Lista de Poemas
Épitáfio
Nesta vida fui mulher e fui amante
De ninguém
Pois ninguém
Me amou bastante
Saudade II
Chegou num abraço a madrugada
Envolta em languidez tamanha
Trazendo, vinda não sei de onde
A cadência de uma sinfonia estranha
O brilho das estrelas reluzindo
Desce do céu em doce companhia
Sendo os teus olhos, a luz que alumia
Que aquece e incendeia, a minha poesia
Esta amizade que entre nós flutua
Cúmplices, vivendo de um amor antigo
Eternamente presos a uma só verdade
Embora longe sinto, estás comigo
Quero-te tanto mesmo não sendo tua
Meu terno amor, minha infeliz saudade
Metarmofose
Odeio SIM!
Odeio o amor!
O amor é peçonha, é reles
O amor é amargo como o fel
O amor mente, é ilusório
É ridículo e cruel
O amor mata!
O amor Não Existe!
O amor é uma trapaça!
VIVA O ÓDIO
Elejo-te bastião da minha vida
Odeio tanto quanto já amei
Odeio as pessoas e tudo quanto existe
Odeio a vida e tudo o que ela encerra
O- D- E- I- O - M E
E sinto que renasço e me renovo
Em cada dia, em cada ÓDIO.
Quero
Quero ser como o sol
Para te aquecer;
Quero ser como a lua
Iluminando a escuridão;
Quero ser como o vento
Para afastar de ti
Essa solidão.
Quero ser Mulher
Para te amar
Quero ser como tu
O MEU SOL E O MEU LUAR!
Solidão
Quantos dias
Sem amor eu já vivi...
Mesmo tendo a meu lado
Outro alguém!
Quantos dias de amor
Eu já perdi...
Quantas lágrimas sozinha
Eu chorei...
Quantas vezes
Para mim mesmo, menti.
Não quero amar, dizia:
Eu sou feliz assim.
Mas a minha alma
Disfarçando a dor
Morria a pouco e pouco
Sem amor.
Porquê ?
Porque me deixas só de mãos vazias
Sobre meu peito
Em gesto desesperado?
Porque não vens amor,
Encher meus dias
E com teus beijos
Envolver-me em doce encanto?
Porque persiste em mim
Esta agonia...
E no meu peito este meu choro,
Este meu pranto?
Cada dia que passa
é mais um dia,
Que a morte lentamente
Vem buscando.
Preciso do teu olhar
Não preciso de palavras
Não preciso de promessas
Nem de juras de amor
Não preciso de flores
Não preciso da luz do sol
Nem do azul do mar
Não preciso de sonhos lindos
Com estrelas de encantar
Só preciso de um abraço
Só preciso de um sorriso
E muito, muito do teu olhar
Porque escrevo
Escrevo no silencio da noite
E quando escrevo,
Não sei porque escrevo
Nem sei para quem escrevo
Apenas escrevo
Para ti ? não sei !
Para mim? talvez !
Ou talvez para ninguém
Escrevo apenas.
Escrever é soltar minhas mágoas
E cansaços
É sentir-me aninhada nos teus braços
E nos meus poemas
O doce calor dos teus abraços
Manhãde Primavera
Quando eu partir
Não quero:
Olhos chorosos nem flores na sepultura
Quando eu partir
Não quero:
Palavras embargadas nas gargantas
Quando eu partir
Que o sol brilhe em todo o seu esplendor
Quando eu partir
Que floresçam os campos e os caminhos
Quando eu partir
Que seja uma radiosa manhã
de Primavera
Alentejo II
As nuvens que andam no ar
Arrastadas pelo vento
Foram buscar água ao mar
Pra regar a todo o tempo
As terras de Alentejo
É que o sol que tudo abrasa
Nos cálidos dias de Verão
Trazem consigo a desgraça
Terra seca não dá pão
Daí que fossem buscar
A agua aonde ela corria
Direitinha para o mar
Era a carta de alforria
para a terra Alentejana
Em vez de trigo porém
Temos milhões de oliveiras
E fico a pensar p'ra comigo
Alentejo meu tesoiro
Saudades tenho das eiras
Com medas de trigo loiro
Colhidas pelas ceifeiras
Comentários (1)
é enorme e é um monstro<br />
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