Estrelas Cadentes
Pedro Reis Soares
Deitados na relva húmida
Cobertos por corpos celestiais
Nos quisemos distantes da vida
Por levarmos uns copos a mais
Sorriste-me pela primeira vez
Concordantes na nossa epopeia
Senti em teus dedos a insensatez
Na incompreensão que te rodeia
Flores deitadas no céu noturno
Foram fazer do cosmos sua arte
A olhar júpiter nos vemos sem turno
Quando me aterra dizer amar-te
Unimos versos que nos são enviados
A estrela cadente em seu doce cortejo
Apressados apontámos sincronizados
Sabendo ter pedido o mesmo desejo
Português
English
Español