Lista de Poemas
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joao euzebio
INSUPORTAVEL
NÃO QUERIA CHORAR
DO JEITO QUE CHOREI
DA SAUDADE QUE SENTI
DAS DORES QUE PASSEI
NÃO QUERIA LEMBRAR
DO JEITO QUE LEMBREI
QUANDO AINDA SEI
QUE NÃO ME AMA
QUE FOI APENAS UMA CHAMA
QUE SE APAGOU
QUE DEIXOU
CINZAS E NADA MAIS
QUE NÃO FOI CAPAZ
DE SE REACENDER
APENAS DEIXOU SE EXTINGUIR
SUMIR POR AI
DESAPARECER
E O QUE FAÇO AGORA
QUE VOCÊ FOI EMBORA
E ME DEIXOU
POIS A ÙNICA COISA
QUE VOCÊ NÃO ME ENSINOU
FOI VIVER... SEM VOCÊ
Fernando Cartago
BEIJOS
Doce, distante de todo corpo que teima participar
da carência presente do cheiro da pele.
Química que desperta o calor gostoso de afogar-me
nos teus lábios. Beber da sua boca o sonho de ser único.
Entender que ser egoísta não traz o sabor
Encarnado, arrochado, ofegante das bocas
umedecidas com suor e a sensação de um poço sem fundo.
Um buraco escuro das almas trocando sintonia com a
ebulição da água em fogo. Vaporizando todos os sentidos no contato do seu
semelhante estar entregue a toda luxúria e gozo total em encher as bocas unidas
nesta libido de querer sempre mais.
Fernando Cartago
Marcondes Alexandre
Da paixão
Como sou feliz por ser assim um admirador do seu lindo modo de ser.
Eu da vida que tens nada sei, mas com certeza aprenderia a sentir esta paixão se formar no meu dia-a-dia.
Mesmo assim da paixão que representa sou apenas um risco no mundo querendo ser mais.
Querendo dar o meu mínimo e ser um poeta para te escrever em todos os momentos.
Vejo da paixão uma mulher sem medo.
Repleta de carinhos que não são para comigo e ainda assim fico feliz.
Não da paixão para contigo, pois não sou digno de tal sentimento ou de tamanha beleza para estar ao meu lado.
Quando posso sentir que seu olhar apenas por um segundo me nota o meu dia se faz imenso.
Minha compreensão sobre estar sendo poético se modifica no seu ler um livro.
Mesmo sem te conhecer.
Sem saber o seu nome eu escrevo da paixão, mas não me esqueço de tentar te ver uma vez mais.
Por mais um segundo até mesmo ao descer do ônibus.
Nada da paixão que vejo existente em ti se modifica.
Mais não sei se eu ou você é que precisam de mais tempo ou menos.
Se da paixão que vejo pode surgir uma amizade.
Umas coisas sabem que é certa não poderei ser o seu durador poeta esta não vai ser o nosso final feliz.
Pois dessa paixão uma amizade pode acontecer e apenas isso quem dera que uma pessoa como eu tivesse alguém na vida como você.
Mais não estamos vendo um filme onde os feios conseguem ser lindos aqui estamos vendo com nossos olhos.
Da paixão.
Essa que gostaria de decifrar em seus lindos olhos, na sua maravilhosa forma de sorrir, no seu momento de silêncio.
Nada represento por isso amiga que desconheço deixo esta simples poesia para que em sua vida você tenha a certeza de que da paixão que encontrei em você fiz silêncio.
Da paixão.
O seu olhar encantador.
O seu modo tranqüilo de andar.
Sua forma única de perceber o que vejo.
Uma vontade de apenas ser amigo e fim.
Mais linda amiga dessa sua paixão outro tomou conta e espero que em todos os dias eu possa te ver sempre feliz.
Que no seu momento de tristeza eu nada represente, mas em seus momentos alegres eu me faça em seu mais puro e belo sorrir.
Sem nenhuma forma de desagradar ou acabar com tudo o que vive.
Inclusive o que vem DA PAIXÃO.
