soniabrandao

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Sônia Brandão publicou Prenúncio, livro de poemas breves. Tem ainda um livro virtual, O muro e a flor, em que casa a poesia com a fotografia: https://issuu.com/jcmbrandao/docs/o_muro_e_a_flor

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Memória

As lembranças crescem no sangue

do sol poente.

O velho poço tira as estrelas lá

do alto.

A terra se mistura com o pó

dos pássaros e

das borboletas

e cega os olhos ressequidos dos velhos.

Todas as canções se

apagaram.

É terrível o silêncio na garganta dos mortos.

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Poemas

17

Limite

Roubava as asas dos anjos

mas tinha os pés presos na lama
406

Dança

As botas do morto
dançam nas salas
da minha loucura
386

As palavras queimam





O poema é uma fogueira acesa na garganta
419

Luz e sombra



A velhinha na janela

sorri

e acena para a morte

que estende a roupa

no varal.


371

Dor

Mataram as minhas borboletas azuis.
401

A poesia

Um campo de girassóis entontecidos de luz.
368

Salvação



O anjo lhe propõe

a salvação

ele só se interessa em iludir

os peixes e os pássaros

com a solidão

do seu riso
364

Comentários (1)

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darlandematoscunha

Leveza e largura de pensamento, foi o que vi e li nestas páginas. Um abraço, Sônia, e obrigado pela visita. Darlan