Pedi ao vento Fim a guerra
Agora ainda é inverno
e no mundo só uma triste palavra,
"Guerra" inunda a nossa alma de tristeza e dor
Eu pedi ao som do vento pra a levar
pra bem longe de nós.
Tu vento!
Que levas folhas e poeira,
leva as lágrimas que este mundo contém,
de quem sofre mais que ninguém.
Tu vento!
Meu melhor amigo,
peço-te que me abrigues também,
e ao Sol que nasce dia após dia cá na terra,
rogue-lhe que nos livre desta maldita guerra.
Luzern, 13-03-2022, João Neves
Porque estás tão só ?
E tu porque estás tão só????
Ela então olhou e sorriu.
Foi assim que a conheci,
naquele dia junto ao mar,
onde ondas no seu vai e vem, vinham-nos beijar,
O sol brilhava de emoção.
num rosto mais bonito que o sol de Verão,
um beijo aconteceu,
nos reencontramos pela noite,
aí meu corpo estremeceu,
passeamos de mãos dadas por ali,
num lugar escondido um beijo lhe pedi.
Lua de ouro lá no céu,
o brilho das estrelas no chão,
tenho certeza que não sonhava,
aquela noite lentamente continuava,
e uma voz doce me sussurrava,
o mundo pertence só a nós,
nesta noite onde brilha o luar,
há mais de mil motivos para sonhar.
Alvor, 02.10.2017, João Neves.
Saudades de outrora
Recordo com muita saudade,
amigos da minha mocidade,
naquele já longínquo tempo,
jogávamos a bola no Moinho de vento.
Meus tempos de rapaz,
que saudades tenho de outrora,
dos frutos guardados no cabaz,
coisa que não se vê agora.
Tanta rapaziada brincava e gritava na rua,
hoje uma aldeia sem gritos, parece nua,
Nestes simples manuscritos,
não posso esquecer, a "Senhora dos Aflitos"
Mesmo sem relógios, não se perdíamos no tempo,
vivíamos a vida intensamente,
havia mutuo respeito,
pois todos tínhamos a ele esse direito.
Hoje todos perdidos na memória de um celular,
passando uns pelos outros sem um bom dia desejar.
Pego, 03-10-2020, João Neves.
Amigos de coração
Vou-me lembrando da minha mocidade,
e vou soluçando baixinho,
entre lágrimas de saudade,
daquele tempo que era um mocinho...
Prós de então, amigos de peito,
recebam esta flor que tem a forma de coração,
pois encontraram dentro dela, um perfume diferente,
um cheirinho de amizade e da minha por vós grande afeição.
Luzerna, 20.04.2022. João Neves
Poeta não posso ser
Adoraria ser poeta,
mas poeta não posso ser,
Poeta pensa em tudo,
e eu só penso em beber...
Hablé al mar, poesia em Espanhol
Hoy le hablé al mar,
Le hablé de ti y de mí,
lle ofrecí una flor,
lle hablé de nuestro amor,
le pregunté si alguna vez me amaste,
o si ya dejaste de quererme,
me dijo con tristeza en los ojos
tantas veces la vi sonreír,
yo tambien la vi llorar
en una triste noche sin luna
aquí mismo, en este lugar...
Abraça-me por favor
Tu que partiste em busca de paz
estás longe dos teus filhos e amigos,
mesmo com o nó na garganta, chorar não és capaz
Deixaste tua terra, tua casa, teu lugar,
Hoje com a tristeza a invadir-te a alma,
e com a noite a chegar, inicias a pensar.
e madrugada dentro não cessas de chorar.
Querida como teu amigo meu coração,
terá sempre um cantinho pra te albergar,
pra isso e pra muito mais, atraca a tua vida no meu caís
nunca quis nem quero que andes à deriva nas ondas da amargura,
não te quero ver abalroar nesse denso mar.
Porque estás sempre de costas voltadas pra mim,
volta-te minha querida amiga, encosta teu peito ao meu
vem ser minha que eu serei teu,
abraça-me por favor, rossa teus lábios nos meus,
e eu te beijarei fogosamente meu amor...
Luzerna, 09.03.2022, João Neves.
Bombas pareciam centenas de pirilampos a cintilar.
Ontem vi as estrelas,
serem eluminadas com o rebentar das explosões
de bombas saídas de tanques e aviões criminais,
A noite de luar deixou de brilhar,
detonações brilhavam sem cessar,
pareciam centenas de pirilampos a cintilar.
Prédios pareciam fogueiras acesas,
onde morrem inocentes sem defesa
e nós de mãos atadas, sem podermos fazer nada,
ficamos somente a observar com tristesa, numa noite gelada.
Luzerna, 06.03.2022, João Neves
Te escribí lágrimando, em língua espanhola
Hoy para aliviar mi anhelo,
agradeciendo, al amor que siento por ti,
Pasé toda la noche llorando,
y sentí que aun lejos te estoy amando,
Mientras lees mi verso,
sentirás que no he dejado de llorar,
Guarda estos versos que te escribí
inundados por mis lágrimas,
y sentirás que cada día te amo más y más,
Si alguna vez me extrañares un poco,
besa estos versos sencillos
que te escribí lágrimando.
Luzerna, 23.02.2022, João Neves.
Carta de amor
O vento frio desta noite de inverno
faz-me lembrar de ti, princesa,
do teu amor e de toda sua grandeza
tua lembrança provoca-me uma saudade louca
então procuro ficar aqui tranquilo no meu cantinho
pra não pensar na tua ausência,
na esperança de que num logo estaremos juntos
a saudade faz o coração bater acelerado
quando se aproxima o momento de nos amarmos
Os ponteiros do relógio ficam lentos
e espero ansioso o momento de estar contigo
nem imaginas o quanto te quero e te desejo
Tu sabes que sou aquele que te que te ama
e que sofre com a tua falta.
Esta é a vida de quem está apaixonado
na ansia de podermos ficar juntos
é a prova de que somos almas gemeas
à procura um do outro,
na busca do prazer e da alegria de viver.
Luzerna, 28.10.2021, João Neves
Uma melancolia romântica que me interessou bastante, adorei seus poemas, continue publicando aqui, estarei acompanhando seus poemas, pois realmente me identifiquei. Parabéns!