Lista de Poemas
Inverno
Na construção da palavra
tem pensamento ritmado,
no inverno da juventude
me vejo mergulhado.
Nesta fase da vida,
sem nada ter planejado,
sou itinerante
de coração renovado.
Na construção da palavra,
nesta fase da vida,
tem pensamento ritmado,
sem nada ter planejado.
No inverno da juventude
sou itinerante,
na vontade de querer
não mais que viver.
Escrevo no inverno da vida,
na alegria de ter,
em minha maturidade,
minha missão cumprida.
Publicado em: Encantos de inverno. / Org. Gercimar Martins. – Quirinópolis, GO: Editora IGM, 2019. 1ª Edição. ISBN: 978-65-80508-11-2
tem pensamento ritmado,
no inverno da juventude
me vejo mergulhado.
Nesta fase da vida,
sem nada ter planejado,
sou itinerante
de coração renovado.
Na construção da palavra,
nesta fase da vida,
tem pensamento ritmado,
sem nada ter planejado.
No inverno da juventude
sou itinerante,
na vontade de querer
não mais que viver.
Escrevo no inverno da vida,
na alegria de ter,
em minha maturidade,
minha missão cumprida.
Publicado em: Encantos de inverno. / Org. Gercimar Martins. – Quirinópolis, GO: Editora IGM, 2019. 1ª Edição. ISBN: 978-65-80508-11-2
👁️ 259
Dualidade
Vítima do algoz é o poema na gaveta.
Poeta cruel, tem em mãos a liberdade do significado.
Autoestima engavetada,
Evitemos o sofrimento da palavra.
Sente amor o poeta.
Poeta decepcionado, poema recuperado.
Poema dono de si
No livro da vida consagrado.
Sem dó, nem piedade
Do poeta desesperado.
Mas o poeta se supera, exala ingratidão
Aprisiona outro poema na escuridão.
Autoestima aprisionada,
Memória de amor engavetada.
Mas a Língua Portuguesa, extasiada,
Não se prende a nada
E adverte o poeta:
-Não conseguiu o que queria
Encontrei abrigo em outra caligrafia.
Poeta que nega o amor é calculista
Favorece o poema itinerante.
Compartilha morfologias, abre novas trilhas
Eterniza, a cada segundo, um novo instante.
LUIZARI, Rosa Acassia.In: Semeando o pólen da vida 2: Poesias - 1ª ed. Pedras de Fogo – PB.
Poeta cruel, tem em mãos a liberdade do significado.
Autoestima engavetada,
Evitemos o sofrimento da palavra.
Sente amor o poeta.
Poeta decepcionado, poema recuperado.
Poema dono de si
No livro da vida consagrado.
Sem dó, nem piedade
Do poeta desesperado.
Mas o poeta se supera, exala ingratidão
Aprisiona outro poema na escuridão.
Autoestima aprisionada,
Memória de amor engavetada.
Mas a Língua Portuguesa, extasiada,
Não se prende a nada
E adverte o poeta:
-Não conseguiu o que queria
Encontrei abrigo em outra caligrafia.
Poeta que nega o amor é calculista
Favorece o poema itinerante.
Compartilha morfologias, abre novas trilhas
Eterniza, a cada segundo, um novo instante.
LUIZARI, Rosa Acassia.In: Semeando o pólen da vida 2: Poesias - 1ª ed. Pedras de Fogo – PB.
👁️ 285
Passarinhos
Passarinhos
Filhos solitários, sozinhos, abandonados
Da liberdade são cativos, do sofrimento, escravos.
Nada querem, são passarinhos
Vivem em ninhos, a céu aberto emaranhados.
Vestidos de desengano, um golpe os desfere
Já não sabem o que preferem porque não têm o que querem.
E no livro da vida, escrito no desalento
Há muitas vidas no sonho de um menino desatento.
Passarinhos livres de conforto e privilégio
O desconforto os alimenta, vítimas do sortilégio.
Vítimas de uma sociedade
Que vivem na liberdade
De um sonho comprado.
Publicado em: Semeando o pólen da vida 1: poesias. 1. ed. 2019. Pedras de Fogo-PB. ISBN: 978-65-5057-002-6
Filhos solitários, sozinhos, abandonados
Da liberdade são cativos, do sofrimento, escravos.
Nada querem, são passarinhos
Vivem em ninhos, a céu aberto emaranhados.
Vestidos de desengano, um golpe os desfere
Já não sabem o que preferem porque não têm o que querem.
E no livro da vida, escrito no desalento
Há muitas vidas no sonho de um menino desatento.
Passarinhos livres de conforto e privilégio
O desconforto os alimenta, vítimas do sortilégio.
Vítimas de uma sociedade
Que vivem na liberdade
De um sonho comprado.
Publicado em: Semeando o pólen da vida 1: poesias. 1. ed. 2019. Pedras de Fogo-PB. ISBN: 978-65-5057-002-6
👁️ 275
Para hoje
O que tenho para hoje é suavidade na alma
espero com calma o que me acalma
o que me invade: felicidade.
O que tenho para hoje é lápis na mão
porque nada é em vão
e mesmo que os sonhos se vão
o que me invade: felicidade.
O que tenho para hoje é papel à mesa
porque o homem é natureza
e mesmo que não se admire tanta beleza
o que me invade: felicidade.
O que tenho para hoje é lápis na mão
porque a natureza humana é natureza
e mesmo que se ignore tanta beleza
espero com calma que me acalma:
a poesia.
espero com calma o que me acalma
o que me invade: felicidade.
