Escritas

Lista de Poemas

Querer

Quero o seu corpo,
Você deixa-me
Fora de mim
Causo transtornos
Ao universo, o mundo...
Quero você por completo!
Ser inesquecível!

Valter Bitencourt Júnior
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Perfume

O vento corrupia
Sobre as rosas
Trazendo o cheiro da aurora.
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Bola

Sou uma bola entre espinhos
Sem peito, sem ar,
Humilhado e chutado
Por um ser inadmissível!

Valter Bitencourt Júnior
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A sua boca

Quem sou eu
Para escarrar a sua boca,
Se sou, fascinado
Por ela!

Valter Bitencourt Júnior

Valter Bitencourt Júnior
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A literatura foi feita para todos

Para muitos homens, intelectuais de épocas passada, a mulher não tinha o direito de ser escritora, a literatura era feita apenas para homens e a mulher por sua vez tinha de fazer os seus afazeres doméstico, muitos dos homens não permitiam que a mulher entrasse em suas discursões sobre literatura, não permitiam que elas colocassem seu ponto de vista, muitos eram boêmios, alguns viviam por sua vez pelas serenatas da vida (poetas e escritores também), alguns verdadeiros paqueradores de mulheres.

   Em alguns países somente no século XVIII que as mulheres foram passando a fazer parte da literatura, assim ganhando o direito de serem escritoras, e dedicar-se a literatura. O engraçado que hoje em dia, muita gente acredita que poesia é coisa de mulher, assim como romance também, quem sabe por este motivo que levava os intelectuais acreditarem que a escrita era coisa de homem e não de mulher. Tive essa conclusão quando estudante de escola pública, perguntava algumas pessoas se gostavam de lerem, a maioria dizia que não, alguns tinham escritores como homossexuais, a escreverem romance, novelas, poesia, prosa, “versinhos”, o mesmo via na fala de algumas pessoas de escola privada, e até universitários que passaram a ler livros de literatura e a se interessar pela leitura depois que entrou na faculdade.

   A literatura por sua vez nasceu para todos, é conhecimento de mundo, é leitura e interpretação, a literatura nasceu para o homem, para a mulher, para crianças de ambos os sexos, para homossexuais, para negro, branco, amarelo, vermelho (pessoas de todas as etnias), para pessoas ricas e pobres, hoje a literatura não é somente para a nobreza e o clero, assim como também não é somente para a burguesia. A literatura por sua vez também faz parte da cultura, é conhecimento do mundo e do universo, é a história de um povo ou mais.

   Tratando-se de estética a mulher por sua vez enfrentou algumas dificuldades para se encaixar na literatura, coisa que não a tornou inferior aos homens, porque a mulher touxe a literatura para um novo ângulo que complementou a literatura e a tornou mais forte, algumas optando com um tema doméstico, outras com temas de tristeza, melancolia, solidão, religião, desprezo, amor, alegria, prostituição; e para quem ler poesias de Florbela Espanca, e prestou atenção ela aborda ambos os temas, e inclusive a prostituição, a mulher que se prostitui no amor “amar, amar, e não amar ninguém”, a questão da morte, do suicídio, que a vida também pode ser passageira, o “eu”.

   A poesia ganhou musicalidade (não que antes já não tinha), temos como exemplo as poesias da Cecília Meireles, poesia com estética, temos como exemplo a Adélia Prado, comparada até com o Carlos Drummond de Andrade, autora do livro Bagagem (e o que digo pode ser visto neste livro), na prosa temos Lygia Fagundes Teles, Nélida Piñon, dentre outras. E na poesia novamente temos Maria da Conceição Paranhos, Myriam Fraga, Gláucia Lemos e tantas outras que vem se destacando na literatura, muitas super premiadas, acadêmicas conhecida pelo mundo a fora.

   A literatura não pode ser dividido apenas em literatura masculina e literatura feminina, a literatura por sua vez não apenas se tornou o conjunto de ambos, como também é o conjunto de ambos (sempre foi…), a literatura é universal, e para todos, e para quem se dedica a ela, e quem não se dedica a ela por sua vez também faz parte da literatura em alguma forma, não em uma questão de obrigatoriedade, porque literatura é história, é palavra, é escrita, é leitura, interpretação e se encontra na cultura e na arte.

