.
Distanciamento
Eu bem tento
A quantos metros me aguento?
Máscara
Na cara
Tapa tudo e o vírus trava
Confinamento
Que tormento
Ficar em casa eu bem tento.
Vacina
Que sina
O chico-esperto não atina.
Pandemia
Que mania
Ataca todos sem terapia.
Imunidade
Sem idade
E para toda a Humanidade!
Que me agride
Doença má que não regride.
Zaragatoa
Lançada á toa
Em narina não magoa.
Contágio
É um plágio
E muito mau presságio.
Infeção
Pois então
Espalhada na população.
Curva exponencial
Que mal
Achatar é crucial.
Isolamento
No aposento
Durante muito tempo.
Quarentena
Que pena
A autoridade ordena.
Hospital
Não é um mal
É um tratamento especial.
Ventilador
Que horror
Que tortura e que terror!
Emergência
Com urgência
É um estado da consciência.
Distanciamento
Eu bem tento
A quantos metros me aguento?
Máscara
Na cara
Tapa tudo e o vírus trava
Confinamento
Que tormento
Ficar em casa eu bem tento.
Vacina
Que sina
O chico-esperto não atina.
Pandemia
Que mania
Ataca todos sem terapia.
Imunidade
Sem idade
E para toda a Humanidade!
166
Tsunamidesaudade63
Estar só é morrer lentamente
Estar só
é como conjugar,
o verbo amar na solidão,
é querer e não ter,
é dar e não receber,
é pedir ao relógio pra marcar
as horas rapidamente,
pra que a nossa vida,
não pare no tempo,
estar só,
é morrer lentamente...
Luzerna, 26.02.2021, João Neves.
é como conjugar,
o verbo amar na solidão,
é querer e não ter,
é dar e não receber,
é pedir ao relógio pra marcar
as horas rapidamente,
pra que a nossa vida,
não pare no tempo,
estar só,
é morrer lentamente...
Luzerna, 26.02.2021, João Neves.
300
Tsunamidesaudade63
Vim de longe pra te ver
Olha meu amor,
vim de longe pra te ver
não aguentei mais a saudade,
meu respiro é por ti e vivo pra ti.
a cada fim de semana que passa,
sinto o vazio da tua ausência.
por isso quero que aquela noite se repita,
Quero ver a minha estrela brilhante,
Brilhar somente pra mim,
apaga o telefone,
fecha as curtinas do quarto,
põe rosas vermelhas na cama,
espalha pétalas pelo chão
a garrafa de champanhe está preparada,
quero amar-te como nunca amei,
e entregar-te o meu apaixonado coração...
vim de longe pra te ver
não aguentei mais a saudade,
meu respiro é por ti e vivo pra ti.
a cada fim de semana que passa,
sinto o vazio da tua ausência.
por isso quero que aquela noite se repita,
Quero ver a minha estrela brilhante,
Brilhar somente pra mim,
apaga o telefone,
fecha as curtinas do quarto,
põe rosas vermelhas na cama,
espalha pétalas pelo chão
a garrafa de champanhe está preparada,
quero amar-te como nunca amei,
e entregar-te o meu apaixonado coração...
22
conta_gia
Espero
Se tens a ir, vai-te.
Vais e desapareces,
Comigo já não mexes
Em mim já não cresces.
Vais e o teu orgulho reclamas
Quando afirmas o fim das chamas.
Preferes ignorar
Continuar a enganar
A máquina que não deixas funcionar.
Quando ela parar não me vais encontrar
Não me vais ter, nas tuas mãos
Para te satisfazer
Para te fazer dizer
Que me queres
Que é em mim que te perdes.
Preferes deixar morrer,
Fazer passar o que nunca passou,
Apagar o que não se apagou.
Mas agora,
Quem eu era, já não sou.
E, um dia,
Espero
E, por fim,
Já não te quero.
~Sara Filipa Quintaneiro dos Santos
299
conta_gia
Sem querer, escrevi-te
Meditei na praia no final de uma tarde de verão, final de agosto no Algarve. O sol já quase se deitava mas o ar estava quente e abafado quase como se fossem duas horas da tarde, qualquer brisa que me batia no corpo era bem-vinda e sabia a mel, foi assim aos poucos que fui refrescando as ideias e a pele também. Quase sem roupa, de bikini sentada numa toalha em cima de uma rocha. Foi das tardes mais leves que tive.
~Sara Filipa Quintaneiro dos Santos
~Sara Filipa Quintaneiro dos Santos
282
CORASSIS
Te peço

Meu Deus
Vou morrer e nada sólido
Pra esta viagem levar!
