Lista de Poemas
Vidas secas
Terra seca e árida
Coberta de marrom-poeira
Vidas secas e lassas
Pobres moças magras
Rodeadas pelo vazio das matas
No alto do dia
Ao cair da noite
Exauridas pela rotina
Banham-se no mar de barro
De solo seco-quebrado
A enxada é sua vida
O calor - seu inimigo -.
Perambulando pelas terras vastas do Sertão
Homem sempre atento ao silêncio que o perturba
Faz-se praxes a foice para viver
Faz-se praxes o balde para beber
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Poema sobre um termino II
Lá fora entre os becos e ruas
Lá fora na noite escura
Na penumbra soturna
Lá fora no mundo, em ti, em teu peito
Em tua imensidão, totalidade
Não existe mais amor
Cá dentro de mim, diferente dos becos e ruas
Diferente do mundo, dos homens, de ti
Cá dentro de mim ainda jaz amor por ti.
Infeliz destino meu
Que me acorrenta na tormenta de amar
E que entre todos os acontecimentos
Que haviam de acontecer
E que enfim houve de vir
O fim
Pobre eu que te amava
E sinto-me triste
E anseio por ti, por teus seios
Teu amor e teu corpo.
Lá fora na noite escura
Na penumbra soturna
Lá fora no mundo, em ti, em teu peito
Em tua imensidão, totalidade
Não existe mais amor
Cá dentro de mim, diferente dos becos e ruas
Diferente do mundo, dos homens, de ti
Cá dentro de mim ainda jaz amor por ti.
Infeliz destino meu
Que me acorrenta na tormenta de amar
E que entre todos os acontecimentos
Que haviam de acontecer
E que enfim houve de vir
O fim
Pobre eu que te amava
E sinto-me triste
E anseio por ti, por teus seios
Teu amor e teu corpo.
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O eterno
Ouvi falar do eterno
Das eternas falácias de amor
Então pensei no eterno que dizíamos, mas a hora chegou.
E você teve que ir.
Preferiria que não fosse eterno;
Essa eterna dor deixada pelo eterno do eterno ao teu lado -.
Das palavras vazias da tua boca.
E de ti saiu apenas o meu eterno sofrimento, da eterna lembrança da promessa eterna
Quebrada no eterno finito.
Hoje sei que o eterno não existe, porque eterno era o teu amor
E hoje ele se foi.
Descobri que eterna é a minha dor que há de existir enquanto sou eterno.
Eterno sou enquanto vivo,
Eterno sou até o fim chegar.
Eterno é o nada;
Nada no começo;
Nada no fim.
O eterno são as promessas vazias que hoje se perdem no tempo
São as palavras de outrora ditas uma vez
Agora jogadas ao vento.
Então, percebi que eterno é o nada.
Das eternas falácias de amor
Então pensei no eterno que dizíamos, mas a hora chegou.
E você teve que ir.
Preferiria que não fosse eterno;
Essa eterna dor deixada pelo eterno do eterno ao teu lado -.
Das palavras vazias da tua boca.
E de ti saiu apenas o meu eterno sofrimento, da eterna lembrança da promessa eterna
Quebrada no eterno finito.
Hoje sei que o eterno não existe, porque eterno era o teu amor
E hoje ele se foi.
Descobri que eterna é a minha dor que há de existir enquanto sou eterno.
Eterno sou enquanto vivo,
Eterno sou até o fim chegar.
Eterno é o nada;
Nada no começo;
Nada no fim.
O eterno são as promessas vazias que hoje se perdem no tempo
São as palavras de outrora ditas uma vez
Agora jogadas ao vento.
Então, percebi que eterno é o nada.
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Prometeu Acorrentado
I A TORMENTA AVILTANTE I
Prometeu, tua tormenta é tua bondadeCandente a brilhar feito o sol
Que jaz nos seios das estrelas
E foi-te arrojo ao teu suplicio
Suntuosos são teus males
Que te incubem ao teu martírio
II PROMETEU II
Decerto, foi minha bondade
Que aos homens trouxe a vida
Quando fogo flamejante de Hefesto, eu roubei
Opoente, o sol se vai;
Para erguer-se novamente, veraz é meu grilhão
Ensinei-lhes a viver, tornei-os racionais
Dei a eles os engenhos
Que me incumbiram miríades de tormenta
A aviltar acorrentado nesse alcantil de sofrer
III A VIDA APÒS O ROUBO III
Ver-te-ei, oh ocaso, o horizonte incandescente
Pelos dias que me restam
Arrostar-lhes-ei os astros
Pelos dias que virão
IV ACORRENTADO SOB A ROCHA IV
Que vindouro seja meu prazer
Que pouco sei se está por vir
Mas teus males hão de vir, oh nume ominosa!
