Biografia
Apreciador da poesia romântica brasileira, e também da modernista, dando os primeiros passos na autoria
Lista de Poemas
Total de poemas: 2
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Poemeu Oitentista
Ana Cristina Cesar, a janela que não fecha
Chacal, o golpe do punhal
Leminski, não rima, ou rima? Estricnina!
Chacal, o golpe do punhal
Leminski, não rima, ou rima? Estricnina!
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AZEVEDIANA
AZEVEDIANA
Se esta peste terminasse amanhã
E se eu por acaso vivo ainda restar
Prometo considerar essencial
Tudo aquilo que julgava secundário
Verei um nascer do sol
E não direi mais apenas:
“Que bonito nascer do sol!”
Lembrar-me-ei de Quental, e declamarei:
“Tu, casta e alegre luz da madrugada,
Sobe, cresce no céu, pura e vibrante,
E enche de força o coração triunfante
Dos que ainda esperam, luz imaculada.”
Entrarei em uma livraria (caso existam ainda)
E gritarei a todo pulmão:
“Tão ou mais essencial do que o pão
Que sobra à mesa do rico, mas se ausenta da do pobre
É o livro, que transforma em sonho bom
As tristezas desta vida inconcebível!
(ou em pesadelo suas alegrias insensatas)”.
Se esta peste terminasse amanhã
Terei aprendido, espero
Se teimoso houver deixado de ser
Que as coisas pequenas da vida
Somente são pequenas porque as enxergamos assim
E as grandes, vice-versa...
Tentarei – e conseguirei – como Machado
“Tratar de maneira leve as coisas graves,
E de maneira grave as coisas leves”.
Se esta peste terminasse amanhã
Estudarei pelo simples prazer
De me sentir parte da consciência universal
E de saber que ainda que morra um dia
Terei uma morte feliz.
Se esta peste terminasse amanhã
E se eu por acaso vivo ainda restar
Prometo considerar essencial
Tudo aquilo que julgava secundário
Verei um nascer do sol
E não direi mais apenas:
“Que bonito nascer do sol!”
Lembrar-me-ei de Quental, e declamarei:
“Tu, casta e alegre luz da madrugada,
Sobe, cresce no céu, pura e vibrante,
E enche de força o coração triunfante
Dos que ainda esperam, luz imaculada.”
Entrarei em uma livraria (caso existam ainda)
E gritarei a todo pulmão:
“Tão ou mais essencial do que o pão
Que sobra à mesa do rico, mas se ausenta da do pobre
É o livro, que transforma em sonho bom
As tristezas desta vida inconcebível!
(ou em pesadelo suas alegrias insensatas)”.
Se esta peste terminasse amanhã
Terei aprendido, espero
Se teimoso houver deixado de ser
Que as coisas pequenas da vida
Somente são pequenas porque as enxergamos assim
E as grandes, vice-versa...
Tentarei – e conseguirei – como Machado
“Tratar de maneira leve as coisas graves,
E de maneira grave as coisas leves”.
Se esta peste terminasse amanhã
Estudarei pelo simples prazer
De me sentir parte da consciência universal
E de saber que ainda que morra um dia
Terei uma morte feliz.
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