Lista de Poemas

Missão poética!


MISSÃO POÉTICA!


Teu coração palpita pura Poesia

Seus delírios! Intensa Leitura.

No sonhar uma belíssima melodia,

Em devaneios, a fantástica figura.

 
Wilamy Carneiro
Poeta cearesne
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LITERATURA POPULAR - A CHEGADA DO CANTOR BELCHIOR NO CÉU -


LITERATURA POPULAR - A CHEGADA DO CANTOR BELCHIOR NO CÉU 

O céu estava triste

Precisando de animação

Os anjos reclamavam

A São Pedro da situação

Pois precisava fazer algo

Como Deus fez a Abraão

Marcaram uma audiência

E fizeram a votação.

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No dia e hora marcada

Foi aquela animação

Muitos estavam eufóricos

Na visita do novo anfitrião,

Uns pegando seus pertences

E o mais velhos em aclamação.

Três querubins eufóricos

Flagelado com a intercessão.

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O caso foi unânime

Assentado com urgência

Um cantor latino americano

Queria um cearense de preferência

Procuraram a criatura

Um compositor com sapiência 

Lembraram de Belchior

Pois essa era sua exigência

4

No céu houve um plebiscito

Vanuza era a Presidente

Abriu a sessão com “Paralelas”

Daí chegou muita gente

Elis Regina na coordenação

E Maestro Acácio como regente

Convidaram Jair Rodrigues

Para ocupar a cadeira de suplente.

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Então foram falar com Deus

Fizeram um alto relato

Deus então pediu

Que fizessem um tal contrato

Se eles desobedecessem

Todos iam parar no internato

Vou mandar para o purgatório

E todos pagarão o pato

4

No dia seguinte

Eless estavam lá

Ouviram muito zum-zum-zum

E alguns queriam falar

Pois a missão foi dada

Para visitar o Ceará

A procura de um cantor

Que quisesse vir pra cá.

5

Deus fez uma pesquisa

E procurou a localização

Pegou a caneta e riscou

No mapa avistou a região

Deu seu recado ao mensageiro

Procure um cantor do sertão

Vá a "Palma" e venha depressa

O Ceará é seu torrão.

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Um anjo chegou ao Ceará

Escolheu a cidade de Sobral

Sentiu um tremendo calorzão

Viu uma coisa anormal

Pernoitou na capela de Santo Antônio

Assistiu a missa na Cadedral

Triste com os boatos e comentários

Belchior partiu pra Portugal.

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O anjo se desesperou

Foi procurar Sr. Milton - O sacristão

Era um homem alto e franzino

Estava organizando a procissão

A igreja lotada com a Festa

Da Padroeira de Nossa Senhora da Conceição

Saiu perambulando pelas ruas de Sobral

Até esbarrar no Teatro São João.

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Enfurecido o anjo passa um telegrama

Para o mensageiro de São Pedro

Disse o anjo na carta:

Pergunte quem chegar primeiro

De algum sobralense no céu

Encontraram o Maestro José Pedro.

Pressionaram se conhecia Belchior

O maestro confirmou ligeiro.

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Se tu conhece o cantor

Diga logo onde posso encontrar

Pois fui escolhido numa missão

E para céu “Belchior” levar

Soube que foi embora

Partiu do seu Ceará

Andas pra bandas da Região Sul

Numa turnê foi cantar.

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Quando o anjo mal esperava

Saiu aqui uma noticia no jornal

Belchior, o cantor sobralense

Estava numa turnê internacional

Preparando um novo álbum

De repercussão colossal

Andava um pouco recluso

E com saudade de Sobral.

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O anjo ficou invocado

Soltou aquele palavrão

Procurou na música de Belchior

O que significava “Alucinação”

Seu tempo estava esgotando

Achou aquilo uma armação

Não viu nenhuma teoria

Nas estrofes fez confusão.

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Então no céu Deus convocou

A urbe da “Nação Nordestina”

Com seus cantores representantes

Apareceu a MPB feminina

Gal Costa com seu vozeirão

De práxis a amiga Elis Regina.

Raul Seixas maluco beleza que fascina.

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O anjo contratou mais mensageiro

Para cumprir a obrigação

Pois o tempo estava se esgotando

Não aguentava aquele calorzão

Tinha que procurar mundo afora

Vou achar Belchior nem que seja no Japão

A pau e pedra queria ver o compositor

Essa era a sua salvação

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Soube que o cantor perambulava

Talvez fosse só boato

Os jornais já suspeitavam

Se era mentira ou fato

Andava por terras gaúchas

Belchior vivia no anonimato

Espalhou a notícia na televisão

Um amigo fez seu auto retrato.

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Belchior estava preparando

Um novo e grande espetáculo

Mas, mal sabia ele

Que Deus lhe fazia um oráculo

Cumprir a promessa para o céu

Que estavam isolados em vácuo

 São Pedro estava triste

Belchior era o sustentáculo.