O que tenho para hoje é lápis na mão
porque nada é em vão
e mesmo que os sonhos se vão
o que me invade: felicidade.
O que tenho para hoje é papel à mesa
porque o homem é natureza
e mesmo que não se admire tanta beleza
o que me invade: felicidade.
O que tenho para hoje é lápis na mão
porque a natureza humana é natureza
e mesmo que se ignore tanta beleza
espero com calma que me acalma:
a poesia.
👁️ 320
Uso as palavras para compor meu silêncio
Uso as palavras
Para compor a palavra
Palavra uma
Que reúna
O que cabe em meu silêncio
Aqui se esconde o meu silêncio
Ele grita
Tomo cuidado para que não escape desse poema
E eu tenha uma folha em branco
O que cabe em uma folha em branco
Compõe meu silêncio
Ele grita
Tomo cuidado para que não escape do meu silêncio
O grito ensurdecedor destas palavras.
Rio Claro, julho de 2017
Para compor a palavra
Palavra uma
Que reúna
O que cabe em meu silêncio
Aqui se esconde o meu silêncio
Ele grita
Tomo cuidado para que não escape desse poema
E eu tenha uma folha em branco
O que cabe em uma folha em branco
Compõe meu silêncio
Ele grita
Tomo cuidado para que não escape do meu silêncio
O grito ensurdecedor destas palavras.
Rio Claro, julho de 2017
👁️ 367
Rio Claro em Poesia
COM QUE MAESTRIA
AS PALAVRAS SE ORGANIZAM
PARA EXPRESSAR O QUE ESSA CIDADE CANTA
RIO CLARO ENCANTA POR SER POESIA
ENCANTA POR SER O QUE SERIA
EM QUALQUER SIMPLES E COMPLEXA PALAVRA DE NOSTALGIA
O POETA LABORA
E AS PALAVRAS SE ORGANIZAM
PARA EXPRESSAR O QUE ESSA CIDADE CANTA
POESIA É RIO CLARO POR ENCANTAR
ALGUÉM QUE BUSCA UM LUGAR
PARA SER, VIVER E ESTAR
NOSSA CIDADE CANTA
POESIA DE VERDADE
NOSSA CIDADE CANTA
PALAVRAS QUE FLORESCEM
EM NOSSA FELIZ
CIDADE.
Rosa Acassia Luizari-junho de 2019-Rio Claro- São Paulo-Brasil
AS PALAVRAS SE ORGANIZAM
PARA EXPRESSAR O QUE ESSA CIDADE CANTA
RIO CLARO ENCANTA POR SER POESIA
ENCANTA POR SER O QUE SERIA
EM QUALQUER SIMPLES E COMPLEXA PALAVRA DE NOSTALGIA
O POETA LABORA
E AS PALAVRAS SE ORGANIZAM
PARA EXPRESSAR O QUE ESSA CIDADE CANTA
POESIA É RIO CLARO POR ENCANTAR
ALGUÉM QUE BUSCA UM LUGAR
PARA SER, VIVER E ESTAR
NOSSA CIDADE CANTA
POESIA DE VERDADE
NOSSA CIDADE CANTA
PALAVRAS QUE FLORESCEM
EM NOSSA FELIZ
CIDADE.
Rosa Acassia Luizari-junho de 2019-Rio Claro- São Paulo-Brasil
👁️ 429
Comentários (3)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
leo_martins
2025-04-16
Obrigada
wilson1970
2019-12-01
parabéns pela obra
planetavida
2019-10-03
Grata!
Rosa Acassia Luizari nasceu em São Paulo, Brasil. Reside na cidade de Rio Claro (SP). É professora efetiva na rede municipal de ensino na mesma cidade, desde 2008. É licenciada em Pedagogia pela Universidade Estadual Paulista \\\"Júlio de Mesquita Filho\\\". Recebeu menção honrosa pelo trabalho “A contribuição do pensamento de Edgar Morin para a Educação Ambiental”, apresentado no XVII Congresso de Iniciação Científica da UNESP, na área de Humanas. Participou do XXV Simpósio rioclarense de Educação, em julho de 2019, apresentando o trabalho intitulado “Prosa e poesia: construindo caminhos por meio da leitura e escrita”. Tem artigos publicados na Revista Eletrônica do Mestrado em Educação Ambiental (2007) e na revista Educação: Teoria e Prática (2003). Recebeu certificado de reconhecimento pela qualidade das obras literárias selecionadas para as antologias \\\"Semeando o pólen da vida 1 e 2\\\", organizadas por Lenilson Silva, em 2019. Participa também de antologias de contos e crônicas (todas em fase de editoração). Participa do grupo literário Café com poesia e cinema, da Rádio Nacional de Itabuna, devido à produção literária, em outubro de 2019. Participa com o poema \"Dicionário\" na Revista literária trimestral Avessa (edição n. 22 da UERJ), publicada em 15/11/2019. Os textos da autora tem sido publicados mensalmente na revista mensal de poemas Caderno Literário Pragmatha. Tem poemas publicados na Revista Brasil Nikkei Bungaku, Literalivre e Evidenciarte, todas em 2019.
https://www.facebook.com/rosaacassia.luizari
http://beleza-morena.blogspot.com
rosa_luizari@hotmail.com
https://www.facebook.com/rosaacassia.luizari
http://beleza-morena.blogspot.com
rosa_luizari@hotmail.com
Português
English
Español