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d'Medeiros

d'Medeiros

Lápis e Borracha

Discuto que sim, está feito,
Agora exijo respeito,
Se algo queres mais,
Escrever aos teus pais,
Ande rápido, faça de qualquer jeito...

Não, tudo errado,
Faça direito, ou fique calado,
Apague esse teu orgulho,
Ou vire apenas um entulho,
Quero ser teu aliado...

Eu gero as mais belas frases...

Para serem belas, eu às corrijo...

Ficas menor e ninguém lembra de ti...

Escreves bobagem e ajudo-te, respeito exijo...

Atrapalhas meu trabalho, à ti não tenho vínculo...

A todos ajudo, para você não parecer ridículo...

E meu direito de expressão?

Quero te ajudar nessa discussão...

Não fale bobagem, sou perfeito,

Eu apago bobagens, apago defeitos...

Posso fazer tudo sozinho...

Posso apagar tudo no caminho...

Escrevo novamente,

Apago bruscamente...

Vamos começar tudo do zero?

Tarde demais, para ser sincero...

Não entendí...

Tua ultima ponta acabou, tuas palavras terminam aqui.
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natalia nuno

natalia nuno

esquecimento...

perdi as lágrimas

na água solta do rio

que corre para qualquer parte.

no ar,

    vazio

        meu pensamento

viaja e esquece,

até de amar-te!

 

onde posso chorar?

meu coração é um oceano a sangrar

de ti sedento.

 

passo na dor unguento


natalia nuno

romã

 

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115611191684958607395

A cupidez !

A cupidez !



Só se emprega o pensamento na ambição

A cupidez tomou conta deste mundo

O homem não pensa mais no amor profundo

Que do imo da alma chega ao coração


Na cega ambição, só valoriza o cifrão

Já não teme mais a eterna Divindade

Descansando, no berço da insanidade

Está a um passo da mental alienação


Dependurado na simultaneidade

De sempre levar vantagem a qualquer custo

Sem esforço, sem fadiga, salário injusto

Persuade no esquecimento a veleidade


Injustos, injustos seus procedimentos

Não tivesse por berço a materialidade.

Sem a prodigiosa luz da imaterialidade

Cai na ausência de puros sentimentos


Nessa ambição desmedida da riqueza

Perde o homem o sentimento e a razão

Vivendo encantado na escada da ilusão

Não percebe estar a um passo da avareza


Porangaba, 14/06/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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natalia nuno

natalia nuno

A menina do meu sonho... memórias

O outono ía adiantado com o sol no ocaso inflamado de vermelho, na eira recolhiam-se os últimos cereais que depois de malhados se lançavam ao ar para que o vento os joeirasse, via fazer estes trabalhos, apercebia-me de como a vida era difícil principalmente para quem ganhava o pão com o suor do rosto...ainda agora saboreio as lembranças que se multiplicam no meu pensamento...hoje posso ser uma filha estranha nesta terra que é minha, pois quem partiu já não está para me abraçar ou para se alegrar com a minha presença, mas na memória do meu sentir essas pessoas estarão presentes para sempre, há pessoas e momentos que se eternizam na nossa memória, assim, as emoções de lembrá-las são relíquia.

Já o sol cai a pique

Avé-Marias festivas
deixem que aqui fique
com lembranças vivas

Espreito o largo da igreja, sem que ninguém me veja, a lembrança surge imediatamente, de mim menina aqui brincando e logo se sobrepõe a tudo o resto, embora o passar do tempo deixe marcas no corpo e na alma trago sonhos a bailar-me nos olhos, os mesmos sonhos!... caídos agora no silêncio, quebrados pela voragem do tempo provocando em mim ansiedade que me oprime à medida que o tempo avança. Olhei a casa do lado de lá na banda de além, mergulhei numa escuridão interior, olhei o céu, depois o rio, as flores, as hortas sossegadas e tudo me pareceu tão deprimido quanto eu, embora num paraíso adormecido, onde só a aragem do vento fazia com que as folhas acordassem e eu perdida por entre a folhagem, na tentativa de equilibrar a mente de serenar o espírito para ganhar alento e continuar o sonho. Olho a menina de novo, esperançada que me dirija um sorriso, segue junto ao rio com a sua graciosidade inundada de luz como se se tratasse duma princesa, meus olhos ficam exaustos, o sonho me imobiliza...um dia eu e ela atravessaremos juntas a ponte, juntaremos os brinquedos quebrados com que brincámos, os raios solares sobre a folhagem virão banhar-nos o rosto e envelheceremos as duas como se não nos tivéssemos distanciado nunca.


