Lista de Poemas
A CURVA DO SORRISO
A CURVA DO SORRISO
A Curva do Sorriso
não está restrita à região bucal. Os olhos sorriem energizando todo um
ambiente. Os braços sorriem ao curvarem-se diante de um caloroso abraço. O
Sorriso que só é possível ser manifesto através de curvas que influenciam
satisfatoriamente todas as demais curvas do corpo.
A Curva do Sorriso
está até em posturas menos conscientes como num aperto de mãos, ou beijo no
rosto, ou num aceno de despedida ou mesmo num aplauso espontâneo.
O cérebro, composto
por centenas de curvas, sorri diante de imagens e/ou visualizações proativas
liberando elementos energéticos que alimentam os mais diversos paradigmas
gerando efeitos psicossomáticos importantes para o bem estar.
Até nas relações
íntimas as Curvas do Sorriso estão presentes, seja na recepção, nos toques e/ou
na reação típica do prazer. Os lábios das partes íntimas do corpo sorriem
conforme suas configurações provocando reações de satisfação, prazer e
felicidade. Prova disto são os hormônios gerados durante o ato sexual, que só
pode ser entendido e manifesto sob clima do bom humor, ou do sorriso e jamais
sob cenários de tensão ou estresse.
A Curva do Sorriso é
paradigma inerente ao Ser Humano Inteligente, sob ponto de vista Emocional. Ser
Inteligente Emocional é cursar as Curvas do Sorriso, pois o oposto desta
premissa é algo similar à Depressão, ao Mau Humor, ao Pessimismo; quadros estes
que somente se justificam serem praticados pelas pessoas com limitações
afetivo-emocionais.
Curtir as Curvas do
Sorriso é no mínino não se tornar declaradamente medíocre e prisioneiro de
estados negativistas que não produzem resultados proativos.
Claro que durante a
vida temos momentos ou fatos que geram dores, tristeza, ou sofrimentos. Tais
situações fazem parte de nossas vivências, mas nada está declarado que temos
que nos fixar em tais quadros para os momentos posteriores. Por exemplo,
enlutar-se para o resto da vida, diante da perda de alguém muito querido, não é
saudável e muito menos decisão inteligente no aspecto emocional.
A prática da Curva
do Sorriso passa por uma seqüência mental que resumidamente pode ser entendida
nas fases: da imaginação ou visualização de imagens proativas + sensibilização
+ expressão manifesta e sentimentos de satisfação ao sorrir.
A escolha é sua!
A
CURVA DO SORRISO: Meus avôs e Wando
Embora
tenha como componentes a simplicidade e naturalidade a chamada aqui “Curva do
Sorriso”, facilmente compreendida em sua importância, ainda não é devidamente
praticada ou explorada em diversos cenários humanos. Como referência, ainda é
muito comum a falta desta ‘figura inventada’ nos ambientes comerciais, nos
quais atendentes e/ou vendedores parecem ter dificuldade em entender que tal
prática faz bem para si mesmos e para o eventual cliente.
Atender
alguém com ‘cara fechada’, como se diz popularmente é um atestado de limitação
quanto a excelência organizacional principalmente hoje em dia, em tempos de
concorrência, lucratividade e fidelidade.
Mais
grave ainda é a tal ‘cara fechada’ gerando, ao longo dos anos, reações
invisíveis e doentias à saúde emocional do próprio funcionário, pois este ser
humano, supostamente inteligente, não percebe que está sendo corrido pela falta
costumeira das Curvas do Sorriso.
Esta
comparação me fez lembrar quando pré-adolescente, dos tempos de coroinha de uma
igreja, na qual o padre, que era merecedor de muito respeito e consideração da
população, jamais emitiu diante de mim um sorriso. Sempre sisudo e cabisbaixo
nos passava uma imagem que gerava medo também. Bem diferente do perfil de
alguns líderes religiosos dos tempos atuais, como exemplo o Padre Marcelo.
Outro
cenário interessante que está vinculado à Curva do Sorriso é nas relações
conjugais e nos meios organizacionais. Na maioria das vezes, depois de alguns
anos de convivência, parece que uma lei invisível é aplicada: a do mau humor
e/ou das críticas. Em alguns casos ocorrem o registro do que chamo “Sorriso
Falso” que é mera figura de expressão para ‘fazer de conta’ que se é gentil ou
educado.
A
ausência da prática da Curva do Sorriso nos meios grupais, organizacionais e
conjugais é costume medíocre que só tem
como resultado a quebra das relações ou vínculos mais saudáveis. Parece-me que
em tempos passados, nos tempos de meus bisavós, muitos casais ‘ficavam’ juntos,
depois de anos de casados, sem ao menos trocarem momentos de sorrisos e
elogios. Vivenciei parte deste cenário com meu avô, que vivia conosco. Embora
um profissional da mais alta qualidade em sua ocupação, não emitia nenhuma
palavra diante de nós, jamais sorriu e refletia uma fisionomia de mau humor
declarado. Na hora do jantar, todos sentados ao redor da mesa, os únicos sons
que me lembro eram dos talheres para tomar a sopa de caldo de feijão. Somente
quando o ‘nôno’ levantava da mesa era que ‘podíamos’ conversar, pois o perfil,
mesmo sem declaração alguma, impunha o silencio durante a soja.
Claro
que naqueles tempos tínhamos exceções e também tenho registro até hoje de uma
delas. Esta referência é em relação ao outro avô, paterno, que era uma figura
atraente, cativante e candidato a ‘rei da Curva do Sorriso”. A começar pelo seu
apelido: Bastião Peludo. Personagem sempre caloroso e sorridente que resultava
em relações de aconchego familiar, tanto entre os filhos, netos e bisnetos.