Que repousa entre os céus
V O FADO V
Fecharei os meus olhos a esperarTeu sacrilégio a cair
Sob o trono que há de ir
Destronado serás fraco
Seus caprichos insensatos
Tua prole há de vir para destronar-te do teu sólio
E das amarras, libertar-me.
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Passado
PASSADO
I A LUA I
Quando criança, eu pensava:
Como queria ir à lua
II PEQUENO COWBOY II
Quando criança, eu pensava:
Como queria ser cowboy
O cowboy era vaqueiro
E eu bobo tinha medo
Dos contos proferidos
Sobre os mitos da floresta
III UM CAVALO A CAVALGAR III
Quando criança, eu pensava:
Como queria um cavalo
Para adentrar-me entre matas e estradas do Preá
Um chapéu e uma bota
Para montar-me no cavalo a passear
Um cinto de cowboy para um vaqueiro me tornar
IV INFÂNCIA PASSADA IV
Minha infância é longínqua
Minhas dores são presentes
E eu sou triste e pequeno
V BRINCADEIRAS DE CRIANÇA V
Quando criança na Cohab
Eu brincava de polícia e ladrão
No São João, contava as lendas
Buscava lenha para o fogo da fogueira
Amarela feito o sol
VI NOSTALGIA VI
No campinho jogava bola
Pelas tardes até a noite
VII E TUDO ACABOU VII
Minha infância foi tão grande
Que não cabe num poema,
Minha infância se passou
No entanto, sou feliz.
I A LUA I
Quando criança, eu pensava:
Como queria ir à lua
II PEQUENO COWBOY II
Quando criança, eu pensava:
Como queria ser cowboy
O cowboy era vaqueiro
E eu bobo tinha medo
Dos contos proferidos
Sobre os mitos da floresta
III UM CAVALO A CAVALGAR III
Quando criança, eu pensava:
Como queria um cavalo
Para adentrar-me entre matas e estradas do Preá
Um chapéu e uma bota
Para montar-me no cavalo a passear
Um cinto de cowboy para um vaqueiro me tornar
IV INFÂNCIA PASSADA IV
Minha infância é longínqua
Minhas dores são presentes
E eu sou triste e pequeno
V BRINCADEIRAS DE CRIANÇA V
Quando criança na Cohab
Eu brincava de polícia e ladrão
No São João, contava as lendas
Buscava lenha para o fogo da fogueira
Amarela feito o sol
VI NOSTALGIA VI
No campinho jogava bola
Pelas tardes até a noite
VII E TUDO ACABOU VII
Minha infância foi tão grande
Que não cabe num poema,
Minha infância se passou
No entanto, sou feliz.
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O vento
O vento soprou, soprou
Jogou para longe
Bem distante da cidade
O que era liberdade
O vento soprou, soprou
Bem distante da cidade
O que era solidão
O vento também levou-levou
Para bem longe da cidade
O que era meu amor
O vento roubou-roubou
O que era coração
E o menino questionou
Mas como o vento não tem mão
Foi sapo ou foi o boi
Que roubou meu coração
O sapo pulou no rio
E a água flutuou
O boi apressou-se
Para bem longe ir da Espanha
E tu foi quem ficou
Para roubar meu coração
Mas como o boi, fugir também.
Jogou para longe
Bem distante da cidade
O que era liberdade
O vento soprou, soprou
Bem distante da cidade
O que era solidão
O vento também levou-levou
Para bem longe da cidade
O que era meu amor
O vento roubou-roubou
O que era coração
E o menino questionou
Mas como o vento não tem mão
Foi sapo ou foi o boi
Que roubou meu coração
O sapo pulou no rio
E a água flutuou
O boi apressou-se
Para bem longe ir da Espanha
E tu foi quem ficou
Para roubar meu coração
Mas como o boi, fugir também.
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