Valter Bitencourt Júnior

Valter Bitencourt Júnior

n. 1994 BR BR

Valter Bitencourt Júnior, nasceu em Salvador, Bahia, Brasil, em 25 de junho de 1994, é anarquista, blogueiro, poeta e escritor brasileiro. Membro correspondente da Academia de Letras de Teófilo Oton, é verbete do Dicionário de Escritores Contemporâneos da Bahia.

n. 1994-06-25, Salvador

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A Paixão

Tudo fica sem nexo
Quando triscamos
Em um rubro, a paixão!
Nos deixa fora de nós
É uma fisgada!
Que nos pega com garras
De dragões
Tudo entra em chamas.
A paixão é uma loucura
Instantânea
Nem sempre
Dá pra segurar.

Valter Bitencourt Júnior
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Poemas

227

Natureza

Serpenteia o meu corpo no teu
Como o rio na rocha a germinar.
Mundo perdido no ciclo,
Estrelas que some do mar…

Teu corpo traçado no meu,
Tua fragrância, o meu luar.
Meu aroma suado no teu
E os lírios no vento a gozar.

Minha alma em ti,
E a tua além mar
Ais que se romperam
Os meus olhos a rogar!

A natura que Deus nos deu
Vezo todo a sonhar!
Flores que já nasceram
Rosa de tristezas no ar!

Valter Bitencourt Júnior
861

Liberdade e respeito para todos

Liberdade e respeito para o meu povo
Sofrido, que tanto vive na miséria
Liberdade e respeito para o meu povo
Esquecido pelos tiranos
Do plenário.
Liberdade para os poetas, escritores,
Cantores, jornalistas,
Liberdade de expresão,
Liberdade para poder
Reivindicar, liberdade
Para o povo, liberdade
Para todos.
Liberdade e respeito as
Classes trabalhistas,
Respeito aos alunos e professores
Das escolas públicas,
Justiça para as injustiças,
Chega de exterminarem
As crianças e jovens.
Chega de enganarem
O povo, chega de alienação
Nos meios de comunicação
Liberdade e respeito para
Todos.

Valter Bitencourt Júnior
313

Um dia o povo será pelo povo

Um país em crise
Pessoas sendo
Desempregadas,
Alimentos em valor
Elevado.
No meio da miséria
Instalaram
As olimpíadas,
Para a felicidade
Dos que nada tem,
Para enganar
A sociedade.
A corrupção todos,
Todos sabem,
Mas, continuam
Acreditando no governo.
Nos jornais da para vê
A violência, o Brasil
Sangra, o mundo sangra,
Desvalorização a instituição
Pública,
Eles não ligam pra gente
A sociedade sente na pele
A miséria, a desgraça,
A dor, a sociedade sente
E cala, nada fala.
Este é o meu país,
Este é o mundo.
E tudo avança,
Querem que trabalhemos
Até morrer, temos
De produzir, produzir,
Produzir até a morte,
Temos de trabalhar
Para o estado,
Temos de pagar imposto,
Temos de sustentar o governo,
Temos de sentir na pele
A opressão e nada
Podemos falar.
A polícia cala a nossa boca,
Recebendo as ordens do estado,
As redes de televisão,
A rádio, por sua vez
Aliena o povo, o povo
Por sua vez se conforma.
O povo pode dá a voz,
Principalmente os que sabem
Que não tem nada a perder.
Um dia o povo vai vencer
E o povo será pelo povo.