'Bastião
Peludo' era uma figura marcante nos contatos e certamente seu bom humor lhe
fazia enfrentar as dificuldades e obstáculos do trabalho com mais energia
proativa.
Estes
dois casos reais mostram algo que a presença ou ausência da Curva do Sorriso
gera: memória emocional! Eis aqui mais um detalhe que poucos levam em
consideração em suas caminhadas ou vivências. Optar por alimentar memórias
negativistas, dramáticas, de perdas e/ou sofrimento não geram outra coisa a não
ser renovação da dor emocional.
A
Curva do Sorriso é de outra forma alimento para memórias proativas, positivas,
alegres e saudáveis que nutrem o sistema corpo-mente-espírito. Creio que daqui
há algumas décadas ou séculos algum legislador irá propor que os maus humorados
e os negadores da Curva do Sorriso deverão pagar impostos pois geram problemas
reais ao nível social e de saúde emocional. Por outra forma, no mesmo projeto
poderia constar que os praticantes da Curva do Sorriso teriam descontos nos
impostos de rendas e prioridade nas filas de espera, pois contaminam
positivamente seus círculos de contatos. Alguns poderiam até ser contratados
para praticarem as Curvas do Sorriso nas salas de espera de hospitais e
unidades de saúde, assim diminuindo relatos de acidentes, doenças e negativismo
hoje muito comum.
Finalizando
me lembro de um exemplar modelo típico da depressão que é cantado por Wando, na
canção “Aquele Amor Que Faz Gostoso Me Deixou”. O Saudoso cantor declara na
letra: “E isso dói demais, Ô ô ô, De dia eu chorei, De tarde eu penei, De noite
não tem mais”.
Mas temos escolha e aproveito o próprio cantor em outro exemplo mais proativo, que nos encanta com a canção: Na Sombra de Uma Árvore, quando declara a letra:
“Larga de ser boba e vem comigo,
Existe um mundo novo e quero te mostrar,
Que não se aprende em nenhum livro,
Basta ter coragem pra se libertar, viver, amar“
Então
praticantes do mau humor ou do Sorriso Falso é só ter a coragem para se
libertar, viver e amar.
Então
cante....e com a Curva do Sorriso é mais fácil.
AS OLIMPÍADAS, OS LEGADOS E OS PREFEITINHOS
A abertura foi linda, emocionante e contagiou o mundo todo conforme registros na mídia em geral.
Os jogos provocaram impactos dos mais diversos na população. Alguns registros mostram que pessoas que jamais praticaram e/ou assistiam transmissões esportivas ficaram encantadas e até torcendo para atletas e equipes, mesmo não sendo nacionais.
O caso do genial Bolt é um exemplo evidente que até uma varredora de rua fez uma analogia, sem ter clara noção disto, mas relacionou o seu trabalho com o desempenho do jamaicano Usain Bolt. Disse ela algo assim: "È o Boltz lá e eu aqui, e vamos em frente!".
A pronúncia com um 'z' adicional em nada desmerece a linda analogia que me revelou algo de entusiasmo, auto-estima e alegria diante dos obstáculos naturais de seu trabalho em uma empresa terceirizada pela prefeitura.
Mas o legado das Olimpíadas RJ 2016 será que restringe-se somente a isto? Aumento da audiência de expectadores nas TVs ou os comentários sobre as medalhas de ouro, prata e bronze?
Ou ficam como legados os registros de casos como aquela atleta que caiu durante a prova e outra competidora deixa a corrida de lado para socorrê-la e 'caminhar' com a mesma até a linha de chegada?
Creio que um legado maior foi desprezado pela imensa maioria dos prefeitinhos das cidades deste país. Senão vejamos.
Diante da enorme expectativa que antecedeu a abertura das Olimpíadas RJ 2016, com transmissões pelas rádios, TVs, internet, celulares e também pelos jornais impressos; os incompetentes gestores públicos (prefeitos, secretários/diretores de esportes, de cultura, de turismo, da cidadania, da criança e adolescentes, da Terceira Idade, entre outros) poderiam ter aproveitado o clima motivacional para uma revolução proativa e psico-social no seio da população.
Então imagine, por exemplo, grandes telões em praças públicas para a transmissão dos jogos e com a intensa divulgação nas escolas, supermercados, centros de saúde, empresas, ONGs, rodoviárias, rádios e jornais locais.
Imagine também agregando ás tais transmissões públicas diversos focos de contaminação proativa de todos os habitantes, através de concursos de poesia como também de redação que seriam expostos em murais nestas praças.
Também imagine, se puder, competições diversas envolvendo diversas faixas etárias como jogos inusitados como: bolinha de gude, andar com pernas de pau, empinar pipa (sem cerol pois é crime), pular amarelinha, pular corda, as 'cinco Marias' (jogo com pedras), Bambolê, o jogo do Pião (pião de madeira enrolado num barbante), dominós, dama, xadrez, trilha, jogos com palitos e daí para a frente...
Imagine as Olimpíadas 2016 nestas cidades, com concurso de esculturas ao vivo, com concurso de danças misturando jovens e idosos, com provas do jogo de soletração virando moda nas cidades, com jogos de palavras cruzadas e tudo isto com patrocínios de empresas e com premiações simbólicas.
Imagine concurso entre alunos para edição de jornais e reportagens, fotos e reciclagens de materiais, composição de clipes e vídeos temáticos sobre cidadania e vida em comunidade, e assim por diante.
Nada de prêmios em dinheiro, mas troféus e diplomas valorizando sim a participação, integração, a criatividade, a inovação nas relações comunitárias, etc...etc.
Tudo ao vivo e a cores nas praças para 'tirar' as pessoas da TV e do isolamento psico-social cada vez mais crescente.
