Lista de Poemas
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Josimar Heureca
O mundo
O mundo pode ser
O mundo pode
O mundo
O
Josimar Alves
Tchoroco Záfenat
Me queres
Como queres?
É de querer como me queres?
Ou me queres só por querer?
Me queres a sorrir,
Feliz tu me queres,
Amando tu me queres
Sou amado por querer-me.
Do contrário,
Sofreria por te querer
Meu bem querer.
Porém,
Sei que me queres
Pois,
É meu o teu querer
Te quero como me queres
No luar me queres
Entre o coberto me queres
Com beijos e carinhos
Me queres,me queres, me queres.
Na saúde me queres
Me queres na doença
Na vida me queres
Até que a morte nos separe
Josimar Heureca
Mãe
Chico Lira
Céfas
Rocha é firme e firme é Pedro
Que é pedreiro de pedra firme
E que nem é Paulo, nem João:
João é emoção, Paulo é tendeiro,
Mas tenda é tendão, e de Pedro.
E Pedro é Papa e Papa é pedrinha,
E pedrinha é Bento,
Que é cordão umbilical de pedreira.
E pedra é pé de romeiro apaixonado
Peregrinando rumo a Roma
Ah! Roma tu sim fostes a cidade
Eleita para derramar-se em tuas ruas
O sangue dos mártires eternais...
Tchoroco Záfenat
Gás Irritante
Esse além de podre ta morto e não sabe.
Vai danado, comece carne de urubu,
Ou repolho azedo do ano passado?
Nesse elevador só sai vivo se estiver com o nariz entupido
ou vier doutro planeta.
Esse é um gás infernal
Não é natural
Dar raiva, náusea, dor de cabeça e muito mais.
Tudo muito imoral
Tem gás com perfil.
O tímido é caladinho e perigoso
Na suspeita deixa uns mil
O escandaloso, grita, esperneia
Preocupado fica uns mil
E muitas vezes é cão que ladra mais não morde
Gás obscuro que vagueia pelo ar
Polui o ambiente
Penetra nas narinas
E nos deixa um pesar
De cheirar aquele gás que não saiu do meu sentar.
Maíra Franco
Pássaro
Na palma da tua mão
posto em pássaro, pousa o presente
olha bem este ser delicado
pronto, contente
Na palma da tua mão
pousa um pássaro,
olha bem este ser acanhado
de coração pequeno
batendo frenético, acelerado
Na palma da tua mão,
pousa delicado, um ser vivo
posto em pássaro
olha bem este ser afortunado
Na palma da mão
bate feroz, um ser, em coração
uma figura de pássaro,
olha pra ele, assim, pousado
Na palma da tua mão
olha, sou eu a ave
meu coração acelerado bate
me solta ou me prende
assim, pousada,
no teu presente.
Maíra Franco – 27 de dezembro de 2009
Tchoroco Záfenat
Abstrato
Meu coração lati aos cantos
Meus olhos brilham ao ouvir
Minha boca sempre te olhando.
Fico no tempo
Admirando os momentos,
Em que pego de repente,
Minha boca a te mirar.
Meus olhos escuta
O meu nariz falar,
Que meus ouvidos sentem,
Minha pele a te cheirar.
Meus sentidos sentem
Ciúmes um do outro
Quando estou do teu lado.
Pois é um te ouvindo,
Um a te sentir,
Um a te cheirar,
Um outro a te falar,
E a boca que não para de te olhar.
Nem pétalas ou cereja
Nem água fresca ou melodias
E nem mesmo ainda uma linda paisagem!
Fará meu coração abrandar o que sinto por te.
Só Deus compreende
Junto a Jesus
O que aqui no peito,
Nem a natureza traduz.
É forte demais para um homem,
Complicado de se entender,
E simples demais para “Deus”
Tamanha força deste abstrato
Que ele nos deu.
Josimar Heureca
Silenciar!!!
Silenciar simplesmente um dom.
Silenciar é a capacidade que cada um tem de refletir sobre si mesmo.
Silenciar consiste numa viagem do macro para o micro e do micro para o macro.
Silenciar revela nossa autonomia e autoridade.
Silenciar aparentemente nos torna frágil.
Silenciar nos leva a um turbilhão de emoções.
Silenciar exige doação.
Silenciar sempre para amar.
Silenciar apresenta exemplo.
Silenciar mostra o herói ou heroína.
Silenciar sobre tudo e sobre o nada.
Silenciar na dor.
Silenciar no amor.
Silenciar no cheiro.
Silenciar no prazer.
Silenciar na humildade.
Silenciar na cumplicidade.
Silenciar para encontrar a Deus.
Silenciar só silenciar.
Tchoroco Záfenat
Re-lances
Meus olhos nos teus
Uma loucura,
Uma sensação indescritível.
A corpo a tremer,
O coração a bater
O sangue a ferver nas veias
Os nervos a flor da pele.
