Lista de Poemas
MYKONOS
Ei Elisa, você desceu pelas montanhas sagradas. Viria me visitar nesta terra deflorada, onde os homens estão suscetíveis a toda má sorte. No caminho, animais eretos e mascarados dançavam dando voltas e voltas ao redor da fogueira trepidante. Você se distraiu, pois você é facilmente abalada pela barbárie. Eles alimentavam-se de camundongos, aquilo seria um ritual de purificação? "As fagulhas fumegantes são como a chuva do deserto" - você pensou. Elisa, você continuou caminhando, se desvencilhando dos ganhos das árvores, andando cada vez mais rápido, até finalmente se pegar correndo no meio da mata. Os espectros noturnos lhe causavam surtos de medo momentâneos e, consequentemente, risos desconcertados depois de uma auto avaliação. "Que boba" - você dizia sussurrando. Quando você chegou ao mundo dos vivos, eu estava lá; sentado ao pé de um pinheiro vencido pelo tempo, mexendo com os pinhos carcomidos pelos fungos. Eu falava de mundos que desconhecia, de terras onde jamais poderia pisar, eu queria ser tão sagrado quanto você, contudo os seus dedos cálidos e seu hálito morno, me traziam de volta para a aridez de meus dias. Seu rosto me ignorava, como uma porta que bate ruidosamente. E ai, quando você se distanciou a passos lentos, uma nuvem de poeira cobriu-me. Meus olhos, embotados de poeira, te seguiram pelo caminho vazio, até sua presença se tornar um completo silêncio.
"Saindo da semente de sua mente rasa, toda noite?".
"Saindo da semente de sua mente rasa, toda noite?".
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Elisa
Elisa, você exigiu de mim pureza. Em minhas ações despreocupadas você tentou nortear os meus passos sobe o julgo dessa sua bússola de bolso. Eu gritei bem alto: " me deixe aqui, em qualquer lugar e esqueça". Seus olhos cheios de ternura me olharam, falido e descalço, pela última vez. O frio asfalto queimou os meu pés e a chuva foi vagarosamente fazendo com que eu entrasse bem pra dentro de mim. Era noite e amanheceu. A luz clara e lúcida me despertou logo no momento em que eu me enconhia e esquecia do calor do teu corpo. Elisa, não me esqueça!
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Berlin
Querida, adormeça sem medo. Feche os olhos e não pense na guerra. Sinta a brisa sem o cheiro de pólvora. Em seus sonhos, toque o trigo que nasce no campo. Tão amarelo como a cor dos seus cabelos e imaculado pelo sangue. Durma como nos primeiros dias, quando o ódio era tão pequeno quanto a passageira raiva dos teus pequenos filhos. Hoje você não ouvirá os canhões ou as metralhadoras rasgando o céu. Teus olhos tenros só despertarão com o canto das aves ou o brado do galo anunciando a aurora. Minhas mãos vão te acariciar e te resguardar do mal que invade bravio, como clarins de guerra, os nossos pensamentos. Durma calmamente, e pense nos teus dias de paz que ainda não chegaram.
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Berlin
Querida, adormeça sem medo. Feche os olhos e não pense na guerra. Sinta a brisa sem o cheiro de pólvora. Em seus sonhos, toque o trigo que nasce no campo. Tão amarelo como a cor dos seus cabelos e imaculado pelo sangue. Durma como nos primeiros dias, quando o ódio era tão pequeno quanto a passageira raiva dos teus pequenos filhos. Hoje você não ouvirá os canhões ou as metralhadoras rasgando o céu. Teus olhos tenros só despertarão com o canto das aves ou o brado do galo anunciando a aurora. Minhas mãos vão te acariciar e te resguardar do mal que invade bravio, como clarins de guerra, os nossos pensamentos. Durma calmamente, e pense nos teus dias de paz que ainda não chegaram.
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REGINA
Regina, distingui em teus verdes olhos os planetas e as estrelas no céu distante. Enquanto tu olhavas para o céu enevoado, procurando os astros que eu apontava sem saber. Eu refletia sobre mundos bem mais terrenos e íntimos. Tu disseste que tuas crises existenciais não possuiam fundamentos e que se tu sofria, sofria se não por uma causa que teus pobres sentidos não puderam ainda conhecer. Regina, o mundo não é esteticamente perfeito e polido como nossos ínfimos objetivos. Quantas vezes sofreste no escuro canto do teu quarto e quantas vezes me alegrei por estar no que eu dizia ser o melhor lugar do meu mundo. Posso tragar para dentro de mim todos os teus anseios. Morreria arquejante, diria teu nome três vezes ou o meus motivos uma so vez. Haveria beleza em meu torso asfixiado, e morreria roxo, pois roxo é tua cor preferida.