Permita me ao menos
Por enquanto,
Meu coração purificar !
E há sempre aquele a contrariar
Dizendo: - vai Corassis
Você merece o primeiro lugar!
O senhor bem sabe,
Não quero nesta competição
Participar !
Peço que não deixe me faltar o pão ázimo
E um pingo de Jesus!
Por onde eu caminhar
É a minha vontade Senhor,
Não sei se alinha com sua
Te peço como um pedido concreto
Dos poucos que já pedi,
Não! não que da vida desisti
Mas a morte não desisti de mim
Ordene a ela, porque só o Senhor é capaz,
Levar me antes de toda grata herança querida :
Um filho-a
Concedidas pela tua benevolência
E o que realmente peço nesta vida:
E o meu coração de pedra sempre acalmar!
Meu mundo nunca foi , e parece que aqui paraíso nunca será?
Enquanto continuam muitos homens Irracionais a raciocinar
Muito mal a mediar a dor do próximo
O Senhor até pode me considerar uma serpente nesta vida ,
Onde pouco sei,
Mas hoje descredito nos erros que provei
E nesta estrada o mal vive a se enganar!
Festas e fanfarrras já não me fazem
Delirar.
Eu continuo percebendo a morte
A caminhar .
Homens com tentativas vãs de sua vinda controlar
Mãos hipócritas
Que sempre voltam a se armar
Homens de corações
Que cinzas vão virar.
Mas a morte...
Esta sim
Ela vem ...
Santificada desde Adão
Deixou esta dívida de ingratidão.
Te peço senhor, como pedido sincero:
Que percebam meu coração.
Que talvez foi belo.
Que tentou na vida, oh Soberano Deus!
De alguma forma te agradar.
230
conta_gia
Tivesse eu sofrido
Deixa-nos o tempo com a impressão
De que a vida é uma corrida.
Corremos de verão a verão
Sem saber qual é o ponto de partida.
Nem de partida nem de chegada,
Deste ponto não sabemos nada,
Num dia o avô conta um conto,
No outro choramos na almofada.
Choramos porque não alcançamos
A tão desejada linha da meta.
De que meta falamos?
Da morte à espreita, discreta.
Corremos em caminhos apertados
Palas nos olhos, corações desolados
Queremos alcançar um amor,
Que nos abrace com braços apertados.
Não digo que esteja mal,
é bom sentir alguém que se sente igual
Mas com calma, sem pressão,
Nunca forçando nenhum coração,
Nenhum gesto nem nenhuma palavra
Não é preciso pedir ao amor que se abra.
Damos por nós de sorrisos nos dentes
Talvez forçados, pouco contentes.
Porque tínhamos as palas, os olhos vendados
Mais depressa sorrimos quando não estamos acordados.
Revestimo-nos de olhos e expressões dormentes,
Pensamentos ambíguos, cabeças quentes.
Triste aquele que entra nesta miséria aparente
Não se conhece a si nem ao mundo à sua frente.
Não conhece porque não quis largar a pala
Escolhe o caminho de mais pequena escala
Porque tudo o resto é penoso e faz pensar
Faz sentir dor, quase tanto como amar.
Privamo-nos disso e perto da chegada
Damos por nós moucos e de pele enrugada,
A pensar como seria se tivéssemos tido a coragem
De rasgar a venda, de ser mais do que uma miragem
Mais do que um horizonte e ter algo mais sofrido,
“Era capaz de doer mas pelo menos tinha-o vivido.”
~Sara Filipa Quintaneiro dos Santos
De que a vida é uma corrida.
Corremos de verão a verão
Sem saber qual é o ponto de partida.
Nem de partida nem de chegada,
Deste ponto não sabemos nada,
Num dia o avô conta um conto,
No outro choramos na almofada.
Choramos porque não alcançamos
A tão desejada linha da meta.
De que meta falamos?
Da morte à espreita, discreta.
Corremos em caminhos apertados
Palas nos olhos, corações desolados
Queremos alcançar um amor,
Que nos abrace com braços apertados.
Não digo que esteja mal,
é bom sentir alguém que se sente igual
Mas com calma, sem pressão,
Nunca forçando nenhum coração,
Nenhum gesto nem nenhuma palavra
Não é preciso pedir ao amor que se abra.
Damos por nós de sorrisos nos dentes
Talvez forçados, pouco contentes.
Porque tínhamos as palas, os olhos vendados
Mais depressa sorrimos quando não estamos acordados.
Revestimo-nos de olhos e expressões dormentes,
Pensamentos ambíguos, cabeças quentes.
