Escritas

Biografia

Nascido em 2001, Pedro Reis Soares é um autor marinhense que revelou o seu gosto por poesia numa aula de português do 1.º ciclo. Esse interesse veio a desenvolver-se na adolescência, quando abraçado pela arte dos grandes poetas portugueses. Neto do artista e escritor Carlos Reys, tenciona dar continuidade à veia artística herdada nos ramos da música e da escrita.

Lista de Poemas

Total de poemas: 7 Página 1 de 1

Estrelas Cadentes

Deitados na relva húmida 
Cobertos por corpos celestiais
 Nos quisemos distantes da vida 
Por levarmos uns copos a mais 

Sorriste-me pela primeira vez 
Concordantes na nossa epopeia 
Senti em teus dedos a insensatez 
Na incompreensão que te rodeia 

Flores deitadas no céu noturno 
Foram fazer do cosmos sua arte 
A olhar júpiter nos vemos sem turno 
Quando me aterra dizer amar-te 

Unimos versos que nos são enviados 
A estrela cadente em seu doce cortejo 
Apressados apontámos sincronizados 
Sabendo ter pedido o mesmo desejo

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Artesão Astral

Para onde vão as palavras quando são ditas? 
É o vento que embala seu trajeto aos céus? 
Quero acreditar que nos fogem além do planeta 
Que os mil milhentos milhões de estrelas na galáxia 
Foram, um dia, as palavras bonitas de um poeta

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Escrever sobre escrever

Sentei-me numa cadeira triste 
Prometi escrever sobre o que vivesse 
Na cúpula mãe dos meus pensamentos 
Encontrara boa disposição passageira 
Mas já assumi a tristeza da cadeira 

As letras lá se vão encaixando 
Não expectando que outros olhos 
Talvez se possam cruzar com elas 
Só vim escrever sobre escrever 
E um poema acabou por nascer 

As luas participantes numa profecia 
Me esbravejam sussurros sossegados 
Insinuando a próxima pegada a pisar 
O fulgor do caminho aclara um aviso 
E até a cadeira já esboça um sorriso

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Para quê palavras?

Para quê palavras 
Quando tenho a cara pintada 
Com histórias de loucuras 
Retratadas, de leve, em canções, 
Poemas e pinturas 
Supliciadas pela imaginação... 
Ah, minhas palavras! 
Amontoadas num monte vazio 
Me fugiram num sopro sombrio 
E nesse vazio ficarão…

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Amor a seu tempo

Querer amar perdidamente 
Quer o de perdida mente 
Que um amor não justifica 
Perder as sobras da vida! 

Queiram amar calmamente 
Um amor de calma mente 
É aceitando a placidez do dia 
Que se lhe sente a harmonia! 

Privem-se de amar tristemente 
Amar não cura a triste mente 
É depois de arrumar a cozinha 
Que o amor toca à campainha!

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Borboleta Amarela

Borboleta Amarela 
Manifestara em suas asas 
Fortunas, canções de embalar 
Revelara em toda sua plenitude 
Díspares fados por idear 

Borboleta Amarela 
Regenerara o galho ao rio, 
Doce mel da água corrente 
Brandura silenciosa fugira 
Ao ínfimo soído aparente 

Borboleta Amarela 
Riscara suas narrativas anteriores 
Remediara seu contorno singular 
Retivera o tom da sua compostura 
Somente ao não se inibir de voar

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Portugal

No que te tornaste, ó Portugal 
Esqueces-te do que nos ensinaste, 
Os mares que conquistaste? 
Meramente sabe o português o que sofreu 
Cada lusitano guerreiro e bravo navegante 
Dono da coragem inquietante que te moveu 

Ser Português é ser refém da saudade 
O afamado asfixiante aperto no peito 
De ver no horizonte sua cara-metade 
partir em busca de mais um feito 
Por ti, ó nação.

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