Lista de Poemas
Chá das três
Chá das três
Tornei-me quem um dia acreditava nunca poder ser
Tornei-me inteira com você
Contornamo-nos feito um laço
O medo ficou atrás daquela porta
Renunciamos nosso passado
Deixamos nossos pés descalços
Vejo seu leve sorriso, sorrio
Sinto a leveza do seu lar, agora meu
Acomoda-me junto aos seus sonhos, não mais medonhos
Ganhamos infância, nossos dias incendeiam
Quando coloco à mesa mais bonito não há
Meu chá das quinze horas
Fico a esperar-te
Como a passagem de um livro
Fico presa neste capítulo
Não quero avançar
Quero reviver-te quantas vezes forem precisos
Reler-te até meu chá esfriar
Tornei-me quem um dia acreditava nunca poder ser
Tornei-me inteira com você
Contornamo-nos feito um laço
O medo ficou atrás daquela porta
Renunciamos nosso passado
Deixamos nossos pés descalços
Vejo seu leve sorriso, sorrio
Sinto a leveza do seu lar, agora meu
Acomoda-me junto aos seus sonhos, não mais medonhos
Ganhamos infância, nossos dias incendeiam
Quando coloco à mesa mais bonito não há
Meu chá das quinze horas
Fico a esperar-te
Como a passagem de um livro
Fico presa neste capítulo
Não quero avançar
Quero reviver-te quantas vezes forem precisos
Reler-te até meu chá esfriar
👁️ 347
Despreocupada
Aqui nessa visão privilegiada
Sentada à mesa na calçada
Posso observar cada rosto que passa
Eu, mal vestida e despreocupada,
Não me importo com o tempo que passa
Estendo minhas pernas sobre a cadeira
Quase uma preguiçadeira
Sinto descer gelado o malte fermentado
Minha indisciplina, minha regra
Se meus dias estão alheios a minha vontade
Sigo despreocupada, não posso fazer nada
Minha alma segue leve, quase embriagada
Meu olhar quase tático
Entrega o que tenho para compartilhar
Meu silêncio, minha verdade
Falei tudo que tive vontade
Agora se foi de verdade
A distância entre você e meu mundo
Só quando vc pular o muro
Vai saber...
Sentada à mesa na calçada
Posso observar cada rosto que passa
Eu, mal vestida e despreocupada,
Não me importo com o tempo que passa
Estendo minhas pernas sobre a cadeira
Quase uma preguiçadeira
Sinto descer gelado o malte fermentado
Minha indisciplina, minha regra
Se meus dias estão alheios a minha vontade
Sigo despreocupada, não posso fazer nada
Minha alma segue leve, quase embriagada
Meu olhar quase tático
Entrega o que tenho para compartilhar
Meu silêncio, minha verdade
Falei tudo que tive vontade
Agora se foi de verdade
A distância entre você e meu mundo
Só quando vc pular o muro
Vai saber...
👁️ 387
Deserto
O combinado era não esperar
Sem expectativas, sem prenuncias
Bastava caminhar sem se importar
Logo, o dia findaria
E o tal amor cessaria
Por muitas vezes argumentamos
Pontuamos aonde poderiamos chegar
Mas perdi o controle e agora tu me culpastes
Em meio a esse deserto
Estava ali, parada aguardando a direção do vento
Olhei muitas vezes ao redor
Nada além do branco existia
Me retratei, e tentei seguir em frente
No presente tão ausente
Não sentia meus pés ao pisar
Eram passos e mais passos
E não saia do mesmo lugar
O combinado era não esperar
Sem expectativas, semprenuncias
Bastava caminhar sem se importar
Sem expectativas, sem prenuncias
Bastava caminhar sem se importar
Logo, o dia findaria
E o tal amor cessaria
Por muitas vezes argumentamos
Pontuamos aonde poderiamos chegar
Mas perdi o controle e agora tu me culpastes
Em meio a esse deserto
Estava ali, parada aguardando a direção do vento
Olhei muitas vezes ao redor
Nada além do branco existia
Me retratei, e tentei seguir em frente
No presente tão ausente
Não sentia meus pés ao pisar
Eram passos e mais passos
E não saia do mesmo lugar
O combinado era não esperar
Sem expectativas, semprenuncias
Bastava caminhar sem se importar
👁️ 410
Sorte
Sinto-me livre quando estou aqui
Digitando palavras perdidas em mim
Como se estivesse encontrando moedas pelo chão
Com sorte, preenchendo os segundos.
