Lista de Poemas
SANGUE E ALMA
Ela corria
o pano na casa e, vez em quando,
com aquele olhar faceiro,
passava à minha frente;
e cantava
melhor que Roberto Carlos,
e sonhava mais que que se sonha
em Terabítia;
e dançava
toda formosa, tal qual bailarina
de degas em brancas
nuvens.
E eu a lhe olhar
e a perceber que estava com uma calcinha
enfiadíssima à bunda, que vestira
para me provocar;
e, depois, peguei-lhe
em uma de suas passagens por perto,
e lhe olhei também
com as mãos;
e lhe carreguei
ao leito e, durante o resto do dia,
amei-lhe no esplendor do raro
momento.
👁️ 166
DE FRENTE AO MAR
Quando dela
o fogo liberta a língua,
não há mais autocontrole
ou misericódia:
ou ela sobrepõe-me
os lábios em beijos quentes
e molhados,
ou ela me beija
e me chupa peitos, pernas
e a hígida haste,
ou, se nublada,
ela me chove com o verbo ácido
deixando-me semimorto
e alagado!
o fogo liberta a língua,
não há mais autocontrole
ou misericódia:
ou ela sobrepõe-me
os lábios em beijos quentes
e molhados,
ou ela me beija
e me chupa peitos, pernas
e a hígida haste,
ou, se nublada,
ela me chove com o verbo ácido
deixando-me semimorto
e alagado!
👁️ 99
FRUTOS DO SOL
Sob os raios
intensos do sol,
lentros,
estúpidamente enganados
e soberbos
andam os homens
com suas senciências, com seus desejos,
com seus impulsos e com suas
pseudovastidões.
Onde já se viu a real sabedoria das pedras?
qnde já se achou alguma beldade
que de fato supere a fragmentação
sapiens?
E eu aqui,
distante de tudo e preso em mim,
vendo céus figurados e planícies devastadas,
sem poder fazer absolutamente
nada!
intensos do sol,
lentros,
estúpidamente enganados
e soberbos
andam os homens
com suas senciências, com seus desejos,
com seus impulsos e com suas
pseudovastidões.
Onde já se viu a real sabedoria das pedras?
qnde já se achou alguma beldade
que de fato supere a fragmentação
sapiens?
E eu aqui,
distante de tudo e preso em mim,
vendo céus figurados e planícies devastadas,
sem poder fazer absolutamente
nada!
👁️ 140
FLOR DE INVERNO
... era aquela
flor, em forma angelical,
que nos distinguia
dos demais humanos, imaginando
que pudéssemos conquistar infinitos
e sublimidades sem iguais
e que, por me fazer
amá-la tanto e depois partir para a fria
e infinita hospedagem
da morte,
deixou-me sozinho
a carregar ilusões e pesos humanos
neste mundo de figuração
junto ao lamaçal!
flor, em forma angelical,
que nos distinguia
dos demais humanos, imaginando
que pudéssemos conquistar infinitos
e sublimidades sem iguais
e que, por me fazer
amá-la tanto e depois partir para a fria
e infinita hospedagem
da morte,
deixou-me sozinho
a carregar ilusões e pesos humanos
neste mundo de figuração
junto ao lamaçal!
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FRUTOS DO SOL
Sob os raios
intensos do sol,
lentros,
estúpidamente enganados
e soberbos
andam os homens
com suas senciências, com seus desejos,
com seus impulsos e com suas
pseudovastidões.
Onde já se viu a real sabedoria das pedras?
qnde já se achou alguma beldade
que de fato supere a fragmentação
sapiens?
E eu aqui,
distante de tudo e preso em mim,
vendo céus figurados e planícies devastadas,
sem poder fazer absolutamente
nada!
intensos do sol,
lentros,
estúpidamente enganados
e soberbos
andam os homens
com suas senciências, com seus desejos,
com seus impulsos e com suas
pseudovastidões.
Onde já se viu a real sabedoria das pedras?
qnde já se achou alguma beldade
que de fato supere a fragmentação
sapiens?
E eu aqui,
distante de tudo e preso em mim,
vendo céus figurados e planícies devastadas,
sem poder fazer absolutamente
nada!
👁️ 154
MARCAS DO QUE SE FOI
Vou agora às mesmas
planícies que guardam os segredos
e as magias de minha tenra
infância perdida;
tentando deixar-me,
às costas - por exíguo destempo
possível - o desalinho das feras
sapiens.
