Lista de Poemas

Cicatriz

Cicatriz
Bela! És linda alegre, falante e singela
Tua beleza é muito além da periferia
Além da pele e dos perfumes sem maquiagem
Quero Ter sempre tua alegria que me contagia.
Cicatrizes são marcas na pele de um tempo sofrido
Mas que passou, virou troféu da vida no corpo
Que marca uma vitória, além da morte
Olhar pra Jesus o Pai da eternidade o Deus forte
Cicatrizes nas mãos do meu Senhor
Torna belo o redentor
Marcas da vitória com explendor!
Não penses que isso prejudica
A mim me edifica me deixa forte
Mulher linda, vitoriosa sobre a morte.
Te amo
Pedro Luiz Almeida

Homenagem a minha esposa Silvana
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Navegar com Ele estou seguro.

Em tempo de Corona Vírus,
Navegar com Ele estou seguro!...
Sua graça não estabelece fronteiras. Não há limites na Sua misericórdia, nem barreiras que não sejam vencidas, muito menos obstáculos que não sejam superados em tempos tempestuosos. Seu amor oxigena a minha alma com graça,
e refrigera o meu coração. Quando estiver desanimado ou cansado, lançarei a âncora da esperança no oceano de sua infinita misericórdia. Hastearei bem alto da minha embarcação a bandeira da paz e com tranquilidade enquanto faço minhas orações contemplo a paisagem... Descanso por um instante. Com alegria chegarei ao meu porto seguro. Ele Me colocou como herdeiro das riquezas infinitas em Jesus. Quando retomo a minha viagem, a energia e o poder do Seu Espirito me revigora. Com o vento do Espirito, Ele inflama a lona do meu barco! seguro o timão com os olhos focados no infinito. Meus sentimentos de harmonizam e recebo um beijo no rosto o Sol de Sua justiça. que me aquece por completo. Nada poderá me deter...
Pedro Luiz Almeida
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Salve 27/07

Hoje é teu dia! Agradeço todos os dias por tua vida na minha vida. Deus me preparou uma grande dádiva... Você me completa em todos os sentidos. Amor de minha vida... Companheira leal... Serva de Deus... Motivadora de meu ministério... falta-me palavras para dizer o que você significa na minha vida...Se pudesse definir você em uma frase diria: “flor do rochedo”... Sua beleza encanta porque você sempre me surpreende com a capacidade de florescer em meio de circunstâncias mais íngremes e superar todas as dificuldades assomadas no itinerário da vida. Nunca perde a candura e a alegria de ser quem sempre foi. Nesta data maravilhosa me alegro pelo único fato de ser seu marido. Te amo para sempre. Nele quem somos o que somos por ser Ele quem É.
Feliz aniversário meu Bem Bem querer
Pedro Luiz Almeida
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Flor do Rochedo

Flor do Rochedo

Na fenda da Rocha; uma semente
Um pássaro num pouso plantou
A gramínea floresceu comprimida
Jamais será colhida nem tolhida

O fenômeno surgiu, brotou!
Na selva, próximo ao mar floresceu!
Na rocha brotou e ali fusionou
Na mata ao lado do mar se alegrou

A mim surpreendeu a fusão
Por ela, fui cativo em paixão
Junto a rocha firmamos o coração

Há muitos anos a flor floresceu
ciclos distantes,duas florzinhas nasceram
Ah! jardim rochoso de três flores sou seu jardineiro
Te amo
Pedro Luiz Almeida
www.minacq.com.br ( poema feito em homenagem a minha esposa por mais um aniversário).
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Diálogo das flôres



Margaridas, tulipas e hortênsias reunidas no jardim
Conversavam com o cravo, o lírio , a boca de leão:
Margarida perguntou: “Porque as mulheres preferem a Rosa
Quando são escolhidas por um varão?” 

O cravo, argumentou sobre a rosa:
“O vermelho escarlate de suas pétalas
revelam a paixão, a cor preferida.
Estão com ciúmes, minhas queridas?”

