Lista de Poemas
Saudade
Amiga, contente encontra-me,
abraça-me como fosse companheira
E ri,
e de mim se agrada
Pois sabes que aqui é à hora mais pura e verdadeira
E entrego-me, sem ao menos reclamar
Seus argumentos são únicos
Não consigo contestar
Sabe que podes ficar aqui
Mas, nada nunca a satisfaz
Sua presença é necessária,
tanto para mim quanto pra ti
e bem vinda,
me apego a seus caprichos
Sabes tomar conta, na forma mais perfeita
Acalenta o que mora por dentro
Pois essa amiga, confidente, sorridente
Chama-se SAUDADE,
sempre leva-me de volta
pra perto da verdade
que é a lembrança agradável
dos dias quentes,
Das tarde mornas
Das noites em que eras toda para mim
moreno.pe | 2012
https://rinaldosanto.blogspot.com
abraça-me como fosse companheira
E ri,
e de mim se agrada
Pois sabes que aqui é à hora mais pura e verdadeira
E entrego-me, sem ao menos reclamar
Seus argumentos são únicos
Não consigo contestar
Sabe que podes ficar aqui
Mas, nada nunca a satisfaz
Sua presença é necessária,
tanto para mim quanto pra ti
e bem vinda,
me apego a seus caprichos
Sabes tomar conta, na forma mais perfeita
Acalenta o que mora por dentro
Pois essa amiga, confidente, sorridente
Chama-se SAUDADE,
sempre leva-me de volta
pra perto da verdade
que é a lembrança agradável
dos dias quentes,
Das tarde mornas
Das noites em que eras toda para mim
moreno.pe | 2012
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👁️ 219
Noite Que Chama
Sinto o frio
Pois a noite chegou
Sinto a dor, pois o amor acabou,
Sinto nada, pois nada há para existir,
Sinto o medo, pois a solidão é de mim.
Sinto o ardor
Pois você não está aqui
E o que tenho agora se não for o sentir?
Sinto a falta,
da alma,
da calma,
da cama,
Pois só resta a noite que chama.
niterói.rj | 2009
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Pois a noite chegou
Sinto a dor, pois o amor acabou,
Sinto nada, pois nada há para existir,
Sinto o medo, pois a solidão é de mim.
Sinto o ardor
Pois você não está aqui
E o que tenho agora se não for o sentir?
Sinto a falta,
da alma,
da calma,
da cama,
Pois só resta a noite que chama.
niterói.rj | 2009
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👁️ 232
Almas Cruas
No vale, onde as tristes almas cruas,
correm, no fio das pedras nuas,
reclamam o vil destino escolhido
Tentam por derradeiro o mensageiro encontrar
Lembram dos pesadelos que as alimentam
Pois, noite inteira resposta não há
Gritam, esperando dos ecos,
o caminho escondido mostrar
E colhem dos rios, suas águas sujas,
Esquecendo das vidas, vividas, perdidas
Por alguns sentidos
Ou sentimentos vulgar
niterói.rj | 2010
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correm, no fio das pedras nuas,
reclamam o vil destino escolhido
Tentam por derradeiro o mensageiro encontrar
Lembram dos pesadelos que as alimentam
Pois, noite inteira resposta não há
Gritam, esperando dos ecos,
o caminho escondido mostrar
E colhem dos rios, suas águas sujas,
Esquecendo das vidas, vividas, perdidas
Por alguns sentidos
Ou sentimentos vulgar
niterói.rj | 2010
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👁️ 243
Do Lápis ao Pó
O vento forte de meus pensamentos,
Carregando minhas lembranças
Misturando meus sentimentos.
Imagens sussurrando em minha cabeça
palavras flutuando pelo ar
O traço, o bico da pena
A letra da música musicando,
o barulho estático das fotografias
o movimento suave do pincel,
riscos e acertos, rabiscados num pedaço de papel
Vestígios de arte espalhada pelo chão
a pintura desbotada da parede
O devaneio do vício
O sonho que acordou
O ensaio desatinado de menino,
Nos olhos de quem lhe encantou
A busca incontida,
o encontro, quem sabe talvez,
do lugar onde minha alma-perdida,
sem a sua se refez.
são gonçalo.rj | 2009
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Carregando minhas lembranças
Misturando meus sentimentos.
Imagens sussurrando em minha cabeça
palavras flutuando pelo ar
O traço, o bico da pena
A letra da música musicando,
o barulho estático das fotografias
o movimento suave do pincel,
riscos e acertos, rabiscados num pedaço de papel
Vestígios de arte espalhada pelo chão
a pintura desbotada da parede
O devaneio do vício
O sonho que acordou
O ensaio desatinado de menino,
Nos olhos de quem lhe encantou
A busca incontida,
o encontro, quem sabe talvez,
do lugar onde minha alma-perdida,
sem a sua se refez.
são gonçalo.rj | 2009
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👁️ 232
Adeus
Quando foi o último beijo,
abraço e adeus?
