Lista de Poemas
Notas sobre ela
Ela quando escreve; a chama de Eu,
Soa tanta individualidade, mas não se preocupa,
Às vezes ela é a melhor companhia, ou não,
Às vezes se doa toda, que dela não faz mais parte,
Às vezes é solidão se ela quiser.
Às vezes se sente pedra,
Na maioria das vezes, coração.
Já se definiu em uma palavra,
E outras vezes em um dicionário inteiro
Não 'achou-se' definida.
Já foi círculo do abraço, já foi o soltar das mãos,
Já foi o grito, tanto era o volume,
Já foi canção em cada nota sentida no silêncio.
Já foi mais do que esperavam, já foi menos do que esperou.
Talvez ela seja somente a terceira pessoa do singular,
Apesar das pluralidades.
E quando passa a ser o Eu nos seus escritos,
Ela passa a ser quase tudo ou
Torne-se tão somente um ditongo.
ღRaquel Ordonesღ
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Se...
Se houver semente:
_Rama!
Se não houver vento:
_Reme!
Se houver versos:
_Rime!"
Se houver fé:
_Roma!
Se houver norte:
_Rume!
Raquel Ordones
Uberlândia MG
_Rama!
Se não houver vento:
_Reme!
Se houver versos:
_Rime!"
Se houver fé:
_Roma!
Se houver norte:
_Rume!
Raquel Ordones
Uberlândia MG
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das declarações...
O amor é um liquidificar de vários sentimentos bons:
Amizade, respeito, doação, desejo... dentre tantos.
Há os que preferem com açúcar,
Já outros, _"TE AMO, PORRA!" é o degustar da sensação
e da emoção com o mais requintado sabor...
#ordonismo
Raquel Ordones
Amizade, respeito, doação, desejo... dentre tantos.
Há os que preferem com açúcar,
Já outros, _"TE AMO, PORRA!" é o degustar da sensação
e da emoção com o mais requintado sabor...
#ordonismo
Raquel Ordones
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Criatividade cavalar
(sonhando ser Pégasus)
.
Como corcel corta céu com calma, cometa,
Crina cavalga; convive constelação,
Contextualizando cores com cerceta?
Cria casta; compartilhando coração.
Corre cata cambiantes celestiais,
Cabresto castanho cai, corda corroída,
Coleta cercado; castelos colossais,
Cede chuva; cronometragem concluída
Claridade, circuito completo, consome,
Corre célere, constante corrupiar,
Cara contente com cerne comemorar.
Caminha cavalariça coberta, come,
Com corpo calmo, cocheira capim colchão,
Carinho, cujo casco combina com chão.
ღRaquel Ordonesღ
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DoAr
Irrigo-te com vida; de mim a doação.
De coração aberto minh'alma se deita.
Rejeita-me inda que peça vida em oração,
A mão eu estendo, mas não é aceita.
Receita de vida; saúde, em Deus ser feliz!
Fiz do viver a leveza dum bumerangue.
Se langue não recebe, inda por um triz,
Quis teu bem; ao doar-te de meu sangue.
ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG
Doar sangue é ato de nobreza
A beleza da vida vale muito além,
E se tem; repartir é grandeza,
Fineza é não olhar a quem...
ღRaquel Ordonesღ
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Ensina-me a ler-te
Às vezes eu sei muito bem o que diz
E outras vezes me perco no teu dizer
E de repente tu dizes algo e já desdiz
Não sei realmente em que posso crer.
Às vezes creio em tudo, pois foi dito
Eu boto fé nas emoções do momento
Ninguém diz nada senão em negrito
Se não houve o legítimo sentimento.
E o teu silêncio faz barulho em mim
Muito maior do que a tua expressão
_Gostaria tanto de ler o teu coração.
Ensina-me a ler-te, e preciso, enfim
Eu preciso descobrir a tua sensação
_Quando teu sim é sim e o não é não?
ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG
👁️ 188
Vi-me atrevida
Em rendas negras a transparecer-me
A silhueta se expõe através do tecido
Pele em cor morena a estremecer-se
Em leves arrepios se ouve o gemido.
Os cabelos aos cachos soltos a bailar
Os dedos que por entre eles correm
Os gestos e olhares vêm a provocar
Gostos de beijos na boca escorrem.
Em negligência toco-te lentamente
Sinto teu pescoço atiçar meu olfato
Meu corpo puxa, eu sinto o teu tato.
Atrevida, misturo minha pele na tua.
Tu'alma respira, mordisco teu queixo.
O prazer me aflora por tirar-te do eixo!
ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG
👁️ 207
Cheia de vazio
Base da sociedade falida,
Em nada altera pedir concordata,
É meio raso de nobreza infida,
Vive da aparência que maltrata.
Mas toda regra tem sua exceção,
Geralmente isso numa minoria,
As máscaras predominam então,
Segue em frente o mundo de fantasia.
E finge que a miséria não existe,
Faz de conta que reina a educação,
De caráter tem uma plantação.
Na tecla da falsa moral, insiste,
Ergue o recheio do existir humano,
Num mero vazio de embuste insano.
ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG
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E que doa a quem doer...
Talvez, verdade seja feita pra matemática,
A gramática em sua regra já aceita exceção.
O coração tem, às vezes nem põe em prática,
Elástica vida: a poesia usa imaginação.
Ilusão, uma verdade bem simpática,
Temática de muita gente, quase oração.
Interação com sua vida lunática,
Apática a quem pratica inversa ação.
Então, a verdade em si nem é mais aromática,
Antipática quem a versa, uma infração!
Sua estação aboliu a era agora é errática.
Tática talvez, a falsidade é a comunicação.
Coação da verdade na ligeireza da informática.
E midiática a prudência perde a visão.
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG
A gramática em sua regra já aceita exceção.
O coração tem, às vezes nem põe em prática,
Elástica vida: a poesia usa imaginação.
Ilusão, uma verdade bem simpática,
Temática de muita gente, quase oração.
Interação com sua vida lunática,
Apática a quem pratica inversa ação.
Então, a verdade em si nem é mais aromática,
Antipática quem a versa, uma infração!
Sua estação aboliu a era agora é errática.
Tática talvez, a falsidade é a comunicação.
Coação da verdade na ligeireza da informática.
E midiática a prudência perde a visão.
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG
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Matemática sexual
Se um quer e há solidão
Não tem porque desistir
Soma toda imaginação
Que o deleite irá existir.
Se nos dois há um querer
É só dividirem-se no ato
Sem subtração do prazer
Há uma potência de fato.
Dois corpos estão contidos.
Agrupam-se a multiplicação
Além disso, foge o padrão.
Sem precaução e distraídos
E sem ter cuidado com a tez
Já os dois tornar-se-ão três.
ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG
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Comentários (1)
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ademir domingos zanotelli
2026-02-17
Cara poetisa. tu és tão linda ... que o amor nunca faltara para ti... adorei os versos. bom dia.
Eu poesia
Em uma palavra já me resumi,
Por vezes já me senti um verso,
Nas frases me dei conta; cresci,
Vi-me haicai em meu universo.
De trova em trova subi degraus,
Em forma de pensamento andei,
Levei o indriso nas minhas naus,
Colhi poesias, soneto me tornei.
Não agradada à alma embrenhei,
Brotei-me no encarnado da rosa,
Leram-me por aí feito uma prosa.
Meus olhos, refrão da minh’alma,
O sentimento dimana sem ponto,
Estendo-me em ilimitado conto...
ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG
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