“As outras flores, são únicas... Maravilhosas!
Carregam a beleza do branco das tuas pétalas Margarida
A cor branca, que imita a ação da luz no prisma das flores preferidas”

Todas aplaudiram o cravo que só na canção brigou com a rosa.
O lírio levantou e disse: “ somos metáfora da natureza
Olhai os lírios... Nem Salomão se vestiu com tanta beleza

Pedro Luiz Almeida
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Envelhecer feliz



É preciso obter uma visão macro da vida. Amplie a mente além do horizonte das coisas visíveis. Não seja prisioneiro da angústia quando pensamentos negativos sobre o futuro assombrarem tuas expectativas quanto ao futuro.

As convicções embasadas na fé em Deus nos preparam para bons dias vindouros.  É evidente que o tempo deixa as marcas no corpo, à medida que o passar dos anos vai marcando o fim da mocidade, a vontade de viver é ameaçada pelo enfraquecimento do corpo.

Mas será assim mesmo? Não é por ai. O ciclo da vida tem o seu inicio e fim de formas belas e atrativas. Existe gente viva e gente morta. Não existe uma idade fisiológica em que marque o fim de todas as nossas atividades.

Juventude antes de ser um ciclo da vida é um estado de espírito. Não envelhecemos porque vivemos um certo número de anos, mas sim quando não planejamos a vida com metas e objetivos. Não seja uma alma envelhecida pelo pessimismo.

Viver é desafiante, todo o dia precisamos da sinergia de Deus. E isso acontece porque viver não é difícil. O que é realmente difícil é saber viver.

Não importa quantos anos tenha vivido até aqui. Planeje para o ano de 2019 a amar sua família. Pense melhor, raciocine, se encante pela literatura.Faça algo de bom sempre, mas não se revele, apenas pratique a bondade de forma pessoal e intimista e você verá o bem que isso faz para a alma.

Estude, faça reflexões, termine a comece um novo curso. Trabalhe com propósitos, mexa na terra, plante um jardim cultive uma horta. Comece teu dia observando os detalhes, tire fotografias dos momentos sejam eles o que forem, registre isso de alguma forma. Aprenda a gostar de crianças. Tenha um cachorro.

Preserve a natureza onde for viva a vida intensamente como se fosse teu ultimo dia, porque pode ser que seja mesmo.  Faça caminhadas, cuide de sua família e alimentação, livre-se dos maus hábitos. Ouça as pessoas e se interesse pelos seus projetos, incentive-os,  chore com os que choram e se alegre com os que se alegrem. Não crie falsas expectativas sobre pessoas.  Seja um belo velho que é a mais formosa de todas as ruínas. Se o ciclo da juventude é romance curta com sua esposa e tenha  uma velhice assim.
 





Pedro Luiz Almeida
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Folha solta



Flutua a folha verde como asa delta solta no ar
Desfolhada que foi pelo agito do vento no galho da árvore
E lá vai ela num vai e vem frenético sem som
em descida ascendente decadente... Imponente!
Plaina suavemente na terra molhada como em câmera lenta 
O verde claro me acena num resíduo de esperança enquanto pousa.
Mesmo misturada na poça de lama, ela se impõe e transcende
Na flâmula do verde louro dessa terra barrenta
Sofrida, sorri entre os madrigais que a rodeiam
Em pleno verão desprendeu-se árvore sua raiz mãe
No novo e pleno ciclo do cisco, vai fertilizar o chão que caiu
Sua nova morada, a terra, o chão que surgiu.
Fora de sua fonte de vitalidade, o pó volta ao pó
Assim é a vida... Esperança contida,
Germina sempre de uma forma ou outra.

Pedro Luiz Almeida
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A rua (Crônica)

A Rua

Uma via de acesso que marca o espaço urbano de uma cidade. Rua tem nome... rua tem alma, porque ela conta histórias das pessoas da cidade homenageiam seus cidadãos ilustres, e as datas históricas que marcaram eventos.

Os nomes das ruas são homenagens aqueles que de alguma forma  contribuíram para o bem estar da cidade do país.  A rua marca a história, a saga de uma família, apesar do espaço ser o mesmo, o cenário arquitetônico transmuta-se em outras paisagens no decorrer do tempo.

