Lista de Poemas

Carta ao Livro de Bolso

Adolescido tomo
lanterna dos afogados

paraninfo da literatura
rancho da tropa, democrática
classe econômica
talismã, lítero muiraquitã iniciático

sustentáculo dos sebos, colecionário
de ceitils, centavos e xelins

Ingresso de matinê
na nau de Stevenson, na floresta
de London
na faiscante Paris espachim e amante
dos Dumas

condensário das imensidões
de Moby Dick ao pai Quixote

dramas d’antanho em prosa e papel jornal
poemas seletos lidos com lenta pressa
enquanto sacoleja o bonde ou o busão

lâmpada de celulose que exulta
na cama de solteiro do quartinho dos fundos
tanto te devemos, fiador dos desamparados
bengala dos moços, livro de bolso

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Carta ao Café

Café aroma de lar
Ritual, despedida de quem vai,
Abraço a quem retorna
Coffea arábica, Coffea canephora,
Coffea liberica, Coffea dewevrei
E as raças secretas de café

Cremes, bolos, infusões
Drinks, balas, canapés
Reversa marihuana
De santos, céticos e sahibs

Aqueduto tônico odoropulsante
Odoropulsar:
Café cuspidor de estrelas,
Regurgitador de luzes
Festim fenomenológico
Reserva moral da literatura

Sol do leite, do creme, do rum
Sol para tantas pressurosas luas
Centro da galáxia

Inimigo do deus do sono Oneiros,
Adversário do deus de gelo Ymir
Multilíngue deus de ébano & trópico

Licor laboral
Elixir de trevas luminosas
Rubro fruto de a noroeste
Do Eufrates e do Tigre
Último pomo a escapar do Paraíso
Antes de seu traslado
De volta ao seio de Deus

Orfeu negro, liquefeita
Cítara
Poema em estado tênsil
Combustível dos Napoleões
Comburente dos Quixotes

Aumente a pressão sanguínea
De nossas ideias,
Aqueça nossa tumultuosa
Solidão campestre ou citadina
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PEDAGOGIA

PEDAGOGIA

Atente e veja:
um fim
sempre tem lado avesso.
Ou seja:
um fim
nunca deixa de ser um começo.

Materializando

Um tropeço:
o que pro teu pé
é impedimento
pro resto da carcaça
é arremesso.
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Gás Hélio

Foi nomeado pela paixão do pai e fonte de sustento da família, desde antes dele fazer parte da mesma: Hélio.

Seu pai, Airton, era vendedor de balões ou bexigas infladas por gás hélio, aqueles bólidos flutuantes em forma de peixe, escudo do flamengo ou cabeça do Mickey.

Aluno destaque do sexto ano do CIEP 051 Municipalizado Anita Garibaldi, em São Gonçalo/RJ, Helinho nutria carinho todo especial pelos balões que ajudaram a nomeá-lo e a provê-lo. O menino auxiliava o pai nos enchimentos e montagens, e sempre que podia era levado aos pontos de venda: Rotineiramente o Campo de São Bento, em Niterói, ou eventos sazonais, um aniversário de Itaboraí aqui, um feriado de São Gonçalo acolá, um festival de pipas em Maricá, por trás-os-montes. O menino já conhecia toda a Região Metropolitana do Estado do Rio.

O mesmo não ocorrera com seu predecessor em chegada na família, Heitor, irmão mais velho. Aliciado no portão de casa, ponto de revenda de drogas no depauperado bairro Jardim Catarina, cedo tomou o caminho da marginalidade.

Morreu no dia primeiro do segundo ano de carreira, a 200 metros do portão da casa do “seu Airton do Gás”; seu portão, seu pai.

Baque no sonhador Helinho, bordoada de moer menino tenro. Notas decaíram, participação nas aulas, na igreja. Seu sangue e companheiro de pelada no quintal, seu parceiro de PlayStation, seu incentivador nas paqueras, seu torto herói se fora.