E lá,
mesmo que caiam fortes chuvas
sobre a terra, as matas
e os arbustos,
vou ruflar as pequenas
asas azuis, libertar a indecifrável alquimia
dos sonhos pueris e permitir que minha
alma vazia se colora, libertamente,
com lápis-cera.
planícies que guardam os segredos
e as magias de minha tenra
infância perdida;
tentando deixar-me,
às costas - por exíguo destempo
possível - o desalinho das feras
sapiens.
E lá,
mesmo que caiam fortes chuvas
sobre a terra, as matas
e os arbustos,
vou ruflar as pequenas
asas azuis, libertar a indecifrável alquimia
dos sonhos pueris e permitir que minha
alma vazia se colora, libertamente,
com lápis-cera.
👁️ 146
À BORDA DA EXISTÊNCIA
Vede-vos, irmãos,
os reflexos perante
o espelho,
fazei a barba
aos cuidados da lâmina,
vesti o melhor terno,
arrumai o cabelo
e maqueai-vos, a rímeis,
as máscaras;
e, a rimas,
o regozijo da palavra
para vos irdes ao esplende baile
na grande jaula circular
da vida.
Lá,
estarei vos esperando,
irmãos meus, juntamente com toda
nossa família
sapiens.
os reflexos perante
o espelho,
fazei a barba
aos cuidados da lâmina,
vesti o melhor terno,
arrumai o cabelo
e maqueai-vos, a rímeis,
as máscaras;
e, a rimas,
o regozijo da palavra
para vos irdes ao esplende baile
na grande jaula circular
da vida.
Lá,
estarei vos esperando,
irmãos meus, juntamente com toda
nossa família
sapiens.
👁️ 167
SEM ESPERANÇAS NO AMANHÃ
Ausentes nas novas auroras,
na chuva que cai ou no vento que entoa
a penumbra: bocas, mãos,
corpos e inválidas asas
em desvelos:
ama-me assim
(se é que me amas) em silente
e sagrado segredo, em mares altos
ou em baldios terreiros.
Mas sem a palavra volátil,
porque meus portos estão todos alagados,
e meus guarda-chuvas estão
todos quebrados:
sente apenas (e escolhe),
que posso ser teu, renascido e intacto,
ou apenas (e novamente) um futuro
pássaro angustiadamente
prostrado.
na chuva que cai ou no vento que entoa
a penumbra: bocas, mãos,
corpos e inválidas asas
em desvelos:
ama-me assim
(se é que me amas) em silente
e sagrado segredo, em mares altos
ou em baldios terreiros.
Mas sem a palavra volátil,
porque meus portos estão todos alagados,
e meus guarda-chuvas estão
todos quebrados:
sente apenas (e escolhe),
que posso ser teu, renascido e intacto,
ou apenas (e novamente) um futuro
pássaro angustiadamente
prostrado.
👁️ 164
HIATO
Eram dois,
que se diziam um
em sempiterno
amor:
ao fim,
em doloroso hiato
sobre pedras
e abismos
que se lhes formaram,
em desalinho à mente, ao coração
e à alma:
um e outro se foram
a se acharem, em si, vítimas
do enlace incauto;
um e outro se foram,
com severos julgos e açoites,
a elegerem o comparsa
como canalha.
que se diziam um
em sempiterno
amor:
ao fim,
em doloroso hiato
sobre pedras
e abismos
que se lhes formaram,
em desalinho à mente, ao coração
e à alma:
um e outro se foram
a se acharem, em si, vítimas
do enlace incauto;
um e outro se foram,
com severos julgos e açoites,
a elegerem o comparsa
como canalha.
👁️ 194
VERSOS QUE NÃO SE SABEM
Escrevi
dezenove mil poemas
entre coisas
de amor, de desejo, de erotismo,
de paixão e de loucura;
e até hoje
sinto que nada fiz e que tudo
e qualquer coisa fica sempre em meu poema
não escrito!
dezenove mil poemas
entre coisas
de amor, de desejo, de erotismo,
de paixão e de loucura;
e até hoje
sinto que nada fiz e que tudo
e qualquer coisa fica sempre em meu poema
não escrito!
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Comentários (7)
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fernanda_xerez
2018-08-17
SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
fernanda_xerez
2018-02-26
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
2018-01-09
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
fernanda_xerez
2017-12-23
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
fernanda_xerez
2017-12-23
Lindo e provocante!
Português
English
Español
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*