Cada pessoa tem uma história familiar na rua onde moraram.  Entre muitas ruas que marcaram a minha vida rua 24 de outubro na cidade de Itararé interior de S. Paulo é a que mais marcou em minha vida. Por esses dia tive a oportunidade de caminhar por ela. Foi um momento impar na minha vida. Aproveitei curtir os momentos que a oportunidade me patrocinava na minha jornada nessa vida. Isso porque nos meu cinquenta e 63 anos de existência especificamente essa marcou a minha historia.

Essa rua, particularmente me traz recordações de um tempo que não volta mais, mas que ajudou a  consolidar minha personalidade, pelos eventos marcantes da minha vida que ali ocorreram. Eu lembro-me de quando chegávamos do interior do norte do Paraná, depois de uma extensa viagem de Jeep com minha família.

 Itararé, quase divisa com o Paraná no interior de S. Paulo e minha  cidade Natal. Era para mim a cidade grande; o moderno ali estava. O cinema da avenida S. Pedro, o Padaria do Marcondes da rua XV de novembro.

 Meu pai viajava com toda a família de Jeep por longas 10 horas de viagem pelas estradas poeirentas, que naquele tempo não tinha asfalto.  A alegria de rever meus avós e meus tios e primos eram tanta que mal dormia naquela primeira noite de chegada. No dia seguinte levantava-me bem de manhã para saborear um gostoso café com manteiga. O cheiro do café torrado do pão feito em casa  invadia as dependências da casa de minha avó.

Logo após o café eu ia para o jardim que minha avó cuidava com tanto carinho. O cheiro da tinta nas latas, o cal na bacia de barro, cheiro das flores essa cena e os odores que dela provinham me situava no lugar. A casa dos meus avós.  Meu avo era pintor de paredes e ao lado jardim ficava o depósito de latas de tinta , o pincéis que ele guardava para pintar  as casas. Sentava-me no Hall de entrada da casa e ficava contemplando o céu.

Após o café da manhã eu ia para o Hall da entrada do casarão e naquelas  manhãs  iluminada, ficava absorto no cenário, um céu sem nuvens. Ficava ali com meus braços entre os joelhos com as mãos sobre o queixo, contemplando os transeuntes e observando. A paisagem, enquanto aguardava  meus primos para brincarmos de bicicleta, pega-pega esconde- esconde.

O ritual da vaca amarela na hora do almoço, as brincadeiras no fim da tarde, a correria na praça à noite com todos os meus primos que era mais de 13, faziam a festa das minhas férias, tudo acontecia ali... Na Rua 24 de outubro. Por esses dias após muitos anos, tive a oportunidade de viajar para minha  cidade natal e depois de 40 anos passei em frente da  casa de minha avó.

Ela não existe mais...  No lugar do casarão uma linda residência de alvenaria com portões eletrônicos, de acesso controlado.  Mas o fato de estar ali naquele local, foi como se retroagisse no tempo.

  Assentei-me no meio fio, onde ficava o hall de entrada do casarão. Pousei meus cotovelos nos joelhos e coloquei as mãos no queixo, minha postura preferida no dia seguinte após a minha chegada na casa de meus avôs. Por um instante fechei os meus olhos. Confesso que foram momentos devocionais, onde a imagem. das cenas passadas me vinham a lembrança. Os meus  pais e meu avos  e a maioria dos meus tios já não se encontram mais em nosso meio. Apenas a memória daqueles tempos memoráveis, me trouxeram lindas recordações.

Nesse universo macro de múltiplas cidades e avenidas iluminadas existem ruas belíssimas nos grandes centros, mas  especificamente essa que cito não se refere à beleza estética do espaço geográfico. Mas por mais paradoxal que seja, lá está o cenário mais belo. Estou falando de um pequeno espaço de dois quarteirões de uma ruazinha de uma cidadezinha do interior de S. Paulo, onde o que menos havia era beleza do contexto geográfico. Mais uma vez, lá estava eu na minha rua preferida, Rua 24 de outubro, assentado quase no mesmo local. Percebi que no espaço entre dois Paralelepípedos, uma flor minúscula, sobressaia entre as saliências das pedras. Era como se eu recebesse uma mensagem da continência da vida.  Estava na rua mais linda da minha história. .

