Lista de Poemas
A tentação do poema
A tentação do poema
Um tal poema dentro de mim
Quer subverter minha ordem secreta.
Não quer me deixar divagar
Nem passear pelos arredores
Nem fazer minha própria comida.
O poema dentro de mim
Quer comer minhas vísceras.
O poema que “incorpora” em mim,
Manda que eu ouça Tom Zé,
Que tome Wilhelm Reich,
Beba Friedrich Wilhelm Nietzsche
E deguste Rajneesh!
O poema dentro de mim me domina,
Diz para eu ser modesto,
Ser flexível na moral, na crença e nos costumes.
Diz ainda para eu ser relax
E contentar com o normal e o profano,
Porque o amor que é muito mais velho,
Ainda é revolucionário
E ainda por cima é soberano!...
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A tentação do poema
A tentação do poema
Um tal poema dentro de mim
Quer subverter minha ordem secreta.
Não quer me deixar divagar
Nem passear pelos arredores
Nem fazer minha própria comida.
O poema dentro de mim
Quer comer minhas vísceras.
O poema que “incorpora” em mim,
Manda que eu ouça Tom Zé,
Que tome Wilhelm Reich,
Beba Friedrich Wilhelm Nietzsche
E deguste Rajneesh!
O poema dentro de mim me domina,
Diz para eu ser modesto,
Ser flexível na moral, na crença e nos costumes.
Diz ainda para eu ser relax
E contentar com o normal e o profano,
Porque o amor que é muito mais velho,
Ainda é revolucionário
E ainda por cima é soberano!...
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Agni
Agni
O fogo que me move
Um vendaval que me comove,
Abala e me impulsiona.
O fogo que me move
É o mesmo que me consome.
O fogo que me domina
Queima-me intempestivamente
Sem eira nem beira,
Sempre inquieto e angustiado.
Essa ardente queimação
Transforma minha pedra bruta
Em metal de primeira.
Queima dentro de mim
Feito amor torto, uma paixão,
Uma lava de vulcão
De doce vampiro, disfarçado.
A essência do fogo que me queima
Sou eu
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Medo & Desejo
Medo e desejo
Medo e desejo
Dúvida e vontade
Coragem e impulsividade
Modo da paixão
Modo da bondade
Abaixo a castidade
Viva a responsa e a liberdade
Saia do modo da ignorância,
Modo bélico
Aceite e mude o carma
Dentro do caos do sansara
Que tem a minha
E a tua cara
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Lua Vazia
Lua Vazia
Não se avexe!
Pois a lua cheia está vazia
Sua viagem é lentamente realizada
Você pode estar com a cabeça cheia
E o coração pesado e vazio
Você pode chegar ao vazio com sua lua
Vaga, fora de curso
Cabeça vazia é oficina do bem
Coração transbordante do que deve realizar
Ir além das bordas imaginárias
No sentido da transcendência
Fermentação de energia
Incubação das forças
Concentraçã e foco para o momento da expansão
O impulso da lua cheia contém o vazio
A lua vazia está rindo para você
Há amor além da dualidade.
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Gato do Mato
Gato do Mato
Eu sou gato do mato
Eu ainda sou bicho do bicho selvagem
Sou leve, solto, disfarçado
Viro toco para não ser visto
Sou parte do esconde-esconde da natureza
Sou parte da magia
E da brincadeira de vida e morte
Sou da influência do sol a marte
Levo tombos e rasteiras
Dou cambalhotas e me viro no ar
Sou um gato selvagem
Disfarço-me entre humanos
Faço-me de domado
E salto para fora do caos
Na hora em que o bicho quer me pegar
Sou um gato selvagem
Espreito a beira do abismo
Esperando o que há de vir.
Escrito por: Renilson Durãe
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A tentação do poema
A tentação do poema
Um tal poema dentro de mim
Quer subverter minha ordem secreta.
Não quer me deixar divagar
Nem passear pelos arredores
Nem fazer minha própria comida.
O poema dentro de mim
Quer comer minhas vísceras.
O poema que “incorpora” em mim,
Manda que eu ouça Tom Zé,
Que tome Wilhelm Reich,
Beba Friedrich Wilhelm Nietzsche
E deguste Rajneesh!
O poema dentro de mim me domina,
Diz para eu ser modesto,
Ser flexível na moral, na crença e nos costumes.
Diz ainda para eu ser relax
E contentar com o normal e o profano,
Porque o amor que é muito mais velho,
Ainda é revolucionário
E ainda por cima é soberano!...
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Jardins de Epicuro
Jardins de Epicuro
Não ligues se tu te perdeste
É perdendo que se pode achar,
Pois o passado sombrio
Serve de escada e vira poeira no ar.
Avança com fúria e fogo
Com a força e o rugir de um leão,
Sabe que é só depois que se cresce
Que se extrai a lava do vulcão.
Tem firmeza ao seguir
Usa as armas do teu samurai,
Não te apegues mais a murmúrios
Nem te submetas ao que te distrai.
Faz teu verão altaneiro
Num salto quântico e num voo sem medo,
Sacode tua bandeira
Mas não mostres teu segredo.
Vai para o Norte e para o Sul
Desbrava caminhos incertos,
Dança e celebra a lua cheia
Faz o longe ficar perto.
Avante guerreiro estelar
Desdobre em claro e escuro,
Brinda teu ópio sagrado
Nos jardins de Epicuro.
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Tenho Tempo
Tenho tempo
Só por hoje, prometo não prometer.
Por hoje tenho tempo
Porque o tempo não me tem.
Hoje aceito passar pelo tempo
Como as folhas, os bichos e as crianças.
Só por hoje, vivo no tempo e no espaço,
Nos limites do corpo
E da dualidade da condição humana.
Por hoje aceito ser transcendente
Por uma dimensão fractal da arte,
Além do tempo e do espaço.
Hoje ser real é ser atemporal.
Só por hoje, tenho tempo
E não darei desculpas,
Justificativas para atender conveniências sociais.
Por hoje não direi que estou sempre na luta.
Hoje cumprirei minha missão
E realizarei apenas prioridades.
Tempo, espaço, relatividade – aqui e além.
Renilson Durães
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A tentação do poema
A tentação do poema
Um tal poema dentro de mim
Quer subverter minha ordem secreta.
Não quer me deixar divagar
Nem passear pelos arredores
Nem fazer minha própria comida.
O poema dentro de mim
Quer comer minhas vísceras.
O poema que “incorpora” em mim,
Manda que eu ouça Tom Zé,
Que tome Wilhelm Reich,
Beba Friedrich Wilhelm Nietzsche
E deguste Rajneesh!
O poema dentro de mim me domina,
Diz para eu ser modesto,
Ser flexível na moral, na crença e nos costumes.
Diz ainda para eu ser relax
E contentar com o normal e o profano,
Porque o amor que é muito mais velho,
Ainda é revolucionário
E ainda por cima é soberano!...
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Renilson Durães
Nascido no povoado de Mocambo Firme, distrito de Miralta no município de Montes Claros no Norte de Minas Gerais – Prof. De Yoga, Terapeuta Corporal, graduado em filosofia. integrou ao grupo Transa Poética na época da geração mimeógrafo e participante do Festival Nacional de arte contemporânea Psiu Poético desde a primeira edição há 34 anos. Participante das antologias Trinta anos – Luz e Pedaladas Poéticas da editora Aquarela Brasileira. Coautor dos livros Coaching Esportivo e Saúde e O Grande Livro do Amor e do Sexo da editora Literare Books SP, Essa Tal Felicidade da editora Saphi Brasília DF.
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