Richard Teixeira

Richard Teixeira

n. 1999 BR BR

Meu nome é Richard Teixeira, atualmente sou estudante de mecatrônica pelo CEFET-MG. Sou um tipo de pessoa que acredita na vida. Gosto muito de brincar com as palavras de modo a descrever o "tempo". Vejo nos poemas, uma forma de desabafo! Os poemas são os lixos da alma.

n. 1999-03-04, Divinópolis

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AMBIÇÃO HUMANA

Será que os fins justificam os meios?
Ou é preciso ter para ser?
A sobriedade humana impõe padrões de vida,
os vícios contrapõem com os desejos.
Ter dinheiro compra felicidade?
Traz saúde?

O que move o mundo é a ambição.
O que nos condiz é a beleza ou a riqueza?

Somos quem podemos ser,
ou emulamos o espelho?
Nada ou Tudo?
Ser ou ter?
Somente uma resposta: dê a Narciso ou que é de pertence!
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Poemas

35

Coragem

O corajoso mentiroso
é o mair ludibrio,
qualquer forma de defesa
contribui para o diluvio
que exita a verdade mentirosa.
415

Pensamento

Nós somos, nada mais e nada menos, do que as excretas do universo!
427

E foi assim...

No balanço dos teus olhos
Me deixei perder
Entre as maresias
Que me engolia de corpo e alma.
Naquele doce balanço
No bailar da dança
Vi em ti o meu amor.
Mas, naquele mesmo instante
Me vi sozinho entre os escombros
Daquele que uma dia
Me deixei levar.
No balanço do teu olhar.
415

Passagem

A partir de hoje
tudo que acreditava passou de água a vinho.
Um futuro incerto, longíquo
vivido antecipadamente na amargurada ansiedade cruel.
Perdi uma parte da vida vendo o tempo passar,
pessoas a sorrir e chorar.
Porém, sem perceber
vi minha vida fluir como enchente debaixo de uma ponte.
Eu vi as horas passar e nada poder fazer,
vi meus sonhos desmoronar em questão de segundos.
Eu me vi envelhecer aos 16 anos.
Foi de tal forma inexplicável.
Eu vi a vida viver para mim.
Também vi, um futuro incerto a ruir!
443

Cronologia

No amanhecer daquela tarde
onde sol e lua se encontravam
numa incandescente luminosidade.
No bailar das estrelas
a noite transformava
num baile de debutantes.

No entardecer daquela manhã
onde sol e passarinhos entonavam
belas melodias de bom dia!
O despertador como sabiá
o acordar era alegremente sutíl.

Entre o dia, a tarde poria a noite
numa escuridão fantasmagorica.
Assim então sobreviveria as corujas,
os sapos à cantar
a melodia do bem-estar.

Entre um dia e outro
surgiu o tempo,
o inimigo da vida!
462

Resvala

Por que somos tão insensatos?
Temos tudo!
Amor, dinheiro, saúde...
Quando se trata em ter
o assunto se desenrola.
Hoje o que vale é a lamentação,
é ter e não ser.
Se eu tenho, mas não sou
nada disso importa.
Eu sou o que não tenho!
355

Poema a um professor

Desde cedo até tarde,
dos primeiros passos até as primeiras palavras.
Profissão privilegiada,
única em que ensina o que aprende,
transmite sinceridade.
Arte inegável de ser indiferente ao artista,
irreverente ao palco,
quando ensina o bem desintegra o mal abstendo o incomparável.

Desde os primórdios da vida
es seu o mérito de se fazer seres complexos,
racionais, íntegros da vossa sabedoria,
ouvintes da fossa essência,
arte de fazer gente.
513

Flor

A cada lágrima que chorar
pode ter certeza que foi de alegria.
Onde cair essa lágrima nascerá um lírio
e deste lírio sairá um forte perfume
d'onde borboletas sentirão,
d'onde homens, mulheres e criaças apreciaram.
Um dia esse lírio há de morrer!
E da sua morte o mundo sofrerá
feridas sangraram
homens se ajoelharam diante vossos pais
mulheres darão luz à filhos,
filhos estes da terra.
Um dia este mundo rodará normal.
Um dia ... alguém viverá
sentimentos, palavras, verdades.
Viverá... um dia a vida.
440

Cronos

Na hierarquia cronológica
o tempo é vilão,
a segunda é o detrito
e a sexta amável.
Com o tempo não se alude,
muito menos se brinca.
O minuto passa
interagindo com o decorrer do Crono.
As horas voam rapidamente
numa revoada conjunta
entre pontos e ponteiros.
Na macha tic tac o relógio trabalha.
Fazendo horas passadas,]
minutos futuros,
segundos de vida.
462

Cantiga Angelical

Hoje os anjos cantam a sua glória,
solenemente cantam maravilhas.
Hoje os anjos cantam o seu nome
Maria, João, Júlia ou Margarida.
Hoje os anjos não mais cantam
desgraças, baú d'espantos, solidão!
Cantam tristezas, luto.
Palavras indecifráveis,
cadeados abertos.
Cantaram adeus!
396

Comentários (2)

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richardrat

Obrigado!

namastibet

boa poesia, os meus parabéns