Lista de Poemas
CALMA. NÃO HÁ CELESTIAIS AQUI!
... há algo
de muito errado no mundo,
e dizem que eu é que sou
o cão do diabo,
sem perceberem
que quem mais fere são os anjos
que voam e caem
aos telhados,
fabricando
com suas asas e com seus voláteis verbos
um aparteid terrível entre os vivos
e os que apenas supõem
tentar sobreviver!
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SESSÃO ILUMINADA DE AUTOBDMS
... ninguém percebe,
mas ela coleciona destroços
para construir grandes projetos
e castelos,
ela coleciona sombras
para ltentar realçar suas luzes
frágeis e discretas,
ela coleciona anjos
como times de futebol colecionam
vitórias e troféus,
ela coleciona
silentes sonhos por não ter coragem
para se arriscar perante
a abismos concretos,
ela se torna
refém de si mesma, na própria
vastidão que tenta vender
em seus versos:
ela me ama,
mas teme que a abstrata morte
de suas asas inválidas de fato
concrete!
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COMPASSO!
... eu chego em casa do trabalho,
imaginando um banho, uns beijos
e uns abraços,
só para começar
a dançar alguma extática e sublime
melodia inconfissionada
com ela;
e ela ali
esperando com seu encanto
de todo dia, sempre bela, sempre disposta,
sempre grácil,
com os olhos mirados,
o corpo arrepiad e impregnado
com o aroma da noite
passada!
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ABRA OS OLHOS, BABY!
... elas, as beldades,
sobretudo as virtuais, confundem-nos
com os outros,
misturam
sentimentos basicamente diferentes
como paixão, desejo, tesão
e amor,
elas me subestimam
ao adentrarem minhas sombras
com uma vela acesa não mao, desprecavidas
de minhas tempestades,
de minha inocência
em carregar pesos do mundo
e de todo o mundo, como um espelho,
com severa rotina pesada!
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EU TE VI NUA DE CORPO E DE ALMA!
... imóvel
e incapaz de fazer alguma coisa,
vi-te perdida no caminho e te vi,
com suas máscaras
a voar por céus,
por mares e por leitos de rijas
e ásperas belezas;
por detrás
da lentidão habitual com que
caminha nossas vidas, vi-te perdida
com uma falsa aura
furtiva
e te avisei
que a mágina não era essa
e sim tentar compreender e melhor escolher
entre a celebração das coisas
onde fomos jogados.
Já com teus
sonhos cansados pelos invernos,
pelos outonos e pelas frequências constantes
a cafés-concertos e camas,
próxima à morte,
tu me escreveste, dizendo:
“É, por que não te ouvi, quando falavas
que chegaria, enfim, o tempo
do tarde demais?”
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AINDA SE MANTÉM A BRASA!
Uma mulher ainda me que,
outrora, ella quis manter
comigo um tudo que
já tivemos,
amizade,
amor,
paixão,
desejo,
sexo,
orgasmos em vastidão.
Por contingncia do destino,
entretanto ela disse que a situação
em casa com marido e filhos estava
insuportável
e que, por isso,
queria continuar me amando com tudo,
sem faltar nada, exceto o sexo, porque não tinha
mais um lugar discreto onde pudesse ficar sozinha
e à vontade.
Ela ainda me quer,
ela tem tudo e nunca deixou
faltar nada,
mas agora diz
que não pode mais fazer sexo,
e eu digo que o sexo é que contém tudo:
corpos, almas e total
entrega!
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SOU EU, BELDADES!
Sou eu aqui, beldades,
obscuro, alucinado, amargo,
indissuadível, imutável feito pedra
de mármore,
faço meu caminho
envolto por neblina, solidão,
dor e frio.
Sou eu aqui,
o cão niilista, o punheteiro safado,
o puto da parada, aquele que assegura
o delírio de teus sexos,
e eu não posso deixa-las ir,
nem posso de vós desistir, porque
eu preciso vos amar e eu preciso liberar
esse rio que está queimando
dentro de mim!
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ELA AO TOCAR O ADÁGIO DE ALBIONE!
Seus dedos
vermelhamente esmaltados
tocava ao piano o Adágio in G Minor,
de Albione,
seus olhos estavam
palidamente fechados como quem
estivesse flutuando em gloriosas
miragens,
seu corpo se acentuava
em curvas com aquele delicado
vestido colado, que deixava transparecer
hipnóticas imagens de suas
partes de baixo,
ela nem percebeu
quando cheguei e comecei a observá-la
já com a alma de amor
inundada,
ao me movimentar,
vi-lhe desapercebidamente entre suas pernas
uma calcinha branca mínima
que formava ali um pacotinho,
com uma tira saindo para baixo, compondo
a visão de um anjo, irresistivelmente
sedutor:
amante
e seu escravo!
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UM SENTIMENTO INEXPLICÁVEL!
Ela morreu
como se põe o sol numa linda
tarde de agosto,
depois de viajar
por tantos mares, de voar por tantos ares
e de pousar em tantos leitos
para confeccionar
trepadas;
no entanto,
o sol que jaz todo dia, ressuscita
em todo amanhecer para renovar a luz
e a vida,
enquanto ela
me fecundou com seu amor
e com seu veneno, a ponto de eu sentir
que com ela morri junto!
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DIVIDINDO UM MOMENTO ETERNO!
... por que será
que se preocupam demais
com o que chamam de realidade?
Por que será
que dizem amar e provocam
catastróficas chuvas de fogo depois
das trepadas regadas de elogios
e de orgasmos,
Por que será
que dizem amar um Deus
que está além de seus entendimentos
abnormalmente reinaugurativo?
Mas,, Baby,
o mais importante no momento,
por que é que tanto explico e tu não entendes
que, para um homem de uma mulher
se amarem,
é preciso dividir
a calm envoltos pela névoa do linho,
tomados por temores, tesões
e gemidos,
dividindo segredos
e prazeres inconfessáveis
e que, neste tipo de amor,
não há tempo, nem porvir, nem esperança,
nem mais nada que não
o simples e sublime
ato de amar!
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Comentários (7)
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fernanda_xerez
2018-08-17
SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
fernanda_xerez
2018-02-26
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
2018-01-09
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
fernanda_xerez
2017-12-23
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
fernanda_xerez
2017-12-23
Lindo e provocante!
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Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*