Na velha coleção de biografias achada por seu pai no lixo, nas portas de um grande edifício, ao chegar pela manhazinha lá no niteroiense Campo de São Bento, Helinho mergulhava sua solidão. Numa das biografias, a do padre brasileiro Bartolomeu Lourenço de Gusmão, nosso primeiro inventor e pai do balão a ar quente, um estalo.

Inspirado numa prática de produção textual que aprendera na escola, o aluno destaque do Anita Garibaldi passou a escrever cartas; primeiro para si mesmo, refletindo sobre sua perda. Logo as endereçava a seu irmão. Por fim, o salto humanitário, digno de um Gusmão, uma Anita: Helinho passou escrever ternas mensagens para pessoas que tivessem perdido alguém, tal como ele perdera. E assim surgiram “Carta a uma mãe que perdeu um filho”, “Carta à criança que perdeu a avó”, “Carta a quem perdeu um irmão”. Contando brevemente sua história, Hélio contextualizava sua mensagem para diversos leitores em potencial.

Um belo dia, tendo imprimido uma quantidade de cópias de cada cartinha, Helinho as atou a balões inflados de hélio – não os artísticos balões vendidos pelo pai, mas a modelos simples, como as bexigas de festa de aniversário – e, subindo para a laje de sua humilde casa, soltou os balões, vagões de sonho lotados de afeto, nos ares de sua São Gonçalo.

No primeiro dia foram 30. Quinze dias depois, o menino despachava mais 15. E assim, usando de suas economias, o menino adquiria os balões e inflava-os com os botijões de gás do pai, liberando suas mensagens pelo ar.

Em apenas três dias depois dos primeiros lançamentos, duas marcações no perfil do menino no Instagram apareceram. Pessoas curiosas, que encontraram uma das mensagens, nas quais constava também o endereço do menino, e seu perfil naquela rede social. Mas demorou 45 dias para chegarem as primeiras cartas. Cartas de papel, como as de Helinho. Uma mãe e uma irmã.

“Querido menino Hélio. Encontrei seu balão pendurado nos galhos de uma árvore em Alcântara. Era de manhazinha, eu ia pro meu trabalho nos Correios. Sua mensagem me fez chorar no ônibus, pois perdi minha mãe há seis meses. Ainda sofro. Mas acredito que Deus usou você para me mandar uma mensagem de conforto. Obrigado, meu filho. Não te conheço, mas você já conquistou uma amiga.”

A segunda carta – outras viriam – era de uma adolescente de 17 anos, Ágatha. Ela vira o balão do menino caído em seu quintal, de tarde, ao chegar do cursinho pré-vestibular. Com a mensagem em mãos, Ágatha entrou no quarto de seu irmão, deitou-se em sua cama e chorou. Mateus partira ia pra um ano.

“Oie!

Me chamo Ágatha, sou moradora aqui do Vila Três, em São Gonçalo também. Cara, sua cartinha chegou a mim, bem no meu quintal! Eu perdi meu irmão assim como você. Meus sentimentos por sua perda.

Sua mensagem me trouxe uma alegria que não sei expressar; era como um recado de meu irmão, dizendo para mim e minha mãe sermos fortes, que ele está bem.

Precisei escrever para você. Ia mandar mensagem no privado em seu perfil, mas resolvi escrever uma carta, assim como você. Minha primeira carta. Nem sei como enviar! Mas vou no correio me informar.

Estou escrevendo essa carta na cama de meu irmão. Minha mãe doou as coisas dele, roupas e tals, mas deixou a cama como estava. Pra lembrar dele, sabe? Mas não sei se isso é saudável, pra nós duas. Pois ambas choramos muito nesta cama. Já a peguei de madrugada ajoelhada aos pés da cama dele, chorando sozinha, e dizendo ‘onde foi que eu errei?’ Mas somos tantas famílias nessa situação... 