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Um dia Belchior dormiu

Ouvindo uma bela canção

Estava tudo programado

Cochilava no seu colchão

A noite fria acalentava

Deus programava sua Ressurreição

Mandou do céu um mensageiro

Com um dia cumprir sua missão.

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Quando Belchior acordou

Avistou um clarão no céu

Achava que era sonho

Perguntou ao porteiro menestrel

Moço aqui faz muito frio!

Está numa altura de arranha céu

Quero compor uma música

Por acaso você tem papel?

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Dominguinhos saiu lá de dentro

Conheceu o vozeirão

Tim Maia soltou o verbo

Ele voltou com sua canção

Para fazer parte dos imortais

Com Luiz Gonzaga: Rei do Baião

Chico Anísio veio receber

Belchior naquela linda mansão.

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Coronel Ludugero e Sivuca recebem a notícia

Da inesperada chegada de Belchior

Maestro Acácio com a banda de música

Pedro Sertanejo recepciona o cantor

Belchior ainda atordoado

Na porta do céu estagnou

Achava que era uma pegadinha

No linguajar cearês na portaria indagou

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Olha aqui cabra da Peste

Disse Belchior ao porteiro

Chama logo seu patrão

Não converso com mensageiro

Tenho shows a fazer

Vá logo e volte ligeiro

Se não mando você pastar

Para o Rio de Janeiro.

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Amigos do Ceará e Sobral foram apaziguar

Na portaria Patativa viu a confusão

Padre Ibiapina avistou Belchior enfurecido

Domíngos Olímpio tomou satisfação

Calma ó latino americano

Você recebeu “A Ressureição”.

Agora faz parte do novo grupo

No coral do Maestro Wilson Brasil para sua nova canção

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Belchior caiu em pranto

Resmungou a São Pedro

Meus projetos não terminaram

Tenho uma turnê primeiro

Se enganaram com minha pessoa

Eu não queria morrer ligeiro

Já marquei com empresários

Pra cantar no estrangeiro.

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Então ele cantou em voz alta

“Saia do meu caminho

Eu prefiro andar sozinho

Deixe que eu decida  a minha vida”...

E num clarão Jesus aparece

Filho você nos ensina

A cantar no céu daqui de cima

Agora é sua morada eterna.

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E abriram “As Portas do Céu”

Belchior em aclamação

São Pedro dizendo

Foi por “Medo de Avião”

Que segurei pela primeira

Vez no céu a tua mão

Belchior com a “Divina Comédia Humana”

Aqui é meu lugar e cantava – “Alucinação”.

 

NOTA:  TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

Esta obra intelectual e literária é resguardada ao autor pelos “Direitos Autorais” conforme Lei em vigor Lei Nº 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998. Toda e qualquer REPRODUÇÃO, ALTERAÇÃO, DISTRIBUIÇÃO, pertence ao seu criador. E só podem ser utilizados conforme sua autorização.

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Wilamy Carneiro é professor - Escritor, poeta, cronista, memorialista. Bacharel em Direito pela flf - (Faculdade Luciano feijão). Membro da ALMECE – Academia de Letras dos Municípios do Ceará
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Apendizagem


Amo as coisas simples.
Deveras, ignorei as mais complicadas.
Estas serviram-me de contratempo
para minha aprendizagem.

Wilamy Carneiro 
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Águas do Acaraú

Águas do Acaraú ! 

Aquele que mergulhas
nas  límpidas águas do Rio Acaraú,
será batizado pelo espírito
de Sobralidade.

Wilamy Carneiro
poeta sobralense 
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A LUA - POEMA

Lua fada, Lua de outrora...

Seu gesto me encandeia,

Não se vá embora...

Pois meu corpo: Incendeia!

 

Na lua esplêndida vou...

A saudade de um olhar fixante!

Do amor, levo seu labor...

Em véu exuberante.

                                                                         

A noite cai e se debruça

Na mais longínqua colina,

Chora, permeia como Urca.

A despir, lua mimada menina.

 

Nela as gaivotas fazem voos rasantes.

Pegando-as em alta estação...                                           

A lua chorosa exuberante,

Descobrindo enorme coração.

 

Ela emerge num salto a bailar...

Mergulhado na brisa com brado,

Seguindo seu astral a saldar

O saudoso viajante apaixonado.

 

Saltita com uma bailarina

A lua, chora, dança, num alto astral...

Em Paris, numa noite de purpurina.

Lua de mel!  Lua dourada! Lua sensual!

Wilamy Carneiro - Poeta e cordelista sobralense
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MINHA POESIA


QUIS FAZER MINHA POESIA

 

Quis fazer minha poesia!

Na história do Homem,

Em seus altos e rebaixo da malvada vida,

Pelas estradas e caminhos tortos

Sem filtrar o inesperado pranto.

 

 Quis fazer minha poesia!

Da natureza em versos e quinhões,

Em muros de lamentos dos algozes

 Pisando em lagos, rios e oceanos embaraçados,

Na aurora; humilde matéria do sobrenatural.

 

Quis fazer minha poesia!

Àqueles que nada sentem,

Ao sentimento vil, da justiça aos injustiçados.