Valter Bitencourt Júnior
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Estude meu filho para que você seja doutor um dia

Um dos meus amigos estava certo em suas palavras, muito antes de morrer dizia que “entraremos em um tempo muito complicado”, era um homem muito inteligente, assistia a televisão, lia livros, e passava a noite acordado lendo e escrevendo muitas das vezes. E ele estava certo, somente eu e alguns amigos que via por outro lado, que tudo estaria indo em seu conforme depois de alguns meses.
 
  E este amigo sabia, que o Brasil iria entrar numa crise financeira muito grande, sabia que o desemprego iria aumentar, temia o golpe de estado, e sabia que o pior que poderia acontecer é a barbárie, o povo também explode, e quando explode não há quem segure, pois tem aqueles que sabem que não tem nada a perder.
 
   Sou um daqueles que foi desempregado para reduzir custo nas empresas, distribuir currículos e tenho ouvido que “estamos desempregando, não empregando”, “aqui o seu currículo não vai dar certo, pois somente contratam pessoas indicadas pelos funcionários da empresa”, “nem vou pegar o seu currículo.
 
   Então estudamos, damos o máximo para concluir os estudos e quem sabe ingressar na Faculdade, para ao longo do tempo ser desvalorizado, pois a cada dia cresce o trabalho informal, e até os comércios estão entrando em um tempo difícil, pois as pessoas estã a cada dia gastando mais nos pequenos comércio, as pessoas querem passar o cartão de crédito e se endividar mais e mais.
 
  E o pai sempre diz “estude meu filho para que você seja doutor um dia”, e este é o único caminho, não há outra saída… O que não pode perder é a esperança. Meu amigo sempre esteve certo, quando falava  do aumento da violência.
 
   Ele estava certo quando falava que a juventude a cada dia que passa iria se tornar mais violenta, que o sistema também cria marginais, e pouco se importa com a instrução pública, os pais precisam de educar os seus filhos, pois a educação vem dos país.

Valter Bitencourt Júnior
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Aprendiz

As lágrimas 
Dos olhos
De uma criança
Que aprendeu 
A amar um time
Escorreu ao ver
A vitória do rival.
A criança
Aprende desde cedo
Que em jogo de futebol
Não é somente de ganhos:
- Um dia ganha, um dia perde,
Um dia ganha...
Assim também é a vida.

Valter Bitencourt Júnior
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Parte

Rede a expandir-se
Em cada lado um ponto.
Cores formas, sentidos
Quadrados sem aroma.
E toda a sua forma estética,
E sobre cada sintonia
Um caminhado, esbouço,
Traçado, melancolia,
Cerveja, e ousadia.
Curvas, rebolado,
Folhas caindo no chão,
Ventania, cabelo voando,
Meninas e meninos comendo
Algodão-doce, nuvens
Viajando, e o mar sobre ondas,
peixes namorando
Jovens sorridentes, estrelas 
Brilhando, retrato partido,
Sendo reconstruído, em cada momento
Versos intercalados, e tantos outros
Elementos.

Valter Bitencourt Júnior
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Paz

Porque foram as ramagens de folhas
Que sussurraram vagarosamente
Sem que ao menos pedisse, e livre
Aceitei todo o aroma
Que exalava o vago perfume.
E todo o tecido de lã
Que costurava o vento.
Algodão a voar pelo ar
E um banho de neblina;
Surgia das cachoeiras,
Por entre os seixos, o disfarçar
Do dia, o esconder da beleza por
Entre o róseo de cada instante.
Eu a mim desmanchar por entre
As nuvens, moro por entre os castelos
Suntuosos, preso por entre a prisão da noite,
A minha imaginação pensa
Vivenciar cada elemento...

Sou uma criança, a brincar de barquinho
De papel...

Sinto-me sensível,
Sinto-me fraco,
Quero voar!

Valter Bitencourt Júnior
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Falando um pouco da literatura brasileira, parte de meus estudos...

