Escritas

Lista de Poemas

AMA-ME II

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INEXPLICAVELMENTE ABNORMAL

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O BRILHO DE TEU OLHAR

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ESCURIDÃO

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ACORDA-ME DESTE PESADELO

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EPÍLOGO

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UMA FLOR NO DESERTO

Esse sentimento estranho que de mim se apossa,
neste momento em que se encontra longe as montanhas, as planícies, os mares e os céus em que não lhe posso trocar olhares, cumplicidades, carinhos, afagos,e êxtases.
Esse sentimento que faz doer meu coração, invadindo meus pensamentos, fazendo-me sucumbir ao desejo incessante de poder com ela estar, num delírio de amor. E que, apesar de não estando (assim tão longínquos um do outro), sinto-me transcendentalmente sentir e estar, em plena comunhão mental.



Sempre
me falaram que anjos
são bons e possuem lindas
asas,
mas agora
descobri que os verdadeiros anjos
também são feitos
de carnes,
e de nós
se distinguem pela pureza
que carregam a um coração
sem correntezas, pecados e quedas
dáaguas.
Thor Menkent


Tanta estrelas a brilharem, tantas imagens a se plantarem, tantos desejos a se esparramare, tantas ofertas em dádivas iluminadas, mas a ela
(com seu perfume inebriante, seu olhar penetrante, seu toque suave com os sopros dos versos e seu desejo junto ao meu confinado em minha mente secreta, em fervor em prazer vibrante) é que deve pertencer meu último e maior amor.
É verdade, o cão latia constantemente, seus uivos ecoavam por todas as sombras e por todas as noites. Esse sentimento que me enfraquecia, que me torturava e que atormentava, trazia-me um engerelado inverno e deixava minha alma em ruínas, combalida com a incerteza de o porvir se concretizar com uma nova companhia pura.
Angústia. Solidão. Dor. Um deserto indecifrável onde viam um coração que não era bom. Ela viu o homem por detrás do niilismo e da proclamada atrofia que ele fazia das luzes.
Mas, no passar das horas, dos dias, dos anos, da espera por por uma visão que transcendesse e pudesser perceber o que eu sempre quis dizer aos anversos do que eu tanto disse e escrevi, surgiu uma flor que resistiu e que brotou no seco deserto, como uma forte e bela rosa do Éden!
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PORVIRES

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ATUAÇÃO

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ÀS VEZES

Olhamos para o céu sem luar, numa noite escura de todos os dias, e na sombrosidade nos alertamos às beladonas dos jardins proibidos, onde há entregas com palavras e sorrisos falseados em imagens esplêndidas e em desejos obscuros e insolentes à vaga chama da alma covarde, já Combalida e amargurada na morna brisa aparente que fulgura invisível.

Às vezes é preciso chorar a esperança de viver algum sentido qualquer, que se eterniza nos confortos oníricos e perfídicos a que nos permitimos, e ser avassaladoramente cão na peleja dos olhares que nos comem, e nos bebem maliciosamente, ofertando pseudogotas de consolo ao flagelo.

Às vezes é preciso ignorar o negro céu sem expressar o que corrói os corações, e permitir que se vejam tão somente um relvado berço das noites de solidão escondidas entre os abraços, e as juras, e as promessas trocadas insanamente pelos atores todos que vão se apagando abaixo do mesmo forro negro da fria noite.

Às vezes é preciso compor entre cheiros, cores e sons estranhos e desconhecidos, andar suavemente por pedregosos caminhos que há entre jardins de sóis, extasiando-se nas maiores chagas - perfumadas rosas com seus espinhos venenosos e com suas futilidades às avessas a nos invadir as entranhas inflamadas e apodrecidas.

Às vezes é preciso apenas nos deixar doer, incrédulos, esgotadamente cansados e sofridos, e, na mesma noite fria de todos os dias, em fúnebre silêncio, sem mais palavras ou sorrisos, atravessar praias desertas, com nossos obscenos vermes internos e com nossos corações vazios.

Às vezes, como as mariposas cegas que buscam desesperadamente a luz, numa entrega onde se esvaem suas vidas ansiadas em mortes incandescentes, é preciso que se permita ficar nu nas cenas vazias, onde festejam despojos forjados, com seus suspiros desconexos nos espaços ainda livres onde se assentam ilusões condenadas, deixando de si nada além de um quase invisível rastro de morte lenta e incompreendida.

E, então, omente esperar pelos demais carrascos bem travestidos em máscaras nobres,Que nos trazem à cena sonhos mortificados dos quais somos incapazes de fugir.
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Comentários (7)

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fernanda_xerez
fernanda_xerez
2018-08-17

SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*

fernanda_xerez
fernanda_xerez
2018-02-26

Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*

Trivium
Trivium
2018-01-09

Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?

fernanda_xerez
fernanda_xerez
2017-12-23

E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.

fernanda_xerez
fernanda_xerez
2017-12-23

Lindo e provocante!