Pela fascinação de uma nuvem empoeirada,

Na melodia de Tom Jobim e Caetano.

 

Quis fazer minha poesia

Nas entrelinhas do bonde no bairro Botafogo,

Como João Romão e a escrava Bertoleza de Aluísio de Azevedo,

No cortiço, os operários, as donzelas e meretrizes.


Entre ricos e pobres, as beatas da cidade maravilhosa.

 

wilamy carneiro - poeta e memorialista
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ETERNO PLANO - POEMA



ETERNO PLANO - QUANDO EU MORRER

 

Quando surgir a aurora

Em singela magia do horizonte

Em breve tudo desaparece

Num start de uma lâmpada

A noite cai, o dia se esvai...

E tudo novamente vem à tona!

Ó morte! Sigo em tua viagem. Vem vida nova

 

Quando eu morrer,

Junta tuas alegrias,

Prende-as em teus pensamentos

E a lágrima, só as lágriamas joga-os fora

Para arar a sequidão da terra

Pois a terra há de me devorar devagarinho

A matéria, meu corpo e meus fecundos ossos

 Não te preocupa, muito menos te entristece

Nada vale, a carne se desaparece com o tempo.

 

Então, ficam as boas lembranças,

Dos áureos tempos de namorico

Os passeios de mãos dadas

As confissões verdadeiras em nossa amizade

A minha eterna estupidez de criancice e as estripulias.

 

E aos meus inimigos! Pede-lhes perdão por mim

E se não as encontrares para se desculpar.

Fala ao vento que os perdoei.

Eles dispersarão e levará 

Como assim faz a semente do pinhão

Na simbiose e explosão da mamona

De uma forma impulsiva joga-os fora ocorrendo a "autocoria"

Na magia da dissiminação e perpertuação das espécieis.

   

Se calado fiquei. Foi pura intuição,

Nada mais que a demasiada indiferença

Fica a esperança, a amizade, o amor!   

Deixa-os prá lá. Estou no Eterno Plano

Cuida enfim dos que ficaram.

O dia deles chegarão.

Nem precisa saber quem é o próximo

 

Alimenta tua alma e sagacidade

Com o despertar e canto dos passarinhos

O sol a raiar, as ondas em maré cheia

As sementes, as mais pequeninas

Tornam-se gigantes, frondosas.

Brotam-nas em pedras desafiando a mãe natureza

Eterno Plano. Esvai-se. Está á chegar.

 

Amei a vida! Amo a vida...

Como se fosse o único dos perfumes

As cantorias de um rouxinol

Quão pequenino e som estridente

As águas percorridas pelo leito do rio

Amo as coisas simples.

Deveras, ignorei as mais complicadas.

Elas serviram-me de contratempo

 

Quando eu morrer, não quero choro

Veja o que fizemos juntinhos

Amo a poesia! Os versos  alexandrinos

Feita por um aprendiz

Amo a aurora! Amo todos vocês

Apenas não mencionei, mas meu coração

Falava alto em alto batimento

Ah! A dúvida faz parte de nossos pensamentos

Tortos, desiguais. Quão eloquentes.

 

Vejo o poema da exatidão

Só a morte é certeira! Imbatível, provável.

A vida tem seus mistérios

Deus irá explicar em vossos corações

Sigo o meu caminho! Minha jornada

Na montanha do meu destino

Subi os degraus.

 

Completei minha trajetória

Eis-me a teu dispor. Ao ouvir uma bela melodia,

Contempla! escuta e ouve. Vê a distinção

Ò morte! Ò vida eterna! No eterno Plano.

Descansarei de agora em diante...

 

 J. Wilamy Carneiro - poeta e escritor sobralense
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O HOMEM DO CAMPO - SONETO


SONETO “O HOMEM DO CAMPO”

 


Das ribeiras do Acaraú,

A sagacidade do sertão,

No matinar, um homem o campo.

A subsistência do seu pão.

 

Consigo, leva sua foice e enxada,

Na semeadura do forte chão,

O horizonte a contemplar...

Sua descomunal plantação.

 

No vigor do afã.

O semblante! Sua exaustão...

P’ra mantença, o sagrado pão!

 

Ele! Um nordestino arrojado.

Aguerrido e ousado...

Em incontável laboração.

 

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José Wilamy Carneiro é escritor. cordelista, historiador, memorialista, e cronista.
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Frases e pensamentos



“O que faz suas andanças em esplêndida grandeza, é contar sua própria história.”

Wilamy Carneiro - Poeta Cearense
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A POESIA É UM SACO



A POESIA É UM SACO

 

Do saco cheio de POESIA

Veio  nossa imaginação,

Ao passar por baixo dele,

Puxava-se uma declamação

Enfrentava o microfone, 

NA POESIA... EM TELEFONE.

Encatava a MULTIDÃO!

 

WILAMY CARNEIRO - Poeta e Cordelista Sobralense

16.12.2017 
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Comentários (1)

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Will Vasoncelos
Will Vasoncelos
2021-07-29

Belo poema e verdadeiro