natalia nuno

rosafogo
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jomadosado

jomadosado

POR MEU PORTUGAL

Uma espada crucificada na santidade
 Por um mundo devasso, quase hipócrita
 Uma seta no coração da liberdade
 Sangrando por uma Pátria, na carótida

Oh Meu Portugal, que eras um mundo
 O orgulho de Afonsos e Henriques
 Como te vejo agora, abismo sem fundo
 Caindo, embora a tudo te sacrifiques

Altiva o teu estandarte, recruza os mares
 Expulsa o Adamastor que suga o teu viver
 pois se por nós e gerações não recuperares
 mais vale esquecer, de novo os Mouros chamar

Alentai, escutai! Escutai a nostra que é Patria
 Caminhai com a altivez do passado honrado
 Não deixeis o Graal dourado, desvelado
 Vivemos só de um orgulho, do chuto na área

Mas somos mais que onze vestidos de sangue
 Somos meio mundo que vive de nós expetante
 Lembrai que o passado é um presente rasgado
 No tempo esgotado a chorar com a mão adiante

Não! Eu esmolar por erros de outros não!
 Prefiro a espada envergar, e matar o meu dragão
 
Saudações Poéticas,
 P'lo Jomad'o Sado
 António J.P. Madeira

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niso

niso

Sexo

  1. Sexo
    complexo
    amplexo
    Mero reflexo
    Desconexo
    E que pode deixar perplexo
    Quem lhe procura o nexo.
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natalia nuno

natalia nuno

Ironia...

Hoje perdi-me na fonte
Longe, muito para lá de além
Deixei-me a olhar o horizonte
A ver o sol morrer e eu também.
Na memória a vida inteira
E a cântara ainda vazia
A fonte ali à beira
E eu com sede, que ironia.

De barro a cântara é feita
E quebra com facilidade
Quebrado meu coração se deita
Sofrendo de doida saudade.

Enquanto esta dor depura
Me deixo a olhar o céu
A memória já não tem cura
Uma teia de luz lhe valeu.
Vejo a fonte a secar
A noite é breve, o dia finda
Vem a morte celebrar
E a cântara vazia ainda.

Lembra-me a terra onde nasci
O chão pisado na infãncia
O caminho que percorri?!
Era de barro, quebrou
Não sobra um palmo,
só a distância...

E, saudade que restou.


natalia nuno
rosafogo
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natalia nuno

natalia nuno

à vida...soltas 2014

Criei versos fui tecendo

ilusões, pois tudo passa

a mocidade fui perdendo

e com ela perdi a graça


Ondula no campo o trevo

Eu amor, que devo dizer?

Falar-te do meu degredo

Q' d'amar-te ando a morrer?


trago palavras maduras

e nelas trago a verdade

trago amores e ternuras

frutos da minha saudade


é fácil de mim perder-me

entro dentro dos olhos teus

fecho meus a proteger-me

com medo digam adeus


o astro sempre m' alumia

nesta  desolada solidão

exulta o coração de alegria

traz beleza à imaginação


e ardor aos pensamentos

esforço da minha vontade

esqueço todos sofrimentos

lembro só o que dá saudade


natalia nuno

rosafogo


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pepperlegal

pepperlegal

Dentro

Dentro

Infimamente

pira leve

a chama da paixão.

Seu doce

colore e corrói

a noção futura

de presente.

Alimento da alma

paz de espírito

líquido-sólido,

vida e morte.

Jaz pó

o que foi,

será mesmo

que não seja

debruçado sob

a mesa farta

e a casa cheia,

do antepasto

ao narguile

garantia só

de olhar estatelado

a sobremesa.

Favela e mansão

e a caminhada

é a mesma,

quarto na penumbra

ou biqueira

à luz da lua.

Já o amor

comporta

sol são nuvens,

terra é gozo,

pêlo e carcaça.

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Maria Antonieta Matos

Maria Antonieta Matos

É DIFÍCIL DEFINIR

É inútil definir o sofrimento,

O sentir a solidão, o isolamento

Não há expressão que comente,

Esse lamento...!


É inútil definir as atrocidades

Homens que desculpas dão... por inverdades!

No ignóbil estar de pensamento,

Ferem sem dó, suscetibilidades!