Hélio, venho agradecer seu gesto, sua forma de ajudar as pessoas. Você é um anjo que, não tendo asas, criou as suas com palavras e bexigas de gás. Obrigado obrigado obrigadooooo!”

 

Voa, Helinho. Voa e trabalha, que faltam anjos no mundo, e os que desistem, no lugar de uma segunda chance, são mortos a bala.

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Dia de Eleição (crônica)

Dia de eleição é dia de catarse. De expor amigamentos e odianças por esses que o jogo político arregimenta, esses que, por pudor nos negamos a dizer, mas no fundo – sejamos nós letrados ou humildeletras, enricados e pés-de-pano – sabemos que são os piores de nós...

Dia de eleição é dia de desnudamentos, de sangria dos ânimos, de expor os radicais e seus monóculos, sua tobas de ver o mundo por um só viés. Esses de direita e esquerda, em seus extremos tão perigosos – mas não haveria jogo sem eles, afinal, os fominhas da bola.

Dia de eleição é dia de melancolia, e isso nenhum poeta, dos seis mil que conheço ou ao menos tolero, já aventou: Dia máximo de melancolia, ao revisitar velhos caminhos e seções, ao rever rostos de anos, infância até, estudos juntos, trampos, sopapos e beijos trocados.

Dia de eleição é dia de cidadania, essa obviedade central & inescapável, frenética em seus entra-e-sais quase copulosos, pois desse seu coito na urna, hoje botãonizada, nasce o rebento que nos resguarda, a democracia – mais que este ou aqueloutro ator canastrão que ocupar o cargo que lhe confiarmos.

Dia de eleição é dia de suspense, riso e lágrima, apuração de samba e final de copa, suspiros ou expiros de sonhos, projetos, construtos de luz ou maquiavélicas maquinações. E acerto de conta$, que o correligionário também come, afinal.

Dia de eleição é dia de socializar – e orar, debater, biritar, conforme a cultura da aldeia: Preocupações ou despreocupações se carnavalizam, entrechocam e abraçam – o outro feito nós na sujeição ao sistema que nos comporta, renovação de ciclo, refundação tumultuosa de nosso pequeno grande mundo citadino.

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Da Borda

O sol nasce e seus corcéis.

 

Os dias explodem, fragatas sem pavio

sou sucessivamente sammis, ossos de crochê

muralhas sem borda, 

quilha que desnorteia 

a nau dum norte súbito

 

Um capotado um flaneur um aluado falso autista 

recarregando as energias negativas 

para um meltdown

contra toda a positividade tóxica

ou um shutdown que gere

ao menos um bom poema

 

O que me esgota não tem nome

mas é o que nega flores à primavera

 

 

Comi um livro novo, indigeri seus albores

de açúcares engenhados

evadi-me inescapável por intra Mongólias 

equatotiais, Aconcáguas de chão

fustiguei a chibata dos séculos, e a espada 

amendoou-se até granada:

não poderia meu estupor (leitwort, leitmotiv)

malhar-se até canção?

 

Olho nos olhos ruivos, rolhos uivos, uilhos lhovos

olhos ruivos crucificados no intróito,

na soleira da causa

 

Meu coração interdiz a meu cérebro:

acalma, mulato

e agradeça a Deus a luz não ser pedras, 

chocando-se contra tudo.


Do livro Primeiressências (2025). Baixe o seu, gratuitamente, neste link: https://drive.google.com/file/d/1Jnaq7TEEV2GmYfFiwYw6aKh_v06c7lJ4/view?usp=sharing

 

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O poeta, esse “figura” da linguagem

Poeta já nasce metáfora: nem é homem, é bruma

Detesta comparação: sua carne é tal como purpurina

Casa antíteses, juiz de paz de terra e céu

Dispara metonímias lendo Drummond e Gullar

Mata catacreses ao dar nome ao que não o tem: 

Braço de sofá vira espuvelo, assim, na caraça

Celebra paradoxos, esses desconstrutores criativos: 

Como encher de vazio um balão vazio?