Alexandre Marcondes.
joao euzebio
CHUVAS DE VERÃO
NESTE EMBALO DA SAUDADE
ENQUANTO A CHUVA NÃO VEM
ENQUANTO PASSA O TREM
NESTES TRILHOS QUE A LEMBRANÇA
FEZ
POIS SEI QUE DESTA VEZ
O MAR VAI AVANÇAR AS AREIAS BRANCAS
DESTA PRAIA
NÃO SAIA DESTA TRILHA
POIS O SOL AINDA BRILHA
ENQUANTO A CHUVA VEM
AVANÇANDO AS LINHAS DESTE TREM
QUE JÁ PASSOU
SÃO VOOS RASANTES QUE DOU
DENTRO DOS TEUS DESEJOS
POIS SEI QUE ENQUANTO LHE BEIJO
A CORTINA BALANÇA
O VENTO VIRA CRIANÇA
QUERENDO COM ELA BRINCAR
VOU ACARICIAR TEUS CABELOS
MONTAR EM PELO NESTE ALAZÃO
SAIR POR AI NO GALOPE
ANTES QUE ME SUFOQUE
DENTRO DE TEU CORAÇÃO
POIS QUERO TER O DIREITO DE IR E VOLTAR
ATRAVESSAR ESTE OCEANO
REFAZENDO MINHAS ILUSÕES
POIS SEI QUE LOGO PASSA
ASSIM QUE SE DEBATER NA VIDRAÇA
FEITO... CHUVAS DE VERÃO.
Regina Célia de Jesus
TEMPO QUE NÃO RENDE
Fujo de mim todo dia,
sei que esse universo é pouco pra mim.
Não sei o que acontece...
Fujo de mim todo dia!
(Regina Célia de Jesus/ regininhailhabela - 31/01/2012)
Andréia Teixeira
Tudo depende das escolhas
Luis Rodrigues
Quero
entrar pelos teus olhos
demorar-me na língua
dormir no cabelo
Danilo de Jesus
Cena de uma Solidão
Saio de casa só... Em casa chego só. Em seguida abro a porta, e o cachorro que me vem lamber as mãos é a solidão! Em seguida, sento-me na poltrona da subjetividade e olho me, como quem vive em momentos duma fotografia ainda não revelada, mas já passada, com saudade e também com muita curiosidade, como foi num mundo que eu nunca estive e, como tenho verdadeiras lembranças das coisas que só conheci no querer.
Depois disso, atravesso um corredor com muitos quadros - de molduras vazias -, na parede, como quem atravessa o mundo e não sabe que nele houve humanidade! E deito-me na minha cama de solteiro. Mas de repente cansado do silêncio e também de não ter somo, levanto-me e caminho até varanda.
De lá, então, contemplo o céu estrelado por uma estrela só e respiro fundo, como quem procura abraçar a alma com apropria mão! E Dela abro um pagina a sorte na qual leio tudo isso.
Novamente, mas agora em direção a sala em busca de papal para, percorro aquele corredor! Aquelas fotos ainda têm as mesmas molduras, porém agora a tristeza que as rege é deferente. Chego à sala e procuro o papel... Acho-o. Agora falto só escrever. Faço-o então! Por fim me sinto bem, no meu próprio mal estar por saber que fora de meu quarto o mundo é no plural e a ele o meu cotidiano nada acrescenta ou tira.
Luis Rodrigues
A minha vontade
foge do que quer
como do que arde
e se tanto mais me ardera
ainda mais quisera
Como pedir o que não sei dizer
fora destas páginas sem peso?