E no final do ano os prefeitinhos poderiam realizar as Olimpíadas Regionais 2016 envolvendo várias cidades em um clima de encantamento, diversão, criação, construção de conceitos de cidadania, etc.
Faltou só imaginar. Só imaginar.
Mas estes prefeitinhos, seus gestores e até assessores acadêmicos não tem a visão para tal 'ostentação' de criatividade. São pobres e medíocres demais para tal expectativa.
Ou pode ser até que nem tenham tempo para tal ousadia, pois estão focados em outros jogos que fazem parte do POKEMON VOTO.
Que pena que as Olimpíadas RJ 2016 chegaram ao fim, já na segunda-feira um prefeitinho estará tomando seu vôo de retorno para a sua cidade natal que o deveria receber com vaias e medalhas de 'porco inútil'.
A realidade está chegando nesta segunda feira a bordo com o prefeitinho deixando o RJ com sua comitiva, com notas de empenho para a prefeitura pagar e sua campanha eleitoral que tem mais descrença que credibilidade; mais desinteresse que participação; menos compromisso com promessas e mais demagogia 'á beça'.
Que pena que o legado das Olimpíadas 2016 seja pequeno demais ou nenhum para a grande maioria das cidades brasileiras, pois a competência mental de seus gestores é equivalente a de um porco nojento diante de uma medalha de ouro.
Este, o porco, não sabe nada de valores, esforço, superação, imaginação, criatividade, ousadia e principalmente quanto a realização de sonhos coletivos.
Tito, psicólogo organizacional
CRP 06-1631-3 fhoo@uol.com.br
21 Agosto 2016
Muitos Joões em Duas Mãos: uma lição que não tem fim não!
Então era um sábado e semsaber entrei numa classe diferente e tinha muita gente. Tive a aula na qual oprofessor nem sabe que acabou dando a mim como também a milhares de pessoas,creio.
Era Clássicos que não entendodireito, pois não sou especialista em música, mas lá estava eu ‘viajando’ entrenotas e tons, entre compassos e traços e aquele mestre encarnando ou encantandoou sei lá o que, vivenciado momentos mágicos.
Parece até perseguição, poishá tempos vi o mesmo tanto na TV, como na internet e me dou de cara com estetal professor que professa realidades sonhadas.
João Carlos Martins é o nomedo professor.
A sala de aula era uma tela deTV do canal Cultura. Os alunos presentes e os invisíveis ausentes, creio que milhõessubmetidos todos a uma mesma magia, emoção e alguns até em plena transposiçãoda realidade para algo místico.
O Maestro João Carlos Martins,que por si só como musicista e sua história como pessoa são lições dignas de méritose deveriam ser objetos para estudantes desde as séries iniciais até nos cursosde doutos; pois além de músico clássico é popular, com perfil e mensagens parapassar, que podemos crer ser muito mais importante que muitos cálculos matemáticos,físicos ou químicos.
Ah! Tem também as teorias psicossociaisque merecem apreender com tal mestre paradigmas das relações mentais emetafísicas pois não é por mero acaso que ele age assim, ou por determinaçãopessoal ou porque nasceu em um berço esplêndido.
O mestre João Carlos Martinstem algo que somente algumas figuras humanas conseguem nos fazer aprender eapreender, e nos prende de forma subliminar.
Este teimoso humano tem algo,ou alguma similaridade com outras figuras que passaram pelo nosso século, comopor exemplo: Luiz Gonzaga, Cora Coralina, Carlos Gomes, Ariano Suassuna,Vinicius de Morais, Tom Jobim, Joãozinho Trinta, Chico Xavier, Ayrton Senna, ElisRegina; entre tantos outros.
Este torcedor da Portuguesa deDesportos tem como antecedentes elementos, itens e passagens que, sem mesmosaber, torna-se uma atleta exponencial de nossa cultura brasileira. Digno deser tratado como Excelência ou como nas histórias infantis um de nossos heróis,enfeitiçando-nos de um jeito que não tem mais jeito de se livrar; graças adeus!
É um astro que entra em camponas vidas das pessoas, sem também conhecer as mesmas, marca-as com tamanhaprofundidade e com tanta emoção que estou seriamente pensando em arriscardenunciá-lo, para algum conselho profissional, pelo uso devido como terapeuta daalma através da música e expressão afetivo-emocional.
Se Freud ainda fosse vivo achoque dispensaria o divã e iria fazer as análises em um palco cheio deinstrumentos e cantos sob a regência deste pianista maestral. Se Einsteintivesse esta oportunidade de curti-lo jamais iria perder seu tempo embaixo deum pé de maçã, mas sim iria ver a gravidade dos toques, gestos e docilidadedeste inventor de cenários.
Se Cabral tivesse conhecimentodo mesmo antes de chegar a Santa Cruz da Cabrália, certamente teria deletadotal aventura de abuso contra os dos negros e então o Brasil seria descobertopor um outro João, o Bach que viria pra cá para ensinar e aprender a fazermúsica temperamental.
Creio que se Carlos Gomesestivesse esperado mais um pouquinho é bem provável que iria compor uma óperacom muita emoção, docilidade, alternâncias e impacto, retratando na mesma afigura de um moleque travesso que virou maestro.
Entendo que João CarlosMartins não é mero modelo para que outras pessoas com dificuldades venham a seguirou se superar, mas muito mais que isto.
O Maestro João, que talveztenha algo da encarnação de Bach (aquele outro João) é sim uma disciplina vivapara ser estudado, analisado, vivenciado, curtido, decorado, dançado, ouvido,sentido e praticado em todas as instâncias educacionais, organizacionais einstitucionais.
