Aquele Verão
Com a temperatura a subir,
recordo aquele verão em que te conheci,
Passaram tantos anos,
e eu ainda não te esqueci,
tu vives cá bem dentro de mim.
Será que é por ti que vivo?
será que o meu coração
continua a bater por ti
Agora irei implorar a Deus,
que te apague do meu pensamento,
nem que seja por um só momento.
Luzern, 23.07.2020 João Neves.
Férias Rima perversa
Entrei de férias
estou no mais bonito cruzeiro do amor,
cruzo toda a casa
e termino sempre sentado no cagador,
Luzerna, 30.06.2022, João Neves
Sou feito
Sou feito de areia sal e mar,
sou o som de ondas a murmurejar.
Do barco sou seu eterno capitão,
sou obra deste abrasador verão.
Luzerna, 30.07.2022, João Neves.
Carta de amor
Fecho os olhos
e vejo-te a ti,
leio mensagens, recordo fotos, vídeos,
por instantes sinto teu cheiro,
abraço-te intensamente com a minha saudade,
beijo-te, através do desejo da minha imaginação,
olho-te com o reflexo do meu amor,
Todos os dias são assim.
Estou contigo, mesmo longe, protejo-te, ilumino-te.
Saudades, saudades,
são tantas as saudades por não te ter a meu lado,
mesmo assim todas as noites sou teu,
entregando-me loucamente a ti,
sonho contigo e com o teu amor.
Tsunamidesaudade63, Luzern 29.07.2018...
A musa
Foi uma Musa,
que me inspirou a escrever,
as quadras que aqui deixo,
para que todos as possam ler.
Oh como seria bom!...
Ouvir o cantar dos passarinhos,
A musa Aqui ao meu lado,
Lambuzando-me de carinhos.
Luzerna, 30.07.2021, Joao Neves
Como irei esquecer?
Como irei esquecer o tom da tua voz?
O brilho dos teus olhos,
a luz do teu olhar,
a boniteza do teu sorriso
ou mesmo a beldade do teu corpo,
quando bamboleia ao caminhar,
que por onde passas deixas tudo a olhar?
Luzern, 24.07.2022, João Neves.
Eu sou boémio3
Nem este sol quente,
nem a guerra na Ucrânia ou medio oriente,
nem covid's, nem mesmo a morte,
muito menos a chuva ou o vento
tiram o alento a este boémio
que vive uma vida feliz e contente.
Boémio que não pára de andar
de tasca em tasca de bar em bar,
Todos os dias ele reza,
com o seu copinho na mão,
pra boémia nunca terminar.
Em cada poema uma recordação,
com as cordas da guitarra a trinar,
ele não pára de pensar,
nos amores vividos em amores perdidos.
Hoje se ele é triste,
é pra fingir que a tristeza existe.
Luzerna,17.07.2022, João Neves
Posso até ter um amor cigano
Posso até ter um amor cigano,
posso ter um amor sabor a pouco,
posso ser eu próprio um engano,
mas não me digam que sou louco.
Poesia inundada de pranto...
Quando este poeta morrer.
podem cuspir no seu caixão.
eu como poeta uso palavras que fazem doer,
que deixam um coração no chão,
uso tristeza e melancolia,
que no vosso entender deixam a vida vazia.
Poesia que uso tem sangue e dor,
lágrimas, infidelidade e desamor,
esta é a minha poesia, feita de,
letras simples e palavras quentes e frias,
são elas que criam esta minha poesia.
Sigo a minha vida tento ir em frente,
escrevendo e me inspirando na melancolia,
sou apelidado de um poeta doente.
Lá em cima nos céus,
os anjinhos cantam pro Senhor,
e nós cá na terra vivemos o horror,
de pranto, está submerso este pequeno verso,
e a Deus eu brado pra cuidar deste nosso triste universo.
Luzern, 10.07.2022, Joao Neves
Porta aberta
Vamos a deixar uma porta aberta
pro sonho poder entrar
é a estratégia mais certa
pra podermos voltar a amar.
Uma melancolia romântica que me interessou bastante, adorei seus poemas, continue publicando aqui, estarei acompanhando seus poemas, pois realmente me identifiquei. Parabéns!