Lista de Poemas
Ardente e incandescente
O desejo ardente,
Incandescente
Que vivia em Espanca,
Agora me espanta
Quem ainda é vivo
O desejo
E romantismo
Nos corações de muitos,
Nestes com coração português.
- D.N.N
(de Portugal)
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De cabisbaixo
Andavam sisudos
Por trabalhos carrancudos
Pagos por estúpidos,
Ainda aqui andamos
De cabisbaixo
À espera de salários
Menos baixos.
Ó inflações,
Regras impostas por não-eleitos
Aos eleitos ao degaste
E ao cinzento que paira
Na mente dos que ouvem
Falar sobre a futura nuvem carregada
De choros secos que se aproximam
Quase sempre.
- D.N.N
(de Portugal)
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Poetas e Malfeitores
Terra de poetas,
Rimas deles e dela,
Odes, romances e melancolias
Em terra onde cheira a maresia,
Não tentem trancar sabedorias,
Sabedorias passadas,
Não se atrevam, malfeitores,
Com os vossos corretores!
- D.N.N
(de Portugal)
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Ração com sabor a pátria
Nação que só nos dá ração,
Com ou sem inflação,
Aqui andamos oprimidos
De coração nas mãos
À espera de uma nova nação
Como a poderosa e antiga,
Mas a ação é pouca
Para tal privilégio.
- D.N.N
(de Portugal)
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Prosa Poética sobre Criaturas Estranhas!
Que criaturas estranhas atravessaram os nossos caminhos sinuosos remexendo com as nossas entranhas, ó que diacho! Todos sentiram-se em baixo quando microfones encheram as nossas casas com leis dadas por reis em tempos de democracia sem qualquer tipo de sabedoria dentro daqueles ricos fatos que serviriam melhor aos ratos que em praticamente nada nos importunam o nosso quotidiano. Anarquias, desejos destas enchem as almas de quem ainda vive na esperança de sorrir como antes sorria, antes da partitura ser ditada e tocada no piano de todos nós, os ordinários fulanos…
- D.N.N
(de Portugal)
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Soneto - Os calados e os alados
Sistemas imperfeitos anestesiam tudo,
Tudo o que é perfeito
Torna-se mudo
Sem alento e preceito.
O legislativo conta a anedota,
O executivo percebe a piada.
Continuamos a ser o alvo de chacota,
E nossas vidas suas criadas.
O judicial conta as notas,
Entretendo-se com as quotas
Do povo curvado e penetrado.
Laborem! Dizem eles entrelinhas
E entre cortinas,
E o povo aqui, desalado.
- D.N.N
(de Portugal)
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Liberdades Frescas
Liberdades frescas
Consumadas por mentiras podres,
Bobos coroados,
Reis destronados
Por aristocratas embaraçados
De sangue violeta.
Ouçam as trombetas
Que alegram patetas
Com telepontos!
- D.N.N
(de Portugal)
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Soneto – Não há quem queira
Indecisões em tempos de espera,
Que horrores criamos na mente!
Não há quem queira
Sentir o lugar onde não há gente.
Noites de cansaço, noites…
Sonhos de fracassos
Onde tudo o que imagino são açoites,
Acordando sentindo-me aos pedaços.
Café torrado,
Cigarro inalado,
Assim começa o dia de quem anseia.
Não há quem queira viver assim,
Mas quando chega à hora
Tudo isto me chateia!
Soneto – Tolerância Animalesca
Tolerâncias parciais,
Ó que gente superficial,
Que cantam que nem pardais,
Mas nada do que dizem é oficial.
Censuram por conveniência,
Sem rancores,
Como tolos de província,
Magoando-se quando enfrentam as suas dores.
Mudam histórias
Para criarem as suas fábulas históricas,
Abominações!
Lágrimas doces,
Línguas de limão-doce
Que pregam falsas premonições.
- D.N.N
(de Portugal)
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-cias e mentiras
Sujidades em nome de democracias,
Ai que hipocrisias
Que esta gente sente e sentia
Em tempos de delírios e mentiras
Não há nada melhor que a verdade,
Da saudade de ser livre,
Ir e sentir
Sem ter de mentir
Sobre as nossas ideologias
Que em nada se comparam às orgias
De mentirosos na televisão,
Tenham atenção
À falsa ereção que estes ecologistas da verdade
Vos proporcionam sem evidências
Mas apenas com pistas
Para vós,
Chupistas de mentiras.
-D.N.N
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Duarte N. Nóbrega nasceu na Madeira, Portugal em 1996. É licenciado em Línguas e Relações Empresariais pela Universidade da Madeira. É argumentista, romancista e poeta. Vendeu o seu primeiro argumento a um produtor independente de Los Angeles em 2020. Duarte também já foi publicado nas revistas literárias norte-americanas Twenty-Two Twenty-Eight, diversas vezes em Teach Write by Katie Winkler e na Birmingham Arts Journal, e na revista artística Brasileira Mirada Janela.