Quem não conhece João CarlosMartins sugiro imaginar 6.000 crianças encantando platéias em palcos deste país,ou mais de 30 orquestras construídas com a participação de menores proletáriosou imagine você receber uma carta de um jovem da Fundação Casa (ex-delinquente,como costumamos rotular) e ler: “TioMaestro a música venceu o crime”, graças a investimento joanino (relativo àJoão) que foi feito junto aosadolescentes daquela instituição.
Estas são as ‘coisas’ desteJoão Campeão, teimoso, são estes dados que têm a vibração e a afetividade de ummaestro que é muito mais que um maestro: é o exemplo de humildade comresponsividade, com criatividade e com dignidade.
Se a música venceu o crime,estas jornadas joaninas estão vencendo a descrença de quem não sonha acordado,ou para alguns que ainda acham impossível um país como o nosso ter 1.000orquestras com garotos da periferia e gerando cidadania.
Ei João, acorda! És referêncianacional e internacional e agora não tem jeito não...aguenta a gente João!
Aguente diante de quem te diz‘não’, ou aquelas ‘ótoridadis’ que sósabem se aproveitar de tua imagem e tentar angariar votos numa eleição.
Ei João! Acorda, mestrefulião, que o carnaval não acabou não e a cada apresentação tu aumenta o bandode loucos desfilando em tuas aulas com muita emoção.
Ei! João! Que bom que vocênasceu no Brasil, pois assim você pode virar samba-enrêdo nas avenidas denossas mentes, gerar orquestras em todo canto e assim criar o ‘encanto’ paraquem havia só desencanto.
Ei! João, continue mostrandocomo é possível criar o impossível pela teimosia de crer em si mesmo; serMestre sem esnobar os ‘títulos’ que são comuns aos incompetentes, mas simrevelar-se sempre com a humildade que não lhe impede a receber méritos da maisprofunda credibilidade.
Ei! João! Lá vem o Bexiga, talqual num desfile de tua escola de samba, lá estamos todos nós, um bando deloucos, a maioria ocultos e analfabetos em relação à música clássica, masletrados em tuas lições de amor e ousadia, de persistência e criatividade, deloucuras reais e saudáveis, tal qual um João Valentão, cantado pela pimentinhaElis, quando dizia:
“Que nunca precisa dormir pra sonhar
Porque não há sonho mais lindo
Do que sua terra, não há.”
E nesta terra de tantos ‘Joõesninguém’ você nos mostra nova visão através desta missão de gerar cidadãosatravés de teus sonhos, gestos, expressões, sorrisos, canções, toques eemoções.
Caro João valentão!
'Feliz da Vida, lá vem o Bexiga Exemplode comunidade...
A música venceu, O dom é a luz que vem deDeus..
A emoção, Vai-Vai esplandeceu...'
Este moleque travesso quechega a fazer uma escola de samba atravessar num palco se misturando comMozart; ou que atravessa uma avenida e dando lições de entusiasmo, criatividadee com simplicidade numa salada deliciosa entre negros, brancos, morenos,loiros, mulatos; enfim todos sob uma alma cativa que extrapola teus gestos eteu ser. Vai, Vai João!
João de muitos ‘Joões’, algunsque nem sabem ler não. Este João saracura que faz da música uma religiãoligando pessoas que jamais teriam tais ligações por outros meios, pois ele é oinventor de sonhos acordados e ousados.
João Carlos Martins é umamistura de muitos Joões sim!
Um João que era Bach alemão, outroque era João que era o símbolo dos dribles de um menino de pernas tortaschamado Garrincha de nossa Seleção e este de mãos tortas que dribla e inventa, encantaaté os acometidos por uma doença moderna chamada ‘surdez musical’.
Ei João! A Música Venceu eentão somos campeões mundiais graças ao teu DNA. Sim, isto é coisa de DNA, simDNA.
Não aquele DNA que é exploradonos programinhas de TV de terceiro nível, mas sim um DNA que está estampado emtua história, tua saga, tua ousadia ou tua loucura saudável.
DNA que oculta tuaDeterminação, Naturalidade e Alegria.
É este o teu DNA, Mestre JoãoCarlos Martins de mares que jamais terão fins, pois mesmo que não entenda,estás deixando legados significativos e marcantes em mentes e cidadãos que nemsabem de Mozart, Beethoven, Carlos Gomes, Tom Jobim e outros tantos tons.
Isto é loucura, caro João! Simloucura sim, pois somente um louco e genial pode gerar uma história como a tua.
Loucura sim como estácomprovado no documentário “Quis o destino”. Loucuras como a tua magistral invasãono Carnegie Hall pela primeira vez com uma orquestra brasileira dando showinesquecível.
João Carlos Martins que faz deJoão Sebastião Bach um alemão brasileiro em todos os cantos e canteiros. És simJoão, dono do Maracanazinho lotado degente simples para curtir aquelas meninas cegas num canto e dança de emoçãoprofunda.
João, em um pais que se dizespecializado em dribles, dribla a assertiva trágica de uma paralisia manual eme faz lembrar que este tem algo de um outro João. Um outro também estrangeiro,também menino travesso que um dia me pediu para imaginar, imaginar, imaginar.
Então João, que não és Lennon,mas tens a mesma travessura de quem ressuscita algo que não está morto, querenasce algo que não existe, que cria em crises criadas sei lá por quem e fazobras de arte em humanos outrora rejeitados.
Veja só João! João que foiparaParaisópolis, tomou estepaís como sua metrópole e por onde passa provoca delírios, aplausos, mudanças ehipnose.
João, veja como és outros Joõestambém, tal qual como aquele João Lennon que um dia nas Nova Iorques da vida afirmou:
“Você pode dizer que sou um sonhador, mas não sou o único. Tenho aesperança de que um dia você se juntará a nós e o mundo viverá como um só.”
