Já não sei o que fazer!
Meu amor já não sei o que fazer!
Se te canto em Francês ou falo em Português,
ou se tenho que baixar-te da lua
e ajoelhar-me a teus pés ...
Amo o mar
És tu a minha leoa
e eu sou o teu leão,
olho pró mar e pra sua imensidão,
ao longe vejo uma canoa,
que navega nas águas da nossa paixão.
Não sei o que sinto
Gostava de poder descrever o que sinto,
mas tudo é tanto e muito mais.
parece que não tenho nenhum sentimento,
será que há uma agonia?
que invade o meu peito?
Ela é leve como a brisa,
mas constante como as ondas do mar!
Será chuva? Será vento?
Amor não é certamente!
Eu acho que o que sinto cá por dentro
é uma sede sedente,
misturada com uma saudade ardente...
Luzern, 01.08.2021, Joao Neves...
Me voltaste a humilhar
Hoje pude ver-te,
teu esplendor era idêntico,
ao brilho do sol,
brilhavas no meu olhar,
corri pra te abraçar,
tu não me quisestes nem encarar,
mais uma vez me voltaste a humilhar...
Ela é fria
Ela é fria
ela não gosta de poesia,
ela vive pela noite,
ela chora de dia,
o álcool é a sua vida,
ela anda por uma estrada perdida,
ela nas noites de verão,
sai para pedir perdão,
ela na mão do homem,
é uma diversão,
quem a amou se dá conta,
que ela tem uma pedra,
em vez de ter um coração....
Luzern, 28.07.2016, Joao Neves...
Saudade no peito

Saudade dentro do peito é igual à chama de um vulcãopor fora tudo é perfeitoe por dentro queima o coração...
Luzerna, 31.08.2021, João Neves
Flor apaixonada.
Numa manhã verde e bela,
uma flor ali plantada,
se apaixonou pelo sol.
Foi um amor até de madrugada,
ali mesmo ao lado cantou um rouxinol
e ela vivia tão feliz e apaixonada.
Seu nome era Girassol.
À tua espera
Eu aqui atordoado pelas saudades crescentes,
meu corpo todo se ouriça à tua procura.
Aqui estou eu deitado, à tua espera,
eu que sou o teu calor, teu sol, tua loucura.
Luzerna, 23 de julho de 2014
Eu e ele
Eu sou a estrada,
onde o encontraste a ele,
Sou água passada,
mas nunca me compares a ele.
Sou a terra lavrada
pisada por ele.
Fui eu que te dei a cantada
e tu o preferis-te a ele.
Recorda-te bem que naquela pousada
me amas-te a mim, não o amaste a ele.
Luzerna, 23 de julho de 2014, João Neves.
Uma melancolia romântica que me interessou bastante, adorei seus poemas, continue publicando aqui, estarei acompanhando seus poemas, pois realmente me identifiquei. Parabéns!