Quero não te querer
Eu quero, não te querer,
mas só te posso desejar.
Quero te esquecer,
mas vives na minha mente.
Não te quero mais ouvir,
mas tu gritas nos meus desejos.
Quero ficar longe de ti,
mas vives dentro do meu coração.
Luzerna, 30.05.2013, João Neves.
Morrerei por tanto te amar.
O ar que respiro,
já não me chega nem pra viver,
por ti este coração vai rebentar,
vou morrer de tanto te amar.
A vida é um retalho
Minha vida é um retalho onde eu vivo a costurar a cicatriz.
Viver é
Viver
É inventar uma quadra por dia.
É escrever a mais bonita poesia.
É inalar pura energia.
É sentir alegria constante.
É escrever poemas de amor.
É devolver á gente sorrisos com sabor.
E acreditar no bem e nunca no mal.
É ser da vida o seu papel principal...
Luzerna, 11.01.2022, João Neves.
O vinho e a música
O vinho e a música na minha vida,
sempre foram para mim um magníficos saca-rolhas.
Meus queridos avós
Para Jacinta Pedreira, Luísa Pratas, António Das Neves
E quando a porta dos nossos avós,
se fecham pra sempre?
É uma tristeza que nos marca pra toda a vida,
hoje me lembrei de vocês meus avós queridos,
Fechada essa porta desse amor fraternal,
sente-se um vazio na alma, por essa grande perda.
Com a chegada do Domingo a casa da avó era alegria,
era pão, era queijo, eram frutas frescas da praça,
era aquela chouriça pendurada que cheirava a fumaça.
Sempre havia um tostão ou dois pra comprar rebuçados e balões.
era tudo isto, mesmo que a fome e a pobreza
estivessem sentadas na nossa mesa.
Hoje a casa está fechada, só resta mesmo a poeira,
não se arrenda, tantos casos está um triste manuscrito"está à venda"
A casa dos avós não se vende, ela tem muito valor,
foi lá que nos ensinaram os caminhos mais lindos prö amor.
A casa dos avós fecha
e nós nos encontramos já adultos, sem nos aperceber,
mas o valor dos nossos avós pra nós nunca irá morrer,
Pra eles somos sempre pequenos e desprotegidos,
A casa dos avós fecha,
deixou de ter o cheirinho a café feito na fogueira,
o pão fresco deixou de ser cusido.
o vinho deixou de ser feito.
os doces deixaram de ser amaçados,
as passas deixaram de secar naquele quento sol de verão
Depois tudo acaba, nada mais resta que a mais bonita recordação.
Luzerna, 11.01.2022, João Neves
Siento tus manos, Sinto as tuas mãos
Cierro los ojos
Para imaginar que estas conmigo en la distancia,
siento tus manos ce me acarician suavemente,
y me regalas tu dulzura en un segundo de amor.
Asi soy la persona más feliz del mondo,
solo al imaginar tus caricias y tu amor...
Luzerna, 02.01.2022, João Neves
Não há ninguém pra me completar
Vou abrir as portas do meu coração,
pra quando queiras voltar.
Pressinto que neste mundo
não há ninguém pra completar,
este vazio que há dentro de mim.
Eu segui o meu caminho
e tu seguistes o teu.
E na vida estava escrito,
que os nossos caminhos,
tinham destintas direções.
Se quizeres sabes bem que,
podemos voltar a juntar nossos corações.
Luzerna, 06.01.2022, João Neves.
Cerveja , cigarro e solidão
Sentado num bar,
acendo um cigarro,
olho pro lado,
não vejo ninguém
sozinho senti que a solidão
estava ali mesmo a meu lado.
A cerveja, o cigarro e a solidão
eram minhas únicas companhias.
Olho pra trás,
pela janela vejo nuvens negras,
onde o sol se escondeu.
e foi aí que senti,
que a tempestade do ontem já partiu,
deixando marcas de destruição,
ficou pouco mais
que destrossos de uma vida bem passada,
tudo isto não passa duma imaginação
da minha mente solitária em interação.
Luzerna, 02.01.2014, João Neves.
Da minha boca vazia, saem!!!
Num simples pedaço de papel,
tento descrever retalhos da vida,
ou uma historia pra contar,
tento escrever uma canção.
Mas da minha boca vazia,
saem palavras frias, de um poema sem calor,
letras tristes, juntas, falam de um amor que existe,
como a flor, agora moribunda,
ela que já foi a mais bonita do mundo,
era uma rosa vermelha e perfumada,
por mim foi a mais amada.
Luzerna, 03.01.2022, João Neves.
Uma melancolia romântica que me interessou bastante, adorei seus poemas, continue publicando aqui, estarei acompanhando seus poemas, pois realmente me identifiquei. Parabéns!