A tentação do poema

A tentação do poema
Um tal poema dentro de mim
Quer subverter minha ordem secreta.
Não quer me deixar divagar
Nem passear pelos arredores
Nem fazer minha própria comida.
O poema dentro de mim
Quer comer minhas vísceras.
O poema que “incorpora” em mim,
Manda que eu ouça Tom Zé,
Que tome Wilhelm Reich,
Beba Friedrich Wilhelm Nietzsche
E deguste Rajneesh!
O poema dentro de mim me domina,
Diz para eu ser modesto,
Ser flexível na moral, na crença e nos costumes.
Diz ainda para eu ser relax
E contentar com o normal e o profano,
Porque o amor que é muito mais velho,
Ainda é revolucionário
E ainda por cima é soberano!...
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