Escritas

Lista de Poemas

ACREDITO

Eu acredito
Que posso viver os meus sonhos,
E tudo se tornar real
Existo para viver, cair, aprender,
Levantar e seguir em frente
Perco-me...
Procuro-me...
E no fim...sempre me encontro.
Não me doo pela metade
Não há meios termos
Ou sou tudo ou sou nada
Luto por tudo em que acredito
Eu persigo o brilho das estrelas
Sei que posso ir mais além
Alcançar o que tanto desejo
Eu não desisto mesmo que seja ardúo
Eu acredito!

In "Palavras Guardadas"
Paulo Faria
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TRÊMULO

Queria...
Tanto e ... tão pouco eu queria
Apenas queria...
Não ter vontade de querer.
Querer com esta dor que corroí
Bem cá  fundo da minha alma
Fazendo-me sentir só e perdido
Neste coração preso inabitado.
De tanto querer...
Já não quero mais querer
O que outrora tanto queria
Quero...
De novo querer

In "Palavras Guardadas"
Paulo Faria
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SEMPRE EM MIM

És o principio...
O meio e o fim da minha vida
És a razão do meu desabrochar.
Nasci para te amar incondicionalmente
Guardando em mim durante este tempo
Os beijos...os carinhos e sorrisos teus
Estiveste sempre em mim...
Hoje no toque de teus beijos,
Minha alma emana paixão
Minhas mãos ficam trémulas...suadas... 
Em teus abraços me perco
E em teus olhos me encontro.
Nosso amor nunca se vai dissipar
Pois tu, e só tu...
És a paz que me faz viver

In "Palavras Guardadas"
Paulo Faria
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SEM PRESSA DE VIVER

Não tenho pressa de viver
A vida concede-me momentos únicos...especiais,
Cada qual com o seu devido tempo
A vida tem o seu próprio cronometro.
Vivo intensamente o que deve ser vivido,
Aproveitando os momentos junto das pessoas que eu amo.
Não deixo para depois ou tento adiantar o que não posso,
Desfruto cada segundo como se fosse o último.
Vivo o presente aqui e agora.
Continuo na estrada sem desvirtuar o meu caminho
Se pudésse acelerar o tempo, jamais sabería viver! 

In "Palavras Guardadas"
Paulo Faria







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MEU MAR



Enorme mar, com coração guerreiro
De ritmo desigual, coração mau,
Eu sou mais mole que esse pobre pau
Que prisioneiro, apodrece nas tuas vagas.
Dá-me a tua cólera tremenda,
Eu passei a vida a perdoar,
Porque entendia mar, eu me fui dando
Piedade, piedade para o que mais ofenda
Vulgaridade, vulgaridade que me acossa.
Vês o vulgar?
Esse vulgar faz-me pena,
Falta-me o ar e onde falta... fico.
Quem me dera não compreender, mas não posso
É a vulgaridade que me envenena.
Empobreci porque entender aflige,
Empobreci porque entender sufoca,
Abençoada seja a força da rocha!
Eu tenho o coração como a espuma
Eu sonhava ser como tu és,
Além nas tardes em que a minha vida
Sob as horas cálidas se abria...
Ah, eu sonhava ser como tu és
Olha para mim, aqui, pequeno, miserável,
Com toda a dor que me vence, com os sonhos todos;
Mar... dá-me,
Dá-me o inefável empenho
De tornar-me soberbo, inacessível.
Dá-me o teu sal, o teu iodo, a tua ferocidade,
Ar do mar!... Oh, tempestade! Oh, enfado!
Pobre de mim, sou um recife
E morro, mar, sucumbo na minha pobreza.
E a minha alma é como o mar, é isso,
Ah...a cidade apodrece-a engana-a;
Pequena vida que dor provoca,
Quem me dera libertar-me do seu peso!
Que voe o meu empenho, que voe a minha esperança...
A minha vida deve ter sido horrível,
Deve ter sido uma artéria incontível
E é apenas cicatriz que sempre dói.

In "Palavras Guardadas"
Paulo Faria
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TREVAS QUE SE ESVAEM

Sem ti...estou perdido
Os dias são trevas que se esvaem
Carregadas de um mar de ilusões
Navego em águas de correntes incertas
Enfrentando todas as tormentas e marés
Sem porto à vista para ancorar.
Perdido...
Lanço minhas redes ao mar
Na esperança de teu amor alar
As redes revelam-se vazias...
E de ti...já não sei mais

In "Palavras Guardadas"
Paulo Faria
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PALHAÇO

Palhaço moribundo
Com um sorriso aberto
Vives neste carrossel da vida
Espalhando uma alegria sem fim
Perante uma plateia de juízes implacáveis
Transportas contigo a tristeza escondida
Num manto pesado de dor
Secas são  tuas lágrimas
Que banham em tua alma ferida
Só abafadas com um simples e doce olhar
De um sorriso puro de uma criança

In "Palavras Guardadas"
Paulo Faria
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REENCONTRO

Ao universo me vou render
Deixando o mundo mostrar
A minha próxima aventura.
Não vou mais olhar para trás
Quero viver no presente. 
Descobrindo um propósito para viver,
Novas portas descerrar,
E um novo rumo encontrar
Sem medos nem receios
De num novo jardim
Meu amor desabrochar

In "Palavras Guardadas"
Paulo Faria
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SEGUIR EM FRENTE

Não quero mais mendigar teu amor
Nem tão pouco a tua compaixão
Chega de mágoas e sofrimento
Vou soltar as correntes que prendem
Meus pulsos aos meus pensamentos
Seguir em frente é essencial
Olhar para traz é perda de tempo

In "Palavras Guardadas"
Paulo Faria








A vida vai além do que eu possa ver.
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SONHOS SEM ESTRELAS

Diz-me quem tu és...
Que não sei onde te encontrar...
Como te procurar...
Nas noites que passo sem dormir
Fecho meus olhos e consigo te ver
Ouço uma voz que fala de ti
Como um canto de sereias
Lentamente...vou te encontrar.
O ceú ilumina minhas noites 
Em sonhos sem estrelas
Imagens do teu rosto
Vagueiam na minha mente
Eu estou assustado...
Cansado e desesperado
Mas vou esperar
E se fores embora 
Deixando-me aqui sozinho...
Ainda assim...esperarei por ti
E no fim das palavras,
Dos sonhos, eu vou gritar
Eu te amo!

In "Palavras Guardadas"
Paulo Faria











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Comentários (2)

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Maria Helena Meireis.
Maria Helena Meireis.
2023-10-23

Belos poemas. Parabéns, estas palavras não se devem guardar.

paulos63
2020-06-10

Obrigado.Abc