Como as línguas que não sei roubar
longe desta caneta sem alma
Não sei se por acanhamento
se por sofrimento
me encontro afastado
estou morto talvez
da vida descansado
joao euzebio
NATAL (PARA TODOS DE AS TORMENTAS)
É VÉSPERA DE NATAL
O DIA JÁ VAI TERMINANDO
VOAMOS EM MEIO AS NOSSAS
LEMBRANÇAS
ENQUANTO A SAUDADE ALCANÇA
TODOS OS OBJETIVOS DE NOSSOS
DESEJOS
É COMO SE O VENTO TROUXESSE
MILHÕES DE BEIJOS
EM SUAS ASAS INVISÍVEIS
E É INCRÍVEL COMO O CORAÇÃO AMA
NESTE MOMENTO SAGRADO
QUE LONGE DOS PECADOS
SE JUNTAM EM ORAÇÕES A DEUS
E A LUA APARECE EM MEIO A PRECE
TRAZENDO EM SEU CAMINHO
CENTENAS DE ESTRELAS
QUE BRILHAM LÁ EM CIMA NESTE CÉU
QUE BATIZEI
DE CIDADE DOS ANJOS
DOS ARCANJOS E QUERUBINS
E DOS SERAFINS QUE NOS PROTEGEM
DESTA ESCURIDÃO
QUE A MADRUGADA TROUXE
E COMO É DOCE O AMANHECER
O SOL BATENDO NA JANELA
A VELA ACESA NO PINHEIRO
O CHEIRO DO CAFÉ DA MANHA
O PRESENTE QUE DEIXAMOS
AOS PÉS DESTA ARVORE BRILHANTE
O ABRAÇO
A LÁGRIMA QUE CAI
A FELICIDADE QUE VEM E VAI AOS PICOS
DE NOSSOS SENTIMENTOS
O MOMENTO DE REVER OS AMIGOS
AQUELE ABRIGO EM SEUS BRAÇOS
AQUELE ESPAÇO ONDE VOCÊ PREENCHEU
COM SEU SORRISO
É COMO EU DIGO
TER VOCÊ É TUDO O QUE PRECISO
E QUE BOM PODER DIZER
BEM VINDO SEJA
SENTA NESTA MESA
E CEIA COMIGO
POIS PARA VOCÊS... MEUS AMIGOS
UM FELIZ NATAL.
Luis Rodrigues
Perdidos e Achados
não sei que lhes fiz.
Talvez no departamento das canções perdidas.
Lua Barreto
Quando eu juro
Você chega
De surpresa
E eu quero tudo
De novo.
Lua Barreto
Campo Minado
Poesia de palavras armadas
Exércitos delas.
Pingam letras
Chuva ácida
Dinamito romances inteiros
Espalho boatos em bilhetes
Planto falsos fatos
Falácias
Factoides
Amasso pequenas bombas
E jogo no lixo
Apenas pelo prazer de escrever novas granadas
Hoje só prestam
Versos com veneno
Poemas com cicuta
E pequenas injeções de poesia na veia
A poesia quando fura
Não é desejo
É necessidade.
Alma e Gort
Um coração fora da lei
Porque há inquietude no meu peito
Se não há lágrimas, ou riso desfeito
Uma réstia ainda causa esta ilusão
De todas lembranças faltas de paixão
Vou deixar que o tempo se consuma
Vou caminhar onde meu passo suma
Uma linha num raio em uma direção
Dominarei meu desejo como à um cão.
Pois já sei quase tudo do nada que sei
Na sôfrega e oposta sina de fora da lei
Do limitado, no espaço por onde andei
Da minha aquarela que ficou meio torta
Mas tentarei entrar certeira nesta porta
E voltarei a recolher as flores que pisei
Mas, que importa o feito, se correto ou não
Se ao longo caminho andei sem direção.
Manito O Nato
Primeiro amor
Envolta no véu poeirento da rua
Sob o abatido sol da manhã
Fuma a jardineira ao gemido arcado
Pela estrada nua rumo a Jaçanã
Exalando cheiro de diesel queimado
Nessa órfã e empoeirada estrada
Descompassada pedala a lembrança
Resgatando no odor da fumaça
O primeiro amor de criança
Cuja marca indelével não passa.
Os olhos brilhantes, encantados
Com a precoce chegada do amor
Não perdiam um só movimento
Dos "pegas" e "piques" de pés agitados
Das pregas das saias rodadas ao vento
Um par de olhos, um cheiro, uma visão...
Um rosto, um nome e nada mais...
Fez-se tom silencioso, fez-se canção
Fez-se agasalho na noite, fez-se oração
Fez-se luz dominante dos sóis matinais.
Ficou lá no suspiro, na pureza perdida
De um pequeno e virgem coração
Ficou lá prisioneira e esquecida
A reclamada receita que a vida
Debalde procura no mar da ilusão.
