o Lápis não quer escrever
Passei tantos anos a criar um poema,
que o meu lápis não quer escrever,
No entanto, ele esta cá dentro de mim,
inquieto e bem vivo, ele vive dentro do meu ser,
ele segue aqui dentro de mim, bem escondido,
não quer sair, aqui irá permanecer,
mas a poesia deste momento,
essa sim, vocês a estão a ler.
Luzerna, 18 de abril de 2018, João Neves.
Amiga de infância
Amiga de infância,
os anos passam velozmente,
apesar desta enorme distância
a nossa amizade ficou pra sempre...
Como é bom ter alguém ao lado
É bom ter alguém que nos mande calar a boca,
ou nos evite um gesto impensado,
alguém que nos possa também dizer,
acho que estás errado, mas aqui estou eu ao teu lado...
Apaixonei-me por uma mulher, surda-muda.
Apaixonei-me por uma mulher, surda-muda.
Quis entender a maneira dela conversar,
se esprime com o seu humilde gesticular,
Ela não tem palavras pra dizer,
mas o amor é mais forte que a fala.
Mesmo sem me dizer nada com um só olhar,
e com seus meigos gestos já me diz tudo.
Foi aí que eu fui buscar uma caneta e um papel,
para ela poder me compreender,
e eu a poder entender muito melhor.
Aí ela me escreveu,
EU TE AMO e quem ficou MUDO fui eu,
e escrevi assim também
EU TE AMO MEU AMOR...
Luzerna, 12.04.2014, João Neves
Amor doce, amor amargo.
Amor és tão doce.
Amor és tão amargo.
Amor que nos fere, amor que nos mata.
Amor idiota, que tantas vezes nos mal-trata.
Praia de alvor, Imagem

Na Suiça te desejei,
e senti por ti um grande amor,
mas foi aqui que te amei,
nestas lindas praias de Alvor.
Brisa fresca da manhã
Sinto a brisa fresca da manhã,
um perfume puro, que refresca,
Sinto no seu cheiro um imenso prazer,
saboreio dela o aroma sem me aperceber.
Dou valor ao presente, olhando o mar!
Na frescura da manhã, sinto e invejo,
tudo que não posso ver ou imaginar.
Sou um sonhador, porque antevejo o mar
Um mar elegante, silencioso e perfumado,
Cada barco que passa, navegando calmamente,
Este mar faz-me lembrar cada segundo de liberdade,
e na frescura da sua brisa eu liberto uma mágoa,
lembrando-me do agradável sabor, da minha mocidade...
Tenho ainda o sabor dos teus beijos nos meus lábios,
Parece que foi ontem,
que te vi passar naquela estrada,
quando contigo cruzei um simples olhar,
e fiz de ti a minha inesquecível apaixonada.
Tenho ainda o sabor dos teus beijos nos meus lábios,
o cheiro do teu amor inunda o meu corpo.
A tua presença no meu coração,
todavia faz incendiar o fogo dessa paixão.
Mas como tudo mudou,
até o nosso amor teve fim,
desde aquele dia, não floriu nem mais uma rosa,
nesse nosso imenso e triste jardim,
só nasceu saudades em prosa,
com um forte cheiro a alecrim.
Luzerna, 14.04.2021, João Neves
Quero bailar
Quero bailar contigo uma valsa,
também posso bailar uma salsa,
bailaremos juntos meu amorzinho
pode ser um merengue ou bachata com carinho ...
Uma melancolia romântica que me interessou bastante, adorei seus poemas, continue publicando aqui, estarei acompanhando seus poemas, pois realmente me identifiquei. Parabéns!