João Carlos Martins que metraz a lembrança de meu próprio pai, também acometido de deficiência no braçodireito: amputado. Mas em momento algum o Senhor Antenor deixou de ser ousado,criativo, músico da gaita de boca, inventor de coisas e alegria contagiante.
Meu pai, Antenor acho quetinha as antenas ligadas em outras energias e suas notas eram de tenor vibranteque jamais se deixava abater; coisas que o Senhor João Carlos Martins conhecebem.
João, digno brasileiro queferve como uma brasa de emoção e dedicação ao próximo. Que merece ser inscriçãona bandeira deste país e assim passaria a ser então:
“JOÃO, ORDEM E PROGRESSO”
Assim, todos os demaisbrasileiros iriam pensar, sentir, vivenciar, vibrar, torcer, gerar, gritar Goooooooool Mais um Goooool brasileiro!Goool do Mestre Maestro JOÃO CARLOS MARTINS BRASILEIRO.
Sr. João Carlos Martins és oúnico culpado disto tudo.
E agora não adianta reclamar,pois quem mandou cativar, agora agüente, já que mesmo que não aceite és umprofessor, que professa aulas e lições das mais diversas, tal como naexpressão:
'Para ter sucesso é preciso a disciplinade um atleta
e a alma de um poeta'
Maestro João Carlos Martins,que já foi objeto de livros, filmes, documentários, entrevistas, reportagens, samba-enrêdos,novelas e tantos outros registros. Só está faltando uma coisa, creio.
Falta agora o Brasil, como umtodo, descobrir o Maestro JOÃO CARLOS MARTINS, desde as escolas até as feiraslivres, desde as rodoviárias até as vias aéreas, desde os joguinhos dasescolinhas de futebol até as posturas das autoridades constituídas deste país.
Falta só isto! E isto só, nãocabe em nada ao maestro, mas sim cabe a cada um de nós brasileiros que ocurtirem, ouvirem, assistirem e enfim vivenciarem este ídolo vivo e proativo deum país verde-amarelo.
Está faltando pouco, tenhapaciência caro Mestre Maestro.
Paz e ciência!
Caro Maestro Mestre,finalizando quero registrar que estava me sentindo algo estranho, por causa deminhas próprias palavras, achando como que excedendo limites ou ficando semrazões de tantos registros.
Mas enfim, me tranqüilizeilogo ao ler uma nota do jornal Le Figaro, de alguns anos atrás quando ao sereportar a vossa pessoa afirmou:
“Martins parece possuído, livre, hipnotizantede uma forma até demoníaca. Suas interpretações são fulgurantes.” Le Figaro
Caro Mestre Maestro JoãoCarlos Martins, ainda bem que não estou só nestas percepções a teu respeito ete respeito com o máximo de dignidade que mereces. Até mais!
“Vai, Vai Joãooooo e Goooooool !”
Parece até perseguição, poishá tempos vi o mesmo tanto na TV, como na internet e me dou de cara com estetal professor que professa realidades sonhadas.
João Carlos Martins é o nomedo professor.
A sala de aula era uma tela deTV do canal Cultura. Os alunos presentes e os invisíveis ausentes, creio que milhõessubmetidos todos a uma mesma magia, emoção e alguns até em plena transposiçãoda realidade para algo místico.
O Maestro João Carlos Martins,que por si só como musicista e sua história como pessoa são lições dignas de méritose deveriam ser objetos para estudantes desde as séries iniciais até nos cursosde doutos; pois além de músico clássico é popular, com perfil e mensagens parapassar, que podemos crer ser muito mais importante que muitos cálculos matemáticos,físicos ou químicos.
Ah! Tem também as teorias psicossociaisque merecem apreender com tal mestre paradigmas das relações mentais emetafísicas pois não é por mero acaso que ele age assim, ou por determinaçãopessoal ou porque nasceu em um berço esplêndido.
O mestre João Carlos Martinstem algo que somente algumas figuras humanas conseguem nos fazer aprender eapreender, e nos prende de forma subliminar.
Este teimoso humano tem algo,ou alguma similaridade com outras figuras que passaram pelo nosso século, comopor exemplo: Luiz Gonzaga, Cora Coralina, Carlos Gomes, Ariano Suassuna,Vinicius de Morais, Tom Jobim, Joãozinho Trinta, Chico Xavier, Ayrton Senna, ElisRegina; entre tantos outros.
Este torcedor da Portuguesa deDesportos tem como antecedentes elementos, itens e passagens que, sem mesmosaber, torna-se uma atleta exponencial de nossa cultura brasileira. Digno deser tratado como Excelência ou como nas histórias infantis um de nossos heróis,enfeitiçando-nos de um jeito que não tem mais jeito de se livrar; graças adeus!
É um astro que entra em camponas vidas das pessoas, sem também conhecer as mesmas, marca-as com tamanhaprofundidade e com tanta emoção que estou seriamente pensando em arriscardenunciá-lo, para algum conselho profissional, pelo uso devido como terapeuta daalma através da música e expressão afetivo-emocional.
Se Freud ainda fosse vivo achoque dispensaria o divã e iria fazer as análises em um palco cheio deinstrumentos e cantos sob a regência deste pianista maestral. Se Einsteintivesse esta oportunidade de curti-lo jamais iria perder seu tempo embaixo deum pé de maçã, mas sim iria ver a gravidade dos toques, gestos e docilidadedeste inventor de cenários.
Se Cabral tivesse conhecimentodo mesmo antes de chegar a Santa Cruz da Cabrália, certamente teria deletadotal aventura de abuso contra os dos negros e então o Brasil seria descobertopor um outro João, o Bach que viria pra cá para ensinar e aprender a fazermúsica temperamental.
