Biografia
Lista de Poemas
Estrelas Cadentes
Deitados na relva húmida
Cobertos por corpos celestiais
Nos quisemos distantes da vida
Por levarmos uns copos a mais
Sorriste-me pela primeira vez
Concordantes na nossa epopeia
Senti em teus dedos a insensatez
Na incompreensão que te rodeia
Flores deitadas no céu noturno
Foram fazer do cosmos sua arte
A olhar júpiter nos vemos sem turno
Quando me aterra dizer amar-te
Unimos versos que nos são enviados
A estrela cadente em seu doce cortejo
Apressados apontámos sincronizados
Sabendo ter pedido o mesmo desejo
Artesão Astral
Para onde vão as palavras quando são ditas?
É o vento que embala seu trajeto aos céus?
Quero acreditar que nos fogem além do planeta
Que os mil milhentos milhões de estrelas na galáxia
Foram, um dia, as palavras bonitas de um poeta
Escrever sobre escrever
Sentei-me numa cadeira triste
Prometi escrever sobre o que vivesse
Na cúpula mãe dos meus pensamentos
Encontrara boa disposição passageira
Mas já assumi a tristeza da cadeira
As letras lá se vão encaixando
Não expectando que outros olhos
Talvez se possam cruzar com elas
Só vim escrever sobre escrever
E um poema acabou por nascer
As luas participantes numa profecia
Me esbravejam sussurros sossegados
Insinuando a próxima pegada a pisar
O fulgor do caminho aclara um aviso
E até a cadeira já esboça um sorriso
Para quê palavras?
Para quê palavras
Quando tenho a cara pintada
Com histórias de loucuras
Retratadas, de leve, em canções,
Poemas e pinturas
Supliciadas pela imaginação...
Ah, minhas palavras!
Amontoadas num monte vazio
Me fugiram num sopro sombrio
E nesse vazio ficarão…
Amor a seu tempo
Querer amar perdidamente
Quer o de perdida mente
Que um amor não justifica
Perder as sobras da vida!
Queiram amar calmamente
Um amor de calma mente
É aceitando a placidez do dia
Que se lhe sente a harmonia!
Privem-se de amar tristemente
Amar não cura a triste mente
É depois de arrumar a cozinha
Que o amor toca à campainha!
Borboleta Amarela
Borboleta Amarela
Manifestara em suas asas
Fortunas, canções de embalar
Revelara em toda sua plenitude
Díspares fados por idear
Borboleta Amarela
Regenerara o galho ao rio,
Doce mel da água corrente
Brandura silenciosa fugira
Ao ínfimo soído aparente
Borboleta Amarela
Riscara suas narrativas anteriores
Remediara seu contorno singular
Retivera o tom da sua compostura
Somente ao não se inibir de voar
Portugal
No que te tornaste, ó Portugal
Esqueces-te do que nos ensinaste,
Os mares que conquistaste?
Meramente sabe o português o que sofreu
Cada lusitano guerreiro e bravo navegante
Dono da coragem inquietante que te moveu
Ser Português é ser refém da saudade
O afamado asfixiante aperto no peito
De ver no horizonte sua cara-metade
partir em busca de mais um feito
Por ti, ó nação.
Português
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