Entre o teu e o meu olhar
Vejo o mundo passar
Os anjos a cantar
Canções infalíveis de amor
Vejo também estrelas coroando o céu
A noiva de prata e o astro rei a se beijar
E uma fonte energética cosmolar
A nos rodear.
Em re-lances,
Meu olhar em tua boca
Teu olhar em minha boca
Faz nascer-nos uma vontade louca
De beijar-nos na boca
Em seguida fazer cantar o “ roxinol “
Inspirado nesse beijar teu e meu.
Já o cosmo de nossos corpos
Em metamorfose uni nossos desejos.
E nas plumas celestiais
Nossos corpos entrelaçados
Sob as mais altas dimensões amorosas.
Pouco a pouco
Mão na mão
Aterrisamo-nos na terra
Beijinhos e palavras
Despedimos um do outro
Já na saudade e na espera,
De mais uma vez, ver-nos.
Tchoroco Záfenat
Companheiro de caminhada
Caminhei na praça
E numa destas caminhadas
Tomei banho de chuva
Percebi então o teu estado
Doente,resfriado e encharcado.
Tossia como tuberculoso
Seu coro rachava e abria.
Boca aberta,língua de fora
Mal hálito exalando,
Não há mais condições
Meu pobre sapatinho!
Tchoroco Záfenat
Baia da Traição – PB 08/12/07
Tchoroco Záfenat
No jardim uma flor (Para o dia das mulheres)
O coração logo tã ta
Faz sofrer loucamente
Um homem sã.
Não tem desejo que resista
A um olhar tão puro e verdadeiro
E pergunta a cientista:
Será mesmo de um arqueiro?
Não existe flecha nem cupido
O que existe é uma flor
Que trás como destinado
O dom do amor.
É uma flor,Maria da penha, Raquel...
É uma rosa,Lourdes,Lityeska...
É ainda Fernanda, Ana e Isabel...
E também Núbia, Vanessa e Valeska...
Que faz valer-se do seu valor
De ser linda e charmosa como quer
No jardim do amor
Uma flor chamada mulher.
Chico Lira
Despojando-se
Visto que,
Não trazem informações precisas...
Minha avó sempre falou
Que se faz necessário arremessar
Pelos buracos das janelas
Algumas coisas
A fim de que possam
Advir as novas.
Comungando essa ideologia,
Eu despojei-me de muitas coisas:
Joguei fora minha primeira bolsa escolar
Que custara os olhos da cara de minha pobre avó
E de que eu gostara tanto;
Desgarrei-me de amizades pérfidas,
Uma vez que é melhor andar só
Que mal acompanhado,
Dizia o velho.
Outrossim, desfiz-me das coisas que me deixavam
Presas ao passado, pois um dia percebi
Que havia repetido sem saber o dia anterior,
E isso atiçou deveras a minha ira;
E ainda, por fim, joguei fora meu grande amor,
Pois descobri que nem era tão grande assim
Como eu acreditava,
Porque desceu pelo ralo e foi-se embora
Junto com as águas e as horas que se passaram...
Passaram... passaram...passaram...
E se foram embora.
Mas nem tudo foi inútil
No final das contas
Descobri que há coisas pequenas
Que não me despojei,
E nem me despojaram,
E que me valerá a eternidade e o cosmo
E o fim do mundo.
Amém!
Tchoroco Záfenat
Quando finar-se
Não quero choros de fim,pois.
Nessa hora prefiro aplausos,
Demostração de agrado a um vencedor,
Que venceu muitos desafios e obstáculos.
Quando por algum motivo,
O criador resolver separar-me
Em “dois” e plantar levando novamente
A terra, a carne, não quero gotículas salgadas
E cristalinas lamentáveis,mas sim,
Lágrimas de graças,por tudo que conseguir.
Quando o inicio chegar ao fim,
Por favor não lamente
É o fim se iniciando.
Então lá na reunião marcada pelo destino
Não quero choro,mas lacrimação de felicidade
É bem vindas, quero muitos sorrisos,
Elogios públicos,aperto de mãos,abraços,lindas canções
Se possível uma boa festa,pois não foi em vão,
A minha estada.
Quando a hora chegar de simplesmente
Na visão de cada um a carne sumir,
Então,sem dor estarei a esperar
Com muito amor, cada rosa
Cada flor que juntos ao lençol
De pó a pó irá me cobrindo
E não quero lamento,
Quero afeto de cada um,
Todos de mãos dadas,
Cantando e agradecendo a Deus por tudo.
Tchoroco Záfenat
Entre Garfo e Faca
Eu tenho sede
Olhos no espelho e não tem pão
Vejo uma lágrima
Entre garfo e faca
Alimentando meu irmão
A barriga aperta
Eu tenho sede
Bebo um pouco dágua
Pra matar a minha fome
Não quero dormir no chão
por isso te peço um pão
Amigo tenho sede
por favor me dê um pão
Vou buscando forças
Em minhas fraquezas
E a alguém eu peço pão
Para saciar-nos
Uma grande sede
Minha e também de meu irmão.