Creio que se Carlos Gomesestivesse esperado mais um pouquinho é bem provável que iria compor uma óperacom muita emoção, docilidade, alternâncias e impacto, retratando na mesma afigura de um moleque travesso que virou maestro.
Entendo que João CarlosMartins não é mero modelo para que outras pessoas com dificuldades venham a seguirou se superar, mas muito mais que isto.
O Maestro João, que talveztenha algo da encarnação de Bach (aquele outro João) é sim uma disciplina vivapara ser estudado, analisado, vivenciado, curtido, decorado, dançado, ouvido,sentido e praticado em todas as instâncias educacionais, organizacionais einstitucionais.
Quem não conhece João CarlosMartins sugiro imaginar 6.000 crianças encantando platéias em palcos deste país,ou mais de 30 orquestras construídas com a participação de menores proletáriosou imagine você receber uma carta de um jovem da Fundação Casa (ex-delinquente,como costumamos rotular) e ler: “TioMaestro a música venceu o crime”, graças a investimento joanino (relativo àJoão) que foi feito junto aosadolescentes daquela instituição.
Estas são as ‘coisas’ desteJoão Campeão, teimoso, são estes dados que têm a vibração e a afetividade de ummaestro que é muito mais que um maestro: é o exemplo de humildade comresponsividade, com criatividade e com dignidade.
Se a música venceu o crime,estas jornadas joaninas estão vencendo a descrença de quem não sonha acordado,ou para alguns que ainda acham impossível um país como o nosso ter 1.000orquestras com garotos da periferia e gerando cidadania.
Ei João, acorda! És referêncianacional e internacional e agora não tem jeito não...aguenta a gente João!
Aguente diante de quem te diz‘não’, ou aquelas ‘ótoridadis’ que sósabem se aproveitar de tua imagem e tentar angariar votos numa eleição.
Ei João! Acorda, mestrefulião, que o carnaval não acabou não e a cada apresentação tu aumenta o bandode loucos desfilando em tuas aulas com muita emoção.
Ei! João! Que bom que vocênasceu no Brasil, pois assim você pode virar samba-enrêdo nas avenidas denossas mentes, gerar orquestras em todo canto e assim criar o ‘encanto’ paraquem havia só desencanto.
Ei! João, continue mostrandocomo é possível criar o impossível pela teimosia de crer em si mesmo; serMestre sem esnobar os ‘títulos’ que são comuns aos incompetentes, mas simrevelar-se sempre com a humildade que não lhe impede a receber méritos da maisprofunda credibilidade.
Ei! João! Lá vem o Bexiga, talqual num desfile de tua escola de samba, lá estamos todos nós, um bando deloucos, a maioria ocultos e analfabetos em relação à música clássica, masletrados em tuas lições de amor e ousadia, de persistência e criatividade, deloucuras reais e saudáveis, tal qual um João Valentão, cantado pela pimentinhaElis, quando dizia:
Porque não há sonho mais lindo
Do que sua terra, não há.”
E nesta terra de tantos ‘Joõesninguém’ você nos mostra nova visão através desta missão de gerar cidadãosatravés de teus sonhos, gestos, expressões, sorrisos, canções, toques eemoções.
Caro João valentão!
A música venceu, O dom é a luz que vem deDeus..
A emoção, Vai-Vai esplandeceu...'
Este moleque travesso quechega a fazer uma escola de samba atravessar num palco se misturando comMozart; ou que atravessa uma avenida e dando lições de entusiasmo, criatividadee com simplicidade numa salada deliciosa entre negros, brancos, morenos,loiros, mulatos; enfim todos sob uma alma cativa que extrapola teus gestos eteu ser. Vai, Vai João!
João de muitos ‘Joões’, algunsque nem sabem ler não. Este João saracura que faz da música uma religiãoligando pessoas que jamais teriam tais ligações por outros meios, pois ele é oinventor de sonhos acordados e ousados.
João Carlos Martins é umamistura de muitos Joões sim!
Um João que era Bach alemão, outroque era João que era o símbolo dos dribles de um menino de pernas tortaschamado Garrincha de nossa Seleção e este de mãos tortas que dribla e inventa, encantaaté os acometidos por uma doença moderna chamada ‘surdez musical’.
Ei João! A Música Venceu eentão somos campeões mundiais graças ao teu DNA. Sim, isto é coisa de DNA, simDNA.
Não aquele DNA que é exploradonos programinhas de TV de terceiro nível, mas sim um DNA que está estampado emtua história, tua saga, tua ousadia ou tua loucura saudável.
DNA que oculta tuaDeterminação, Naturalidade e Alegria.
É este o teu DNA, Mestre JoãoCarlos Martins de mares que jamais terão fins, pois mesmo que não entenda,estás deixando legados significativos e marcantes em mentes e cidadãos que nemsabem de Mozart, Beethoven, Carlos Gomes, Tom Jobim e outros tantos tons.
Isto é loucura, caro João! Simloucura sim, pois somente um louco e genial pode gerar uma história como a tua.
Loucura sim como estácomprovado no documentário “Quis o destino”. Loucuras como a tua magistral invasãono Carnegie Hall pela primeira vez com uma orquestra brasileira dando showinesquecível.
João Carlos Martins que faz deJoão Sebastião Bach um alemão brasileiro em todos os cantos e canteiros. És simJoão, dono do Maracanazinho lotado degente simples para curtir aquelas meninas cegas num canto e dança de emoçãoprofunda.
João, em um pais que se dizespecializado em dribles, dribla a assertiva trágica de uma paralisia manual eme faz lembrar que este tem algo de um outro João. Um outro também estrangeiro,também menino travesso que um dia me pediu para imaginar, imaginar, imaginar.