Triste aquele que entra nesta miséria aparente
Não se conhece a si nem ao mundo à sua frente.
Não conhece porque não quis largar a pala
Escolhe o caminho de mais pequena escala
Porque tudo o resto é penoso e faz pensar
Faz sentir dor, quase tanto como amar.
Privamo-nos disso e perto da chegada
Damos por nós moucos e de pele enrugada,
A pensar como seria se tivéssemos tido a coragem
De rasgar a venda, de ser mais do que uma miragem
Mais do que um horizonte e ter algo mais sofrido,
“Era capaz de doer mas pelo menos tinha-o vivido.”
~Sara Filipa Quintaneiro dos Santos
292
José António de Carvalho
COORDENADAS
(Antologia ALMA LATINA)
COORDENADAS
Os dias nascem na vertigem das nossas noites
Para se evaporarem no meio de medos hesitantes
Receando perderem-se entre as vagas do alto mar,
Ou do veleiro que evolui precipitando-se em frente
Até se perder de vista nos confins do horizonte.
São registos surdos e latejantes dos tempos,
Ápices escondidos a desenrolar de versos e mais versos
Na ânsia de ver nascer um poema seu filho legítimo…
Legítimo de sangue, de sentimento e de sentido.
Um poema legítimo dentro da legalidade de ser,
Um poema que é sonho noutro sonho que se quer ter.
O quadro do veleiro esfuma-se num mar de segredos
Como a vida que nos foge por entre os dedos…
José António de Carvalho, 02-fevereiro-2020
COORDENADAS
Os dias nascem na vertigem das nossas noites
Para se evaporarem no meio de medos hesitantes
Receando perderem-se entre as vagas do alto mar,
Ou do veleiro que evolui precipitando-se em frente
Até se perder de vista nos confins do horizonte.
São registos surdos e latejantes dos tempos,
Ápices escondidos a desenrolar de versos e mais versos
Na ânsia de ver nascer um poema seu filho legítimo…
Legítimo de sangue, de sentimento e de sentido.
Um poema legítimo dentro da legalidade de ser,
Um poema que é sonho noutro sonho que se quer ter.
O quadro do veleiro esfuma-se num mar de segredos
Como a vida que nos foge por entre os dedos…
José António de Carvalho, 02-fevereiro-2020
1 886
yuri petrilli
amor
e deste amor,
deste tão desamparado amor
que em ti acolhes
a cada noite
quando a ti próprio te recolhes
em tua íntima resistência,
deste amor que te convoca palavras
sem que haja palavras,
que te fere com gestos
sem que haja gestos,
que com inesperado vigor surge em uma distinta
dimensão da verdade,
deste amor,
que se despetala lentamente
em seu estômago,
enquanto os ponteiros desfiam as horas
e as areias solapam as pegadas,
deste amor,
cujos ramos crescem
até te escaparem pela garganta
em doce sufoco,
que evoca saudades
e vontades indefinidas,
que se dispersa nos dias
como se fosse uma cor nunca antes vista,
e ressuscita um horizonte esquecido
e reabre a antiga ferida
para beijá-la;
deste amor que é só seu, e que mal sabes amar,
deste amor que mal suportas sentir,
deste amor...
deste amor ninguém saberá.
o tentarás contar.
assim será o teu decurso.
não o contarás.
como o contarias?
ninguém saberá dos sonhos,
dos cenários e das circunstâncias
que em ti viveram e viverão,
teus íntimos vulcões.
nem desta vontade súbita de abraçar as criaturas,
desta consciência de que o tempo passa
por sobre todos os lugares onde os viventes combatem
as mais perdidas causas,
ou deste coração que se agarra aos fios cortados
e tece emendas imaginárias.
não.
ninguém saberá.
nenhuma eternidade,
nenhum legado
ou marca.
nem mesmo
ela.
em ti
ele todo rugirá a cada instante,
solitário, infinito,
e em teus olhos se sublimará
quando enfim adormeceres
– porém jamais suavemente.
deste amor,
deste tão desamparado humano amor
que te aperta,
e que te seguirá apertando
enquanto humano for teu seio,
e deste aperto
que te concede outros mundos e segredos,
e mãos, e lábios, e coisas impossíveis,
deste amor
somente algo terás
para colher em sonho:
a agridoce sensação
de que seu coração
não cabe na vida.
292
Rodrigo França
Mariposas Mecânicas
Tento entender as minhas engrenagens emocionais;
máquina que contém significados mui abissais.
Como mariposas mecânicas, sou atraído pelo paraíso obscuro que se esconde na minha estrutura soturna...