É inútil definir a revolta,

a dor que a mesma provoca,

Em cada corpo, em cada alma,

Sensação acumulada que sufoca!


É inútil definir uma criança,

Prostrada no chão sem esperança,

O seu olhar enigmático... não amada,

a fome no seu corpo mostrada!


É inútil definir tanto grito,

O bracejar tão aflito,

Belas palavras pintar,

Sem resolução do conflito!


É inútil definir o poema,

Que envolve o mundo de teimas,

Ferido de gargalhadas e esquemas,

Coberto por muitas algemas!

08-08-2014 Maria Antonieta Matos

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natalia nuno

natalia nuno

este afecto...

instante da entrega

serei tua se  me quiseres

meu coração do teu

não despega

este afecto que há muito nasceu

foi talhado no céu,

prevalece no tempo,

o destino o marcou...

foi Deus que assim destinou

 

romã

natalia nuno

 

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teka barreto

teka barreto

SIBRILHO

Quando em SI
Nasci... Brilhei !
ESTRELEI...
Me bateram palmas
Virada de ponta cabEça

Fiquei PERPLEXA
CONCAVA...
CONVEXA...
INVERSA
Gritei...
e
até
chorei
Me conformei e engoli RESMUNGANDO
ToDa minha confusão
aconchegada ao peito d'ELLA

me banharam
me trocaram
Me passaram TALCO
e eu... ?

Ah... PAGANDO!
POR TER NASCIDO BRILHANDO!
E ASSIM FIQUEI MUITO TEMPO
Em Si... MESMADA!
AMUADA...
MAU HUMORADA
VENCENDO NA VIDA DAS COISAS!!!
ATÉ NÃO QUERER MAIS
ENJOEI DAS CAMADAS
ENCRUSTADAS!!!
ACORDEI UM DIA EM SI
E LÁ... EM SI...
TOCOU O SINO

DO TINO QUE EU ESQUECERA
E O DIAPASÃO ESCUTEI
ENTÃO COMPREENDI
E
ME AFINANDO RESSURGI

DO PÓ BRANCO ACUMULADO...
POR ERAS E ANOS.
AGORA EM SI...
ME SIBRILHO!
QUE É ISSO?
MINHA VIDA GANHOU SENTIDO
MISSÃO COMPRIDA... LONGA ESTA MINHA!
COM Óh...
POIS NÃO ACABEI AINDA
Só renasci
EM SI...
E FOI E SEMPRE SERÁ
POR SI

SOU E SEREI TERNA MENTE
AS VEZES
PRESENTE
AS VEZES AUSENTE

SIMPLES ASSIM
COMO O NASCER DE MAIS UM DIA
EM SI

RENOVADO E DIVINO
PORQUE A NOITE
POR MAIS ESCURA QUE PAREÇA
NÃO OFUSCA...
O SI BRILHAR
CADA ESTRELA LÁ NO CÉU
SOMOS NÓS A
REPOUSAR


teka barreto

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Heloisa Melo

Heloisa Melo

Depois de Ti


Depois de ti , tudo é nada

Depois de ti , só há lágrimas

Depois de ti ,fecho a porta do meu coração

E fazer um balanço, pensar mais em mim

Depois de ti , virão outros amores

Mas neste momento,não quero mais ninguém

Quero fechar acortina do passado , e seguir só

Olhar além do horizonte , deixar acontecer

Pois cada dia , o sol brilha

Ás árvores trocam suas folhas , se vitalizam , dão sombras

A vida é assim :perdemos , ganhamos morremos

Alguém nos fere, ferimos , tudo passa

Depois de ti, já existe outro alguém

Não sei , acabei de deixar entrar ...

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jomadosado

jomadosado

Dias Sombrios

Foi mais um dia, uma manhã triste e sombria
Daquelas que por vezes nos vêm acordar
Dia chato e longo em que o meio dia parece ser o fim do dia
Pleno de abandono onde impera apenas, o puro azar

Existem apenas para grosseiramente compensar
Aqueles dias radiosos, inundados de luz e cor
Para tudo à sua volta apenas negativizar
Para abalar o teu espirito e aumentar a tua dor

Na penumbra do limbo espesso que os envolve
Tudo fica apenas estagnado, nada se resolve
É melhor esperar, pacientemente aguardar
Pelo próximo dia que tenha uma manhã azul a brilhar

Tenho tido muitos dias assim, com manhãs sombrias
Nem mesmo a força do poema consegue forçar as alegrias
Pois o cinzento está bem fundo, cravado bem forte
Entre os vitais sensores que regem agora a minha sorte

Depressivamente sinto-me incapaz
De aguentar nem mais um dia sem qualquer paz
E hoje é apenas mais uma manhã sombria, um longo dia
Em que a vida me sufoca e me agonia.
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José João Murtinheira Branco

José João Murtinheira Branco

FRAGMENTOS - ALQUIMIA DO TEMPO VI

Num gesto de tédio, em doce amargura,

solto o pensamento sem espaços.