Seu sorriso,
pés descalços e adeus
Último cheiro
suspiro, palavra e adeus
O momento exato sem futuro,
o dia que não existia,
a noite que se perdeu,
o amanhã que se queria,
a vida que se despia,
o sonho que não dormia
o filho que não se deu
Seu último olhar,
O ADEUS
niterói.rj | 2009
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abraço e adeus?
Seu sorriso,
pés descalços e adeus
Último cheiro
suspiro, palavra e adeus
O momento exato sem futuro,
o dia que não existia,
a noite que se perdeu,
o amanhã que se queria,
a vida que se despia,
o sonho que não dormia
o filho que não se deu
Seu último olhar,
O ADEUS
niterói.rj | 2009
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👁️ 226
Alma
De onde alma vieste?
Por onde não te busquei
Achara-te no caminho tão só
Quanto a mim encontrei
Perdida no mundo tão negro,
Criado em rica ilusão
Contida em tua pureza
Reprimida na tua emoção
Os ventos guiaram o tempo
Sem saber aonde irás
Remoendo os desalentos
Olhando os pobres mortais
Observa a tristeza,
da humana natureza voraz
No caos de sua insana ganância
Saciando seu egoísmo sagaz
Vestida com pés descalços
No silêncio da sensatez
Necessitas de um caminho claro,
Que a morte da virtude desfez
Donde alma achas-te,
Esse orbe querer habitar?
Onde rude costume cultivam,
Desprezando uma vida honrar.
Carregas uma esperança no peito
Que o desgosto não consegue despir
Herdas dos nobres espíritos
Esse jeito distinto a seguir
A Longa planície é árdua
A quem tenta os outros comprar
Quem sabe um pouco mais tenro
Aquele que deixa o coração lhe guiar
Já vistes o pôr do sol, no alto da montanha se abrir
Nos mares, a solidão sorrindo,
nos braços de quem se viu partir
Já viste a noite secar, na espera da consciência.
A amargura tendo filhos, em sua descendência
Viste portas de lares fechadas
Para vidas inteiras roubar
Ideias, frágeis de um novo rumo
Amante do tédio vulgar
Culpa em cada um é tida
Na Teima em desviar da estrada,
como se o torvo fosse conquista,
para uma alma desencontrada
A ermo, então, segues como arauto
Lendo o livro escrito a mão
Elevando os olhos ao alto
Aceitando a salvação
Recitando pelos lugares
Os versos escolhidos do não mentir
Alheio a gozos vulgares
Atento para chamada
Com olhos fitando ao subir.
niterói.rj | 2011
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Por onde não te busquei
Achara-te no caminho tão só
Quanto a mim encontrei
Perdida no mundo tão negro,
Criado em rica ilusão
Contida em tua pureza
Reprimida na tua emoção
Os ventos guiaram o tempo
Sem saber aonde irás
Remoendo os desalentos
Olhando os pobres mortais
Observa a tristeza,
da humana natureza voraz
No caos de sua insana ganância
Saciando seu egoísmo sagaz
Vestida com pés descalços
No silêncio da sensatez
Necessitas de um caminho claro,
Que a morte da virtude desfez
Donde alma achas-te,
Esse orbe querer habitar?
Onde rude costume cultivam,
Desprezando uma vida honrar.
Carregas uma esperança no peito
Que o desgosto não consegue despir
Herdas dos nobres espíritos
Esse jeito distinto a seguir
A Longa planície é árdua
A quem tenta os outros comprar
Quem sabe um pouco mais tenro
Aquele que deixa o coração lhe guiar
Já vistes o pôr do sol, no alto da montanha se abrir
Nos mares, a solidão sorrindo,
nos braços de quem se viu partir
Já viste a noite secar, na espera da consciência.
