Hoje sem ti
Foste a última,
gota do meu sangue bombeada,
pro meu coração,
hoje sem ti,
parei de viver e morri.
Medo e incerteza
Já não aguento mais,
esta noite vou-te buscar,
quero-te surpreender,
com muitas caricias e quimeras,
e amar-te nesta Primavera,
onde o sol não deixará de brilhar.
Mas o medo e a incerteza desta doença viril,
nos deixa a todos na maior tristeza,
neste final do mês de Abril.
Há dias tristes
Há dias que a tristeza nos penetra
no mais profundo da alma,
nos invade o coração,
sobe-nos aos olhos,
criando gotas de cor cristal,
que escorrem pelas nossas faces,
e vão desaguar aos nossos lábios,
como se fosse um rio.
Não quero mais amar assim
Amei-te até de mais,
não quero mais amar assim,
quero somente amar-te,
da forma que o nosso amor não tenha fim.
Anda abraça-me beija-me,
encosta esse teu rostro ao meu,
vem deseja-me intensamente,
tu serás minha e eu serei teu...
A solidão e a melancolia
A solidão e a melancolia
são hoje a minha melhor companhia
seja pelo calada da noite
ou mesmo durante o dia
ela ama-me com desejo,
sem fronteiras e sem maneiras,
me ama como ela sabe amar,
seja à luz do dia ou numa noite de luar.
Tive medo
Quando convivi contigo tive medo do que senti,
quando te olhei tive medo do que pensei,
quando realmente te conheci tive medo de te abraçar,
quando te abracei tive medo de te beijar,
quando te beijei tinha medo de te amar
e agora que te amo tenho medo de te perder.
Hoje
Hoje abri a gaveta e li,
as prosas que te escrevi,
elas tinham o odor a pétalas de flor,
era uma prova do nosso grande amor.
Hoje lembrei-me de ti,
como se fosses a saudade,
tu que fazes parte de mim,
és minha amiga de verdade.
Sei que nada sei.
Eu só sei que nada sei,
e juro que te adorei,
mas sei que nada sei,
mas sei o quanto te amei,
tantas foram as vezes,
que nas dunas te desejei,
juntos na praia te abracei e me abraçastes,
beijei e tu me beijastes
e madrugadas dentro ofertei meu amor,
mas continuo a dizer que nada sei,
so sei que naquela noite,
me disseste, nunca te amei,
e eu respondi contigo eu também só brinquei.
Luzern, 25.04.2013, João Neves.
Mulher dos meus sonhos
E eu que pensava saber tudo,
e dei-me conta que não sei nada,
Creí que eras tu a mulher dos meus sonhos,
Olhei pró céu tanto brilhava o sol,
como estava nublado,
a tarde pode estar bonita,
e não importa se o vento sopra frio,
ou se ao sol se sente calor,
o que importa é viver do teu amor...
Luzern, 25.04.2020, João Neves.
Quantas vezes!!!
E quando nós sorrimos sem querer sorrir!
e sonhamos sem querer sonhar,
cantamos sem querer cantar,
e quantas caminhadas demos,
por estradas erradas,
quantas vezes pensamos viver um amor,
e vivemos um vazio cheio de nada,
e nos entregamos sem amar,
e demos por nós noite dentro a chorar...
Luzern, 26.04.2020, João Neves.
Uma melancolia romântica que me interessou bastante, adorei seus poemas, continue publicando aqui, estarei acompanhando seus poemas, pois realmente me identifiquei. Parabéns!