Hora da minha morte
Com a face entristecida e enrugada,
sem poder mais sorrir ou caminhar,
precinto que a minha hora chegar,
sinto que o corpo não tem mais porte,
penso mesmo que chegou,
a hora da minha morte.
Luzerna, 27.12.2021, João Neves.
Última carta de amor 1 de Dezembro de 2012...
A chuva caía lá fora,
e eu ali sentado, fumando um cigarro,
na espera de um sinal teu,
ao menos sei lá, um olá meu bem,
os segundos corriam velozmente,
os minutos, as horas, os dias, os meses,
ai meu bem te perdi pra sempre,
eu sei, eu presinto a tua distância,
ela é tao grande, que faz doer a alma.
Já não sinto mais o olor de teu corpo,
o calor dos teus lábios,
a paixão dos teus beijos,
ou o bater do teu coração,
como quando estavas juntinho a mim.
Aí meu amor, que saudades tenho de ti,
prometestes que o nosso amor seria eterno,
e em deixaste aqui, inundado num pranto de lágrimas e dor.
Adeus meu bem, esta é a minha última carta de amor.
Luzerna, 1 de Dezembro de 2012, tsunamidelagrimas63, João Neves
Chuvas com cheiro a Outono
Estas são as chuvas com cheiro a Outono,
pra fechar a calorosa porta deste verão,
Chuva chuvinha ela vai caindo miudinha,
agora acompanhada por um vento do norte,
ela inicia bem levezinha, pra depois cair forte...
Luzerna, 22.08.2021, João Neves
Tudo é!!!
Tudo é lágrimas,
tudo é desespero,
tudo é infelicidade
tudo é tristeza
quem me dera parar o tempo,
e ficar contigo eternamente.
Doí tanto a tua ausência,
mas já não chores mais por mim,
estou num lugar muito bonito
esperando por ti...
Luzerna, 23.08.2020, João Neves
Abraço
Hoje acordei com saudade de ter um abraço,
um abraço sincero que eternize o tempo,
e preencha todo este vazio que há em mim,
mas que faça lembrar o carinho,
sei lá, como explicar,
que surja bem devagarinho,
sei lá, da magia da fraternidade na união dos corpos,
sei lá. profundo, grande como o mundo,
um abraço daqueles que acalma,
mas forte dos que chegam á alma...
Luzern, 06.05.2014, João Neves
Poema triste 1
Da minha boca
sai palavras frias,
de um poema sem calor,
A minha mão trémula e vazia,
escreve com letras tristes,
uma história de um alguém,
que nunca quis saber de ninguém,
recordo que era a mais bonita flor,
cultivada no jardim da vida,
e foi regada com lágrimas de dor
causadas pela traição, de um estranho amor.
Luzerna, 27.03.2021, tsunamidelagrimas63, João Neves.
Ruas escuras
Ruas escuras, ruas tristes,
é tempo da mais sentida solidão,
as horas essas sim passam,
mas o tempo não...

Irmãs
Amor como este, não há igual
é um amor grande é um amor fraternal
Apesar da imensa distância nos separa
Uma vive aqui a outra está em Portugal...
Feliz dia da mulher.
Às mulheres que me enchem de coragem e simplicidade.
Àquelas que me falam o que é certo e o que é errado.
Às que me levam hoje e sempre ao caminho da felicidade.
O que seria de mim? Sem vocês, mulheres…
Mulheres que quando estou desesperado.
Vem-me socorrer, amar e querer.
Às que estão sempre ao meu lado.
E que fazem de mim o ser mais amado...
Sombra do passado
Já não quero pensar em ti,
quero esquecer teu amor,
Quantas vezes pedi pra não beijares a minha boca,
e sempre o fazias com uma ânsia louca.
Hoje vivo aqui na sombra do passado,
naufragando na angústia de me sentir abandonado.
Tu com uma punhalada destroçaste meu pobre coração.
Quero somente esquecer que me quiseste.
quero nao pensar no mal que me fizeste.
Sabes quantas vezes me dissestes que eu era teu amor?
e do imenso carinho que me deste? E agora?
Só me dás tristeza, angústia e dor.
Luzerna, 28.02.2021, João Neves
Uma melancolia romântica que me interessou bastante, adorei seus poemas, continue publicando aqui, estarei acompanhando seus poemas, pois realmente me identifiquei. Parabéns!