Aprendi a amar a literatura, gosto da literatura brasileira e a sua história, do quinhentismo ao contemporâneo. Admiro a história da literatura brasileira assim como o surgimento e origem do povo brasileiro, apesar de todo o confronto que teve devido a escravização e a injustiça social que vivemos pelos colonizadores, que tinha por interesse de tornar o Brasil coroa parte da coroa de Portugal, da descoberta do povo brasileiro em 1500 para o surgimento dos povos brasileiros e suas formações em 1530.

Acho interessante quando se fala de literatura brasileira, e também da influência dos portugueses a nossa literatura, mas acabam abusando muito, unindo a literatura dos portugueses a literatura brasileira, tem livros que falam da literatura dos portugueses e da literatura do Brasil, os unindo do quinhentismos até o contemporâneo.

Umas das grandes literaturas produzidas no Brasil já eram feitas pelos índios, eles desenhavam, pintavam, modelavam barros os transformando em potes, pintavam a face, isso é literatura também, é essa beleza que se tem que ser contada na história de nossa literatura, e claro não deixando de também de contar a vinda dos portugueses, assim como a Carta de Pero Vaz de Caminha. A carta de pero Vaz não tem nem um valor literário, por ele ser escrito com o interesse de descrever o local, para descrever tudo o que se passava durante as navegações, dai dar para sentir as ambições humana, até na escrita, e o quanto os portugueses falharam, e bem que poderia produzirem uma grandiosa literatura, com as imagens que se encontravam no futuro Brasil, antes de se tornar Brasil , devido ao nome do pau-brasil, há quem conteste que o Brasil não se originou do pau-brasil, mas aí será outros quinhentos para explicar...

A literatura ela se desenvolve, ela não é fixa, ela ganha força, ela muda, ela se transforma, a literatura de hoje comparando como a de antes, tem que se perceber que vivemos e sofremos mudanças, e que para se ler a literatura passada, de épocas passadas, tem que se colocar naquela época. As palavras também se variaram foram ganhando mudanças, o que se era escrito com PH, como pharmacia, ninpha, afora não mais se escreve, se escreve como farmácia, ninfa, o que era escrito com dois "l", hoje em dia não é mais, estrellas = estrelas, pera significava para (preposição), palavras que hoje em dia era visto como palavrão já tiveram bons significados, como por exemplo prostituta, veio da etimologia podar, cortar, a palavra brega se originou a partir do nome de um padre, Manoel de Nóbrega, que por sua vez era o nome de um local brasileiro, que saiu o Manoel de no, e ficou o braga, e devido a prostituição que se localizava no local o nome brega ganhou o significado de prostíbulo, interessante prostituta = podar, cortar, mas deixa queto (senão estenderá o texto).


A literatura brasileira tem uma riqueza muito grande, o que falta é quem perceba, e descubra isso, essa grandiosidade que se encontra em nossa literatura, considerado o pai da poesia brasileira, temos o Gregório de Matos, baiano nasceu em no ano de 1633 se não me engano, conhecido como o "boca de inferno" devido as suas sátiras, mas o que poucas pessoas observam é a grandiosidade desse poeta, que foi foragido da Bahia para Angola, e de Angola impossibilitado de entrar na Bahia morreu em Recife, em mais ou menos em 1696, Gregório de matos Não escreveu somente poesias satíricas assim como também escreveu poemas de cunho religioso, filosófico, etc. Imagina como seria desafiar a política nessa época de colonia, onde para se publicar um livro teria que primeiro passar primeiro por Portugal, e ser analisado, muitos textos eram cortados, vinham faltando palavras, publicar livro no Brasil nunca foi fácil, até nos dias atuais, se encontra dificuldades, o poeta que conseguiu ver as suas obras publicadas e ainda escrevia os próprios poemas em outros idiomas, foi Manoel Botelho, poeta também do Barroco Brasileiro. No Brasil ou os escritores e poetas vinham de Portugal, ou eram brasileiros formados em Portugal, muitos se formavam e m médicos, advogados, jornalistas, era as "formações" que eles mais se empenhavam.

