Lista de Poemas
O ato de escrever
O ato deescrever,
antes detudo é antever devaneios.
O queescrevo é sempre passado.
Ainda quecreia estar prevendo o futuro.
O escritor é um profeta da mente que mentebelezas infinitas,
para homensfinitos acreditarem na eternidade.
Este é o fimdo ato de escrever.
Fim.
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O dia começa a morrer
o dia começa a morrer
a noite nasce
a lua se esconde
atrás de uma nuvem
o ventofrio bate em meu rosto
caminho só rumo a lugar nenhum
alguma saudade ressuscita na mente
entro em um bar paracomprar cigarro
vazio...
só um homem bêbado sentado solitário
na mesa uma dose de conhaque
anestesia das solidões
que vi em seus olhos
trocamos desilusões
no rápido encontro de nossos olhares
saio e vejo um garoto sorrindo alegremente
vejo-me nele
breve a vida vai tirar-lhe o sorriso puro
continuo andando sem rumo
preciso tomar um rumo na vida
ou parar e beber um conhaque
a noite está fria...
a noite nasce
a lua se esconde
atrás de uma nuvem
o vento
caminho só rumo a lugar nenhum
alguma saudade ressuscita na mente
entro em um bar para
vazio...
só um homem bêbado sentado solitário
na mesa uma dose de conhaque
anestesia das solidões
que vi em seus olhos
trocamos desilusões
no rápido encontro de nossos olhares
saio e vejo um garoto sorrindo alegremente
vejo-me nele
breve a vida vai tirar-lhe o sorriso puro
continuo andando sem rumo
preciso tomar um rumo na vida
ou parar e beber um conhaque
a noite está fria...
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No meio deles uma linda mulher
Eu vi homens apressados
Caminhando rumo ao nada
Olhos rútilos, ensandecidos
Atropelavam o tempo
Como se fugissem da morte
Rumavam para o norte
No meio deles uma linda mulher
De cabelos negros, pele alva e corpo esguio
Nossos olhares se encontraram
Ela veio em direção a mim
Os lábios carnudos adornados por batom vermelho
Beijou-me com paixão inaudita
E foi-se, juntando-se à turba que marchava rumo ao norte
Ao longe gritei, voz ofegante:
Qual seu nome?
Solidão...
Caminhando rumo ao nada
Olhos rútilos, ensandecidos
Atropelavam o tempo
Como se fugissem da morte
Rumavam para o norte
No meio deles uma linda mulher
De cabelos negros, pele alva e corpo esguio
Nossos olhares se encontraram
Ela veio em direção a mim
Os lábios carnudos adornados por batom vermelho
Beijou-me com paixão inaudita
E foi-se, juntando-se à turba que marchava rumo ao norte
Ao longe gritei, voz ofegante:
Qual seu nome?
Solidão...
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Comentários (1)
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wilson1970
2020-03-17
Poemas seletos de tamanha maestria Na minha humilde observação,e um dos grades poetas que nos presentearam com seus poemas parabéns
Nasci em São José do Calçado (Espirito Santo) em 20/07/1956. Morei por mais de 45 anos em Niterói e hoje vivo em Brasília.
Estudei direito, história, jornalismo, mas não me formei em nada.
Meu nome de batismo é José Antonio Lahud Neto. Gosto de ler, escrever, futebol (na verdade, gosto mais do Botafogo que de futebol) e de rir, principalmente dos poderosos.
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