 Estou falando da beleza dos momentos que ali passei. A rua da casa de minha avó materna me fez lembrar um tempo que desapareceu nos grandes centros. Um centro de convivência familiar onde havia sentido ser família. É a minha história, o inicio da formação de minha personalidade. A rua está lá num espaço geográfico onde minha história aconteceu.  Momentos lindos que marcaram minha infância e o inicio de minha adolescência. Sentado na esquina que antes ficava situado a casa dos meus avôs me emocionei ao contemplar as pedras de paralelepípedos quase que eternas naquele chão.

 Essa pedras são como couraças da rua. Pensei na primeira vez que pisei nela, novamente estava ali na minha rua preferida. Percebi nos pequenos espaços que separavam as pedras uma das outras, uma tenra e minúscula flor vermelha que se sobressaia entre a graminha verde, que teimosa insistia a estar ali apesar dos pneus dos velozes veículos de nosso tempo. A rua do picolé colorido, das pipas, da bolinha de gude, do triciclo. A Rua do Biju, do jornaleiro, a rua do leite e do pão fresquinho que o padeiro deixava na porta pela manhã. É impossível não se quebrantar diante de um céu iluminado diante de um cenário onde as cenas da minha infância se desenrolaram.

Eu ali... Sentado, cinquenta e três anos anos mais tarde... E olhando aquela florzinha, é como se a rua me dissesse “a vida continua...” Outras pessoas construíram a sua história e outras estão a construir  na mesma rua, no mesmo espaço que foi palco de uma vida de uma numerosa família.

Refleti nessas coisas sutis que a vida cria, e haveis de compreender então a razão por que os humildes limitam todo o seu mundo à rua onde moram, e por que certos tipos, os populares, só o são realmente em determinados quarteirões. Sem duvida o dia 30 de novembro de 2008 foi um dos dias mais felizes de minha vida. Foi um presente do acaso premeditado, pois fui parar na minha rua preferida para matar as saudades. Quantas coisas aconteceram ali. Vi os transeuntes, percebi dois garotos na calçada. A rua reiniciando a história na vida de outras pessoas.


Parafraseando aqueles versinhos

Se essa rua se essa rua fosse minha
Eu mandava eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas com pedrinhas de brilhantes
Para o meu coração alegre sempre estar.


Agradeci a Deus, pela vida dos meus avôs dos meus pais.  Levantei-me e continuei minha caminhada . A vida continua... A rua continua... Na sua missão sagrada, testemunhando e capturando as almas das pessoas que por ali viverem.
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Eis a onda!




Cintila em tons azulados esfumadas em branco
Numa cordilheira serrana altos sons parece um pranto
Momentânea em fração de segundos,salpica no ar
Assoma em beleza fulgurante que espuma o mar

Vem quebrar na praia trazendo atritos do universo da areia
Fragmentos de conchas exauridas do vai e vêem da maré cheia
Milhares de ciscos se ajuntam em aspersão em som sem igual

Eis a onda! envia seu som no caracol... 
Eis onda ! Brilha ao Sol! Ao dispersar

Estala forte no casco de um barco ao longe que a lona inflama
Arremete pro alto uma curva em túnel de vítreo em nada 
Alegria do surfista ao atravessar essa onda de espuma
Correntes de águas que faz milhares de formas quebradas

Estala na praia alcança a criança que brinca com ela
Que cata a onda na conchinha quando não há água na tigela
Para construir seu castelo se sonhos; estilhaços de areia
Que a onda constrói... Quando se acha só, ela mesma Destrói!

Pedro Luiz Almeida
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Família

F arol que ilumina na direção certa.

A ncora que protege a sociedade de um naufrágio.

M antenedora de vínculos afetivos.

I rmandade dos ascendentes e descendentes.

L ugar em que se convive com a incoerência do outro

I ntimidade plena das emoções.

A mor! é a linguagem dos seus integrantes

Pedro Luiz Almeida
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