Já não me impressionam as miragens angustiantes que rastejaram no meu âmago;
nem meu gosto pelo sabor vampírico duma roupagem noturna.
À prova de fogo, arrisco-me na roleta russa dos meus desejos!
A intensidade esmaga as expectativas que almejo.
– Rodrigo França
máquina que contém significados mui abissais.
Como mariposas mecânicas, sou atraído pelo paraíso obscuro que se esconde na minha estrutura soturna...
Já não me impressionam as miragens angustiantes que rastejaram no meu âmago;
nem meu gosto pelo sabor vampírico duma roupagem noturna.
À prova de fogo, arrisco-me na roleta russa dos meus desejos!
A intensidade esmaga as expectativas que almejo.
– Rodrigo França
1 291
conta_gia
Tempestade
Às vezes não há espaço pra gritos,
Não me envolvo em versos bonitos.
Se te trago a verdade dura
Não fujas dela, da miséria pura.
Contam-se como carneiros
Os q’ouvem histórias de viveiros.
Mas mais raros são os que escutam
As lutas feias daqueles que as lutam.
Felicidade é coisa q’agrada o serão
Falemos de guerra, veremos se ficam ou se vão
Embora como quem foge da morte
Têm medo que lhes contagie esta sorte
De quem por ela passa todos os dias
Encara-a, de frente, sem fazer magias.
Como pode quem a vê explicar
Que começa num ato simples como amar
E acaba no maior dos turbilhões
Arranca-me os telhados, olhos e corações.
Estes, de quem tem aqui passado,
De quem lhe toca e deixa o legado
Pega nele e rasga-lhe um bocado
Mostra-lhe amor e deixa-o abandonado.
Assim se fica na terra, pós-guerra
Sem nação, num escuro que encerra
Lá fora faz vento, esquece-me a idade
Cá dentro, o tormento, reina a tempestade.
~ Sara Filipa Quintaneiro dos Santos
351
Tsunamidesaudade63
Do meu bolso sai um simples lenço
Amor, amor imenso,
amor intenso, que te pode fazer chorar,
E do meu bolso sai um simples lenço,
pras tuas tristes lágrimas poder limpar...
amor intenso, que te pode fazer chorar,
E do meu bolso sai um simples lenço,
pras tuas tristes lágrimas poder limpar...
49
Tsunamidesaudade63
Poesia, nas tuas mãos morrerei um dia
Cada poesia tem o seu dia,
e eu clamo pra poesia,
não quero mais viver nesta agonia,
Mata-me por favor,
esta angústia me destroi e maltrata,
tudo em mim é tristeza e dor,
tu poesia que um dia,
me fizestes ver um mundo ideal,
não tenhas pena, enterra-me esse punhal,
a muito feres-me com o teu desprezo,
com a tua arrogância.
A tua maldade é uma arma letal,
vem mata-me por favor,
antes que a ânsia me possa matar,
já me sinto moribundo
de viver neste triste mundo,
não quero mais viver assim, sem amor!
Mata-me por favor...
Luzern, 05-04-2019, Tsunamidelagrimas63...
e eu clamo pra poesia,
não quero mais viver nesta agonia,
Mata-me por favor,
esta angústia me destroi e maltrata,
tudo em mim é tristeza e dor,
tu poesia que um dia,
me fizestes ver um mundo ideal,
não tenhas pena, enterra-me esse punhal,
a muito feres-me com o teu desprezo,
com a tua arrogância.
A tua maldade é uma arma letal,
vem mata-me por favor,
antes que a ânsia me possa matar,
já me sinto moribundo
de viver neste triste mundo,
não quero mais viver assim, sem amor!
Mata-me por favor...
Luzern, 05-04-2019, Tsunamidelagrimas63...
24
Gabriel Panisson
HUMANO, APENAS
A mim é suficiente as minhas próprias mãos, os meus próprios pés;
viver o que me é possível perceber sem questionar a veracidade de sua realidade,
sem saber se meu corpo e minha alma são ou não uma única coisa.
Quanto às parcelas no fim do mês, dá-se sempre um jeito.
Mas o peso do mundo, esse é insuportável,
esse deve, sempre que possível, permanecer externo e alheio.
Sou homem, sou humano, e é isso que quero ser, cada vez mais.
Retirei de mim toda pretensão divina e toda amizade celestial,
em nome da simplicidade de se saber animal humano, bicho homem que sou.
viver o que me é possível perceber sem questionar a veracidade de sua realidade,
sem saber se meu corpo e minha alma são ou não uma única coisa.
Quanto às parcelas no fim do mês, dá-se sempre um jeito.