Tchoroco Záfenat
La Basura
Lo que te sirvió en El pasado
Hoy no te sirve más,
Resto del pan, sobras del aguas
Por tú rechazado,
Empujado por una escoba,
Cosechado por una pala,
Jugados en mi mesa.
Lo que no te sirve,
Alimenta mi sudor,
Lo que no me sirve hace sudar,
Otro cuerpo en el polvo de mi escoba.
Mimote y el pan pongome
Pongote a la mesa,
En dia de grandeza.
El papel que a-masas,
La hidráulica que quiebras
La má(la)-quina sin función
Es meta-morfo-sis de tú basura
Transformándose en mi pan.
Del pan nuestro, de grano en grano,
De cada día mi sustento.
Oro por tú que hace basura,
Para agradecer el picnic.
Bella tarde de sol,
Sentome al solo y sirvome,
Manzana dañada, carne-sentida,
Nutrí á mi, á mi perro,
Y a la hormiga que mordí.
En la tuya mesa tienes abundancia,
Y en mi mesa falta abundancia,
Y de tanta falta, sólo me falta
Un infarte en la mía creatura,
Pues me falta vitamina,
Me falta higiene
En esta mía caminada durable.
12-13/04/2010
Josimar Heureca
Sol
Solto
Solícito
Solfejava
Soltamente
Josimar Heureca
Plácido
Plácido é o entardecer, no sol que se despede da jornada.
Plácido é o silêncio, na madrugada que indica o recomeço.
Tchoroco Záfenat
Entre o passado e o futuro
Devastando tudo
Estou à frente dos anos
Mas estou parado.
Nunca estive em primeiro
Jamais fui o derradeiro
Os anos chegam devagar
E permaneço neste lugar.
São navalhas,
Marcam minha pele,
São recordações
Que me repele.
Escrevem minhas vitórias
Relatam minhas derrotas,
Neles faço histórias
Implodindo-me de esperança
Com os anos fui inocentado,
Vitalício, juvenil,
Com os anos fui acusado,
Perdi La juventude não sou mais viril.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
AMOR AS ROSAS
Dos teus beijos, pétalas soltas
Palavras lavadas levadas de ausência tua
Lágrimas cegas de tanto desejo
Que escorregam pela face da falta
Do teu beijo, entre a felicidade
Aninhadas na espera do encantado
Encantamento na foz do rio de um longo beijo
Poema feito dos teus lábios para lamber
Todas as palavras que as rosas sentem
Desnudar os pedaços sentidos, onde a tua boca
É um barco que navega nos meus seios
E a tua língua um rio que corre na minha
Branca pele entre a cama já feita de rosas
Num lençol de pétalas de tantas cores
Perfumadas de ti em mim
Chico Lira
Ciclo vitalício
A depressão
De ser depressivo;
A alegria
De ser alegre;
A tristeza
De ser triste;
O medo
De ser medroso;
O desânimo
De ser desanimado;
A ira
De ser irado;
A inveja
De ser invejoso;
A ansiedade
De ser ansioso;
O amor
De ser amado;
O estresse
De ser estressado;
O ciúme
De ser ciumento;
A vergonha
De ser vergonhoso;
A loucura
De ser louco, louco, louco...
Eu quero mesmo
É que me acometa um dia
Uma ação viva.
Josimar Heureca
Sei lá
blog: http://josimaralves.blog.uol.com.br/
Josimar Heureca
Laços
Tchoroco Záfenat
Tempo
Agora as coisas tem menos nitidez e mais contrastes.
Minhas falas,
Enriqueceram,
Agora com os melhores verbos,
Conjugando da melhor forma,
Com adjetivo, pronomes, artigos e muito mais.
Quem diria,
Quem diria mesmo,
Que em um sorriso eu mostraria tudo isso na maior simplicidade,
Ao contrário do cabelo,
Chega diretamente sem pedi licença,
Se pinta de branco
E fica como um artista querendo se exibir,
E todos ao seu redor
Vê-lo de uma forma diferente dos últimos cinco janeiros.
Chico Lira
Algures
No breu da escadaria;
E aquelas vozes que soam
Ao longe, como que vem
Para me espantar,
São vozes de gente infame
E que não tem o que fazer,
Que vive bisbilhotando
A vida alheia,
E esquece a sua,
E esquece que vive,
E que pensa que é Deus.
Mas vejo-te ainda, amor,
Toda faceira e nua
Como pétalas no sol das onze e meia;
E se passares outra vez por mim,
Verás que em ti serei sol
Tão quente que te transpassarei
A alma, em chama candente, eternal.
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