Então João, que não és Lennon,mas tens a mesma travessura de quem ressuscita algo que não está morto, querenasce algo que não existe, que cria em crises criadas sei lá por quem e fazobras de arte em humanos outrora rejeitados.
Veja só João! João que foiparaParaisópolis, tomou estepaís como sua metrópole e por onde passa provoca delírios, aplausos, mudanças ehipnose.
João, veja como és outros Joõestambém, tal qual como aquele João Lennon que um dia nas Nova Iorques da vida afirmou:
“Você pode dizer que sou um sonhador, mas não sou o único. Tenho aesperança de que um dia você se juntará a nós e o mundo viverá como um só.”
João Carlos Martins que metraz a lembrança de meu próprio pai, também acometido de deficiência no braçodireito: amputado. Mas em momento algum o Senhor Antenor deixou de ser ousado,criativo, músico da gaita de boca, inventor de coisas e alegria contagiante.
Meu pai, Antenor acho quetinha as antenas ligadas em outras energias e suas notas eram de tenor vibranteque jamais se deixava abater; coisas que o Senhor João Carlos Martins conhecebem.
João, digno brasileiro queferve como uma brasa de emoção e dedicação ao próximo. Que merece ser inscriçãona bandeira deste país e assim passaria a ser então:
“JOÃO, ORDEM E PROGRESSO”
Assim, todos os demaisbrasileiros iriam pensar, sentir, vivenciar, vibrar, torcer, gerar, gritar Goooooooool Mais um Goooool brasileiro!Goool do Mestre Maestro JOÃO CARLOS MARTINS BRASILEIRO.
E agora não adianta reclamar,pois quem mandou cativar, agora agüente, já que mesmo que não aceite és umprofessor, que professa aulas e lições das mais diversas, tal como naexpressão:
'Para ter sucesso é preciso a disciplinade um atleta
e a alma de um poeta'
Maestro João Carlos Martins,que já foi objeto de livros, filmes, documentários, entrevistas, reportagens, samba-enrêdos,novelas e tantos outros registros. Só está faltando uma coisa, creio.
Falta agora o Brasil, como umtodo, descobrir o Maestro JOÃO CARLOS MARTINS, desde as escolas até as feiraslivres, desde as rodoviárias até as vias aéreas, desde os joguinhos dasescolinhas de futebol até as posturas das autoridades constituídas deste país.
Falta só isto! E isto só, nãocabe em nada ao maestro, mas sim cabe a cada um de nós brasileiros que ocurtirem, ouvirem, assistirem e enfim vivenciarem este ídolo vivo e proativo deum país verde-amarelo.
Está faltando pouco, tenhapaciência caro Mestre Maestro.
Paz e ciência!
Caro Maestro Mestre,finalizando quero registrar que estava me sentindo algo estranho, por causa deminhas próprias palavras, achando como que excedendo limites ou ficando semrazões de tantos registros.
Mas enfim, me tranqüilizeilogo ao ler uma nota do jornal Le Figaro, de alguns anos atrás quando ao sereportar a vossa pessoa afirmou:
“Martins parece possuído, livre, hipnotizantede uma forma até demoníaca. Suas interpretações são fulgurantes.” Le Figaro
Caro Mestre Maestro JoãoCarlos Martins, ainda bem que não estou só nestas percepções a teu respeito ete respeito com o máximo de dignidade que mereces. Até mais!
“Vai, Vai Joãooooo e Goooooool !”
VOU DORMIR
QUE MAGIA É ESTA?
NEM POETA, NEM ESCRITOR, SOMENTE UM SIMPLES EXPECTADOR
O QUE QUE HÁ!
ESCREVO E NÃO SEI QUEM ESTÁ LENDO
Há que se cuidar do mundo
Tomar conta da amizade
Alegria e muito sonho
Espalhados no caminho
Verdes, planta e sentimento
Folhas, coração,
Juventude e fé."
Crenças x Milagres x Mídia
"Crenças x Milagres x Mídia e as pessoas".
Seja a nivel individual ou na gestão de pessoas em grupos, coletividades e na comunidade em geral, acredito que o conceito FELICIDADE está sim vinculado a um paradigma mental chamado 'crença'. Crença, aqui podendo ser entendida como acreditar em verdades e para que a pessoa tenha verdade ou verdades nas quais acreditar (crença), temos que considerar, no plano mental, a ocorrência de processos como: imaginar, pensar e/ou visualizar.
Vamos a um exemplo real do 'aqui e agora'. Kevin, morador de rua, a pouco saiu de onde pernoitou e bateu em minha porta (imaginou/visualizou) acreditando na possibilidade de ter um café com pão para matar sua necessidade. Foi atendido e creio que satisfeito, agradeceu, mas posteriormente questionou sobre uma mensagem que viu num gráfico numa das paredes da casa. "Oque é isso?".
Ao explicar a Kevin a figura que parecia absurda ou ilógica, ele com um sorriso respondeu: "Ah! Sim....legal". Neste segundo momento poderemos compreender que ao questionar, Kevin buscou 'entender' algo que gerou um conflito em seu processo mental de compreensão; e ao entender ficou FELIZ, sorrindo por ter entendido o tal quebra-cabeça.
Mas, esta cena não terminou por ai. Foi interessante, logo a seguir, este morador de rua questionar sobre a placa indicando: Já 910.000 MENSAGENS, (referindo-se ao painel indicando o número de mensagens distribuídas pelo Projeto “UMA MENSAGEM PRA VOCÊ”, numa calçada em Amparo/SP) quando disse: "Já tudo issoooo?". Não que Kevin estava duvidando do resultado registrado quanto ao número de mensagens já distribuídas ao longo de mais de 2 anos e meio, mas sim, entendo tal reação como que algo deslumbrado com as 910 MIL e novamente reagiu com um sorriso dizendo: "Legal né?". Ao ir embora, agradeceu e foi a luta na tarefa de catar papelão para sua sobrevivência.