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Saco de Mentiras
Meu saco de mentiras está furado. Eu o trouxe comigo até aqui carregando-o sobre meus ombros, e pequenas mentiras começaram a vazar no princípio do caminho. Agora, é grande a brecha, e mentiras bem maiores escapam pelo fundo que descosturou-se. Meus perseguidores, se valendo de minha desatenção, juntaram cada mentira que ficou no caminho que fiz até aqui. Colaram cada mentira uma à outra, comou um quebra cabeças, e me emboscaram enquanto eu descansava conscientemente tranquilo. "Veja esss belo mozaico que montamos com todos os seus pecados caídos na estrada!" Eles disseram. Era realmente bela a arte de meus enganos. Atônito, tentei negar. Me pus a esbravejar e praguejar contra esses algozes tenazes que apontavam contra mim todos os seus dedos acusadores. Contudo, de relance - vi em seus rostos algo de familiar e íntimo. Algo que muito se parecia com àquela velha consciência que deixei, no início da minha jornada, a mendigar minha atenção.
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Berlin
Querida, adormeça sem medo. Feche os olhos e não pense na guerra. Sinta a brisa sem o cheiro de pólvora. Em seus sonhos, toque o trigo que nasce no campo. Tão amarelo como a cor dos seus cabelos e imaculado pelo sangue. Durma como nos primeiros dias, quando o ódio era tão pequeno quanto a passageira raiva dos teus pequenos filhos. Hoje você não ouvirá os canhões ou as metralhadoras rasgando o céu. Teus olhos tenros só despertarão com o canto das aves ou o brado do galo anunciando a aurora. Minhas mãos vão te acariciar e te resguardar do mal que invade bravio, como clarins de guerra, os nossos pensamentos. Durma calmamente, e pense nos teus dias de paz que ainda não chegaram.
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Berlin
Querida, adormeça sem medo. Feche os olhos e não pense na guerra. Sinta a brisa sem o cheiro de pólvora. Em seus sonhos, toque o trigo que nasce no campo. Tão amarelo como a cor dos seus cabelos e imaculado pelo sangue. Durma como nos primeiros dias, quando o ódio era tão pequeno quanto a passageira raiva dos teus pequenos filhos. Hoje você não ouvirá os canhões ou as metralhadoras rasgando o céu. Teus olhos tenros só despertarão com o canto das aves ou o brado do galo anunciando a aurora. Minhas mãos vão te acariciar e te resguardar do mal que invade bravio, como clarins de guerra, os nossos pensamentos. Durma calmamente, e pense nos teus dias de paz que ainda não chegaram.
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Boca de Cavidades
Quanto tempo falta?
Todas essas colchas de cama que sujamos enquanto o amor permeava os nossos corpos, e todas a juras que fiz enquanto consumia o seu corpo embebido em vinho, não eram mentira. Ouça o som da bateria, está tocando a nossa música. Eu vou fazer uma marca no seu corpo com esta bituca de cigarro, quero ouvir um gemido seco e silencioso. No meio destas garrafas e cinzeiros a gente pôde encontrar um certo tipo de amor paradoxo, encobrindo o meu corpo e o seu. Você poderia morrer agora e ainda sim eu só sentiria falta dos seus suspiros suados, pois o momento mais importante de sua vida foi este; o momento em que você quase se sufocou com o peso do meu corpo sobre o seu. Me diga, quanto tempo falta para que o amor vaze completamente através de nossos ossos e não reste mais nada?
(Thalyson Huxley)
Todas essas colchas de cama que sujamos enquanto o amor permeava os nossos corpos, e todas a juras que fiz enquanto consumia o seu corpo embebido em vinho, não eram mentira. Ouça o som da bateria, está tocando a nossa música. Eu vou fazer uma marca no seu corpo com esta bituca de cigarro, quero ouvir um gemido seco e silencioso. No meio destas garrafas e cinzeiros a gente pôde encontrar um certo tipo de amor paradoxo, encobrindo o meu corpo e o seu. Você poderia morrer agora e ainda sim eu só sentiria falta dos seus suspiros suados, pois o momento mais importante de sua vida foi este; o momento em que você quase se sufocou com o peso do meu corpo sobre o seu. Me diga, quanto tempo falta para que o amor vaze completamente através de nossos ossos e não reste mais nada?
(Thalyson Huxley)
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Berlin
Querida, adormeça sem medo. Feche os olhos e não pense na guerra. Sinta a brisa sem o cheiro de pólvora. Em seus sonhos, toque o trigo que nasce no campo. Tão amarelo como a cor dos seus cabelos e imaculado pelo sangue. Durma como nos primeiros dias, quando o ódio era tão pequeno quanto a passageira raiva dos teus pequenos filhos. Hoje você não ouvirá os canhões ou as metralhadoras rasgando o céu. Teus olhos tenros só despertarão com o canto das aves ou o brado do galo anunciando a aurora. Minhas mãos vão te acariciar e te resguardar do mal que invade bravio, como clarins de guerra, os nossos pensamentos. Durma calmamente, e pense nos teus dias de paz que ainda não chegaram.
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Comentários (1)
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linx_10
2018-08-16
Sensacional ! Me veja no Site !!
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