Tenho sede de ti
Tenho sede de ti
tenho ansia dos teus beijos.
Tu existes em mim
de ti tenho deseijos.
Fostes minha princesa
fostes o meu bem,
és a mais bela duquesa,
e eu serei teu eterno refém...
Saudades de outrora
"Saudades de outrora"
Recordo com muita saudade,
amigos da minha mocidade,
naquele já longínquo tempo,
jogávamos a bola no Moinho de vento.
Meus tempos de rapaz,
que saudades tenho de outrora,
dos frutos guardados no cabaz,
coisa que não se vê agora.
Tanta rapaziada brincava e gritava na rua,
hoje uma aldeia sem gritos, parece nua,
Nestes simples manuscritos,
não posso esquecer, a "Senhora dos Aflitos"
Mesmo sem relógios, não se perdíamos no tempo,
vivíamos a vida intensamente,
havia mutuo respeito,
pois todos tínhamos a ele esse direito.
Hoje todos perdidos na memória de um celular,
passamos por alguém sem um bom dia desejar.
Luzern, 03-02-2020, João Neves.
Dorme, rua, ruazinha...
Dorme, rua, ruazinha...
lá ao fundo brilha uma luzinha...
a cada noite que em ti passo,
quem pode ouvir os meus passos?
Eles passam levemente,
sobre as pedras da minha rua,
com as estrelinhas a brilhar,
os grilinhos entoam os seus cânticos.
O vento, meu melhor amigo,
esse dorme à minha porta.
Lá fora mora a linda calçada de pedra
que me viu nascer,
Mas subitamente tudo fica escuro,
anoiteceu em mim, tudo é escuridade,
se foi a claridade, nesta preciosa rua da minha cidade...
Pego, 23.08.2013, João Neves...
Remédio um pouco invulgar
Hoje senti-me mal,
corri pro Médico
pra ele me medicar,
e o senhor Doutor me receitou,
um remédio um pouco invulgar,
recomendou-me para nunca o deixar de tomar,
foi dois beijos após o pequeno almoço,
e quatro ao deitar...
Luzerna, 31.07.2021, Joao Neves.
Brisa da saudade bate-me no rosto
O sol passava entre os postes do alpendre,
juntamente a brisa de saudade batia-me no rosto,
com o chegar da noite a solidão fazia-me arrepiar,
Foi aí que tu entrastes, olhei-te nos olhos
e vi-me refletido em ti.
Suavemente tocas-te na minha mão,
estremeci, corei e sorri,
ali ficamos, entrelaçados,
abraçados! longe de tudo, longe do mundo,
entre beijos, olhares, e carinhos
ali permanecemos nós por horas juntinhos...
Luzern, 19.04.2020, João Neves.
Filhos...
Quando vocês nasceram,
eu fiquei feliz pela vossa mãe e por mim.
Quando vocês brincaram, eu brinquei, e sorri
Quando vocês precisaram de mim eu estava aí.
Quando vocês adoeciam eu vos cuidei até rezei.
vos alimentei, vos protegi.
Eu vos amei, em todos os momentos.
Filhos isto não é pedir nada em troca.
Pois só o vosso sorriso já seria meu paraiso.
Vos amo a todos sejam como sejam.
Mas nada mais lindo seria poder ver os vossos sorrisos.
Maldita Corona Virus
Covid 19 "Corona" és doença maldita,
entras no nosso corpo de forma estranha,
dor infinita, cheia de artimanha,
Mil vezes maldita, maldita,
inundas corpos, matas até uma alma,
Destróis tudo em teu redor.
Doença esta, que dura e não se alcança a cura,
és pura destruição, não tens piedade.
vives em qualquer parte do mundo,
te reproduzes em qualquer cidade, Virus imundo,
matas mais humanos que a própria guerra,
és a ruína da nossa terra,
és o precipício da desgraça,
és a calamidade da humanidade...
Fuck you Corona Virus
Luzerna, 04.11.2021, Joao Neves
Adeus, Cigarro
"Adeus, Cigarro" 09.11.2014
Tu cigarro, foste a minha perdição,
vivi contigo o mais fogoso e excitante amor,
dentro da minha maior paixão.
Te amei, desejei, meu querido amigo e amante,
matavas meu vicio a cada instante.
Dos males que passei em ti me refugiei
Fiz do amor contigo, a maior paixão da minha boca,
mas nem sinto saudades de ti,
nem daquela baforada louca.
Deixei nos meus olhos o último ver-te,
entre os meus dedos e meus lábios o último sentir-te.
Disse-te adeus, meu querido,
meu grande e eterno amigo, "Cigarro"
Escondo nas minhas mãos o carinho que te dei,
Carinhos que eram só teus,
com esse carinho um dia te amei.
Guardo no meu coração e na minha mente
este poema "Adeus Cigarro"
Mesmo com a dor ruim do adeus,
do sufocante sabor do primeiro ao último cigarro,
não posso deixar de sentir a doçura de um poema,
que não é o primeiro nem o último,
mas que demostra o meu eterno amor por ti!...
Luzerna, Adeus Cigarro, 09-11-2014, João Neves
Da minha boca vazia
Desta minha boca vazia,
saem palavras frias,
de um poema sem calor,
letras tristes que falam de amor,
falam dela, da mais bonita flor.
Que um dia plantei no jardim da vida,
Onde a reguei com as lágrimas da dor,
saídas da traição de um desamor,
Hoje o meu coração deixou de sangrar.
por essa flor, da qual me apaixonei,
num amor que não podia ser,
e que de mim nunca quis saber...
Luzerna, 14.09.2019, João Neves.
Da solidão à felicidade
Neste Outono amargo,
descalço e sozinho,
sigo sem direcção,
com o rosto molhado,
desta chuva miudinha,
e pensamentos sangrando,
não sei onde estou,
apenas sei que sou eu!
O chão frio cortava os meus pés,
perdidos numa estrada molhada.
Entro no mais bonito jardim,
caminho sobre um tapete de pétalas
desfolhadas das mais lindas flores,
são elas de todas as cores,
fazem-me lembrar os meus amores.
Ali encontrei uma rosa perfumada,
dela, ainda hoje inalo o seu perfume,
que desafiará pra sempre o meu coração,
a dizer no fim deste pequeno resume,
um te amo, com carinho, fúria e paixão...
Luzerna, 26.09.2021, João Neves
Uma melancolia romântica que me interessou bastante, adorei seus poemas, continue publicando aqui, estarei acompanhando seus poemas, pois realmente me identifiquei. Parabéns!