Regina Célia de Jesus
A VERDADEIRA DEPRESSÃO É QUASE MORTE!
Seriam estes, alertas de que não se pode ser forte sempre?
Preciso encontrar a saída dessa quase morte,
Que rouba minha vida assim:
_Sem mais nem por (quês)!
Não se entende de onde vem tamanha incapacidade
De reagir a esse martírio,
Que deixa insípido o sabor de lutar por mais um dia.
E dentro disso tudo tenho saudades de mim...
_Não fosse me assolar sempre
As nuvens do desalento,
Acelerava o passo a frente,
Impedindo-me de pensar,
Pedindo a Deus mais luz
para vencer as sombras e esse cansaço
em que me vejo!
Mas tenho muitos momentos
de trégua nessa guerra:
_Por um céu, um sorriso...
um abraço, um poema cheio de vida...
um lampejo de esperança:
_Me vestir de novas pétalas,
encontrar novos caminhos;
estarei bem aqui aguardando
acordar desse sonho ruim...
Minha alma esta distante de mim,
isso sim é depressão!
(Por Regina Célia de Jesus/ Regininhailhabela)
Lua Barreto
Hybris
Minha hybris
A minha tentação
Pra sempre
Meu arrependimento
A traição que não consumei
E eu sigo te deixando pistas
Pequenas provocações
Enigmas
Que você não entende
Ou finge não entender
Vou deixando meu rastro
Minhas marcas
Meu cheiro e meus perfumes
Sempre na esperança de causar,
De não ser esquecida
De ficar na sua vida
Um pouco mais
Que uma lembrança
Te deixo
Bibelô na cristaleira
E me conformo em ser memória
No fundo
Sei que este é o seu lugar
Que você está exatamente onde deveria estar.
Luis Rodrigues
Meterologia
Se me sorris o sol brilha,
se não te vejo caem trovões.
Meu deus,
que escuros são os dias sem ti!
Luis Rodrigues
Lágrima
água sódio
nada mais.
Sempre pensei que tivesse
extractos de sonhos
e olhos grandes
Luis Rodrigues
Anomalias
Quero a vida
matemática redonda hipócrita
Como convém.
Sem passar as manhãs doente a delirar
sonhos de seixos a brincar..
Alma e Gort
Consciência e consequência
E menos ainda o enredo da existência
Complexo caos da idade e consciência
O sentidos foge em anormal fremente
O animal homem é cio de algum malfado
Entre o prazer de um vicio ou um pecado
E entregue ao Diabo sua inconsequência
Numa batalha espiritual sem precedência
Como se energia desorganizadas fluíssem
Ondas em rádios raios isótopos predessem
A anomalia polar do bem e mal que existe.
Infeliz condição humana aqui neste parnaso
A terra emprestou a matéria a alma vivente
Há no corpo agreado mau e descontente.
Haverá então paz na terra Oh! não duvido
Se o homem mal for extinto neste paraíso.
Danilo de Jesus
Teima
Escrevo em tema livre e em versos burros
Escoro-me vento para ir em busca das palavras
e encontro na 'anulidade' , inspirações para os meu...
- porque não poemas?!
E não convido nem um Drumonnd ou quem que seja a assistir televisão neste espelho!
Andréia Teixeira
Palavras
Estou totalmente envolvida com as palavras.
Palavras que vem e que vão.
Palavras que foram faladas,
ou que ficaram reservadas para uma certa ocasião.
São palavras que me acompanham
na leitura de um texto,
ou as vezes na escrita.
Elas surgem na minha vida em um dado contexto.
Palavras que encontro nos livros,
ou pesquisando na tela do computador.
São as palavras com as quais eu convivo.
Palavras ruins, boas, verdadeiras.
Palavras tristes, alegres ou de bênçãos,
que surgem, nos livros, na mente e no coração.
Palavras que precisam ser repassadas
em casa , no trabalho, e na congregação.
Palavras que vem do mais alto monte de Sião.
Luis Rodrigues
Amo-te
Amo-te com raiva.
Amo-te com desespero. Com ânsia de ti. Amo-te com uma ternura louca.
Amo-te com imensidão.
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