Bebo o cálice da alquimia fluindo a mistura

mato a fome e a sede no infinito.

Tenho o teu corpo nos meus braços,

a visão esbatesse nas luzes ceifadas,

na tela da lembrança, projeta-se num grito. 

Selo a memória, perante as imagens amadas,

num mundo parado, nossos corpos alados,

ganham garras e forma de condor.

Rodopiam, suspensos em lampejos de penumbra

num volteio ligado no sentimento,

entrelaçados pela harmonia do tempo,

luzindo raios num bailado de amor.

 

Mordo as palavras que não saem da garganta,

escoam pelo tempo vazio do amor que se perdeu.

Num grito ao sentimento, a minha boca canta,

coração vadio, o meu, será sempre teu.

 

João Murty

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Alma  e Gort

Alma e Gort

Um Bem-me-quer


 

Um-bem-me-quer

Num belo jardim a flôr desnuda
seus galhos a beira de um lago
Num soprar suave de afago
por ser bela a brincar descuida.
 
Assim amadurece a noite e dia
Seu cheiro odor da doce vida
juncada ao jardim já esmaecida
Sem perceber perde sua cor fantasia.
 
As ilusões tôdas amarrotadas
Entre os flancos da alma dedilhada
Abandonadas num canto qualquer.
 
Se despetala entre odores e auroras
Saudosa dos afagos de outrora
Restando da pétala... Um bem-me -quer.

 
Alma Gort
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Ricardo Cabús

Ricardo Cabús

Sem Abrigo

Sem Abrigo

(Estações Partidas)

 

Ah! Como queria

Sumir contigo

Um oceano deserto, só maresia

Sem abrigo

 

Quem sabe uma montanha

Com muito ar fresco

E uma paz tamanha

Em uma choupana com um arabesco

 

Talvez à beira de uma lagoa

Onde o som das águas

Com o vento à toa

Sufoque nossas mágoas

 

Ou então um barco num rio

Nos leve a uma ilha

Onde eu e tu maltrapilha

Sintamos o prazer do frio

 

Ah! Como queria

Sumir contigo

Pra um lugar qualquer

Sem abrigo

 

Sentir teu corpo nu

Deixar-me ser tocado por ti

E pelo vento, e pelo canto do anu

E pelo cheiro da flor de sapoti

 

Sentir o gosto da grama

Tocando minha língua exposta

Ao prazer, indizível de ter

Você, junto a mim, posta!

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opoetadabaixada

opoetadabaixada

POETAS DO MUNDO

POETAS DO MUNDO

 

Aos poetas dos mundos,

Material e Espiritual (Bravos)!!!

Os Parabéns a Castro Alves

O Poeta dos escravos!

 

Extensivo aos demais,

Que por aqui passaram um dia,

E continuam inspirando,

___ O Mundo da Poesia!

 

Os Vates, se Almas sensíveis,

Que captam, num instante,

Algo tão belo, para tantos invisíveis,

Mas; para os tais bem persente!

 

Com um lápis colocam no papel,

Numa Revista, num Libro, nos Jornais,

Falam das coisas da Terra e do Céu,

Falam da guerra, falam da Paz!

 

Falam aos corações enamorados,

Como Cupidos com Dardos inflamados,

Falam das fantasias com alegrias,

Falam da seriedade de pontos determinados.

 

Aos Poetas de todo o Mundo,

Em particular os das IBV’s

Que cantam o Amor profundo,

Parabéns pra Vocês!!!

 

SALVE JESUS!

14/03/2014 - - Com o abraço de opoetadabaixada!

 

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natalia nuno

natalia nuno

Este é o poema...

Este é o poema onde tu me despes

como se fosse tua,

onde me sinto nua e crua.

Da tua boca saem palavras loucas

estremecidas de ternura

e loucura,

e tuas mãos sem paragem

seguem p'lo meu corpo viagem.

