Lista de Poemas
Solilêncio
. . . . . . . . . . . . . . . .
de quando em vez
um sussurro -
breve brisa brinca
entre as folhas...
de quando em vez
um sussurro -
breve brisa brinca
entre as folhas...
👁️ 432
Eu e o Mar
Nas minhas pupilas
O brilho-fosco das conchas.
Nas minhas mãos
Fragmentos de corais.
No marulhar das ondas
Um segredo vagueia.
Meus rastros na areia -
Efemeridades, não mais.
No barco silente
Um sonho perdido de mim.
A brisa que sopra
Sou eu... Que me desfiz...
👁️ 450
Poema ao amor que vem
Quero que me venhas nu
de versos e de toda poesia...
Desnudo de antigas peles,
antigos quereres, antigas elegias...
Quero que, sendo o mesmo,
me venhas outro, quase indolor.
Quero que me venhas nu,
como quem há pouco haja nascido
e que tragas apenas os velhos chinelos,
um sonho qualquer - colorido -
e o que em ti, ainda restar de amor...
(Rahna)
👁️ 475
Entrelinhas
Entrelinhas
facas são
as palavras submersas
no não dito
são lâminas
as palavras que laceram
subentendidas no universo
circunscrito
dos lábios mudos
com seus silêncios
e significados absurdos
quando emergentes
saltam das profundezas
do olhar contido
em frases restritas
de amigáveis metáforas
e aparentes sentidos
brandem ferozes as palavras
desvestidas de todo o resto
o verbo-cimitarra inaudito
no interstício dos gestos
(Rahna)
facas são
as palavras submersas
no não dito
são lâminas
as palavras que laceram
subentendidas no universo
circunscrito
dos lábios mudos
com seus silêncios
e significados absurdos
quando emergentes
saltam das profundezas
do olhar contido
em frases restritas
de amigáveis metáforas
e aparentes sentidos
brandem ferozes as palavras
desvestidas de todo o resto
o verbo-cimitarra inaudito
no interstício dos gestos
(Rahna)
👁️ 187
Linha Reta

Linha reta
os meus dias
não têm começo e nem fim...
perco-me no galopar incansável das horas
onde cada minuto tem vida própria
e uma vontade louca de ti...
(Rahna)
👁️ 36
POEMAR
são aves
são cores
são risos
são feixes
de versos
precisos…
são linhas
são curvas
são retas
são rumos
e traços
incertos…
são olhos
que fitam
errantes
espuma
de mar
flutuante…
são frutos
são frutas
rocios
é relva
é beira
de rio…
é bruma
é luz
é luar
são sonhos
de amor:
- Poemar!
(Rahna)
são cores
são risos
são feixes
de versos
precisos…
são linhas
são curvas
são retas
são rumos
e traços
incertos…
são olhos
que fitam
errantes
espuma
de mar
flutuante…
são frutos
são frutas
rocios
é relva
é beira
de rio…
é bruma
é luz
é luar
são sonhos
de amor:
- Poemar!
(Rahna)
👁️ 251
TÁCTIL
Assim, à sombra das árvores vespertinas
A saudade fica mais táctil
A mansidão e a monotonia
Embalam o que ainda há em mim
De luz e sabor...
Há em tudo uma certa dose de letargia
Um torpor
E esse cheio-vazio de nada em polvorosa
Que se funde ao fundo grito da revoada de folhas
E das aves silenciosas...
A saudade fica mais táctil
A mansidão e a monotonia
Embalam o que ainda há em mim
De luz e sabor...
Há em tudo uma certa dose de letargia
Um torpor
E esse cheio-vazio de nada em polvorosa
Que se funde ao fundo grito da revoada de folhas
E das aves silenciosas...
👁️ 240
SER POETA

Ser poeta é ser apenas
Nada mais que o vento leva.
É ser a prece que enleva.
É ser a praga que extrema.
É amar sem nunca ter.
É ser mar e ser areia.
Plantador que ora semeia
Sem o tempo de colher.
Ser poeta é ser homem
E ser deus a um só tempo.
É existir em dualidade.
Tendo a poesia por alento,
Para os dias que o consomem
O amor, a dor e a saudade...
(Rahna)
👁️ 253
IMPULSO

Da borboleta
Tocou a asa
A inábil sutileza
De seu dedos
Matou a coitada
Com o seu amor
Errado
(Rahna)
👁️ 243
Insone
Hoje o dia
Acordou mais cedo,
Com um gosto
Amargo na boca...
Talvez tenha
Se embebedado
De estrelas,
Tomado um
Porre de lua
Ou nas orgias
Noturnas
se deleitado...
Nos meus olhos,
Apenas o peso
Da noite
Mal dormida
E um brilho
De lágrima
Quase luz...
Quase sonho...
Quase amor...
👁️ 400
Comentários (1)
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luisa13
2018-08-23
poemas singelos, mas belos e profundos.
Meu nome é Claudia Dutra Gallo. Meu pseudônimo no mundo poético é Rahna, uma homenagem a uma cadelinha que tive na adolescência. Professora, Pedagoga, formadora e multiplicadora. Na rede estadual de ensino do Estado do Rio de Janeiro há trinta anos acumulei vivências maravilhosas, indizíveis e indeléveis. Gosto de escrever poesia, mas não me diria poeta. Parafraseando um velho amigo, Manoel Satyro, eu diria que "sou uma arrumadora de palavras". Bem, ao menos, é o que tento. Bem-vindos(as) ao meu espaço!
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