Queria poder te dizer como me sinto quando estou contigo
Quanto sua boca é minha
Quanto seu suor é meu
como vejo suas costas arrepiar
Quando desfaleces ao meu lado
fico aqui, catando as palavras em mim.
Como me ausentasse do presente
Deslizando nas memórias recentes
Relembrando como é te ver sorrir
Reproduzindo cada movimento.
Queria poder te dizer como me sinto quando estou contigo
Mas fico aqui me divertindo
Relembrando o quanto é diferente
Quem sabe sejas amor
Quem sabe sejas um exagero
Quem sabe sejas meu...
Digitando palavras perdidas em mim
Como se estivesse encontrando moedas pelo chão
Com sorte, preenchendo os segundos.
Queria poder te dizer como me sinto quando estou contigo
Quanto sua boca é minha
Quanto seu suor é meu
como vejo suas costas arrepiar
Quando desfaleces ao meu lado
fico aqui, catando as palavras em mim.
Como me ausentasse do presente
Deslizando nas memórias recentes
Relembrando como é te ver sorrir
Reproduzindo cada movimento.
Queria poder te dizer como me sinto quando estou contigo
Mas fico aqui me divertindo
Relembrando o quanto é diferente
Quem sabe sejas amor
Quem sabe sejas um exagero
Quem sabe sejas meu...
👁️ 344
Vagalumes
Não me iludo
Apenas fico muda
Quando lembro do seu beijo
E fico a vagalumear...
São lembranças acesas na memória
Recente de quem se fez presente
Sem titubear...
Apenas fico muda
Quando lembro do seu beijo
E fico a vagalumear...
São lembranças acesas na memória
Recente de quem se fez presente
Sem titubear...
👁️ 378
Contigo
Expressar meu amor nem sempre é fazer o óbvio
Sei que sou egoísta, distraída, e sem jeito
Mas meu amor é verdadeiro, quase um devaneio
Não fico ao meio, estou contigo por inteiro
Sei que sou egoísta, distraída, e sem jeito
Mas meu amor é verdadeiro, quase um devaneio
Não fico ao meio, estou contigo por inteiro
👁️ 416
Autocura
Em processo de cura
Na a miúde conduta
De não ler mais os versos seus
Sigo triste tormento
Seus escritos estão sobre a mesa
O vento desfolha suas páginas
Me concentro
Retomo a conduta
Mudo a direção do olhar
Respiro fundo
É um vício, sinto meus nervos saltarem
Espalhados no inconsciente
Da memória presente
Corro ao seu encontro
Mais uma vez falho
Seguro contra o peito
Seus versos, devaneios
Parace que vou me alimentar
Acalentar um coração
Que sofre de abandono
Rascunhado por você
Sofro mais uma vez com orgasmos múltiplos
Garrafa vazia, na penumbra desta sala
Entorpecida com a força que usaste na caneta
Preenchendo cada espaço em branco das folhas
Durmo então.
Na a miúde conduta
De não ler mais os versos seus
Sigo triste tormento
Seus escritos estão sobre a mesa
O vento desfolha suas páginas
Me concentro
Retomo a conduta
Mudo a direção do olhar
Respiro fundo
É um vício, sinto meus nervos saltarem
Espalhados no inconsciente
Da memória presente
Corro ao seu encontro
Mais uma vez falho
Seguro contra o peito
Seus versos, devaneios
Parace que vou me alimentar
Acalentar um coração
Que sofre de abandono
Rascunhado por você
Sofro mais uma vez com orgasmos múltiplos
Garrafa vazia, na penumbra desta sala
Entorpecida com a força que usaste na caneta
Preenchendo cada espaço em branco das folhas
Durmo então.