Então, embora para muitos este relato não tenha nada a ver com Fé, Crenças e a Felicidade; entendemos que todo este complicado sistema mental que Kevin usou e usa é similar aos processos mentais que levam pessoas buscar apoio/solução de dificuldades nos centros religiosos, como por exemplo, na Aparecida do Norte, em Juazeiro do Norte com o Padre Cícero, em Fátima-Portugal, com Chico Xavier, como também em tantos outros movimentos religiosos.
Também poderemos estender tal sistema mental até para crenças traduzidas por rituais dos mais diversos. Em determinada tribo primitiva o fogo poderia ser o meio através do qual a FELICIDADE iria ser alimentada. Em outra comunidade a dança com o corpo colorido e/ou enfeitado seria a forma de sentir-se FELIZ. Nos tempos atuais podemos entender que uma simples tatuagem no corpo pode fazer com que um jovem sinta-se mais fortalecido, mais orgulhoso de si mesmo e FELIZ por fazer parte de um grupo determinado.
Por outro lado, temos muito em comum entre nós pessoas que para se sentirem felizes optam por vivenciar momentos de FELICIDADE através da crítica ao outro, do julgar o outro como fator essencial para se sentir bem ou competente. Vejamos tais repertórios nos comportamentos dos políticos que acreditam serem donos de suas verdades e usam a crítica ao adversário como forma de se realizar junto ao seu partido, grupo ou eleitorado.
Temos tais padrões na convivência com nossos vizinhos através da fofoca, que ao fazê-la o autor sente-se como que com o poder da notícia e que pela transferência do fato a outras pessoas o leva a sentir-se FELIZ. Exemplo fictício: “Você viu o fulano do 103, largou a família e fugiu com a vendedora do jogo de bicho que era amante do diretor do jornal? Nossa!”
Em nada o exemplo anterior é diferente do que é apresentado por alguns programas de tv/rádio nos quais a fofoca é matéria essencial para destacar no outro comportamentos absurdos ou esquistos.
Então, suponho que ouvintes e espectadores de tais programas acreditam no noticiário, vibram emocionalmente com o relato, gerando em muitos casos numa dependência que poderia ser similar a um processo hipnótico; a fofoca gerando comportamentos absurdos como no caso da notícia de que a Bolsa Família iria ‘acabar’, notícia ocorrida há alguns meses, fazendo com que milhões de brasileiros fossem para os bancos numa corrida absurda, como se fosse ‘o fim do mundo’ para sacar seus minguados reais, gerado por um fato irreal.
Para encerrar, creio que ao redigir este texto, estou também crendo na minha competência de ser claro, objetivo e compreensível; devido aos processos mentais que me envolvem no momento: Imaginar, pensar, visualizar, sentir, criar e no final ter a CRENÇA nestas ‘minhas’ verdades. Mas tais afirmações podem ser negadas, contestadas, alteradas ou até condenadas parcial ou totalmente, por mim ou por outros.
Entendo que entre leitores deste texto é natural que alguns concordem e outros discordem; chegando neste caso a conclusões diversas entre as quais algumas como: “texto não serve para nada”, ou “é pura verborragia para querer aparecer”, ou “quer se mostrar como intelectual”, ou outras similares nesta linha de julgamento.
Mas enquanto as reações de julgamentos contrários a estas ‘verdades’ não forem registradas, fico com sentimentos da CRENÇA estabelecido conscientemente e assim me sinto FELIZ por compartilhar tais opiniões com leitores.
Rindo de que?
Rindo de que?
Embora parado ou estacionado como se fosse numa esquina, meus pensamentos e/ou memórias não param de ‘buzinar’ coisas em minha mente. Algumas parecendo sem sentido, mas que podem serem sentidas com lógica e compreensão. Como no caso de um riso, sozinho num corredor de um centro de atendimento médico, do qual fui autor ou vítima.
Lá estava eu saindo de mais um encontro semanal que eu tinha com um pessoal da Terceira Idade e a expressão de riso em meu rosto provocou a curiosidade de Da. Nice, que ao me cumprimentar emendou: “Ei! Doutor! De que está rindo?”.
Continuando com o
riso, tentei esclarecer a ela:
“foi
por causa da anedota que o Seu Antonio acabou de contar no grupo. Vamos ver se a Senhora sabe a resposta
desta pegadinha!
E então perguntei a
ela:
“Qual é o nome do peixe que caiu do 12º andar”.
Ela pensou, pensou
e antes que respondesse eu emendei dramatizando a ação:
“AAAAAAAAAAAAAAAAAAAA.......TUM !!!.
Dona Nice e todos
os demais que estavam ali ao seu lado caíram juntos num coro só de risadas e lá
fui eu para os próximos atendimentos. E pensei.
Interessante este
processo humano chamado “riso”. É contaminador, pois alguém ouve uma piada e de
imediato vem a resposta fisio-emocional do riso. Também conta-se, sem tomar
consciência, com outros elementos da mente humana, como por exemplo a imaginação.
Ao ouvir uma piada
o processo de imaginação entra em cena de imediato provocando seqüências
internas e externamente observáveis na relação corpo-mente.
O preceito popular:
“Rir é o melhor remédio”, todos
conhecemos e tem fundamento hoje confirmados por pesquisas. Mas não é
necessário recorrer aos estudos científicos para se provar tal assertiva.
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