Mas o peso do mundo, esse é insuportável,
esse deve, sempre que possível, permanecer externo e alheio.
Sou homem, sou humano, e é isso que quero ser, cada vez mais.
Retirei de mim toda pretensão divina e toda amizade celestial,
em nome da simplicidade de se saber animal humano, bicho homem que sou.
343
Fayola Caucaia
TEM QUE TER SAÍDA
toda dor deve ser curada
todo machucado deve ser cicatrizado
tada perda deve ser superada
não há saída, se não a cura
todo machucado deve ser cicatrizado
tada perda deve ser superada
não há saída, se não a cura
79
natalia nuno
vou acender a lareira...
vou acender a lareira
fazer a reconciliação com o tempo
e deixar-me engravidar de saudade
lembrar daquela lareira pequenina
onde eu menina me sentava a comer as migas
de café...
depois dum dia frio mas ensolarado
onde me deixava baloiçar ao sol
horas a fio.
faço uma pausa recomponho-me
aqui não há cheio nem vazio
calor ou frio
há somente uma torrente de recordações
que vão desmonorando com o caminhar já longo
sardinheiras em flor, águas que me falam d'amor
papoilas de abraços que ainda me seguem os passos
e tudo tem uma razão, tudo faz ninho em meu coração
visto-me de auroras, agasalho-me nos poentes
e assim, as horas passam-me indiferentes
vêm as rôlas, as cotovias
e os melros que poisam nas malvasias
ouço as enxadas de sol a sol
e morro no tempo a saber-me viva
afrouxam os dias, e eu semeio versos
crepita a saudade da terra e do pão
e em mim cresce a solidão...
natalia nuno
rosafogo
fazer a reconciliação com o tempo
e deixar-me engravidar de saudade
lembrar daquela lareira pequenina
onde eu menina me sentava a comer as migas
de café...
depois dum dia frio mas ensolarado
onde me deixava baloiçar ao sol
horas a fio.
faço uma pausa recomponho-me
aqui não há cheio nem vazio
calor ou frio
há somente uma torrente de recordações
que vão desmonorando com o caminhar já longo
sardinheiras em flor, águas que me falam d'amor
papoilas de abraços que ainda me seguem os passos
e tudo tem uma razão, tudo faz ninho em meu coração
visto-me de auroras, agasalho-me nos poentes
e assim, as horas passam-me indiferentes
vêm as rôlas, as cotovias
e os melros que poisam nas malvasias
ouço as enxadas de sol a sol
e morro no tempo a saber-me viva
afrouxam os dias, e eu semeio versos
crepita a saudade da terra e do pão
e em mim cresce a solidão...
natalia nuno
rosafogo
37
CORASSIS
Nosso sonho

Dentro de tantos risos oportunos,
Sei também que existem tempos importunos,
E surge a coragem de prosseguir.
E junto a infelicidade e o riso de viver,
o amor me acena...
Esperando que participemos da próxima apresentação,
Que ficará em cartaz por dezenas de anos
Ou até quando a carne suportar a imperfeição deste sistema.
Condenado, meu coração tem que te levar para sempre,
Minha ordem pra ele é:
Conduzir-te sempre bem, esperando que não esconda suas lagrimas eu espero ,
Há tempo por teus beijos, o teu sorriso minha melhor pintura.
E dentro de tanta motivação para amar no verbo supremo.
Vamos nos amar na serenidade dos nossos dias...
Encontramos o rancho da simplicidade,
Vamos nos amar nas noites de luar,
Respirar melhor, e alimentar com coisas boas,
Beberemos águas purificadas, dormiremos numa rede.
Assine esse termo de amor.
Oh querida de tantas expectativas, o sonho aguardado.
Amo-te!
159
Tsunamidesaudade63
O verso que o meu lápis não quer escrever
Passei tantos anos a criar um verso,
que o meu triste lápis não quer escrever,
No entanto, ele está cá dentro de mim,
inquieto e bem vivo, dentro do meu ser,
ele segue cá bem escondido,
não quer sair, por aqui vai permanecer.
Mas esta poesia, deste simples momento,
essa sim, vocês estão a ler...
Luzerna, 01.03.2019, João Neves.
331
Mtlago
A dignidade
"Um sorriso custa menos
que a electricidade,
mas dá tanta luz"
que a electricidade,
mas dá tanta luz"
431
alinezz
monday deception
It's cool. I'm used with sadness.
Happiness is what I'm afraid of... I wouldn't know what to do with it.
Happiness is what I'm afraid of... I wouldn't know what to do with it.
95
Português
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