Valter Bitencourt Júnior
219

Ganância

Quero livro por toda a minha volta
E hoje vou ler, ler milhares de livros,
Fazer do meu dia o impossível.
Quero livros e mais livros,
Quero todos os livros,
De todos os gêneros, de todos os estilos,
Quero livros, milhares de livros
E quero ler mais e mais livros.
Quero mais que uma estante de livros,
Não quero apenas "livro"
Eu quero livros e mais livros,
Não quero apenas 1 livro, e muito
Menos 2, a gente sempre quer mais,
Não basta apenas poucos livros,
Tem de ser mais e mais livros,
E cerveja, e quem sabe um conhaque,
Um cigarro qualquer
Para acompanhar, quero livros
De todo tipo, quero o impossível,
Quer saber, não apenas hoje,
Quero o impossível todos os dias,
Minha meta não vai ser apenas ler
Milhares de livros,
Quero ler mais do que milhares
De livros,
Quero bilhares de livros,
Quero zilhares de livros,
Quero todos os livros do mundo,
Para que eu possa ler,
Para que eu possa emprestar,
Para que eu possa doar,
Para que eu possa fazer o que eu quiser
E bem entender, para que eu possa
Compartilhar, para que eu
Possa degustar, para que eu possa
Brincar, para que eu possa
Fazer o que eu quiser
E bem entender.

-Quero todos os dias
Presentear o que eu tenho de melhor,
Vou lhe presentear - livros...
Livros e mais livros,
Todos os dias e todo o sempre,
Quero ser presenteado
Com livros, livros e mais livros,
Todos os dias e todo o sempre.
Quero ser o leitor,
Quero ser o poeta,
Quero ser o escritor...
E no livro, de acordo
Com cada livro,
Quero pertencer a várias
Profissões.

Valter Bitencourt Júnior
484

Singeleza

Aquário com peixes,
O peixe nada
Em torno das pedras,
E se camufla,
E o garoto escreve
No papel a relação...
A sabedoria do
Peixe, a sabedoria
Da pedra.

Valter Bitencourt Júnior
224

Sabedoria

A metafísica está em volta
Do ser, em todo pensamento,
E em cada coração.
A metafísica é a psicanálise
Da natureza, é a cura,
É o impossível,
O difícil de atingir.
A metafísica é todo um
Equilíbrio filosófico,
É a árvore, a pedra,
A coruja.

Valter Bitencourt Júnior
317

Baile

Uma característica a amenizar
Um ponto, uma suavidade
E um encontro assíduo,
Como o impossível.
Tudo pode ocasionar
Um espanto,
Uma destruição,
Quando foge do lugar,
Ou não encontra o seu
Sentido.
Mas, de todas as marcas
O ponto é um sítio.
Um jovem, e uma garota
O corpo esquenta, o sangue
Circula, os nervos a voar,
Pensou que não, no extremo,
Os olhos vibram, o corpo esfria
E tudo ameniza em prazer,
E gostosas sensações.

Valter Bitencourt Júnior
314

Gazeteiro de hoje

A busca de audiência
De formas teatrais, divulga
Exposição de cadáveres, estupros,
Pedofilia, assassinato
Em horários errados
Rompe a manhã acaba
Com a plenitude, desvia
Estradas só faz exaltar
A violência.
Atravessa a fronteira
Com depressões, tristeza,
Angustia esquece a
Cultura do seu pais
A arte, bons projetos, boas palestras...
Seja um bom gazeteiro
Divulgue tempestades,
Trovões, relâmpagos
Furacões, terremotos
E não deixe de destacar a paz, a plenitude,
As flores
E um bom cheiro
Que não venha a ser
De um rato
Morto.

Valter Bitencourt Júnior
431

O medo

Na rua o medo,
Na rua o medo,
Na rua o medo
Não tenho mais
O medo
Na rua, passou!
E hoje o mundo
Tem pena de mim.

Valter Bitencourt Júnior
435

Desgraça alheia

O nariz corroído,
Os pulmões manchados
Por fatores poluentes;
Por fatores químicos,
Cérebro em tumores,
Enxaqueca, ilusão,
Esquizofrenia, delírio,
Ironia, overdose, alucinações,
Suor, tentativa de cura,
Abstinência... Dores,
Tormentos, internação,
E na saída nunca é o mesmo,
E na volta dos vícios
Um finado...

Valter Bitencourt Júnior
369

Comentários (1)

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Achel Tinoco
Achel Tinoco

Ah, como é grande alguém que escreve poesia, e como é difícil escrever poesia. Quando alguém ainda tão jovem se mete a escrever poesia, é sinal de que o mundo ainda tem esperança. Siga em frente, meu amigo, que a poesia te espera em cada canto, em cada olhar, em cada verso novo. Parabéns. Sucesso. Persistência. Um abraço.