Escuta e não digas nada
Meu eterno amor
não digas nada por favor
da-me simplesmente a tua mão neste recomeço
e eu te levarei por caminhos que só eu conheço
Deixa-me espressar com ternura
tudo aquilo que quero falar
deixa-me abraçar-te com loucura
até meu abraço te sofocar
Por favor não digas nada
fica somente calada
deixa-me ser tua sombra pra onde fores
e eu serei pra ti o mais reluzente de todos os teus amores
Deixa-me conhecer-te de cor
e temperar a minha vida
com o sal do teu suor
Sei que nada disto te interessa
deixa-me pensar o que eu quiser
até ao dia que a morte me eleger...
Luzerna,29.09.2024, Joao Neves...
Mulher 2
Toda a mulher se transforma,
numa rosa, quando é bem tratada,
na poesia ela é a mais amada,
no jardim ela é uma linda flor,
nessa flor bem cuidada, ela será amor.
Olhei o céu
Olhei o céu vi ao longe
as estrelas nesta linda noite de luar
a alma essa já à muito se foi
só me resta estes braços pra te abraçar
olha como acordei com uma enorme vontade
de ser, como sempre quis
de ser um homem feliz.
Luzerna, 19.12 2016, João Neves
Somos um do outro
Somos um do outro
na nossa forma de amar
somos sol e a terra
na imensidão do céu e do mar
Ali a meu lado
Ali mesmo ao meu lado
te vi passar de nariz enpinado
vi que soubes-tes baixar teu olhar
foi aí que senti, nunca deixas-te de me amar
Luzerna, 07.11.2019 João Neves
Outono da incerteza
Neste Outono amargo,
descalço, caminho sozinho
sigo sem direção,
com o rosto molhado,
desta chuva miudinha,
e com os pensamentos feridos,
paro; mas nem sei onde estou,
apenas sei que este chão frio,
congela meus pés perdidos,
num tapete de folhas caídas,
deste Outono da minha vida.
Pressinto o frio e o medo,
que se entranha no corpo da humanidade
causado por estas malditas guerras frias,
onde tanques e artilharia
percorrem ruas como se fosse uma romaria
pra não nos deixar viver em paz e alegria.
Luzerna, 29.10.2023, Joao Neves
Eu sou um boémio acróstico
Eu em criança já era rebelde e um pouco vadio
usufruía da noite, mesmo nas noites de frio.
Sonhei que era ninguém, outros dias queria ser alguém,
outras vezes sonhava em ter família, tive noites de vigília,
um dia pensava de uma forma, mas era a noite a norma.
Uso e usei todas as noite com paixão,
muitas noites as passei com um copo na mao.
Boémio que ama a boémia seja de noite ou de dia,
ouvi em tempos as mais bonitas canções.
embriagavam o meu mundo de romantismo e emoções,
muitas delas faziam pensar, a vida que estava a levar,
indo de bar em bar, a noite era minha até ao madrugar,
obrigado á vida, te amo boémia querida...
Luzerna, 22.06.2021, joao Joao Neves
Outono
As folhas caídas deste Outono,
abriram as janelas do meu peito,
se instalam no meu interior,
fazendo-me escrever estas palavrinhas de amor.
As folhas caídas deste Outono,
trazem com ele o perfume de muita flor,
respira-se o ar puro e sobressai a cor,
reacende paixões que dão carinho e amor.
As folhas caídas deste Outono,
bateram na minha porta, deixei-as entrar,
sentado na mesa de estar, pedi-lhes por favor,
nestes tempos de incertezas, medos e uma guerra a troar,
nunca deixem de iluminar o amor.
As folhas caídas deste Outono,
dão-me felicidade e inspiração,
fazem de mim um simples criador,
deste pequeno poema de amor.
As folhas caídas deste Outono,
deram luz e vida ao meu jardim,
onde cresceu a mais bonita flor,
que ainda hoje é minha paixão, meu amor…
Luzern, 23-09-2020, João Neves
De lisboa ao Pego (Abrantes)
Vila Franca já passei,
olhei pró Tejo ali estava um jardim,
andando um pouco mais,
pastavam muitos animais,
numa Lezíria sem fim.
Um pouco mais à frente
estava o nosso lindo Almeirim.
Passei sobre o Rio Tejo
claro meus queridos amigos isto é Ribatejo!
lá no cimo vi Santarém
com a sua magistral Porta do Sol
na viagem do tempo,
cheguei ao Entroncamento,
um pouco depois,
passei junto ao Castelo de Almourol,
Ali estavam também,
Santa Margarida e Tramagal e como antes
avistei ao longe a cidade de Abrantes
e a vós não vos nego,
que cheguei à minha linda aldeia do Pego...
Lisboa, 25.09.2018, Joao Neves.
És uma simples baforada de ar
Como me pude apaixonar
de um alguém como tu
passado pouco tempo pude confirmar
que és muito vulgar, és uma simples baforada de ar.
Uma melancolia romântica que me interessou bastante, adorei seus poemas, continue publicando aqui, estarei acompanhando seus poemas, pois realmente me identifiquei. Parabéns!