Faz tudo dialogar em prosopopeias, a caneta chora, o chapéu gargalha

É bicho todo trabalhado na sinestesia: degusta a paisagem, ouve seus aromas 

Radical, rima o rumo dos versos em aliteração

É um babaquara da assonância, um papa-vatapá

Desafios opera o poeta em hipérbatos

Faz rir nas onomatopeias, feito garnizé cocoricó

Desce pra baixo do mar molhado em seu submarino, o pleonasmo

É polissíndeto: É alegre e loquaz e terno e carmim

Mas tem lá seus momentos assíndetos: solitário, introvertido, fujão

Viaja em anáforas: se eu voasse, se eu pudesse, se eu sonhasse, se...

“Quero morrer de tanto versejar”, vocifera, hiperbólico

“Ou bater as botas de mui cantar”, solfeja em eufemismo e preciosismo

Dias há em que escreve com a delicadeza de uma mula (opa, contém ironia!)

Outros em que lança os versos pela janela com um lacônico “Que tédio!” em apóstrofe

Nesse jogo de encanta e cansa, o bardo executa sua dança

E nos diverte com sua graça, humano que é, esse figuraça...

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O poeta, esse “figura” da linguagem

Poeta já nasce metáfora: nem é homem, é bruma

Detesta comparação: sua carne é tal como purpurina

Casa antíteses, juiz de paz de terra e céu

Dispara metonímias lendo Drummond e Gullar

Mata catacreses ao dar nome ao que não o tem: 

Braço de sofá vira espuvelo, assim, na caraça

Celebra paradoxos, esses desconstrutores criativos: 

Como encher de vazio um balão vazio?

Faz tudo dialogar em prosopopeias, a caneta chora, o chapéu gargalha

É bicho todo trabalhado na sinestesia: degusta a paisagem, ouve seus aromas 

Radical, rima o rumo dos versos em aliteração

É um babaquara da assonância, um papa-vatapá

Desafios opera o poeta em hipérbatos

Faz rir nas onomatopeias, feito garnizé cocoricó

Desce pra baixo do mar molhado em seu submarino, o pleonasmo

É polissíndeto: É alegre e loquaz e terno e carmim

Mas tem lá seus momentos assíndetos: solitário, introvertido, fujão

Viaja em anáforas: se eu voasse, se eu pudesse, se eu sonhasse, se...

“Quero morrer de tanto versejar”, vocifera, hiperbólico

“Ou bater as botas de mui cantar”, solfeja em eufemismo e preciosismo

Dias há em que escreve com a delicadeza de uma mula (opa, contém ironia!)

Outros em que lança os versos pela janela com um lacônico “Que tédio!” em apóstrofe

Nesse jogo de encanta e cansa, o bardo executa sua dança

E nos diverte com sua graça, humano que é, esse figuraça...

 

Sammis Reachers

- https://linktr.ee/sreachers 

 

Criei este poema para ajudar estudantes – do aluno do Fundamental ao concurseiro – a aprender se divertindo e, claro, para ajudar também a professores. Se você curtiu, compartilhe o poema para que ele possa divertir a mais necessitados!

 

Este poema obteve o segundo lugar nacional no Concurso Paulo Setúbal de Literatura 2024 (Tatuí - SP). Obteve ainda menção honrosa no 47º Concurso Literário Felippe D’Oliveira (Santa Maria - RS).

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O Poeta, esse "figura" da linguagem

Poeta já nasce metáfora: nem é homem, é bruma

Detesta comparação: sua carne é tal como purpurina

Casa antíteses, juiz de paz de terra e céu

Dispara metonímias lendo Drummond e Gullar

Mata catacreses ao dar nome ao que não o tem: 

Braço de sofá vira espuvelo, assim, na caraça

Celebra paradoxos, esses desconstrutores criativos: 

Como encher de vazio um balão vazio?

