Lista de Poemas
Ode ao Amor Inacabado
amor, você me amou todo o tempo...
todo o tempo...
também te amei, amor, todo o tempo...
todo o tempo...
mas não tivemos tempo
de libertarmo-nos a tempo
de um ao outro nos aprisionarmos...
prisioneiros que fomos
do tempo que dispara
alojando balas em destinos...
todo o tempo...
também te amei, amor, todo o tempo...
todo o tempo...
mas não tivemos tempo
de libertarmo-nos a tempo
de um ao outro nos aprisionarmos...
prisioneiros que fomos
do tempo que dispara
alojando balas em destinos...
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Benedictum
benditos sejam
teus olhos
teu cheiro
teu beijo
teu corpo que se põe sobre o meu...
tua mão que pousa sobre a minha...
bendito o caminho
que te trouxe
despido de antigas verdades
e bendito o tempo
que me fora dado para aguardá-lo...
bendito esperado,
derrama sobre mim
este amor idealizado
e bendigas cada gesto
com promessas de eternidade...
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Cinamomo
Sob a velha árvore
Estenderei meus ossos
Cansados da vida...
Sob a velha árvore
Despejarei meus ossos,
Duzentas partes
De mim...
Ossos que já não
Suportam transportar
A parca carne
Que os recobrem...
Sob a velha árvore
Relegarei meus ossos
Extenuados,
Que me seguirem
Já não podem...
Ossos que esperam
Nada mais...
Sob a velha árvore
Depositarei meus ossos
Fatigados da longa
Caminhada...
Que eterno sepulcro
Seja esta árvore calada,
Para os meus ossos
Que querem paz...
(Rahna)
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Poema do Adeus Definitivo
Vamos...
Devemo-nos dizer
Adeus!
Dividir os bens e os males...
O pão e as pedras...
O riso e a lágrima...
Esvaziar gavetas...
Rasgar fotografias...
Devemos, num esforço extremo
Do extenuado amor que se finda,
Repartir o horizonte
Para que, desvestido das peles do ontem,
Cada um receba na justa medida
Sua porção de Novo Dia...
(Rahna)
Devemo-nos dizer
Adeus!
Dividir os bens e os males...
O pão e as pedras...
O riso e a lágrima...
Esvaziar gavetas...
Rasgar fotografias...
Devemos, num esforço extremo
Do extenuado amor que se finda,
Repartir o horizonte
Para que, desvestido das peles do ontem,
Cada um receba na justa medida
Sua porção de Novo Dia...
(Rahna)
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Sonetilho a São Jorge
Vós sois o Santo Guerreiro.
Combateis hordas do mal.
Valente, forte e altaneiro.
Espírito Magistral!
Protege-nos o seu escudo
Forjado em Luz Divinal!
Maléticos, fazei-os mudos,
Com gesto Celestial!
Bravo soldado Cristão,
Por sua fé, imolado.
Fiel fostes ao Messias!
Eia, pois! Meu São Jorge, amado!
Subjugais vós, o dragão
Do medo e da aleivosia!
(Rahna - 23/04/2018)
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Olhos Distantes
Há ainda um riso
Que baila na boca
Do tempo...
Há uma lua vazia
De face tão pálida
A vagar imprecisa...
Há um canto ao longe
Que é prece cálida
à noite solitária...
Há dois olhos distantes
Que serenos adormecem
Pelo canto, entorpecidos...
E ao som do canto esquecido
Capturo a poesia distraída
Perdida na madrugada...
(Rahna)
Que baila na boca
Do tempo...
Há uma lua vazia
De face tão pálida
A vagar imprecisa...
Há um canto ao longe
Que é prece cálida
à noite solitária...
Há dois olhos distantes
Que serenos adormecem
Pelo canto, entorpecidos...
E ao som do canto esquecido
Capturo a poesia distraída
Perdida na madrugada...
(Rahna)
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Comentários (1)
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luisa13
2018-08-23
poemas singelos, mas belos e profundos.
Meu nome é Claudia Dutra Gallo. Meu pseudônimo no mundo poético é Rahna, uma homenagem a uma cadelinha que tive na adolescência. Professora, Pedagoga, formadora e multiplicadora. Na rede estadual de ensino do Estado do Rio de Janeiro há trinta anos acumulei vivências maravilhosas, indizíveis e indeléveis. Gosto de escrever poesia, mas não me diria poeta. Parafraseando um velho amigo, Manoel Satyro, eu diria que "sou uma arrumadora de palavras". Bem, ao menos, é o que tento. Bem-vindos(as) ao meu espaço!
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