A amargura tendo filhos, em sua descendência
Viste portas de lares fechadas
Para vidas inteiras roubar
Ideias, frágeis de um novo rumo
Amante do tédio vulgar
Culpa em cada um é tida
Na Teima em desviar da estrada,
como se o torvo fosse conquista,
para uma alma desencontrada
A ermo, então, segues como arauto
Lendo o livro escrito a mão
Elevando os olhos ao alto
Aceitando a salvação
Recitando pelos lugares
Os versos escolhidos do não mentir
Alheio a gozos vulgares
Atento para chamada
Com olhos fitando ao subir.
niterói.rj | 2011
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👁️ 225
Arte Completa
Abro os olhos e inteiro,
enxergo o que mais quero
Rósea flor rubra menina
Inerte e inapto, incapaz me desviar de tua retina
Escravo, nato amar-te é minha sina
Raciocínio lento que agrava
Enquanto tento me sustentar
Macios lábios, teus, me afundar
Gota saliva, escorrendo entre os dedos
bicos doces salivar,
umbigo faminto tocar,
coxas, curvas
Arte completa, admirar
por enfim, em teus pulmões respirar.
salvador.ba | 2012
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enxergo o que mais quero
Rósea flor rubra menina
Inerte e inapto, incapaz me desviar de tua retina
Escravo, nato amar-te é minha sina
Raciocínio lento que agrava
Enquanto tento me sustentar
Macios lábios, teus, me afundar
Gota saliva, escorrendo entre os dedos
bicos doces salivar,
umbigo faminto tocar,
coxas, curvas
Arte completa, admirar
por enfim, em teus pulmões respirar.
salvador.ba | 2012
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👁️ 213
Inteiro
Deixe-me ser esse inteiro
Aquele, a quem amam não me serve mais
O rosto que a máscara cobria
não é o mesmo que o espelho me trás
Talvez um pouco mais forte
talvez e nada mais
Só me deixe ser inteiro
Pois metade não me cabe mais
Talvez um novo estranho
pra aqueles que conhecia
talvez um novo amigo
Pra aqueles que perseguia.
O desperdício de ser parte
não mais me satisfaz
Então, deixe-me ser esse inteiro por essa noite
e quem sabe, metade nunca mais
niterói.rj | 2011
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Aquele, a quem amam não me serve mais
O rosto que a máscara cobria
não é o mesmo que o espelho me trás
Talvez um pouco mais forte
talvez e nada mais
Só me deixe ser inteiro
Pois metade não me cabe mais
Talvez um novo estranho
pra aqueles que conhecia
talvez um novo amigo
Pra aqueles que perseguia.
O desperdício de ser parte
não mais me satisfaz
Então, deixe-me ser esse inteiro por essa noite
e quem sabe, metade nunca mais
niterói.rj | 2011
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👁️ 214
Um Segundo Agora
Enfim,
Entre o quarto e a porta
Seus olhos refletidos no espelho
E uma segurança amarga na boca
Os sonhos sangram
cores derramadas pelo chão
Um segundo a mais
E vi que não era tão forte
Pois o amor não venceu
É o que ficou
Por um segundo agora
niterói.rj | 2011
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Entre o quarto e a porta
Seus olhos refletidos no espelho
E uma segurança amarga na boca
Os sonhos sangram
cores derramadas pelo chão
Um segundo a mais
E vi que não era tão forte
Pois o amor não venceu
É o que ficou
Por um segundo agora
niterói.rj | 2011
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👁️ 19
Origens
As folhas secas que caem, não sabem se presenciam ou são presenciadas
E com toda intensidade de meu peito não consigo saber.
As lembranças.
As origens.
O canto dos pássaros, o sol refletindo os olhos de Deus.
A feira armada na rua, barracas apertadas
Como resgatar fosse todas as lembranças solitárias, solidárias.
O cheiro de mato,
O sereno, que nas folhas formava um lençol.
Será que é por Ela, a lembrança, que tem asas e voa através do vento?
Será que é por Ela, que voa contrariando o tempo?
E o campo de flores não plantadas, no caminho,
Refém da Saudade, Talvez...
Quem sabe o dia anterior da partida
E a praça que se abria como se sala fosse, para mostrar uma tv sem cor...
Salas generosas que faziam passar os dias,
Salas sem piso que no chão sumiam com as horas, e acabava na seresta de uma varanda qualquer
são as origens, minha terra de ti, que não consigo esquecer.
niterói.rj | 2008
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E com toda intensidade de meu peito não consigo saber.
As lembranças.
As origens.
O canto dos pássaros, o sol refletindo os olhos de Deus.
A feira armada na rua, barracas apertadas
Como resgatar fosse todas as lembranças solitárias, solidárias.
O cheiro de mato,
O sereno, que nas folhas formava um lençol.
Será que é por Ela, a lembrança, que tem asas e voa através do vento?
Será que é por Ela, que voa contrariando o tempo?
E o campo de flores não plantadas, no caminho,
Refém da Saudade, Talvez...
Quem sabe o dia anterior da partida
E a praça que se abria como se sala fosse, para mostrar uma tv sem cor...
Salas generosas que faziam passar os dias,
Salas sem piso que no chão sumiam com as horas, e acabava na seresta de uma varanda qualquer
são as origens, minha terra de ti, que não consigo esquecer.
niterói.rj | 2008
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👁️ 191
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