Faz tudo dialogar em prosopopeias, a caneta chora, o chapéu gargalha

É bicho todo trabalhado na sinestesia: degusta a paisagem, ouve seus aromas 

Radical, rima o rumo dos versos em aliteração

É um babaquara da assonância, um papa-vatapá

Desafios opera o poeta em hipérbatos

Faz rir nas onomatopeias, feito garnizé cocoricó

Desce pra baixo do mar molhado em seu submarino, o pleonasmo

É polissíndeto: É alegre e loquaz e terno e carmim

Mas tem lá seus momentos assíndetos: solitário, introvertido, fujão

Viaja em anáforas: se eu voasse, se eu pudesse, se eu sonhasse, se...

“Quero morrer de tanto versejar”, vocifera, hiperbólico

“Ou bater as botas de mui cantar”, solfeja em eufemismo e preciosismo

Dias há em que escreve com a delicadeza de uma mula (opa, contém ironia!)

Outros em que lança os versos pela janela com um lacônico “Que tédio!” em apóstrofe

Nesse jogo de encanta e cansa, o bardo executa sua dança

E nos diverte com sua graça, humano que é, esse figuraça...

 

Sammis Reachers

- https://linktr.ee/sreachers 

 

Criei este poema para ajudar estudantes – do aluno do Fundamental ao concurseiro – a aprender se divertindo e, claro, para ajudar também a professores. Se você curtiu, compartilhe o poema para que ele possa divertir a mais necessitados!

 

Este poema obteve o segundo lugar nacional no Concurso Paulo Setúbal de Literatura 2024 (Tatuí - SP). Obteve ainda menção honrosa no 47º Concurso Literário Felippe D’Oliveira (Santa Maria - RS).

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O poeta, esse “figura” da linguagem - Ou uma forma divertida de aprender figuras de linguagem

Poeta já nasce metáfora: nem é homem, é bruma

Detesta comparação: sua carne é tal como purpurina

Casa antíteses, juiz de paz de terra e céu

Dispara metonímias lendo Drummond e Gullar

Mata catacreses ao dar nome ao que não o tem: 

Braço de sofá vira espuvelo, assim, na caraça

Celebra paradoxos, esses desconstrutores criativos: 

Como encher de vazio um balão vazio?

Faz tudo dialogar em prosopopeias, a caneta chora, o chapéu gargalha

É bicho todo trabalhado na sinestesia: degusta a paisagem, ouve seus aromas 

Radical, rima o rumo dos versos em aliteração

É um babaquara da assonância, um papa-vatapá

Desafios opera o poeta em hipérbatos

Faz rir nas onomatopeias, feito garnizé cocoricó

Desce pra baixo do mar molhado em seu submarino, o pleonasmo

É polissíndeto: É alegre e loquaz e terno e carmim

Mas tem lá seus momentos assíndetos: solitário, introvertido, fujão

Viaja em anáforas: se eu voasse, se eu pudesse, se eu sonhasse, se...

“Quero morrer de tanto versejar”, vocifera, hiperbólico

“Ou bater as botas de mui cantar”, solfeja em eufemismo e preciosismo

Dias há em que escreve com a delicadeza de uma mula (opa, contém ironia!)

Outros em que lança os versos pela janela com um lacônico “Que tédio!” em apóstrofe

Nesse jogo de encanta e cansa, o bardo executa sua dança

E nos diverte com sua graça, humano que é, esse figuraça...

 

Criei este poema para ajudar estudantes – do aluno do Fundamental ao concurseiro – a aprender se divertindo e, claro, para ajudar também a professores. Se você curtiu, compartilhe o poema para que ele possa divertir a mais necessitados!

Do livro Primeiressências (2025). Baixe o seu, gratuitamente, neste link: https://drive.google.com/file/d/1Jnaq7TEEV2GmYfFiwYw6aKh_v06c7lJ4/view?usp=sharing
 

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