Crenças x Milagres x Mídia
"Crençasx Milagres x Mídia e as pessoas".
Seja a nivelindividual ou na gestão de pessoas em grupos, coletividades e na comunidade emgeral, acredito que o conceito FELICIDADE está sim vinculado a um paradigmamental chamado 'crença'. Crença, aqui podendo ser entendida como acreditar emverdades e para que a pessoa tenha verdade ou verdades nas quais acreditar(crença), temos que considerar, no plano mental, a ocorrência de processoscomo: imaginar, pensar e/ou visualizar.
Vamos a umexemplo real do 'aqui e agora'. Kevin, morador de rua, a pouco saiu de ondepernoitou e bateu em minha porta (imaginou/visualizou) acreditando napossibilidade de ter um café com pão para matar sua necessidade. Foi atendido ecreio que satisfeito, agradeceu, mas posteriormente questionou sobre umamensagem que viu num gráfico numa das paredes da casa. "Oque éisso?".
Ao explicar aKevin a figura que parecia absurda ou ilógica, ele com um sorriso respondeu:"Ah! Sim....legal". Neste segundo momento poderemos compreender que aoquestionar, Kevin buscou 'entender' algo que gerou um conflito em seu processomental de compreensão; e ao entender ficou FELIZ, sorrindo por ter entendido otal quebra-cabeça.
Mas, estacena não terminou por ai. Foi interessante, logo a seguir, este morador de ruaquestionar sobre a placa indicando: Já 910.000 MENSAGENS, (referindo-se aopainel indicando o número de mensagens distribuídas pelo Projeto “UMA MENSAGEMPRA VOCÊ”, numa calçada em Amparo/SP) quando disse: "Já tudoissoooo?". Não que Kevin estava duvidando do resultado registrado quantoao número de mensagens já distribuídas ao longo de mais de 2 anos e meio, massim, entendo tal reação como que algo deslumbrado com as 910 MIL e novamentereagiu com um sorriso dizendo: "Legal né?". Ao ir embora, agradeceu efoi a luta na tarefa de catar papelão para sua sobrevivência.
Então, emborapara muitos este relato não tenha nada a ver com Fé, Crenças e a Felicidade;entendemos que todo este complicado sistema mental que Kevin usou e usa ésimilar aos processos mentais que levam pessoas buscar apoio/solução dedificuldades nos centros religiosos, como por exemplo, na Aparecida do Norte,em Juazeiro do Norte com o Padre Cícero, em Fátima-Portugal, com Chico Xavier,como também em tantos outros movimentos religiosos.
Tambémpoderemos estender tal sistema mental até para crenças traduzidas por rituaisdos mais diversos. Em determinada tribo primitiva o fogo poderia ser o meioatravés do qual a FELICIDADE iria ser alimentada. Em outra comunidade a dançacom o corpo colorido e/ou enfeitado seria a forma de sentir-se FELIZ. Nostempos atuais podemos entender que uma simples tatuagem no corpo pode fazer comque um jovem sinta-se mais fortalecido, mais orgulhoso de si mesmo e FELIZ porfazer parte de um grupo determinado.
Por outrolado, temos muito em comum entre nós pessoas que para se sentirem felizes optampor vivenciar momentos de FELICIDADE através da crítica ao outro, do julgar ooutro como fator essencial para se sentir bem ou competente. Vejamos tais repertóriosnos comportamentos dos políticos que acreditam serem donos de suas verdades eusam a crítica ao adversário como forma de se realizar junto ao seu partido,grupo ou eleitorado.
Temos taispadrões na convivência com nossos vizinhos através da fofoca, que ao fazê-la oautor sente-se como que com o poder da notícia e que pela transferência do fatoa outras pessoas o leva a sentir-se FELIZ. Exemplo fictício: “Você viu o fulanodo 103, largou a família e fugiu com a vendedora do jogo de bicho que era amantedo diretor do jornal? Nossa!”
Em nada oexemplo anterior é diferente do que é apresentado por alguns programas detv/rádio nos quais a fofoca é matéria essencial para destacar no outrocomportamentos absurdos ou esquistos.
Então,suponho que ouvintes e espectadores de tais programas acreditam no noticiário,vibram emocionalmente com o relato, gerando em muitos casos numa dependênciaque poderia ser similar a um processo hipnótico; a fofoca gerandocomportamentos absurdos como no caso da notícia de que a Bolsa Família iria‘acabar’, notícia ocorrida há alguns meses, fazendo com que milhões debrasileiros fossem para os bancos numa corrida absurda, como se fosse ‘o fim domundo’ para sacar seus minguados reais, gerado por um fato irreal.
Paraencerrar, creio que ao redigir este texto, estou também crendo na minhacompetência de ser claro, objetivo e compreensível; devido aos processosmentais que me envolvem no momento: Imaginar, pensar, visualizar, sentir, criare no final ter a CRENÇA nestas ‘minhas’ verdades. Mas tais afirmações podem sernegadas, contestadas, alteradas ou até condenadas parcial ou totalmente, pormim ou por outros.
Entendo queentre leitores deste texto é natural que alguns concordem e outros discordem;chegando neste caso a conclusões diversas entre as quais algumas como: “textonão serve para nada”, ou “é pura verborragia para querer aparecer”, ou “quer semostrar como intelectual”, ou outras similares nesta linha de julgamento.
Mas enquantoas reações de julgamentos contrários a estas ‘verdades’ não forem registradas,fico com sentimentos da CRENÇA estabelecido conscientemente e assim me sintoFELIZ por compartilhar tais opiniões com leitores.
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