Nesta mesa de bar
Nesta mesa de bar
Vejo tanta coisa invulgar
E tantas mais que nao quero nem contar
Deve ser do frio desta linda noite de luar...
Dissolvi a minha amargura
Dissolvi a minha amargura
no rio, na água corrente
esta triste agonia que perdura.
Tento fazer de mim gente
plantei na alma a ternura
de um alguém que a sente...
Quadras soltas 8
Quero um beijo doce, terno
Da tua boca, Macia e gulosa
Quero o teu corpo, Quente, faminto
As tuas mãos almejo
Acariciando me o corpo com desejo
Tua boca nos meus beijos
Me despertam mil desejos
Que fazem sentir um imenso prazer
Um fogo, uma paixão de enlouquecer
Cai a chuva miudinha
Vai caindo até mais não
Para lavar a alma minha
Em lágrimas de solidão
Eu dissolvi a amargura
No rio, na água corrente
Esta agonia perdura
Tento fazer de mim gente
Plantando na alma ternura..
Sorrio pra esconder minha tristeza
Eu sorrio pra esconder minha tristeza,
faço-me alegre, mesmo sentindo amargura
tenho a certeza, que a minha nobreza
já mais me levara à loucura...
Adoraria poder tocar-te
Adoraria poder tocar teu corpo,
percorrer docemente cada pedacinho do teu ser,
sentir o perfume da tua pele
e acompanhar-te na força do teu prazer,
Assim como as conchinhas do mar,
como as andorinhas lá no céu,
como as pombinhas mensageiras,
somos dois amantes inseparáveis, tu e eu.
O vazio do tempo
Ontem olhei pró céu,
observei as estrelas.
Que beleza de luar!
Mas todo o resto é uma tristeza,
não posso nem contar.
Aqui fora está frio,
e lá dentro está frio também,
não há um tempo mais vazio
que o tempo de estar longe do meu bem.
Vagueio na noite,
Vagueio na noite,
e me desespero,
por não a ter ninguém ao meu lado.
Profundamente pelas madrugadas,
na procura de sons.
sons de qualquer silêncio,
mesmo em silêncio os desejaria ouvir,
com palavras vazias,
que emudeceram o vento,
e ele com a sua fragrância,
nunca mais soprará com a mesma intensidade.
Porque às vezes encontro-me a morrer,
e outras vejo-me a correr,
ao sabor dum vento que nada me diz...
Luzerna, 06-02-2014, João Neves,
Te vi sorrir
Vi-te mais de mil vezes sorrir,
e te vi algumas vezes chorar,
Sei que a nossa distancia é imensa,
e que nos separa um longo e imenso mar...
Este cheiro a terra, mar e sal.
Como esta noite não ha igual
cheira-me a mar, terra e sal,
jardins, sol, areias a escaldar.
Como é bonito este jardim á beira-mar.
Desde Viana, passando por Aveiro,
Caparica, Santarém, ou mais além,
Évora e Beja, Portimão até Olhão,
O nosso maravilhoso sol,
que nos aguece em cada verão,
Me encanta este cheiro a terra, mar e sal,
é o odor do nosso bonito jardim, "Portugal"...
Uma melancolia romântica que me interessou bastante, adorei seus poemas, continue publicando aqui, estarei acompanhando seus poemas, pois realmente me identifiquei. Parabéns!