Lendo um livro sobre a literatura brasileira acredito muito mais de um Gregório de matos como o indianista, escrevendo poemas usando palavras indígena do que muitos poetas do Romantismo, mas essa é a minha visão, ele usava as palavras, taquara, urupês, dentre outras palavras, mais prefiro fazer de conta, de que ele não foi indianista também, pois essa origem se desempenhou a partir da terceira parte do Romantismo brasileiro se não me engano. O Brasil é um país mestiço que sofreu muitas aculturações, sofreu mudanças culturais com a influência tanto dos portugueses quanto dos africanos, e muitos dizem em localidades terem sofridos também com esse choque de cultura com os russos, com os espanhóis, etc. O meu amor a literatura é essa história que me faz delirar, e a cada momento aprender, e descobrir mais e mais. Hoje em dia cada poeta é visto com um traço, cada poesias é visto com um etilo, e cada estilo a se diferenciar.

A Bahia é o berço da poesia, é quem recebeu os portugueses e um dos primeiros locais a ser primeiro explorado, a literatura brasileira se inicia na Bahia queira ou não, depois indo para Minas Gerais, devido a Inconfidência mineira, mais isso, não quer dizer ter existido outros movimentos, sem ser voltado a Minas Gerais, claro, e mesmo que tenha muitas nunca se sabe se foi cortado, pelos historiadores, ao mando do estado, ou se foi nas queimas de arquivos. Cada época um estilo, uma forma, uma estrutura, o quinhentismo um estilo, o barroco outro estilo, o arcadismo, e assim sucessivamente, isso vai mostrando o quanto a literatura vai mudando com o tempo.

Muitos dizem, "eles (poetas e escritores) esconderam muitos o que se passava na época", mas será que eles esconderam por que queriam, ou por que eram obrigados a esconderem, ou devido ao medo de ser mandado para outro país, ou ser enforcado? Claro que tudo vai da época, e cada época uma luta, mudanças melhorias e não melhorias... O quinhentismo, o barroco, o arcadismo, são três eras coloniais, e ainda se encontrando preso a Portugal, buscando formas de se libertar. Do Romantismo para os dias atuais já estamos nos localizando na era nacional, "sofremos" duas eras em nossa literatura a era colonial e a era nacional. Amo a literatura porque ela sofre mudanças acompanhando até mesmo a sociedade, o surgimento da poesia engajada, que denuncia os acontecimentos da sociedade, a literatura como uma defesa social, levando para a sociedade a capacidade de desenvolvimento a partir da leitura, das palavras, com a revolução francesa, a abertura dos portos, em 1838, a vinda da Família Real fugindo de Napoleão, para o Rio, antes da abertura dos portos, em 1808. A literatura Brasileira me encanta, me apaixona, me faz delirar porque ela ensina.

A nossa sociedade necessitada de leitura, necessitada de aprender a descobrir, os filhos de pessoas abastardas que iam para França estudar, para "europas", voltavam para o Brasil cheio de esperanças, cheios de vontade de ver um Brasil diferente, um Brasil sem escravos, um Brasil independente, os livros, pessoas que passaram a ter acesso a leitura, pelos filhos de fazendeiros, passaram a descobrir o quanto valeria a liberdade, muitos marcavam reuniões em igrejas, em passeios públicos, os líderes, muitos foram mortos, como uma forma de desfazer, e fazer com que as pessoas tenham medo, e não siga em frente com o pensamento do líder. 

Amo a literatura, porque ela sofre mudanças, e quando não sofre ela busca formas de mudar, e ir se diferenciando das anteriores... Poderia dar continuidade falando do Parnasianismo, Naturalismo, Realismo, Simbolismo, Modernismo, As gerações literárias, Poesia concreta poesia Marginal, poesia contemporânea que é a nossa poesia, e até quem sabe do Tropicalismo dos anos 70, mas continuarei estudando, me desenvolvendo, e aumentando os meus conhecimentos mais e mais. 

Valter Bitencourt Júnior
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Comentários (1)

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Achel Tinoco
Achel Tinoco
2018-03-15

Ah, como é grande alguém que escreve poesia, e como é difícil escrever poesia. Quando alguém ainda tão jovem se mete a escrever poesia, é sinal de que o mundo ainda tem esperança. Siga em frente, meu amigo, que a poesia te espera em cada canto, em cada olhar, em cada verso novo. Parabéns. Sucesso. Persistência. Um abraço.