👁️ 510
Interior
Interior
Carrego comigo a certeza que o encontrarei
Procuro-te, olho a cada nova esquina
Esbarro em ombros na calçada
Sigo em frente sem dizer nada
Certas vezes sinto-me cansada
Busca que parece não cessar
Sem ser ouvida, ao menos compreendida
Sigo em frente sem ter nada a dizer
Decido viver como se você já estivesse aqui
Olho para o mundo e vejo
Abro a janela do presente
Descortinaram-se as memórias
Pinto as paredes do meu corpo de vermelho
Cuido minuciosamente do meu interior
Encho-me de vida, limpo toda mágoa ou rancor
Forro a mesa com gratidão
Perfumo a sala com honestidade
Meu olhar ganha a amplidão
Acendo as luzes na penumbra do meu ser
Eis, que agora, chegas você.
Carrego comigo a certeza que o encontrarei
Procuro-te, olho a cada nova esquina
Esbarro em ombros na calçada
Sigo em frente sem dizer nada
Certas vezes sinto-me cansada
Busca que parece não cessar
Sem ser ouvida, ao menos compreendida
Sigo em frente sem ter nada a dizer
Decido viver como se você já estivesse aqui
Olho para o mundo e vejo
Abro a janela do presente
Descortinaram-se as memórias
Pinto as paredes do meu corpo de vermelho
Cuido minuciosamente do meu interior
Encho-me de vida, limpo toda mágoa ou rancor
Forro a mesa com gratidão
Perfumo a sala com honestidade
Meu olhar ganha a amplidão
Acendo as luzes na penumbra do meu ser
Eis, que agora, chegas você.
👁️ 253
Ai amor
Ai amor, eu vivo no Arpoador
Lançando meu olhar no horizonte cor de rosa
Banhado pelas águas salgada, as vezes dourada
Pensando no que passou...
Ai amor, eu vivo no Arpoador
Rindo acompanhada das pedras
Escolho uma e a faço companhia
Que me faz lembrar do nosso dia a dia...
Ai amor, eu vivo no Arpoador
Segurando um galho seco e riscando o chão
Desenhando meus dilemas, enquanto sinto a brisa bater...
Ai amor, eu vivo no Arpoador
Relembrando cada momento, tormentos
Que não me deixa esquecer o que passou...
Ai amor, eu vivo no Arpoador
Lançando meu olhar no horizonte cor de rosa
Banhado pelas águas salgada, as vezes dourada
Pensando no que passou...
Ai amor, eu vivo no Arpoador
Rindo acompanhada das pedras
Escolho uma e a faço companhia
Que me faz lembrar do nosso dia a dia...
Ai amor, eu vivo no Arpoador
Segurando um galho seco e riscando o chão
Desenhando meus dilemas, enquanto sinto a brisa bater...
Ai amor, eu vivo no Arpoador
Relembrando cada momento, tormentos
Que não me deixa esquecer o que passou...
Ai amor, eu vivo no Arpoador
👁️ 300
Trevo de quatro folhas
Quanto custa uma vida sincera
Quanto custa ser você, qual o valor
Preciso entender, como faço para chegar até você
Te vejo e desejo apenas um abraço
Aquele abraço que enlaça, que toca a alma
Te sentir de verdade, descobrir você
Uma vida modesta, será que presta
Aquela vida onde o sorriso é solto
Caminhar com pés descalços, mãos no bolso
Uns trocados para sobreviver
E quem sabe ter você...
Na dúvida carrego um trevo de quatro folhas
E mais alguns patuás
Uma garrafa de ciroc
E meu olhar atento
Quanto custa ser você, qual o valor
Preciso entender, como faço para chegar até você
Te vejo e desejo apenas um abraço
Aquele abraço que enlaça, que toca a alma
Te sentir de verdade, descobrir você
Uma vida modesta, será que presta
Aquela vida onde o sorriso é solto
Caminhar com pés descalços, mãos no bolso
Uns trocados para sobreviver
E quem sabe ter você...
Na dúvida carrego um trevo de quatro folhas
E mais alguns patuás
Uma garrafa de ciroc
E meu olhar atento
👁️ 218
Comentários (3)
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Dulciney Verediano
2019-11-04
Maravilhoso
eunicespina
2019-02-06
me adc no insta spina.eunice
silveira
2018-11-09
Ótima poesia. Me reflete.
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