E o teu querer actua

num ritual de ir à lua

e voltar.

Nada sei de ti...

Que sabes de mim?

Tu és apenas o poema que li,

o amor que não vai acabar

porque te quero tanto assim!


Deixo-me ir na lonjura,

na entrega, na emoção...

Viajo no teu corpo, banhada

numa corrente de mel

onde com ternura

dirijo a tua mão

que arrepia a minha pele.


Nos meus olhos desejos

na tua boca beijos.

De repente o silêncio

como se estivessemos ausentes

Só nossos corpos ainda quentes.


Assim nos amávamos

enquanto o poema ía nascendo!


rosafogo

natalia nuno

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Luis Rodrigues

Luis Rodrigues

Objecto

Pegue-se num objecto, qualquer objecto
Aprenda-se a gostar dele
Construa-se sobre ele a teia das nossas fantasias
E sinta-se desapontado
Quando ele se comporta como mero objecto que é
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2
natalia nuno

natalia nuno

Instantes que se esfumam...

Levantou-se o tempo enlouquecido

e a galope levou-me o coração

sem sequer me ter ouvido

levou-o por entre a multidão.

Afunda-se a minha vontade

na memória  o esquecimento

só permanece a saudade

por entre o silêncio...


Estremeço no pavor da hora

calaram-se os que me amaram

seus pensamentos são segredo

e enquanto o tempo me fustiga,

ondulo como uma árvore a medo

trago meus sentidos parados

o pensamento fugitivo

e o sonho já não faz ruído.


Desnudei a alma

mas o corpo trago erguido

como que amanhecido

esquecendo a fugacidade do tempo

e a felicidade volta a mim de novo

existo, crio forças, o sol brilha

como já o havia visto,

conservando-me um pouco de frescura.

Velho tempo saqueador

passou, e a tristeza

então levou...

Deu tréguas ao meu peito ferido,

me entrego à vida

não quero meu vôo tolhido.


natalia nuno

rosafogo




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RITA FLOR

RITA FLOR

DOS DIAMANTES SOLIDÁRIOS



        Às vezes pequenos poeminhas são
      deliciosos petiscos
      e no seu eloquente quase silêncio de azul
      Oceano ProfundoAh! a delícia do MUNDO
      equivalem aos mais lautos e gostosos                   banquetes de finas iguarias comuns
      ricas como o ovo
      na mesa ___solidária ...e...gostosa ...:
                                 /  ___do POVO !...

                                      Bjs da Rita .

      Sugestão de Link: belos diamantes pequenos
       e grandes __imagens __google. Bie. R .
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Cléia Mutti Fialho

Cléia Mutti Fialho

O QUE MAIS DESEJO (erótico)


Minha mente pervertida tem muitos desejos
entre tantos que me atraem à você...
seria fazer do seu corpo minha vertente de regalo
circular com minha boca seu manancial
abrasar seu pescoço
com a febre que há em minha nádegas
massagear o seu tórax com minhas pernas trêmulas
vou atracar no porto dos seus lábios
para que sua saliva se misture com minha seiva
provocando meus recatos sensórios...


CléiaFialho
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RITA FLOR

RITA FLOR

ELEGIA ( Canto TRISTE, mas COM ESPERANÇA ) __sincero mas um tanto informe __perdoem: CRISE...



      ALGUÉM que me abraçasse
      e me trouxesse __SÓLIDAS___
      sem GARRAS
      só ÁGUAS de puro AMOR...
      o que a Cultura Ocidental
      e suas Religiões
      de abstrações desconcretas inindôneas ___
             / INTELECTUALÓIDES ( O "Mal de Sócrates"...)
      ela ___ suasFACETAS__ 
       Ah!... as tristesTRETAS
       sem a DIVINA __TETA ...___
      fazendo-me menos quePOUCO
      meu
      ALEGRE e...Indelével, dignode AMORbrilhante__CORPO...___
      Congreguemos Corpo com coisas Naturais
      mas Mar chegará o dia
      de o CORPO tão __presente ...___
      se no PRESENTE
      elemente existente não maisENTE
      é como a "ponta"
      da GrandeFOGUEIRA do infindar
                   /  em que
      EMERGE
      Incêndios de ..Mar !...

      Ah! __Chegará !... ___ 
   

                     * Sei, Sim... Chegará ... Rita . BJS... ( e ESPERANÇAS !...)
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